19 de abr de 2010

http://epoca.globo.com/edic/236/trans19.jpg
CASAL: Rusty Mae (de blusa vermelha), com a companheira Chelsea

A Cama na Varanda: O estranho caso do homem que virou lésbica
Americano conta como a operação para mudança de sexo o fez encontrar sua verdadeira identidade

Ruseel Moore, economista e professor universitário americano, 62 anos, vivia com a mulher e os três filhos. Após a cirurgia de mudança de sexo, passou a viver integralmente como mulher e trocou de nome, Rusty Mae Moore. Casou-se com outro transexual, também operado. Na entrevista que fiz com Rusty, ela relata como foi essa transformação.

Quando você decidiu que se tornaria mulher?
Eu não me tornaria mulher... sou uma pessoa transexual. Eu tinha os genitais de homem, mas no cérebro eu era mulher. Tomei a decisão de fazer a cirurgia porque não suportava mais me relacionar com as pessoas no papel de homem. Quando eu tinha mais de 40 anos, o velho desejo de ser mulher entrou novamente no meu cérebro. Eu estava tão cansada... Resolvi então me deixar livre para seguir meu caminho, encontrar meus verdadeiros desejos.

Você gostava de transar com mulher?
Sempre. Transei com muitas mulheres. Antes de entrar nesse processo de transição, fui completamente heterossexual, atraído por mulheres. Tive, talvez, três ou quatro experiências com homens.

Sua companheira atual era um homem que também se tornou mulher. Você se considera lésbica?
Eu sou bissexual. A minha companheira é lésbica. Ela não gosta de sexo com homens.

O que você sentiu depois da cirurgia?
Num primeiro momento a sensação é de renascimento. Uma alegria total. Meu cérebro era de mulher, a mudança foi somente nos genitais. Eu não podia mais suportar uma vida como homem. Quando todos falavam comigo como se eu fosse homem, sentia um grande ataque à minha identidade.

Você não escondeu de ninguém?
Quando você está no meio da transição, se você mostra o lado feminino, sofre muito preconceito. Nos EUA, para que ocorra a cirurgia, a pessoa tem que viver pelo menos um ano no gênero em que ela deseja se transformar. Eu tenho sorte de não ser uma pessoa muito bonita, todos me aceitam como mulher sem pensar muito.

Como foi sua infância e adolescência?
Muitos transexuais contam que apanhavam... eu não vivi isso. Fui atleta, tinha muitas atividades. Não era muito forte, mas joguei todos os esportes na escola e me esforçava para ser muito brava... usei palavrões. Me esforçava para que minha voz fosse mais grave...tentava esconder isso. Eu namorava garotas. Em certas ocasiões eu gostava de me vestir de mulher.

DO O DIA - POR REGINA NAVARRO LINS
Read More ->>

Vaticano revela que 60% dos casos de pedofilia envolvem padres homossexuais


Vaticano revela que 60% dos casos de pedofilia envolvem padres homossexuais

Depois de comparar pedofilia e homossexualidade, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou, nesta quarta-feira que as declarações do chefe de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, se referiam somente à Igreja Católica.De acordo com Lombardi, o cardeal só abordou a "problemática dos abusos no interior da Igreja, e não na população mundial" durante sua visita ao Chile.

"Se referiria, evidentemente, à problemática dos abusos sexuais da parte dos sacerdotes, e não da população em geral", ratificou ele, referindo-se às declarações de Bertone, que repercutiram entre autoridades políticas e civis, além de organizações de homossexuais.

O porta-voz ainda revelou que pesquisas da Igreja Católica apontam que 60% dos casos de abusos sexuais contra crianças são cometidos por padres homossexuais. De acordo com Lombardi, as análises feitas pelas autoridades da Igreja e pela Congregação para a Doutrina da Fé "resultam simplesmente no dado estatístico" de que 60% dos casos envolvem pessoas do mesmo sexo e 30% entre heterossexuais.

Redação SRZD
Read More ->>

18 de abr de 2010

Transexuais saem do armário e a ciência mostra que a mudança de sexo não é perversão

Nasce uma mulher
Transexuais saem do armário e a ciência mostra que a mudança de sexo não é perversão

De todas as variantes da sexualidade humana, nenhuma é tão incompreendida quanto o transexualismo, a bizarra experiência de nascer com cromossomos, genitais e hormônios de um sexo - mas ter a convicção íntima de pertencer ao gênero oposto. Enquanto gays, lésbicas e travestis assumem os órgãos genitais que têm, transexuais repudiam o que a natureza lhes legou. Vivem um estranhamento em relação ao próprio corpo que desencadeia tentativas de automutilação e suicídio.

QUERO TER MINHA LUA-DE-MEL
Marília Gabriela, 22 anos, maquiadora



CONVERSÃO
Marília, depois da cirurgia de mudança de sexo, e na adolescência, como Errolclaud

Fiz a cirurgia de mudança de sexo há dois meses. Nos primeiros dias senti dores incríveis. Gemia o tempo todo e mal podia mover e trançar as pernas. O incômodo durou dez dias e nenhum analgésico resolvia. Mas valeu a pena porque hoje me sinto uma mulher completa. Só me arrependo de não ter feito a operação antes. Sinto-me mulher desde que me conheço por gente. Nasci em Belo Horizonte e, aos 5 anos, já destruía o estojo de maquiagem da minha mãe, Marília. Aos 10, as amigas dela olhavam o meu cabelo chanel e diziam: 'Que linda menina você tem'. Ela não se deixava abalar pelos comentários e sempre compreendeu meu sofrimento. Mamãe tem acompanhado toda a transformação do meu corpo. Comecei a tomar hormônios femininos aos 13 anos. Depois vieram a prótese nos seios, o silicone no corpo, a lipoaspiração. Sonho em me casar e há um ano namoro um administrador de empresas de 32 anos. Estava sozinha na fila do cinema quando ele se aproximou. No terceiro encontro, contei que era transexual. Ficou transtornado, mas disse que fiz bem de contar tudo logo no início. Acho que já estava envolvido pelo meu caráter e pela minha beleza. Continuou comigo mesmo assim. Ainda não tivemos relações porque não gosto de sexo anal. Daqui a um mês, quando estiver totalmente recuperada, teremos nossa lua-de-mel como marido e mulher.


A crise de identidade sexual começa cedo e produz resultados dramáticos, como revelam os depoimentos ao longo desta reportagem. Filho único de um casal mineiro, o garoto Errolclaud foi registrado em 1980 com o nome do pai, um mecânico de Belo Horizonte. Desde sempre, fugiu ao padrão masculino. Aos 5 anos, maquiava-se para ir à escola. Aos 7, fantasiava que uma pílula mágica o transformaria em mulher. Aos 13, descobriu que o elixir redentor não existia, mas os hormônios femininos fariam alguma coisa parecida.

A transformação radical foi concluída há dois meses, com a metamorfose do pênis em vagina pela força do bisturi de um cirurgião plástico. Aos 22 anos de idade, hoje uma loira escultural aguarda a oficialização da mudança de nome que adotou há alguns anos. Errolclaud virou Marília Gabriela, uma justa homenagem à mãe. Refeita da cirurgia que esperou por toda a vida, a mineira exala felicidade. 'A recuperação é dolorida, mas faria tudo de novo - e bem antes, se pudesse', diz.

Descobertas científicas e uma onda de lançamentos literários tratam essa desarmonia como um problema genuinamente médico, que nada tem a ver com preferências sexuais. Para a ciência, a causa da patologia é uma divergência trágica entre a programação sexual do cérebro e o formato dos genitais, um problema que ocorre durante a gestação. Em meados de outubro, o cientista Eric Vilain, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, reafirmou a tese de que o sexo do embrião é determinado pelo cérebro - muito antes do desenvolvimento de testículos ou ovários. Num estudo com camundongos, verificou-se que alguns genes tramam a formação do cérebro feminino ou masculino antes que o corpo comece a ser banhado por hormônios de um sexo ou do outro. Um erro nessa troca de mensagens provoca o resultado perturbador: cabeça de mulher aprisionada em corpo de homem, ou vice-versa.
A descoberta vai ao encontro do estudo publicado pelo Instituto do Cérebro, na Holanda, em 1995. Depois de dissecar o encéfalo de seis transexuais nascidas com genitália masculina, os pesquisadores descobriram uma peculiaridade na região do cérebro que regula o comportamento de gênero. A área era menor que a dos homens e idêntica à das mulheres. Baseada nessas evidências, a medicina registrou o chamado transtorno de identidade sexual no Código Internacional de Doenças. Atinge uma em cada 10 mil pessoas identificadas ao nascer como meninos e uma em 30 mil registradas como meninas.

Transexuais e suas famílias vivem uma árdua experiência. Os garotos não entendem por que precisam usar roupas masculinas, desprezam carrinhos e chuteiras, empreendem investidas furtivas ao guarda-roupa da mãe. As meninas com cérebro masculino acham normal andar sem camisa e seguir esportes abrutalhados. Atônitos, os pais assistem à demolição de seus sonhos ä e ao fim da harmonia doméstica. Os filhos levam vida amorosa complicadíssima. Rejeitam o rótulo de homossexuais e escondem os órgãos genitais na hora do sexo.

Nascida Alexandre Miranda, a curitibana Maité Schneider estudou em colégio franciscano e fazia de tudo para escapar das aulas de educação física com os garotos. O pai, um engenheiro civil, estranhava seu comportamento. Numa busca incansável por diagnóstico, peregrinou com o filho por bibliotecas e psiquiatras. Maité começou a tomar hormônios femininos por conta própria e, aos 18 anos, foi internada na UTI por dosagem excessiva. O pai aceitou o destino. 'Ele é o meu anjo da guarda, um protetor que a maioria das transexuais não tem', emociona-se Maité. 'Ele sempre disse que o mais importante é minha felicidade.'

Hoje está definido que a síndrome só pode ser aplacada por tratamento cirúrgico, embora os médicos refutem a expressão mudança de sexo. 'Não mudamos nada', diz o cirurgião plástico Jalma Jurado, o mais experiente no Brasil, com 200 operações no currículo, professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, no interior paulista. 'Apenas adequamos o sexo ao cérebro.'

DESTRUÍ MINHAS FOTOS DE HOMEM
Katielly Lanzini, 40 anos, jornalista

Sempre quis ser menina. Tinha inveja da sainha plissada e das meias brancas de minhas irmãs. Quando estava sozinha, usava roupas femininas. Sentia-me mulher, mas não podia revelar minha condição. Tive uma educação muito repressiva em Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul. Minha mãe dizia: 'Deus me livre de ter um filho fresco'. Casei duas vezes e tive quatro filhos. A angústia era tamanha que pensei em suicídio. Com o apoio da minha ex-mulher, concluí que o melhor era sair do armário. Meus filhos entenderam. As pessoas subestimam a capacidade das crianças de compreender as diferenças. A transformação começou em 1988. Tomei hormônios, coloquei silicone nos seios, reduzi o nariz. Procuro disfarçar a voz e pretendo corrigir o pomo-de-adão. Já retirei os testículos e estou à espera da cirurgia principal. Vai ser como reencarnar em vida. Nas eleições, fui candidata a deputada estadual pelo PFL, mas não me elegi. Recentemente, percorri os arquivos dos jornais de Chapecó, no interior de Santa Catarina, onde morava, e furtivamente destruí as fotos do tempo em que era jornalista e assinava reportagens com o nome de batismo, Nedson. Quero eliminar meu passado.


PIONEIRISMO
O grupo do urologista Carlos Cury tornou-se referência no interior paulista
RECORDE
Jalma Jurado operou 200 pacientes

Até outubro, a cirurgia era considerada experimental no Brasil. Há duas semanas, o Conselho Federal de Medicina decidiu permitir que seja realizada em qualquer instituição pública ou privada. 'A técnica está bastante aprimorada, mas os médicos precisam se cercar de cuidados para que não caia na vulgaridade', diz o cirurgião plástico Antônio Gonçalves Pinheiro, conselheiro do CFM. Os hospitais interessados em oferecer o procedimento devem manter cirurgiões, endocrinologistas, psicólogos, psiquiatras, sexólogos e assistentes sociais treinados para atender esse público tão especial. A cirurgia só deve ser realizada depois de dois anos de avaliação dos pacientes, quando realizam testes psicológicos que rastreiam os sinais de transexualismo. O objetivo é evitar que pessoas confusas com sua sexualidade embarquem numa viagem sem volta. Homossexuais ou travestis que, num momento de dúvida, optassem pelo bisturi iriam se sentir literalmente castrados mais tarde.

A decisão do CFM pode dar vazão à demanda reprimida. Estima-se que 8 mil brasileiros registrados como homens são transexuais, mas apenas 500 conseguiram fazer a operação. Agora que o procedimento deixou de ser experimental, abre-se até a possibilidade de ser custeado pelo SUS - embora deva demorar um bom tempo até que hospitais públicos formem grupos especializados nesse complexo tipo de cirurgia. Já a transformação dos genitais femininos em masculinos - pela técnica que aumenta o clitóris da mulher até torná-lo semelhante a um pênis - continuará sendo experimental devido aos resultados insatisfatórios.

MEU PAI DISSE QUE PREFERIA MORRER
Guta Silveira, 35 anos, secretária



LIVRE
O adolescente Silvio tornou-se a exuberante Guta

Nunca gostei de roupas e brinquedos de menino. Na adolescência, achei que fosse gay. Meu pai é um locutor de rádio e ex-juiz de futebol bastante conhecido em São José do Rio Preto, no interior paulista. Quando ele se acostumou com a idéia de ter um filho homossexual, eu descobri que na verdade era mulher. Ele ficou chocado. Disse que preferia morrer a aceitar que eu fizesse a cirurgia. Rompemos relações, mas minha mãe apoiou minha decisão. Depois da operação, sofri o que chamam de Síndrome do Príncipe Encantado. Antes, achava que meus relacionamentos eram curtos porque não era uma mulher completa. Quando conquistei um órgão sexual feminino, descobri o prazer, mas continuei sofrendo desilusões amorosas. Descobri que os homens são volúveis mesmo e não há como mudar isso.


Só com muita determinação alguém se propõe a mudar de sexo. É difícil imaginar procedimento tão aflitivo quanto o que cria uma genitália feminina a partir da masculina. A pele e os nervos do pênis são utilizados para revestir internamente a fenda aberta no períneo, a chamada neovagina. A maioria das operadas aprova o resultado. Dizem sentir prazer, principalmente no fundo do canal vaginal, onde é adaptada a glande do pênis, uma usina de sensibilidade.

Os médicos são capazes de construir o clitóris, mas nem sempre ele funciona como zona erógena. Por isso, 99% das transexuais brasileiras sonham com a operação em Bangcoc, na Tailândia, onde os cirurgiões Suporn Watanyusakul e Preecha Tiewtranon criam um órgão idêntico ao das mulheres a partir de tecido da uretra e se aproximam da perfeição estética. A transformação custa US$ 6 mil, valor inferior ao cobrado por outros expoentes, como Yvon Menard e Pierre Brassard, no Canadá (US$ 7 mil) e Toby Meltzer, nos Estados Unidos (US$ 15 mil).

MUDANÇA DE PERSPECTIVA
Alguns fatos que marcaram a história do transexualismo no Brasil e no mundo

1931
Instituto Hirschfeld de Ciência Sexual, em Viena, apresenta a primeira cirurgia de mudança de sexo. Consistia em retirada do pênis e criação de uma vagina

1952
Aos 26 anos, o ex-soldado George Jorgensen Jr. torna-se o primeiro americano a passar pela cirurgia e vira celebridade. Adota o nome de Christine (na foto, de casaco de pele)

1962
A Universidade da Califórnia, em Los Angeles, aplicava tratamento comportamental para 'ensinar' meninos e meninas transexuais a se conformar com os genitais. Os resultados eram pífios

1969
O brasileiro Airton Galiaci (Jacqueline) é o primeiro latino-americano a ser operado. A cirurgia foi realizada em Casablanca, no Marrocos

1971
A primeira operação brasileira foi realizada em São Paulo pelo médico Roberto Farina, que acabou preso por lesões corporais. Farina foi absolvido. A Justiça concluiu que a cirurgia era o único meio de aplacar a angústia do transexual

1984
Roberta Close (foto à esq.) torna-se a primeira transexual a posar nua para uma revista masculina no Brasil, antes de passar pela cirurgia, na Inglaterra

1997
O Conselho Federal de Medicina autoriza a realização de cirurgias experimentais de mudança de sexo em hospitais universitários

2001
A transexual espanhola Angela Fernandez, de 28 anos, casa-se oficialmente com Angel Romera, de 22. Depois de uma batalha judicial, ela conquistou a primeira licença para casar no país


FICO ENCABULADA COM MEU PARCEIRO
Maité Schneider, 30 anos



BELEZA
Alexandre, aos 16 anos, e hoje, como Maité

Sofro muito em Curitiba, cidade que não respeita a diversidade sexual. Em jantares de família, minha mãe pedia para eu chegar antes ao restaurante. Dizia que tinha vergonha de andar comigo na rua. Estudei até o 20 ano de Direito, falo alemão, mas ninguém me emprega. Acham que serei incompetente. Trabalho numa banca de revistas e me tornei ativista de uma organização de direitos humanos, o Instituto Paranaense 28 de Junho. A vida afetiva também nunca foi muito fácil. Costumava ficar longe dos homens porque é muito difícil explicar minha situação. Ainda não fiz a operação de mudança de sexo. Estou guardando dinheiro para fazer a cirurgia na Tailândia, onde os resultados são melhores. Acabei me apaixonando por um namorado e moramos juntos há dois anos e meio. Ele não me pressiona para que eu faça a cirurgia, mas preciso dela para realizar minhas fantasias. Por enquanto, ficamos só nos beijos e carícias. Só vou para a cama com uma toalhinha para cobrir meu pênis. Deixamos a luz bem fraquinha e fico muito encabulada. Se eu tiver uma ereção, estraga o clima.

No Brasil, é difícil consegui-la por menos de R$ 3 mil. A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, uma autarquia paulista, foi a primeira a criar uma unidade especializada. Desde 1998, o urologista Carlos Cury operou 32 pacientes. 'Elas renascem com a operação, mas só devem fazê-la se estiverem preparadas', diz.

A cirurgia é delicada e envolve riscos graves como incontinência urinária e formação de feridas nos lábios vaginais causadas por má circulação. Algumas pacientes ficam insatisfeitas e precisam passar por nova intervenção. 'Oitenta por cento voltam para fazer reparos', admite o médico. O grupo de Cury dispõe de uma estrutura de acompanhamento psicológico, social, jurídico e de reabilitação física. Antes e depois da operação, as pacientes recebem cuidados que garantem uma aparência feminina verossímil. Hormônios para esculpir o corpo, modulação da voz, reeducação dos trejeitos e do andar, retirada do pomo-de-adão.

Ao fim do processo, ficam bastante femininas, como Guta Silveira, a voluptuosa secretária da equipe do doutor Carlos Cury que tem até um site em que revela todos os detalhes da mudança (www.gutasilveira.hpg.com.br). Aos 3 anos de idade, Guta (então Silvio Luís Silveira) desfilava pela casa com as roupas da mãe. Filho de uma dona-de-casa e de um juiz de futebol, cresceu na conservadora São José do Rio Preto como um homossexual pouco convicto. Na adolescência, entrou em crise de identidade. 'Não era menino nem menina, não era gay nem travesti', lembra. 'Sentia-me um E.T.' Começou a fazer as pazes consigo mesma nos anos 80, quando Roberta Close posou nua numa revista masculina - antes e depois da cirurgia para mudar o sexo. A mais famosa transexual brasileira alvoroçou os homens (que esgotaram as duas edições) e deu visibilidade à questão.

ROTEIRO DA TRANSFORMAÇÃO
Como é a cirurgia de criação da genitália feminina

ANTES DEPOIS

Infográfico: Erika Onodera

1 - O pênis é esvaziado, mas a pele e os nervos do órgão são preservados. Ele é introduzido na abertura feita no períneo

2 - O tecido do pênis serve de revestimento para a nova vagina. A glande, muito sensível, fica no fundo do canal e imita o colo do útero

3 - Os testículos são extraídos. Com a pele, o cirurgião constrói os lábios vaginais. O aspecto final é muito semelhante à genitália feminina

'Os transexuais não são homens que desejam se tornar mulheres', explica o psiquiatra Ronaldo Pamplona da Costa, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana. 'Psicologicamente, eles já são mulheres.' Até os anos 70, alguns terapeutas defendiam a idéia de que seria possível reverter esse quadro com terapia comportamental. Caso emblemático foi divulgado em 1973 pelo sexólogo americano John Money. Ele recomendou que o garoto Bruce Reimer - que teve o pênis acidentalmente amputado numa cirurgia de fimose - fosse criado como menina. A criança recebeu uma vagina, hormônios femininos e terapia. Durante alguns anos, Money divulgou resultados satisfatórios. Mas a contraprova surgiu aos 14 anos: o paciente desistiu de viver como menina, teve o pênis reconstruído e, alguns anos depois, se casou e adotou filhos.


Embora a identidade sexual resulte de uma combinação entre estrutura orgânica e pressão social, ninguém 'aprende' a ser homem ou mulher. Na impossibilidade de mudar a cabeça dos transexuais, resta a transformação da genitália. A maioria, após a cirurgia, adota um romantismo fora de moda. Sonha com o príncipe encantado que lhe dará filhos (ainda que adotivos), flores e uma casa no campo. 'São Amélias, com orgulho', resume o cirurgião Carlos Cury. Entre quatro paredes, tendem a ser conservadoras - um esforço de diferenciação dos travestis, cuja imagem se associa à promiscuidade. Ser feminina, para elas, pressupõe abusar de sobrancelhas esculpidas, saltos finíssimos e vestidos justos, que muitas mulheres já deixaram para trás.

Um grande enigma para os especialistas é entender a cabeça dos parceiros das transexuais. Esses homens gostam de mulher, mas escolhem companheiras que tiveram ou têm pênis. As explicações vão do amor incondicional a fantasias inconfessas. 'Os parceiros são heterossexuais, mas o psiquismo deles é uma incógnita', diz o psiquiatra Costa.

GÊNEROS NA ESTANTE
O transexualismo numa safra de livros recém-lançados nos EUA


How Sex Changed


Ao percorrer a trajetória da transexualidade nos Estados Unidos - das primeiras cirurgias aos dias de hoje -, a historiadora americana Joanne Meyerowitz demonstra como a definição do sexo dos indivíduos deixou de ser uma obviedade para se transformar em algo maleável e complexo.


Normal

A psicoterapeuta americana Amy Bloom explora a diversidade de gêneros e sexualidade em entrevistas com transexuais, travestis e transgêneros, pessoas que celebram a ambigüidade sexual e não aceitam ser classificadas como do sexo masculino ou feminino.

Middlesex

O romance do americano Jeffrey Eugenides narra a história de um hermafrodita. Apesar da genitália ambígua, o personagem é aparentemente uma menina. Na puberdade, porém, os testículos se desenvolvem e o clitóris se transforma em pênis.

Scanty Particulars

O terceiro livro da britânica Rachel Holmes é uma biografia de James Barry, um dos mais importantes médicos do Exército britânico na era vitoriana. Dândi e famoso por ter realizado a primeira cesariana bem-sucedida, Barry viveu toda a vida como homem. No leito de morte, em 1865, descobriu-se que era mulher e havia dado à luz.

Fotos: reprodução


POSSO ME APAIXONAR POR MULHERES
Martha Freitas, 52 anos, sexóloga

Nasci com cabeça de mulher, mas reprimi essa realidade quanto pude. Como engenheiro químico de prestígio, dei aulas em universidades e fui consultor de indústrias petroquímicas e de fertilizantes. Tive de enterrar essa carreira porque a masculinidade do ambiente não permitiria que eu virasse a Marthinha de uma hora para outra. Não passaria sequer da portaria das empresas. Fiz um mestrado em sexologia e hoje me dedico a atender pessoas com transtornos de identidade sexual. Quando ligam procurando o 'falecido', digo que ele está no Exterior. Antes da transformação, casei e tive filhos. Não tenho mais contato com eles. Era um amante do tipo que as mulheres gostam. Fiz a cirurgia aos 47 anos e hoje vivo no Rio. Ganhei uma vagina, tenho mais prazer e estou em paz comigo mesma. Mas, confesso, sou bissexual. Posso me apaixonar tanto por homens quanto por mulheres.

Os mistérios não param por aí. Nem todas as transexuais adotam o estilo papai-e-mamãe. Algumas desejam se livrar da genitália discordante para ter a liberdade de ser hétero, bi ou homossexual. Como qualquer mulher poderia fazer. Bissexual, a sexóloga Martha Freitas, de 52 anos, foi operada há cinco. 'Precisava adequar meu corpo ao cérebro feminino, mas posso me apaixonar por homens ou mulheres', conta. Pesquisadora do transexualismo (que ela denomina disforia de gênero), conquistou prestígio internacional. Seu site (www.gendercare.com) recebe consultas do mundo inteiro - de pediatras americanos interessados nos testes que ela desenvolveu para diagnóstico em crianças a gente sedenta por informação em rincões da Amazônia ou da África.

Martha dedicou-se a essas pesquisas com o mesmo afinco com que, na fase masculina, se tornou Ph.D. em engenharia química. Ela viveu como homem durante 45 anos e teve de abandonar a carreira quando decidiu assumir sua condição. Assim como ela, muitos transexuais só se revelam na idade madura. Na infância, tentam sublimar o desconforto e, por pressão da família ou insegurança, cumprem o papel social ditado pelos órgãos genitais. Tornam-se senhores respeitáveis, têm filhos e constroem carreiras sólidas até a erupção do conflito interior.


O PRAZER DEPENDE DA PESSOA CERTA
Rudy Pinho, 53 anos, cabeleireira

Desde a infância em Minas agia como menina. Mas não pude me expor logo no início porque durante a ditadura era muito perigoso sair na rua maquiada ou vestida de mulher. Fiz a cirurgia em 1989 na Suécia. Já existia a parte de construção do clitóris e o resultado foi muito bom. Fiquei bem satisfeita. Assim como qualquer mulher, às vezes tenho orgasmo e às vezes não. O prazer depende de um todo, de estar com a pessoa certa. Sou casada com um homem de 35 anos que conheço desde os 12. Também tive a chance de ser mãe. Adotei uma criança de 6 dias que hoje é um homenzarrão de 24 anos.


De um dia para o outro, trocam a gravata pelo salto alto e iniciam a grande transformação física. 'Fico entre a cruz e a espada nesses casos', diz o cirurgião plástico Jalma Jurado. 'Sempre me pergunto se ao fazer o bem individual não estou levando o inferno para uma família inteira.' O encontro da transexual consigo mesma quase sempre significa morrer para a família, mudar de cidade, abandonar a carreira. Sem documentos compatíveis com a nova aparência, elas raramente conseguem empregos formais. Resignam-se a vôos-solo, em atividades marcadas pelo estigma da homossexualidade. São cabeleireiras, maquiadoras, esteticistas. No Brasil, sempre foi mais fácil fazer a cirurgia que alterar o nome na certidão de nascimento.

Mas os ventos estão mudando. Mais receptivos e informados, os juízes passaram a conceder a alteração com maior freqüência. 'A mudança dos papéis é terapêutica, tão importante quanto a adequação cirúrgica', acredita a advogada Tereza Rodrigues Vieira, que defendeu 16 processos de mudança de nome e sexo nos documentos e ganhou 14. A vida de constrangimentos civis pode estar perto do fim. Só quando deixar de receber o olhar enviesado de quem suspeita de fraude, os transexuais viverão o pleno direito de votar, dirigir automóveis e assinar cheques.

OS VELHOS AMIGOS SE CONSTRANGEM
Rusty Mae Moore, 60 anos, economista

CASAL: Rusty Mae (de blusa vermelha), com a companheira Chelsea

Vivi como homem até 1993, tive três filhos e construí uma carreira acadêmica na Universidade Hofstra, em Long Island. Eu era o economista americano Russel Moore. Fiz pesquisas no Brasil nos anos 70 e dei aulas na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. De volta aos EUA, decidi fazer a cirurgia de mudança de sexo. Fui bem recebida, embora alguns alunos rissem. Não importava. Mudei meu nome para Rusty Mae Moore e continuei na universidade. Em 2000, fui ao Brasil assistir a conferências e encontrei colegas da FGV como o ex-ministro Bresser Pereira e o senador Eduardo Suplicy. Mas não tentei me apresentar a eles, não queria provocar embaraço. Sou bissexual e tenho uma companheira lésbica, Chelsea. Transexual como eu, nasceu com genitália masculina. Fizemos a cirurgia juntas, em 1995. Aprendi que o amor se baseia na conexão espiritual, não na configuração dos corpos.



Fonte: Revista Epoca - Por: Cristiane Segatto
Fotos: Maurilo Clareto/ÉPOCA,
Arquivo pessoa, Marcia Leite/Ed. Globo, Ito Cornelsen/ÉPOCA
Read More ->>

Vaticano liga homossexualidade à pedofilia

Vaticano liga homossexualidade à pedofilia

O número 2 do Vaticano foi ao Chile dizer que é a homossexualidade, e não o celibato, que os estudiosos associam à pedofilia. A impunidade dos abusos sexuais do clero está agora a chocar a Bélgica e uma carta de Ratzinger em 1985 envolve o actual Papa no encobrimento do escândalo.


As declarações da polémica surgiram em resposta às críticas sobre a manutenção do celibato dos padres. "Muitos psicólogos e psiquiatras já demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas disseram-me recentemente que muitos outros demonstraram que há relação entre homossexulidade e pedofilia", afirmou Tarcisio Bertone na abertura da 99ª assembleia plenária do episcopado chileno.

Bertone disse ainda que "o Papa não deixará de surpreender-nos com novas iniciativas sobre este tama específico", prevendo para breve uma nova reacção do líder máximo da hierarquia católica ao avolumar de escândalos e encobrimento de responsabilidades.

O movimento LGBT chileno Movilh reagiu de imediato às paravras de Bertone, acusando-o de "mentir de forma descarada e desumana", uma vez que "pretende responsabilizar pessoas com uma orientação sexual diferente pelos brutais casos de pedofilia cometidos por sacerdotes, utilizando de forma imoral os homossexuais como bodes expiatórios". A associação já tinha recordado na semana passada que Bertone é "uma das figuras mais homofóbicas do mundo, que difunde o ódio contra a diversidade social em cada lugar onde esteja".

Na Bélgica, o padre fundador do grupo "direitos humanos na Igreja" denunciou que as 300 queixas reunidas junto de vítimas de abusos sexuais contra padres católicos resultaram em apenas 15 admissões de culpa. "Um padre acusado era transferido na maior parte das vezes, mas nunca punido", afirmou Rick Devillé aos jornais "De Standaard" e "Het Nieuwsblad".

"Tivemos um caso dum padre acusado de três abusos e que era sempre transferido para uma área onde não o conheciam e aí continuava a abusar". acrescentou o padre Devillé, que antes da reforma era responsável por uma paróquia num subúrbio de Bruxelas. "Muito poucos bispos nos ajudaram", recorda Devillé.

Entretanto, em Inglaterra os meios jurídicos agitam-se com a possibilidade de abertura dum processo judicial contra Bento XVI por encobrimento dos casos de abuso sexual de crianças por padres católicos. A imunidade de Bento XVI enquanto "chefe de Estado" será posta em causa nos tribunais britânicos e no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Uma acusação a Ratzinger poderá ir até ao Tribunal Penal Internacional, onde os chefes de Estado não têm imunidade.

A notícia surge na semana em que a Associated Press divulgou uma carta, assinada por Ratzinger em 1985, que mostra a resistência do Vaticano em afastar o padre norte-americano Stephen Kiesle, já na altura suspenso por abusar sexualmente de duas crianças. Enquanto o bispo de Oakland defendia que afastar Kiesle traria menos escândalo do que fazê-lo regressar às funções de padre, o futuro Papa respondeu-lhe que a decisão devia ter em conta "o transtorno que a dispensa pode provocar na comunidade de fiéis a Cristo, considerando em particular a idade jovem" do padre, então com 38 anos.

Kiesle acabou por ser afastado dois anos depois e foi preso em 2002. Dos treze crimes de que era acusado, cometidos nos anos 70, quase todos prescreveram. Acabou por ser condenado a seis anos de cadeia em 2004 por ter abusado de uma menina em 1995.

Do Esquerda.Net








Read More ->>

15 de abr de 2010

A Sensualidade do Espartilho

A Sensualidade do Espartilho

O espartilho está de volta. Ao contrário do que muitos possam pensar, a peça não tem mais só a missão de modelar as curvas femininas. Atualmente, o espartilho é um adereço para ficar à mostra. Com a benção de Dita von Teese, vem sendo usada para definir a silhueta de beldades como Nicole Kidman, Penélope Cruz, Kate Hudson e Fergie, estrelas que aderiram a este símbolo do fetiche após as filmagens de "Nine".

O espartilho entrou de vez para o guarda-roupa feminino - para o deleite de muitos - após décadas escondido em meio à tirania física. Roupa que já foi considerada démodé, agora retorna como uma tendência de moda.

Sua história remonta do século 18, quando as damas da corte francesa usavam os volumosos vestidos acinturados de grandes decotes, modelados por espartilhos apertados que não permitiam movimentos bruscos.

A tirania fica à evidente no filme "E o vento levou", na famosa cena em que Mammy aperta as fitas do espartilho de Escarlate até deixá-la sem ar. A peça parou de ser usada no início do século 20, quando Paul Poiret decretou o fim do "bustier" feminino com a criação de um vestido de corte reto até os pés.

'A volta do espartilho se deve à vontade da mulher de expressar e reafirmar sua feminilidade. Atualmente, a mulher não se submete ao espartilho por imposição da sociedade, mas por vontade própria' conta Maya Hansen, estilista de espartilho.

Essa mesma opinião também mantinha Coco Chanel, que considerava a peça "desnecessária" e aconselhava as mulheres a "se libertarem desse artifício". Foi assim até que Christian Dior nos anos 40 criou o "new look", que buscava no espartilho modelar a cintura e destacar os contornos femininos.

O amante das mulheres Yves Saint Laurent foi o homem que teve autoridade para banir o "bustiê". Nos anos 80, porém, a rainha do pop Madonna conseguiu ressuscitá-lo e popularizá-lo pelas mãos do estilista Jean-Paul Gaultier, quem conferiu a peça o devido valor, deixando-a acessível aos olhos de todos.
- Na medida em que as mulheres foram conquistando mais espaço na sociedade, as roupas delas também tornaram-se mais sensuais e sedutoras. "A volta do espartilho é consequência da necessidade da mulher de se expressar e reafirmar sua feminilidade. Nos dias de hoje, a mulher já não usa espartilho por imposição, mas porque quer, por vontade própria", conta Maya Hansen, estilista de espartilhos.

As responsáveis pelo retorno do espartilho
Atrizes como Penélope Cruz, Nicole Kidman, Scarlet Johanson, modelos como Kate Moss e cantoras como Kylie Minogue, Rihanna e Britney Spears contribuíram para a popularização do espartilho.

A "stripper" Dita von Teese, espectadora contumaz dos desfiles de moda mais exclusivos do mundo e célebre por seu visual insinuante inspirado nos anos 40, adora o espartilho. Uma prova disso é que não sai de casa sem ter o corpo bem apertado por um bustiê.

Grandes estilistas como Versace, Dolce&Gabbana, Jean-Paul Gaultier, Dsquared, Alessandro Dell Acqua, Prada, Viktor&Rolf fazem uma combinação interessante. Eles misturam docilidade e sensualidade até conseguirem "looks" em que o espartilho combine perfeitamente com saias, casacos e calças.

John Galliano, atrevido e fetichista, em seu último desfile de alta costura em Paris apresentou o espartilho sobre elegantes saias longas adornadas com lantejoulas e tules. O "bustiê" não chegou só, esteve sempre acompanhado da sensualidade das ligas e das combinações com a seda.

Assinaturas mais contemporâneas como Zara, Sfera e H&M também integraram o espartilho a suas coleções. A maioria são peças para usar com roupa mais informal que não exigem uma ocasião especial.

Quando e como se usa
Atualmente, a peça é utilizada sem as alças em substituição ao sutiã com vestidos decotados ou com aberturas nas costas, "mas a maioria dos modelos são para ficar à mostra, com ou sem alças, feitos com tecidos como lycra ou veludo", explica Maya Hansen.

O espartilho é versátil. "Os mais clássicos têm ligas, mas existem também modelos mais sóbrios e simples que ficam abaixo do peito, chamados de underbust, que podem ser usados camisa, casacos e ficam perfeitos com saias", diz Maya.

"Uma mulher de espartilho tem personalidade forte, além de querer destacar sua cintura, realçar seu peito e transmitir uma imagem sexy e feminina. Atualmente, as mulheres não usam o espartilho simplesmente para seduzir o namorado, mas para si mesma, para sentirem-se mais bonitas", declara a estilista espanhola.

Sempre haverá mulheres, no entanto, principalmente as feministas, que não veem com bons olhos o retorno do espartilho ao guarda-roupa feminino. Mas é inegável que a peça é sensual e abre mais um caminho ao fetiche.

fonte: http://entretenimento.br.msn.com
agradecimentos: a . Dressita que postou a dica da matéria lá na comunidade Corset e Algo Mais


......................................

Infelizmente na matéria muito se falou de estilistas gringas e nada de citar que aqui no Brasil temos também corsetmakers ;) pra quem quiser ver uma listinha feita por mim com muito carinho, basta clicar aqui.

Além disso a confusão com corselet tb fica evidente na matéria já que citaram algumas grifes que evidenciaram a cintura com um CORSELET e não um corset, mas tudo bem não da pra exigir muito né ;), ah pra quem ainda não sabe a diferença de corselet e corset, clique aqui, lá tem tudo e mais um pouco do que precisa saber sobre corsets e tight lacing.
Read More ->>

14 de abr de 2010

Show: ENGENHARIA ERÓTICA: UMA FÁBRICA DE TRAVESTIS


ENGENHARIA ERÓTICA TERÁ APRESENTAÇÃO DE GALA PARA CONVIDADOS.

Nesta quarta-feira 14 e na sexta 16 às 19 horas, o diretor Silvério Pereira apresenta seu mais novo trabalho ENGENHARIA ERÓTICA: UMA FÁBRICA DE TRAVESTIS, em duas sessões para convidados no palco principal do Theatro José de Alencar.


Após a apresentação haverá debate sobre o tema e um Buffet de confraternização.

Com direção de Silvério Pereira o espetáculo conta com um grande elenco: Denis Lacerda (Deydiane Piaf), Diego Salvador (Yasmin Shirran), Jomar Carramanhos (Verônica Valentino) e o próprio Silvério (Gisele Almodóvar).

SINOPSE:
Partindo da pesquisa realizada, pelo ator e diretor Silvero Pereira, iniciada em 2004 sobre o universo das travestis e transformistas e que resultou nos trabalhos UMA FLOR DE DAMA e CABARÉ DA DAMA, este novo processo fecha a trilogia tendo como referência o livro ENGENHARIA ERÓTICA: TRAVESTIS NO RIO DE JANEIRO do fotógrafo e psicanalista Hugo Denizart, e relatos subtraídos de entrevistas realizadas com travestis e transformistas de diversas cidades do Estado do Ceará.
Clique aqui, para maiores informações.

Do TA BABADO!!
Read More ->>

Léo Áquilla Arrasou em show na boate Donna Santa

Léo após o show esbanjou simpatia e recebeu os fãs, ainda posou para a fotógrafa Narjara fazendo o sinal de dois anos de Onix Dance.

Linda, inteligente e talentosa, Léo Áquilla em show na boate Donna Santa mostrou porque é o maior artista transformista do Brasil.

Com produções de “encher os olhos”, dublagem perfeita e amplo domínio de palco, a estrela hipnotizou a platéia que super lotou a boate e que aplaudiu a todo o instante.

Léo é ainda um grande comunicador e fez uso de mais este talento emocionando a todos com seus poemas. Após o show ainda esbanjou simpatia, um exemplo a ser seguido.


Do TA BABADO!!
Read More ->>

10 de abr de 2010

O menor dos pecados


O menor dos pecados

Ela é homossexual, e daí? É melhor do que ser ladra, assassina, drogada ou algo do tipo.”

Não é incomum escutar afirmações como esta nas famílias de homossexuais, defendendo uma tese de que, dos pecados, ser homossexual é o menor. Famílias mais radicais e preconceituosas costumam achar o contrário, que é preferível ter um filho ladrão do que gay.

Que a orientação sexual de um ser humano não define o seu caráter não é novidade para a grande maioria das pessoas mais esclarecidas, mas tirar a homossexualidade do grupo de anormalidades, ou de algo que é duvidoso, estranho ou que não deveria acontecer, já é uma tarefa mais árdua. Só sentindo na pele para saber. Heterossexuais podem até aceitar, mas entender de fato o que se passa na cabeça e no coração de um homossexual é algo tão complicado que muitos preferem deixar pra lá e manter uma certa distância, por considerar estranho demais.

Será que as pessoas têm o hábito de questionar por quê uma roupa que é considerada linda hoje, amanhã será brega? Por que uma mulher trabalhar fora já foi considerado um absurdo um dia? Será que alguém já parou para pensar que muitas sociedades acreditavam que os índios não tinham alma e se permitiram aniquilar tribos inteiras, sem remorso algum? E os negros que eram (e em alguns casos ainda são) considerados inferiores pelos brancos, que os vendiam e os usavam como mercadorias, na época da escravidão?

Criamos modas, ditamos o que é certo ou errado, tiramos de textos sagrados interpretações de acordo com nossos interesses e então saímos por aí dizendo o que é de Deus e o que é do diabo. A história da humanidade está recheada de exemplos de erros e acertos, tudo comprovado e muito bem dilacerado, a ponto de criar em nós uma vergonha generalizada dos massacres, do sangue negro e índio derramado, dos milhares de judeus mortos em campos de concentração, das guerras em nome do poder, da fome e de povos inteiros que ainda pagam por idéias sem sentido algum.

http://1.bp.blogspot.com/_CSWj9JagsHM/SsBRg4oTG6I/AAAAAAAAAV8/ZKzUH0jcGJc/s320/curiosidade%2Bfeminina.jpg
A homossexualidade feminina é um dos temas principais do romance Em Busca do Tempo Perdido.

Por que, então, ainda criamos muros e odiamos tanto as diferenças?

Incrível como o sexo é algo velado, proibido, vergonhoso para muitos ainda. E por ser assim que essas pessoas bloqueadas acham imoral qualquer tipo de manifestação diferente daquilo que lhes foi ensinado. Um gay bem resolvido superou todas essas barreiras pessoais e sociais e assim naturalmente perdeu seus recalques, seus pudores para falar de algo que é natural, bonito e muito saudável, que é a sexualidade humana. E isso geralmente incomoda muito quem ainda não está livre e resolvido.

O que poucos sabem é que para ser um heterossexual bem resolvido é preciso libertar-se da idéia de que só o que ele sente é o certo. O mundo está mostrando que não somos todos iguais, sexualmente falando. É preciso refinar o olhar, questionar se o que aprendemos está em dia com o que acontece com as pessoas ao nosso redor, se é batendo e matando quem não nos agrada que vamos nos livrar do nosso ódio ao diferente.
Se algo nos incomoda, não é para fora que devemos direcionar o olhar. É lá dentro que dói, então é no lado de dentro que devemos trabalhar. Será que devemos mudar o que há de “errado” no outro, ou nós é que temos muito o que aprender com o jeito “estranho” de outras pessoas?

Heterossexuais que dizem respeitar a diversidade sexual apenas porque não saem por aí agredindo fisicamente os gays e lésbicas estão atrasados e não estão fazendo nada além do básico. Depois de tanto tempo com tantos acontecimentos e uma evolução intelectual, tecnológica e científica digna de aplausos, não dá para tolerar que uma agressão como a não legalização da união civil de pessoas do mesmo sexo ainda faça parte dessa sociedade. Há tantas formas de se agredir uma pessoa, além da física, e só de perceber que todas ainda ocorrem com pessoas lindas e que só querem lutar pela própria felicidade, sem prejudicar a ninguém, é algo importante para se refletir.

Quantos homossexuais ainda precisam sofrer e morrer até que este tipo de fobia também seja incluída na extensa lista de vergonhas históricas da humanidade?

Do Parada Lesbica - por Silvia Kiss em Universo Butch
Read More ->>

Transexuais, travestis, drag queens, transformistas, crossdressers: quem são?

Percebi que o texto da última coluna ficou um pouco confuso para alguns. Mas acredito que a maioria conseguiu entender o principal: que identidade de gênero e orientação sexual são coisas distintas, que existe sim transexual gay e lésbica, e que a orientação sexual de alguém é determinada pela identidade de gênero, não pelo sexo genético.

Vamos ver um pouco como funciona essa coisa do “universo T’. “Cisgênero” e “transgênero” são antônimos, se opõem em sentido, como “aquém” e “além”, “homo” e “hétero” etc. Quem não é “trans” é “cis”. Vocês, a grande maioria (uns 90% da população mundial) é cisgênera: tem identidade de gênero concordante com o sexo genético. O indivíduo “cisgênero” pode ser também chamado de “cissexual”. Mas cá para nós, quase ninguém usa essa terminologia. Costumam denominar de “normal” e “anormal” mesmo, o que é politicamente incorreto e nem um pouco indicado.

Entendam que a palavra “transgênero” possui um conceito bastante amplo: são pessoas com características psicológicas, comportamentais e estéticas dos dos sexos/gêneros. Mas na realidade o sempre o que prevalece é a “autodeclaração”. Tanto é que gays muito femininos e lésbicas muito masculinas não se “classificam” como transgêneros.

Ficam então alguns grupos específicos: transexuais, travestis, crossdressers, andróginos e intersexuais/ intergêneros.

dimmykieerdragqueen

Um fato interessante é que há muitas divergências sobre esse assunto na mídia jornalística, na literatura científica, entre os militantes e entre os próprios grupos transgêneros. Cada um define de um jeito. Mas existe a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis) e a WPATH (World Professional Association for Transgender Health) para nos guiar um pouquinho. Você entende bem a coisa se imaginar um “espectro de identidade de gênero”, tal qual a escala Kinsey, em que você pode ter identidade de gênero masculina, feminina, ou em qualquer ponto entre esses dois extremos.

Na ciência transexuais masculinos são mulheres transexuais (MTF, macho para fêmea) e transexuais femininos são homens transexuais (FTM, fêmea para macho). Mas entre nós e dentro de um meio científico mais esclarecido, FTM’s são transexuais masculinos e MTF’s transexuais femininos. Até porque a realidade vai bem por aí mesmo. Existem homens transexuais masculinos e mulheres transexuais femininas. Para descomplicar a gente usa mais as siglas FTM e MTF.

Drags queens e drags kings não são transgêneros, são artistas transformistas que fazem isso como um trabalho. É como se fantasiar para uma festa de carnaval ou hallowen, sendo que mais num sentido sexual e caricata. Contudo, transgêneros podem ser drags transformistas, claro. E obviamente o são. Talvez apenas alguém que curta extravassar seu lado feminino ou seu lado masculino numa situação específica.

maiteschneidertransexual

Quanto às travestis, e veja bem, são “as” travestis, no feminino, elas são mais complexas que os transexuais. Mulheres de sexo genético masculino que não se incomodam com seu pênis a ponto até de usá-lo em relações sexuais. É análogo ao caso do transexual, excetuando-se a necessidade de realizar a cirurgia de transgenitalização. Se você perguntar para uma travesti ela vai dizer que tem uma identidade de gênero feminina. Mas militantes e especialistas costumam não considerar as travestis nem homem, nem mulher, e sim algo entre os dois.

Mas a identidade social da travesti existe. Ao contrário de um grupo possivelmente existente de, digamos, “butches travestis”, mulheres consideradas lésbicas (“sapatão”) que parecem e agem como homens e são muito masculinas. Na ausência dessa identidade social, dessa autodeclaração, ficamos com a dúvida.

Crossdressers são travestis que oscilam. Travesti é travesti (desempenha o papel social, se porta e se veste como mulher) o tempo todo. Os (as) crossdressers fazem isso parte do dia ou da semana. Ou seja, podem ora desempenhar um papel de gênero masculino, ora feminino. Mas veja só, travestis e transexuais podem passar por uma fase ou período assim também. O que importa mesmo é a identidade intrínseca do indivíduo, e não a vestimenta ou o um papel desempenhado aparentemente ou realmente mas “fora do contexto” existencial do transgênero.

androginia

Andróginos são um caso à parte. Sempre ouvi falar e nunca conheci ou soube de um – dizem que são raros (mais do que os transexuais). Este seria aquele que é homem e mulher ao mesmo tempo em identidade de gênero. Diz-se também serem dotados de mais inteligência e capacidade artística do que a maioria. Imagino que sim. Ter características dos dois ao mesmo tempo deve ser um acréscimo, concordam com isso?

Intersexuais são pessoas ditas de sexo indefinido, os conhecidos como “hermafroditas” ou “pseudohermafroditas”, de sexo indefinido (nem masculino, nem feminino). São os que têm Síndrome de Turner, ou Síndrome de Klinefelter, ou Síndrome de Insensibilidade ao Androgênio ou Hiperplasia Adrenal Congênita. Intersexualidade é uma condição completamente física. Mas dessa condição física pode ser que o indivíduo venha a ter uma identidade de gênero ambígua, nem no extremo masculino, nem no feminino. Ou seja, seria um “intergênero”.

renatafinsktravesti

Em relação aos t-lovers, eles são homens que se atraem por travestis. Mas da mesma forma que muitas pessoas associam travestis a prostituição (porque a grande maioria das travestis são prostitutas de verdade, são estatísticas), associam o t-lover ao “caráter de aproveitador” e também a um homossexual enrustido, porque muitos deles procuram travestis para ser passivos.

Mas t-lovers assumidos via de regra se denominam heterossexuais, na justificativa de que veem as travestis como mulheres e se atraem por sua androginia.

Você que leu até aqui pode compreender que muitos transgêneros não são nem homens nem mulheres, e sim algo entre os dois. É interessante refletir então sobre a orientação sexual de pessoas que se atraem por travestis, crossdressers, intergêneros e andróginos.

Do Parada Lesbica - por Leonardo em Em Trânsito

Read More ->>

A Escola Jovem LGBT abre suas portas em Campinas, prevendo cursos de expressão artística e aulas para quem quer ser drag queen



Marie Claire visitou a primeira escola para gays
A Escola Jovem LGBT abre suas portas em Campinas, prevendo cursos de expressão artística e aulas para quem quer ser drag queen

Há escolas para médicos, marceneiros, decoradores de interiores, contabilistas e mecânicos de caminhão. Para pintores de parede, malabaristas, atores, psicólogos e enfermeiros. Há como aprender a ser uma drag queen mais poderosa, talentosa e esplendorosa? Sim, a drag campineira Lohren Beauty ensinará como dublar, se maquiar, se comportar e se vestir para matar na Escola Jovem LGBT inaugurada dia 13 de março em Campinas (interior de SP).

Editora Globo
Inauguração da Escola Jovem LGBT. Na Foto: Deco Ribeiro idealizador e diretor da escola Gay em Campinas

O curso de drag queen é uma das diversas cadeiras da nova escola, que ainda conta com aulas de teatro, dança, web tv, fanzine e canto coral. Mas os rapazes que pretendem imitar com perfeição as coreografias de Beyoncé ou rodar uma baiana tal qual Carmen Miranda devem esperar mais um pouco para aprender a fazer tudo direitinho, sem cair do salto: o curso de drag acontecerá apenas em 2012, no terceiro ano do projeto Escola Jovem. “Será a cerejinha do bolo”, diz a mestra.

“Eu estava em casa um dia desses, sem fazer nada, e tive a ideia de inventar um curso de drag queen”, conta Lohren - seu nome de batismo é Chesller Moreira. Já bastante envolvida com a causa gay por meio de sua militância no grupo E-Jovem, ONG de Campinas que luta contra o preconceito e busca dar apoio e visibilidade a jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Amigos sugeriram que ela inscrevesse o projeto em um edital aberto pelo Ministério da Cultura em agosto do ano passado, selecionando novos pontos de cultura, rede de núcleos populares que visam preservar e promover a diversidade cultural brasileira.

A ideia de Lohren foi burilada junto a Deco Ribeiro, outro dirigente do E-Jovem, cresceu e colou. Em dezembro eles tiveram a notícia de que o projeto havia sido aprovado, e de que receberia uma verba de aproximadamente R$ 180 mil para três anos de atividade. O compromisso com o Estado é renovável depois destes três anos, caso o MinC avalie como positivos os resultados do ponto de cultura. Lohren é confiante na renovação do subsídio: “Veja a visibilidade que estamos conseguindo”, diz ela em meio aos repórteres e cinegrafistas que circulam em frente à sua casa no bairro Nova Europa, em Campinas, pintada de rosa e ajeitada para funcionar como sede da Escola Jovem.

A inauguração teve fita vermelha, cortada depois da performance de Lohren dublando um sucesso de Celine Dion. A sala de aula, uma garagem adaptada e separada da parte íntima da casa por uma cortina de chita florida, já recebia os alunos para a aula inaugural – dança, com os professores Leandro Ochaialini e a travesti Bruna Eduarda.

POLÊMICA: SEGREGAÇÃO OU PORTO SEGURO?

Para Lohren e Deco, a escola tem um significado maior do que simplesmente educar e propagar a cultura gay. Querem que o espaço sirva como abrigo àqueles que foram excluídos do ensino formal por preconceito ou violência, e fazem questão de frisar que a E-Jovem aceita alunos heterossexuais. Os que criticam a escola, no entanto, atacam o “preconceito às avessas” que a iniciativa pode representar – em vez de incluir, segregaria ainda mais.

Danuza Leão, por exemplo, em crônica publicada no jornal "Folha de S. Paulo", escreveu: “Ao que me consta, o objetivo da humanidade é integrar, fazer com que os humanos de qualquer raça, cor ou religião se sintam como na realidade são – iguais. Se os colégios só para meninas ou só para meninos já não eram recomendados, o que dizer de um dirigido preferencialmente ao mundo gay? Então por que não pensar também em colégios só para brancos e outros só para negros?”.

A crônica de Danuza eriçou pelos e causou controvérsia. Gustavo Bonini, professor do curso de teatro da Escola Jovem, contra-atacou em carta aberta pela internet: “Quanto às pessoas estarem agrupadas em colégios específicos, isso é apenas porque, ainda no ano de 2010, muitas destas mesmas pessoas ainda não aceitam os gays como são”, afirmou Gustavo, mais conhecido no mundo gay como Priscilla Drag.

Ele diz ter vivido, na infância e na adolescência, o calvário do qual não escapa a maioria dos homossexuais e dos diferentes. “Eu era o viadinho da turma, o que preferia ficar com as meninas organizando o teatrinho a jogar bola. Apanhava na escola, mas a direção e os professores não faziam nada. Minha mãe ia reclamar na diretoria, mas não adiantava”, conta Gustavo, que cursou o ensino fundamental e o médio em escolas públicas, estudou teatro com Wolf Maya e prevê a montagem de um espetáculo com seus alunos na Escola Jovem.

Na visão de Deco Ribeiro, Gustavo ainda teve sorte de ter uma mãe que o apoiava. “O maior foco de violência contra os jovens homossexuais está na escola e na própria família”, diz ele. Lohren completa seu raciocínio: “Estamos aqui para dar poder a esses meninos e meninas, fazer com que eles exijam respeito da sociedade, conheçam seus direitos e encontrem seu espaço. É um grande passo para um homem, e um salto para uma drag queen”.

Fonte: Marie Claire - Por Sergio Crusco
Read More ->>

Mulheres no poder

Mulheres no poder

A advogada Cristina Almeida, de 32 anos, adora homens com ombros largos e mãos fortes, e só consegue ter relações sexuais com parceiros que se encaixam neste perfil. Já para a administradora de empresas Laura Gomes, de 38, nada mais excitante do que sexo em locais públicos.

“ Sinto muito mais prazer quando existe o medinho de ser descoberta. É algo de que gosto desde a adolescência e que nem sempre foi bem visto pelos meus namorados. Felizmente, meu marido adora .” brinca.






A explicação para o desejo das duas mulheres pode ser encontrado no recém-lançado “Dicionário de Fetiches”, escrito por Agni Shakti (Editora Matrix). O livro traz a definição de centenas de fetiches – entre eles o desejo por homens mais velhos, a vontade de dominar e a preferência por práticas que ficam entre o prazer e a dor – para desmitificar um termo que ainda costuma ser associado a tabus.

A palavra fetiche quer dizer feitiço, e significa um objeto que incita algum tipo de desejo sexual. E embora o termo esteja associado a práticas pouco convencionais, segundo especialistas, todos temos fetiches que são indispensáveis para a nossa saúde sexual.
Cada pessoa vai ter os seus e, contanto que ele não faça mal à sua saúde ou à do outro, é algo natural e saudável – explica a terapeuta sexual Mariana Maldonado, que apresenta o programa de rádio “Palavra de Mulher”, na Rádio Tupi, e é direcionado para mulheres que querem esclarecer suas dúvidas sobre sexo. Entre os fetiches das ouvintes, os mais comuns são os por lingeries sensuais, sexo em locais públicos e partes específicas do corpo masculino.
Como nem sempre é fácil se abrir sobre preferências sexuais específicas, a terapeuta sexual lembra que é importante abordar o assunto quando já existe uma boa intimidade entre o casal.
“Falar sobre fetiches e fantasias pode ser difícil, já que envolve sentimentos, valores e o medo do julgamento. As mulheres muitas vezes temem a avaliação masculina. Por isso, é sempre bom sondar as opiniões do outro e falar de um jeito claro sem forçar uma barra. Mulheres com valores mais rígidos podem se fechar se o homem insistir com certas idéias logo no inicio da relação.”acredita a especialista.

A sexóloga Jaqueline Lopes, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) concorda.
“ Embora as pessoas hoje estejam mais informadas e esclarecidas sobre sexo, cada um tem seu limite. Se um não quer, o outro não deve insistir.” avalia Jaqueline.

O psicólogo Alexandre Sade, especialista em sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), afirma que, à medida que a liberdade e a confiança aumentam no relacionamento, a conversa sobre fetiches vai ficando mais fácil.

Os homens costumam ser mais ligados aos fetiches do que as mulheres. Muitas vezes, quando querem satisfazer um desejo, se fixam naquilo e podem acabar pressionando a parceira. Alguns, inclusive, vão procurar a satisfação de outra forma, com uma prostituta, por exemplo. Mas, em nenhum caso, a mulher deve se sentir obrigada a fazer algo que não quer apenas para agradar ao homem. Não é saudável e não é garantia de nada – frisa o psicólogo.

Quando o desejo por certos objetos sai do controle ou se torna obrigatório para aproveitar o sexo, é hora de procurar ajuda profissional.

“No fetichismo, o indivíduo passa a depender daquele prazer específico para se sentir excitado. Uma coisa é o homem gostar que a parceira use salto alto durante a relação. Mas se ele só consegue sentir prazer se ela estiver com o salto, é hora de procurar um especialista.” completa Mariana Maldonado.

Do blog da Tatiana Hilux
Read More ->>

News Of the World!

Loading...
Loading...

Popular Posts