28 de out de 2011

Homem que Transa com Travesti é Gay?

Por mais que a pergunta “quem transa com travesti é gay?” já tenha sido feito milhares de vezes, essa questão ainda continua sem resposta. Tentamos mais uma vez, fazendo uma enquete na nossa FanPage e recebemos as mais variadas respostas – desde de “é gay”, “é viadagem”, “credo, coisa de marica”, passando por algumas do tipo “Não existe outra função do traveco a não ser dar e comer. E no momento que o cara dá ré no kibe, se torna gay.” até as mais esclarecidas, como: “Não acho que seja gay, porque gay sente atração por outro homem e o travesti é uma mulher com um pênis.”

Hipóteses a parte, acho incrível a capacidade das pessoas de querer definir a sexualidade do outro baseada em certos comportamentos. O ato único e exclusivo de fazer sexo anal, não torna ninguém gay – ser gay implica numa série de outros comportamentos e desejos. O sexo anal é só mais uma forma de se fazer sexo, que ficou associada aos gays por ser a manobra de penetração disponível quando se tem dois homens na cama.

A resposta mais esclarecedora que já ouvi até hoje para essa pergunta, foi dada pelo sexólogo Cláudio Picazio em uma entrevista que fizemos com ele. No minuto 7:25 do vídeo abaixo, ele responde a pergunta: “Por que um homem contrata um travesti?”

“Muito simples. Porque ele gosta de um travesti. Um cara que sai com um travesti não é um gay incubado, porque é mais fácil sair com outro homem. Alguém se encontrar com um homem no carro, é mais fácil – “Esse aqui é meu amigo lá do futebol”. E é mais fácil também sair com uma mulher. Então, ele sente tesão por um travesti. Por essa mulher com pênis. Ele tem tesão em ser penetrado sim, mas por um homem? Não. Por uma mulher. Ele não é gay – ele deseja uma mulher com pinto. Tem mulheres que usam um pênis de borracha e comem seus maridos. Ok. Provavelmente se isso não acontecesse, eles irias procurar travestis. Ele sente prazer com penetração anal, mas ele não quer um cara. Ele quer uma mulher.”

http://amantesprazer.img.fotos.net.br/uolk/images/Luma.jpg

Ou seja, a resposta que tanto buscamos é muito simples. O que nos impede de enxergar essa realidade é a nossa necessidade doentia de rotular. Ele é gay. Ele é hétero. Ele é bi. Precisamos aprender a aceitar as diferenças, até porque elas não nos dizem a respeito. Quem você acha que é para querer definir a sexualidade do outro? Baseando-se em quê? Não importa a nomenclatura – importa o que existe dentro. E, além de tudo, já deveríamos ter aprendido - quem se define, se limita.

DO Casal sem Vergonha

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