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Portugal propõe lei que propõe o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Homossexuais satisfeitos com proposta de Sócrates

Em comunicado hoje divulgado, a Associação ILGA Portugal sublinha a intenção de José Sócrates e do PS em acabar na próxima legislatura com a exclusão de lésbicas e gays no acesso ao casamento.
Lusa

"As vozes que inevitavelmente se levantarão contra esta medida vão provar apenas a persistência do preconceito homófobo na sociedade portuguesa», considera a Ilga

A Associação ILGA Portugal congratula-se com o compromisso do líder do PS de avançar com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, considerando que se trata de uma questão de direitos fundamentais e de cidadania.

Em comunicado hoje divulgado, a Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero sublinha que o fim da exclusão de lésbicas e gays no acesso ao casamento "exige apenas uma pequena alteração no texto da lei, que não implica custos nem afecta a liberdade de outras pessoas". Contudo, essa alteração, segundo a ILGA, "será um enorme passo no sentido da igualdade e contra a discriminação".

"As vozes que inevitavelmente se levantarão contra esta medida vão provar apenas a persistência do preconceito homófobo na sociedade portuguesa e, portanto, reforçar a urgência de lutar contra a discriminação em função da orientação sexual", acrescenta ainda.

Ao apresentar domingo a moção que vai levar ao congresso do PS, José Sócrates referiu que a consagração dos direitos de uma minoria social (a homossexual) representará a vitória de toda a sociedade portuguesa, porque se traduzirá em mais tolerância e dignidade individual. Para o líder socialista, trata-se de "eliminar uma discriminação histórica, que não honra nenhuma sociedade aberta".

De acordo com Sócrates, o debate sobre os casamentos homossexuais será feito "em nome da liberdade, da igualdade e da dignidade individual e da luta contra todos os tipos de discriminação". "Dir-me-ão que estamos a falar de uma minoria; dir-me-ão que o problema é apenas de uma minoria, mas quero dizer o seguinte aos camaradas: o reconhecimento dos direitos e da dignidade de uma minoria é a vitória de todos, porque é a vitória da tolerância, da liberdade, da igualdade e da dignidade de todos os portugueses", disse.

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