Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Guia básico de maquiagem

RICARDO CORRÊA

Guia básico de maquiagem

Roberta Philomeno preparou dicas de make up. Nesta primeira parte aprenda a preparar a pele

Roberta Philomeno - O Povo

Depois do Guia de Cuidados Básicos com a Pele, a colunista Roberta Philomeno traz o Guia de Básico de Maquiagem. No qual você encontrará dicas de make up, divididas em seis partes: Prepare a pele, Brincadeira do Claro e Escuro, Hora de Colorir, Acabamento, Maquiagem de Efeito Bronzant e Maquiagem para Homens.

Você vai aprender fazer um visual digno de uma modelo capa de revista. Tudo, claro, sem sair de casa. Nesta primeira parte, você vai aprender a preparar a pele para receber a maquiagem, através da limpeza, hidratação e camuflagem, utilizando o corretivo, o pó e a base.

DICAS
- Dê preferência a produtos multi-ação que contêm filtro solar, hidratantes e nutrientes;
- Jamais durma de maquiagem, para não atrapalhar na respiração natural da pele e no trabalho normal das glândulas, provocando desidratação;
- Sempre observe o prazo de validade dos produtos.



PREPARE A PELE

1 – Limpe e hidrate

O processo de limpar e tonificar a pele potencializa a fixação dos produtos e assim faz com que todo o visual dure mais tempo. Lave o rosto com sabonete liquido adequado para sua pele e passe soro fisiológico com um algodão, para garantir uma boa limpeza. Faça o mesmo na pele do pescoço e do colo. Por último, lave o rosto com o soro gelado. Finalize com leves palmadinhas ou leves beliscões na pele do rosto, pescoço e colo para ativar a circulação e, consequentemente oxigenação das células.

Depois de limpo, passe um creme tensor (efeito Cinderela) que hidrata e nutre o rosto, em movimentos ascendentes, sobre a pele úmida para ativar a circulação e potencializar a penetração do produto. Além de utilizar menos creme com a pele úmida, os poros têm maior capacidade de absorver os ativos. Não exagere na quantidade. Aplique um produtinho específico para a área dos olhos em movimentos circulares, em sentido anti-horário. Hidratante também nos lábios.

Do tempo da vovó
Máscara de efeito Cinderela (tensor)
- 1 clara de ovo
- 1 colher de sobremesa de amido de milho
Como usar: Misture os ingredientes até obter uma pasta homogênea. Espalhe no rosto e deixe agir por 20min. Retire com água fria e aplique, logo em seguida, um hidratante facial.

2 – Camufle rosto, pescoço e colo

CORRETIVO

Por que usar? Ajuda a uniformizar a cor da pele, suavizar olheiras e manchas. Tenha várias versões para a correção de defeitos diversos.

Na hora de levar para casa: Os produtos líquidos se parecem muito com as bases fluidas, só que os pigmentos e a cobertura é bem mais intensos. Os em lápis são ótimos para camuflar vasinhos avermelhados e acne, mas eles não servem para suavizar as olheiras. Nesse caso, o mais indicado são os corretivos em creme, que cobrem com perfeição grandes áreas. Existe ainda o corretivo em bastão de ótima cobertura. Cobrem perfeitamente manchas de acne e disfarçam olheiras. Quem já apresenta ruguinhas deve evitá-lo, pois a cobertura espessa marca mais ainda as depressões.

Aplicação: O corretivo em lápis deve ser aplicado de modo localizado. O em creme e o em líquido devem ser aplicados em leves batidinhas e em pequenas quantidades com as pontas dos dedos ou com pincel de cerdas curtas. Já o corretivo em bastão deve deslizar na área e ser espalhado com a ponta dos dedos.

Evitar: Se aplicado em excesso, o corretivo acentua ainda mais as imperfeições. Evite também aplicá-lo muito próxima aos cílios inferiores, seus olhos vão parecer menores.

BASE

Por que usar? O produto uniformiza e deixa a pele com aparência saudável e aveludada. Além de camuflar imperfeições.

Na hora de levar para casa: Independente do tipo da sua pele, dê preferência à base de resultado translúcido, que corrige na medida certa, e não comedogênica (sem óleo). Existem também produtos que já vêm com filtro solar e substâncias que tratam a pele. Se você tem pele oleosa ou mista, dê preferência às bases líquidas, fluídas. Se você tem pele seca, os produtos em creme dão um ótimo resultado. Na hora de experimentar a base na loja, aplique-a diretamente no rosto e não no dorso da mão ou braço. E lembre-se: prefira as marcas que dão várias opções de tons. É a cor da base que tem de adaptar a sua pele e não o tom da sua pele tem de se adaptar a ela.

Aplicação:O ideal é aplicar com um pincel próprio, que deposita uma quantidade adequada na pele. Aplique como se estivesse pintando um quadro, suavemente. Se você não dispõe de um pincel ou fica insegura na hora de manusear, então sugiro que aplique a base com a ponta dos dedos. Sempre em movimentos suaves como se estivesse pintando um quando e não rebocando uma parede.

Evite: Bases de textura pesada, geralmente em pasta, dão ao rosto uma aparência de máscara.



Por que usar? Só o pó é capaz de controlar a oleosidade do rosto, retirando o brilho excessivo, deixar a pele com aparência aveludada e fazer a maquiagem durar por muito mais tempo. Por isso, carregue-o sempre na bolsa para retoques. É só enxugar a oleosidade com um lencinho e reaplicá-lo.

Na hora de levar para casa: O pó solto é o mais leve e faz a maquiagem durar mais tempo. O compacto é o mais prático, ótimo para carregar na bolsa, mas pessoas que têm pele oleosa devem buscar produto não comedogênico. O óleo geralmente é utilizado para compactar o produto.O duo-base ou pó-base apresenta uma boa cobertura e as pessoas de pele oleosa devem escolher produtos não comedogênicos. Em relação às cores, sempre leve para casa os tons de bege, fuja dos tons rosados. Na loja, aplique o pó no pescoço e veja se ele desaparece.

Aplicação: Você pode aplicar o pó no rosto todo, mas o ideal é aplicá-lo somente na região do queixo, da testa e do nariz. Use a menor quantidade possível, pó em excesso ressalta as ruguinhas. Os produtos em pó solto devem ser aplicar com pincel. Coloque o pincel no pó, dê algumas batidinhas no dorso da mão. Só depois aplique no rosto. Utilize esponjas para acabamento nos cantos do nariz e dos olhos. A aplicação do pó compacto deve ser feita com a esponja que vem no kit do produto. O duo-base ou pó base também deve ser aplicado com esponja, só que umedecida.
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Gilmar Mendes recebe ativistas gays

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Gilmar Mendes recebe ativistas gays

Fonte: A Capa

O presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, recebeu ontem (26/03) Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Transexuais e Travestis (ABGLT), a senadora Fátima Cleide (PT-RO), relatora do PLC 122 (projeto de lei que criminaliza a homofobia no Brasil), a advogada Maria Berenice Dias, e o representante do programa Brasil Sem Homofobia, Paulo Biaggi.

A pauta principal do encontro foi sensibilizar o presidente do STF em relações aos direitos gays. Em comunicado oficial, Toni Reis revelou que Gilmar Mendes se mostrou aberto as questões. Entre as reivindicações postas ao ministro, cobraram uma posição frente ao descumprimento da lei estadual do governador Sergio Cabral, que garante direitos aos casais no servidorismo público. Mendes prometeu ter uma conversa com o ministro Carlos Ayres Britto, do STF.

A senadora Fátima Cleide disse ao ministro que não existe leis federais que protejam e/ou garantam direitos aos LGBTs e apontou que o apoio do STF é imprescindível para o avanço no legislativo. A advogada dos direitos gays, a desembargadora Maria Berenice Dias disse a Gilmar Mendes que urge o judiciário cumprir o seu papel de defender e preservar a justiça social a população brasileira, incluindo aí a parcela LGBT.

Foi entregue, pelos representantes da comunidade gay, ao presidente do STF inúmeros documentos a subsidiar o representante do Superior Tribunal Federal. Entre os documentos entregues a Gilmar Mendes estava Os Príncipio de Yogyakarta, o Programa Brasil Sem Homofobia, e o relatório da I Conferência Nacional LGBT.
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Travesti aplica silicone industrial e morre em São Paulo

Travesti aplica silicone industrial e morre em São Paulo

EPTV, O Globo

O travesti José Raimundo Bezerra Pinheiro, de 31 anos, morreu no Hospital Mário Gatti, em Campinas, interior de São Paulo, na tarde de sábado, cinco dias depois de implantar silicone industrial no próprio corpo. O silicone industrial é usado para limpeza de carros e impermeabilização de azulejos diferentemente do usado por cirurgiões para fazer implantes.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na polícia, o travesti, conhecido como Érica, teria chegado ao hospital à tarde, com quadro clínico grave, com características de infecção: febre alta, falta de ar e sangramento gástrico intenso.

O boletim de ocorrência, registrado no 5 Distrito Policial de Campinas, informa que José contou a um dos porteiros de plantão no hospital que teria injetado silicone industrial. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade para exame pericial.

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Esta é a segunda morte no ano em São Paulo pelo uso do produto. Em fevereiro, o travesti Robson Daniel Carlos das Chagas, de 25 anos, morreu na cidade de Franca, norte do estado, após sofrer uma infecção generalizada provocada pela aplicação de silicone industrial nas nádegas e nas pernas.

O travesti foi internado na Santa Casa de Franca no dia 3 de fevereiro. Ele chegou no hospital com febre e fortes dores no corpo. À polícia, a mãe do jovem disse que há tempos o filho, que já tinha silicone nos seios, vinha dizendo que o sonho dele era "bombar" as pernas e as nádegas e faria qualquer coisa para isso.

A polícia de Ribeirão Preto, que investigou o caso, afirmou que o silicone foi aplicado em Robson por um amigo dele, que trabalhava como cabeleireiro, a pedido da vítima . O rapaz foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e responderá pelo crime em liberdade. Robson Chagas fez aplicações de três litros de silicone industrial.

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Para Clodovil, "dar a bunda não era honra nem desonra"

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Para Clodovil, "dar a bunda não era honra nem desonra"
Por Sérgio Ripardo* - A CAPA

Clodovil esperou 60 anos para sair do armário, ou seja, para falar abertamente sobre sua homossexualidade. Ninguém duvidava, claro, mas a militância sempre o pressionou a levantar bandeira. Figura pública, com acesso à mídia, o costureiro poderia ter sido uma voz importante na defesa da igualdade dos direitos, no diálogo com a sociedade sobre a questão LGBT. Não o fez. Talvez por causa de seus fantasmas internos. Talvez por descrença. Talvez por medo ou preguiça. Talvez por ignorância.

"Não é um privilégio ser homossexual. É um privilégio você valorizar a sua vida e fazê-la digna de Deus. O resto é besteira. Desde quando é honra ou desonra dar a bunda?", disse Clodovil, em entrevista a Sérgio Miguez publicada pela "G Magazine" em abril de 2005.

Mas o contexto da infância e adolescência de Clô talvez forneça pistas sobre a sua demora em aceitar ser apresentado como um gay assumido, embora sempre fizesse ressalvas: "Não me vejo fazendo apologia gay", repetia. O discurso religioso fervoroso e provinciano sempre fez parte de sua vida, no interior de São Paulo. Ele adorava falar em Deus, algo que ajuda a explicar seu sucesso no reduto de senhoras católicas, alvo de seus programas televisivos, público que lhe deu muitos votos.

Nos anos 50, quando chegou à capital paulista, Clodovil foi contaminado pela visão elitista e burguesa das compradoras de suas roupas. Até o fim de sua vida, ele valorizou símbolos de status. Sua retórica é toda pontuada pela divisão entre o mundo dos ricos e dos pobres. De olho nos emergentes, Clô sempre martelava a ideia de que alguém, mesmo de origem humilde, pode ter bom gosto, refinamento: "Título de nobreza é tão acidental quanto nascer pobre."

Devido à sua obsessão de ser aceito como membro da elite ariana, reflexo talvez de sua baixa auto-estima, Clô também flertava com o racismo e causava polêmicas com declarações ofensivas a minorias, como negros e judeus. Essas posições reacionárias o isolavam da militância. Quando foi há três anos o terceiro deputado federal mais votado na eleição em São Paulo, a notícia foi recebida com frieza pelos ativistas.

Em 2006, durante um trabalho da Folha Online para elaborar a lista dos 10 gays mais infuentes do país (whit.me/aQOivM), mergulhei na história dele. Foi quando me dei conta de que Clô deve ter sido o primeiro gay que reconheci na televisão. Na infância, eu via o "TV Mulher", nas manhãs da Globo, em que o costureiro rabiscava no papel desenhos de vestidos. Eu ficava olhando aquela figura afetada. Lembro das risadas da minha mãe quando ele começava a xoxar alguém ou dá muita pinta. Na minha cabeça, eu achava apenas que era um homem diferente.

Clô era mestre em disfarces, sabia fingir e inventar histórias como ninguém. "Quantos gays você conhece que mentem que são héteros?", perguntava o homem que mandava seus entrevistados olharem para a "câmera da verdade". Segundo Clô, era o momento em que as pessoas mais mentiam. Mas o que mais sentirei falta dele era sua capacidade de surpreender, de ser notícia a qualquer custo. Quando estrelou o musical "Eu e Ela", ele apareceu em cena de meia arrastão, sandálias altas, unhas dos pés pintadas de vermelho e paletó e camisas masculinos. Essa é a imagem que o resume e a que vai ficar guardada na minha memória.


* Sérgio Ripardo é jornalista e autor do "Guia GLS SP" (Publifolha). Fale com ele: http://sergio.ripardo.blog.uol.com.br/

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Homens, com H maiúsculo, vivem crise emocional


Segundo especialista, o homem moderno deixa de ser "o machão" para se tornar mais sensível
Homens, com H maiúsculo, vivem crise emocional

Claudio R S Pucci - Terra

O que é ser homem nos tempos de hoje e qual o verdadeiro papel do masculino na sociedade moderna? Muita gente aí, de ambos os sexos diga-se de passagem, responderia que homem que é homem não questiona isso e dariam a questão por encerrada, mesmo porque é mais fácil fugir do assunto. O problema é que os tempos mudaram, as mulheres ganharam seu espaço e o homem deixou de ficar no papel de único provedor e autoridade máxima da casa. E o nó na cabeça está estabelecido.

Para apimentar ainda mais a questão, entrou em cartaz na semana passada a peça teatral Homem de Tarja Preta. No monólogo escrito por Contardo Calligaris, psicanalista e articulista do jornal Folha de São Paulo, e produzido a pedido do ator Ricardo Bittencourt, vemos um homem de meia idade, bem-sucedido, casado pela segunda vez e pai de dois filhos, que se prostra na frente de seu computador durante a madrugada, entrando em chats gays e assumindo o papel de um crossdresser (alguém que tem prazer em se vestir ou usar objetos do sexo oposto). E é nessa "brincadeira" que surgem os dilemas masculinos.

Calligaris não propõe conclusões (você as tira), mas o maior objetivo da peça é mostrar que ser homem é tão ou mais complicado que ser mulher, por mais que as moças saiam gritando por aí que nossa posição é confortável. As pressões de todos, especialmente da sociedade (você ouve "seja homem" a partir do momento que nasce), a caricatura do macho e até mesmo as referências culturais, que vão de Superman a Rocky Balboa, fazem com que o cidadão esteja eternamente descontente com sua própria virilidade.

Os homens também lutam, inconscientemente, contra a rotina básica de vida (emprego, esposa e filhos), porque desde criança são cobrados para serem excepcionais, ou seja para serem mais do que realmente são. Até mesmo o lado sexual, incluindo a fama de promíscuo, vem carregado de senso de dever. Mais uma vez, de ser excepcional.

Há uma crise de macho do ar
Calligaris afirmou que o fato de há 40 anos discutir-se a complexidade feminina, mas muito pouco a masculina, o levou a bolar o texto para o palco do teatro. Para o psiquiatra e psicanalista Luiz Cuschnir, especializado na psique do homem e da mulher, o tema é bastante pertinente e ilustra uma situação real de conflito emocional vivida pelo sexo masculino.

Responsável pelo Centro de Estudos da Identidade do Homem e da Mulher (IDEN) e o Gender Group no Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo, o médico realiza há 30 anos terapias em grupos, com homens e mulheres separadamente, e analisa a questão do gênero sexual no mundo moderno e a posição de cada um. De acordo com Cuschnir, enquanto as moçoilas, para romper as amarras que a prendiam, basearam sua luta nos seus direitos, especialmente sócio-jurídicos (direito a voto, trabalho, condições iguais, etc.), a transformação masculina, que já foi pejorativamente chamada de revolução das cuecas, é no fundo uma batalha para conquistar direitos emocionais.

Segundo o especialista, o homem moderno deve ser mais sensível, mas não cair na armadilha de ser feminino, teoria aliás já abordada na década de 70 pelo americano Robert Bly em seu livro Iron John: A Book about Men. "Deve abandonar o papel de machista-machão para encontrar sua masculinidade interior, ignorando o apelo social de que sensibilidade está apenas do lado feminino. E, à medida que esse homem consegue encontrar uma posição onde é forte, passa a pedir uma resposta feminina da mulher", explica. Ou seja, um homem completo vai buscar uma mulher completa ou ajudar uma mulher a achar seu feminino.

Muita gente reclama hoje que as mocinhas estão duras e masculinizadas, mas aquilo que se convencionou como padrão de vitória e conquista na vida, especialmente no campo profissional, foi feito para os homens. E é lógico que as moças tiveram que vestir uma máscara de ferro masculina ou se dariam mal. Mas um homem com H maiúsculo sabe que por trás daquela "armadura" existe um ser feminino completo e o faz desabrochar facilmente.

Homens do século XXI
Ok, mas, afinal, o que é ser um homem de verdade hoje? Não existe resposta fácil. Primeiramente, o "ser homem" é algo individual, feito sob medida para cada um. Ou seja, se alguém tenta se adaptar a um modelo imposto pela sociedade, com regras arcaicas ou não, acaba perdendo sua própria identidade. Quer agradar aos outros e não a si próprio e, logicamente, vai ficar perdido.

Aí, então, dá-lhe caras por aí agindo como canalhas, sem sentimento, embora no fundo estejam loucos para dizer algo sensível como "eu te amo" e morrendo de medo de serem tachados de frutinhas. Ou aqueles que, depois de lerem revistas femininas para saber a nova "moda" em atitudes, se impõem uma sensibilidade tão grande que enterram de vez sua masculinidade e acabam invertendo o papel com as mulheres.

Se fôssemos arriscar, o homem verdadeiro é aquele que tem segurança de sua posição, de seus conceitos e sentimentos, de seu papel na sociedade e, por tudo isso, que respeita a posição feminina. Mesmo porque ele vai querer alguém que agregue algo à sua vida, que o complete.

Homem de verdade não se cobra para ser um às na cama e aceita a sexualidade feminina. Não é incomum um cara passar a vida inteira esperando encontrar uma garota boa de cama e, quando isso acontece, passa a encanar sobre como ela sabe fazer tudo isso e com quem ela aprendeu. E aí, para se refugiar do embaraço, tasca a pecha de vagabunda à menina. Aliás, um homem de verdade pode negar sexo se não estiver no clima. E aí cabe a ressalva de que, se não tiver pela frente também uma mulher de verdade, vai ser questionado injustamente sobre sua masculinidade. Mas o homem de verdade não está nem aí, ele sabe o que é e o que quer.

O caminho a ser percorrido para que o homem do século XXI encontre sua identidade ainda é longo, mas muita coisa já foi alcançada. Luiz Cuschnir exemplifica com a criação de filhos, que passou a ser compartilhada entre marido e esposa. Há muitos anos, era raro ver um pai brincando com suas crianças. Hoje, pais criam meninos e meninas sozinhos, viajam com eles e participam ativamente das suas vidas, não mais como aquela figura autoritária.

Um dos exercícios propostos pelo especialista Cuschnir, em seus grupos de terapia com homens, aliás, é pedir para que cada paciente imagine que atitudes cada um teria para tornar o filho um homem de verdade. Segundo o médico, a forma de tratamento que esse pai dispensa às mulheres - como respeito e colaboração- acaba sendo determinante para esse ensinamento.

Enfim, se a individualidade de homens e mulheres deve ser respeitada, você pode procurar ainda hoje qual é seu homem de verdade interior, aquele que você realmente quer ser, sem medo de errar. Deixamos, porém, uma última reflexão, com a incrível frase de Contardo Calligaris: nos seres humanos, o macho alfa (mais forte, mais viril, mais autoritário, mais marcante e com mais bravura) só existe na cabeça dos machos beta.

Serviço
Homem de Tarja Preta - Teatro Eva Herz
Quinta e sexta: 21h
Av. Paulista, 2.073 - Livraria Cultura no Conjunto Nacional
Telefone: (11) 3170-4059.
Ingressos a R$ 20,00

Para saber mais sobre o trabalho e livros do Dr. Luiz Cuschnir, conhecer o IDEN e o Gender Groups: www.luizcuschnir.com.br


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Hermafrodita ganha torneios femininos e levanta polêmica no mundo do tênis


Hermafrodita ganha torneios femininos e levanta polêmica no mundo do tênis

Sarah Gronert, de 22 anos, fez operação para extrair pênis há três anos
GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

                Sarah Gronert é alvo de críticas no circuito
Sarah Gronert é alvo de críticas no circuito

Nascida com órgãos genitais masculino e feminino, a alemã Sarah Gronert, de 22 anos, voltou a ser alvo de polêmicas no mundo do tênis na última semana, após vencer o torneio de Raanana, em Israel.

Mesmo dois anos depois de passar por uma gonadectomia, cirurgia para extrair o pênis, a jovem tenista é acusada por suas rivais de ter força descomunal para uma mulher.

- Não há menina que consiga sacar assim, nem mesmo Venus Williams - diz o técnico da israelense Julia Glushko, derrotada por 6/2 e 6/1 em Raanana, comparando Gronert à americana dona do saque mais rápido do tênis.

Gronert é atualmente a 619ª colocada no ranking mundial. Em janeiro, antes do título em Israel, a alemã foi campeã em Kaarst, em seu país natal. Ambos torneios eram pequenos e distribuíam apenas US$ 10 mil em prêmios. No único evento maior que disputou, em Biberach (Alemanha), com premiação de US$ 50 mil, Gronert caiu na primeira rodada.

A história da jovem hermafrodita veio à tona três anos trás, quando a então adolescente foi alvo de ofensas e comentários agressivos de várias de suas adversárias. Gronert quase abandonou a carreira. Em vez disso, optou pela cirurgia de extração do pênis e a volta ao circuito, o que só aconteceu depois de julgamento por um comitê da WTA, entidade que regula o tênis feminino.

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Renée Richards, a pioneira

Na década de 70, Richard Raskind, que fora juvenil promissor, passou pela Marinha americana e foi casado, com um filho, se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo.

Com o nome de Renée Richards, figurou entre as 20 melhores do ranking feminino em 1977. Clique aqui e lembre a história da mais famosa transexual do tênis.

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Qual é o sexo do seu cérebro?

Qual é o sexo do seu cérebro?

Revista Epoca

O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Faça o teste e saiba se o seu cérebro tem o mesmo sexo que seu corpo
Thaís Ferreira
Divulgação
PESQUISA
O cérebro do homem pode ser feminino

As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres.

Você consegue saber se seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada diretamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exatamente por quê”, diz a ÉPOCA a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

A diferença entre o cérebro dos dois gêneros tem raízes evolutivas. Segundo Moir, durante o desenvolvimento dos seres humanos, como o homem era o caçador, desenvolveu um cérebro com habilidades manuais, visuais e coordenação para construir ferramentas. Por isso, um cérebro masculino tem mais habilidades funcionais. Já as mulheres preparavam os alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês, ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham que se relacionar com as outras mulheres do grupo e dependiam disso para sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais social. Os homens, por sua vez, lidavam com um grupo de caçadores, não precisavam tanto um do outro e se comunicavam menos, apenas com sinais.

Moir acredita que a diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas do homossexualismo. “Se a concentração de testosterona no útero está mais baixa do que o padrão para os homens, então o 'centro sexual' do cérebro será feminino e esse homem sentirá atração por outros homens. Se a concentração desse hormônio estiver alta, o 'centro sexual' será masculino e ele sentirá atração por mulheres”, diz Moir.

Faça o teste

 Reprodução

Moir está desenvolvendo uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. Segundo Moir, esse último caso é muito comum em suas pesquisas.

Além do teste, outro fator que pode mostrar o sexo do cérebro de uma pessoa, segundo os estudos de Moir, é a medida dos dedos das mãos. Segundo os estudos da inglesa, geralmente, quem tem cérebro masculino tem o dedo indicador menor que o anelar (olhando para a mão de frente para a palma). Já cérebros femininos são associados a dedos indicadores do mesmo comprimento que os anelares. Mas isso não é uma regra sem exceção, como praticamente tudo na biologia. A pesquisadora diz que, às vezes, uma mesma pessoa tem uma mão nos padrões do cérebro masculino e outra do feminino e isso exige mais estudos para entender a organização do cérebro.




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Fabiana Andrade e Patricia Araújo contam como foi a noitada de Adriano


Imagens de Adriano em uma outra festa
Imagens de Adriano em uma outra festa

Fabiana Andrade e Patricia Araújo contam como foi a noitada de Adriano

O assunto na concentração da seleção brasileira, ontem, em Teresópolis, foi a nota publicada na coluna Retratos da Vida, do jornal EXTRA, sobre a festa que Adriano deu em sua nova casa no condomínio das Mansões, na Barra. A modelo Fabiana Andrade, citada como uma das convidadas, deu sua versão sobre o que aconteceu na noite da última segunda-feira.

- Cheguei lá por volta de meia-noite e saí depois de duas horas. Adriano, como sempre, me recebeu muito bem. Ele é um querido - disse Fabiana, que confirmou que outros jogadores da seleção estavam presentes, mas não quis citar os nomes.

Festa de família

Concentrado, Adriano disse que a festa foi uma comemoração com familiares. De fato, isso aconteceu no domingo. Um dia depois, não havia nenhum parente do Imperador na festa.

- De conhecidas do grande público, só estavam Fabiana Andrade e a travesti Patrícia Araújo. O restante eram mulheres da Centauros - disse um convidado, referindo-se à maior termas de Ipanema. O rapaz preferiu não se identificar.

Já a transexual não quis entrar em detalhes sobre a festa. Ela disse apenas que chegou ao local por volta das 23h30m e só saiu de lá às 5h.

Ameaça à travesti

- A única coisa que eu posso te dizer é que havia muito mais homem do que mulher - contou Patrícia, que revelou ter sido ameaçada caso revelasse algo da festa.

Fabiana, que disse estar namorando um jogador (mas novamente preferiu não revelar a identidade do rapaz), acabou caindo na piscina da mansão do craque.

- Estava muito quente. Eles ficaram brincando comigo. Eu não tinha levado biquíni e acabei caindo de roupa e tudo - revela.

Não é o Adriano

A única "dica" que Fabiana deu sobre seu novo affair futebolístico é que não é o anfitrião da festa.

- Nossa, Adriano é lindo, é o sonho de qualquer mulher... Mas não é ele. O meu namorado veio para mudar a minha história e virar a minha cabeça.

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Eles são homens, mas se vestem de mulher

Eles são homens, mas se vestem de mulher

Clic RBS

Band, divulgação


Eles juram que são heterossexuais, com o detalhe de gostarem de se vestir de mulher de vez em quando. Para tentar desvendar o comportamento dos crossdressers, o repórter Danilo Gentili, do CQC da Band, mergulhou de cabeça na ''investigação''.

Assessorado pela modelo Mariana Weickert, Gentili ouviu a opinião das pessoas nas ruas, de psicólogos e claro, dos próprios praticantes do crossdress, que, numa tradução literal, significa vestir-se ao contrário.

E, para entrar de vez no clima, o cara aceitou o desafio de tornar-se um verdadeiro crossdresser: caprichou na maquiagem, colocou uma peruca e vestiu uma bela saia preta.

Band, divulgação



— Gostei de usar saia porque ventila — brincou Danilo, que no entanto, não abriu mão da gravata.

A reportagem vai ao ar no CQC desta segunda-feira, às 22h15min, na Band.


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Transexual espanhol anuncia estar grávido de gêmeos

Transexual espanhol anuncia estar grávido de gêmeos

Terra

Ruben Noé diz ter decidido divulgar gravidez para acabar com tabus
Ruben Noé diz ter decidido divulgar gravidez para acabar com tabus

Um transexual espanhol, que nasceu mulher e decidiu ser homem, está agora grávido de gêmeos. Rubén Noé, de 25 anos, nascido Estefanía Corondonado, ainda mantém órgãos reprodutivos do sexo feminino. Ele disse à imprensa espanhola que segue o desejo de ser pai - que pode ser resultante, segundo suas próprias palavras, pelo fato de ter sido criado em um orfanato e adotado. O transexual disse ainda que acha seu caso "normal, porque o mundo está mudando".

O caso de Noé lembra o do americano Thomas Beatie, transexual que no ano passado deu à luz sua primeira filha e está novamente grávido. O espanhol afirma que resolveu tornar a história pública, após conseguir engravidar por meio de uma inseminação artificial, para "ajudar a acabar com os tabus sociais".

"Já é hora de as pessoas começarem a considerar normal uma gravidez de um transexual. O mundo está mudando, cada vez vão aparecer mais casos assim", disse.

Namorando a espanhola Esperanza Ruiz, de 43 anos e mãe de dois filhos, Rubén Noé pretende se casar e registrar os gêmeos em nome de ambos, sendo ele o pai. Para isso quer voltar ao tratamento hormonal, interrompido para a gestação. Noé afirmou estar convencido sobre sua identidade sexual e que nunca duvidou de "se sentir um homem". Assim que der à luz em setembro, pretende retomar a terapia com testosterona (hormônios masculinos) e operar os genitais.

O que lhe preocupa agora é a saúde dos bebês. Ele sofre de epilepsia e foi advertido pelos médicos de que sua gravidez é de alto risco por causa da doença, pois eventuais convulsões poderiam provocar um parto prematuro.

Mesmo assim, pretende expor "a barriga de grávido", como descreveu aos jornalistas espanhóis na cidade de Berga, onde está vivendo a gestação longe da família. Noé disse ter sofrido pressões da família ao tomar a decisão de engravidar. Por isso trocou Málaga, no sul do país, pela pequena cidade de 15 mil habitantes no nordeste espanhol.

Mas quer publicidade para sua gestação e já negocia o preço de uma entrevista com dois canais de TV da Espanha. "A bomba é minha. Se eu não fizer, outro vai fazer e ganhar dinheiro com a minha vida", argumenta.

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Afinal, o que é, hoje, ser um homem?

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Afinal, o que é, hoje, ser um homem?

Primeira peça de Contardo Calligaris leva um pai à internet para explorar fantasias

Beth Néspoli - Estadão

A julgar pela leitura do texto, tem tudo para provocar impacto - talvez rejeição e atração em iguais medidas - o solo O Homem da Tarja Preta, em cartaz no Teatro Eva Herz na Livraria Cultura. Basta observar o comportamento contraditório do brasileiro com relação à nudez - o escândalo provocado pelo topless, apesar da fronteira ínfima que o separa do aceito biquíni sumário - para compreender que há, sim, pecado do lado debaixo do Equador, ou seja, atitudes e temas interditos.

E certamente alguns deles perpassam essa peça, a primeira do psicanalista Contardo Calligaris a estrear para uma temporada - antes teve um texto encenado por apenas uma noite num evento no Espaço dos Satyros, na Praça Roosevelt. Resvala no bizarro a imagem de um homem heterossexual que, diante do computador, troca o terno por meias de náilon e, maquiado e sobre saltos altos, enquanto mulher e filho dormem, entra na internet para dar vazão às suas fantasias sexuais. Mais que isso, desfrutando a mesma solidão e despudor que se pode ter no consultório de um psicanalista, reflete sobre o próprio comportamento, revela fantasias e desejos, sem autocensura.

No papel desse homem, Ricardo Bittencourt, ator cuja larga experiência em teatro começou ainda na Bahia, onde nasceu. Nos últimos oito anos atuou no Teatro Oficina, onde Calligaris o conheceu. "Ali, numa conversa na noite paulistana, depois de eu ter assistido a um dos espetáculos de Os Sertões, ele me pediu que escrevesse um solo com esse título", conta o autor. Na direção do espetáculo, a atriz Bete Coelho, que coincidentemente já assinou um bela encenação de O Caderno Rosa de Lori Lamby, texto também de temática corajosamente erótica, definido por sua autora, Hilda Hilst, como "divertida bandalheira".

Bastaria a formação do autor para se imaginar que O Homem da Tarja Preta nada tem de banal. Nascido em Milão, Calligaris formou-se em Psicologia e Filosofia em Genebra, fez seu doutoramento em psicanálise em Paris, onde viveu sete anos antes de mudar-se para o Brasil na década de 80. Em 1994 foi morar em Nova York, onde instalou sua clínica e viveu dez anos. Há cinco, vive novamente em São Paulo.

Ao contrário do que possa parecer numa primeira leitura, o que está em questão não é o falseamento de identidade que o uso da internet permite ou a liberdade para fantasiar que o anonimato propicia. "A peça começa seu movimento pelo mundo das fantasias sexuais, mas segue a direção da perplexidade masculina. Começa pela sexualidade, mas vai além. O que é ser homem? Ainda é comum ouvir - seja homem -, até mulheres podem ouvir isso", diz Calligaris.

Embutido nesse imperativo, evidentemente, está uma chamada à potência. Ser homem é ser provedor, forte, bem-sucedido, corajoso. "Há duas máscaras tradicionais: o provedor de paletó de Wall Street e o garimpeiro da corrida do ouro. São exemplos norte-americanos, mas cujos similares podem ser encontrados em qualquer cultura." Ser ou não ser: Super-Homem ou simplesmente Clark Kent? Com sua identidade secreta, que lhe permite um feito extraordinário, esse personagem mergulha em conflito enquanto mulher e filhos dormem. Pressionado a manter sob o rosto e o corpo uma máscara rota num mundo em transformação, ele se debate nessa noite insone.

Bete Coelho avisa ter optado pela ausência de subentendidos. "Ele tem a liberdade da solidão, da qual o espectador compartilha, como voyeur, com a consciência de que está no teatro."

Serviço

O Homem da Tarja Preta. 60 min. 16 anos. Teatro Eva Herz (166 lug.). Av.Paulista, 2.073, Conj. Nacional, tel. 3170-4059. 5.ª e 6.ª, 21h. R$ 40. Até 19/6
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Porque depois do Sexo eles somem...


http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/5203924.jpg

Depois do sexo eles somem

Dra. Eda Fagundes - Bol Namoro

Pergunta

Conheci pessoas legais e interessantes no site, que encontrei pessoalmente. No início, tudo muito lindo, mas depois de pouco tempo começa o desinteresse. Na realidade, depois do objetivo principal alcançado (o sexo) por parte deles, tudo muda e eles somem. Deixei bem claro no meu perfil que busco algo sério, que sou romântica e não estou em busca de sexo. Como sou mãe solteira - tenho 1 filho que não mora comigo -, sou muito direta no que quero. Sou carinhosa e atenciosa, ou seja, ligo, procuro, mando mensagens, e por aí vai. Será que preciso entrar no joguinho social de desprezar, não ligar, deixar o cara correndo atrás e fazer uma de difícil? Porque não gosto disso. Se gostei da pessoa, me entrego e me dedico, e pronto. Será esse o problema ou eu sou o problema?

Resposta:

É claro que você não precisa e nem deve entrar em joguinhos que contradizem sua natureza e sua facilidade em expressar os sentimentos. Existe, de fato, um tipo de relação que se baseia no medo da perda e rejeição. Nesses casos, o desinteresse alimenta o desejo. Nada desejável, esse tipo de relação facilmente resvala em neurose e sofrimento.

Talvez você precise rever um pouco o seu padrão durante os relacionamentos. Que tipo de aproximação é feita? Embora diga que é romântica e deseja relações estáveis, é isto que também diz sua linguagem corporal e suas atitudes? Quais artifícios de sedução são naturalmente usados por você É sempre bom revermos nossos próprios padrões de repetimento comportamental antes de tentarmos entender as razões das atitudes alheias.

Tomara que essa reflexão possa ajudar você a aumentar seu ângulo de visão. Tenho certeza de que você vai tirar de letra.

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Patrícia Araújo de cinta-liga na revista masculina "A Gata da Hora"

A travesti Patrícia Araújo, que roubou a cena ao desfilar no Fashion Rio e também nas praias cariocas, ao aparecer de topless, promete dar o que falar na revista masculina "A Gata da Hora" que chega às bancas em meados de abril. Patrícia posou apenas com um minúsculo tapa-sexo na revista - e também de cinta-liga, nas fotos que você vê em primeira mão no EGO. Patrícia fotografou em uma mansão na Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro.

Do EGO
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Tamanhos grandes também são elegantes…

Tamanhos grandes também são elegantes…

Author: Combinandinho

Sempre elegante…

Recebemos vários comentários sugerindo um post para aquelas que estão acima do peso.

E nos dias de hoje, onde percebemos que o tamanho das roupas estão diminuindo, praticamente fica impossível caber em um modelito “P”.Mas quem disse que uma gordinha não pode ficar na moda?

Antigamente uma gordinha ficava até constrangida ao entrar em uma loja e perceber que nada cabia nela, por isso tinha que apelar para a costureira do bairro.

Acontece que esse “nicho de mercado” obrigou os lojistas a migrarem o trabalho das costureiras de bairro para as fábricas e como consequência idéias de modelitos para as gordinhas precisam ser remodelados a todo instante para acompanhar as tendências das passarelas.

Ainda existe um preconceito por parte dessas consumidoras em achar que não podem acompanhar a moda e que sempre devem usar roupas largas e escuras.

“Apesar de costurarmos de acordo com a moda, ainda existe preconceito por parte das consumidoras, de não querer usar cores claras ou listrado por acharem que engorda ainda mais. É difícil convencê-las de que elas podem ser sensuais mesmo sendo gordinhas. Elas também podem ser ousadas até para se sentirem melhor”, explica Meri Koulioumbar, gerente da loja Tulnitex, especializada em roupas para obesas.

“Nós procuramos costurar de acordo com as cores e modelos que estão na moda, mas é lógico que adaptamos para as clientes acima do peso. Se a moda é blusa de alcinha, colocamos uma alça um pouco mais larga para que elas possam usar sutiã”, diz Meri.

O importante é assumir o corpo, aceitar que você não é uma modelo e não tentar disfarçar as imperfeições com roupas inadequadas para seu tamanho, pois uma roupa marcando não fica nada bem.

Dicas

* A legging foi popularizada pelas “gordinhas” por ser uma peça-chave para ajudar na composição de vários looks.

*Deve-se seguir algumas regras e ter bom senso para não prejudicar uma produção, como usar a cor preta ou outra escura e nunca, jamais deixar o bumbum à mostra. Sempre use uma peça sobreposta que disfarça os “pneuzinhos”. Mini-vestidos ou batas ficam ótimas com a legging que vai até o joelho.

*A legging das baixinhas de ter o comprimento ogo abaixo do joelho ou então até o tornozelo. Nunca no meio da perna para não achatar. Já as altas podem usar até a barriga da perna.

*Tome cuidado com blusas e batas. Elas devem ficar abaixo do quadril, caso contrário, deixa mais larga.

*Use sutiã do tamanho certo para dar maior sustentabilidade e para dar elegância à postura. Caso tenha muito seio, use decotes profundos e se tiver quadril grande, não use peças com bolsos baixos e bordados porque aumenta o volume.

*Não se iluda com o look todo preto, engorda mais ainda.
Abuse das mangas 7/8;

*Não use saltos muito finos para não parecer que está se equilibrando no sapato, prefira os mais grossos.

*Lembre-se que as listras que engordam são as espaçadas. As fininhas mesmo na horizontal pode!
Se for baixinha não use as maxibolsas, prefira as tradicionais, tipo as modelos carteiro que sempre voltam à moda.

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A dieta da maçã


Perdi 28 quilos com a prática dieta da maçã
A balança não saía dos três dígitos: eu estava sempre acima dos 100 quilos. Em seis meses, emagreci comendo essa fruta que eu adoro!

Dona da história: Eliane Alves Queiroz, 23 anos, vendedora, Campinas, SP
Reportagem: Milena Emilião - "M" de mulher

Foto: Cínthia Sanchez

A maçã ajuda a emagrecer e ainda
é rica em vitaminas e minerais
Foto: Cínthia Sanchez


A obesidade me acompanhou desde quando eu era criança - uma criança grande e gordinha. A típica ''filhinha da mamãe''... Isso só me incomodou mesmo quando chegou a adolescência. Eu queria ir pra balada com meus amigos, trocar olhares, namorar, dançar... Mas ninguém olhava pra mim. Eu sempre fui a ''gordinha legal'' da turma. E nem poderia ser diferente: com uns 15, 16 anos eu já pesava mais de 80 quilos! Você consegue imaginar o que é isso? É um exagero de mulher!

Ser legal é bom, mas eu também queria ser sexy. Queria que os meninos olhassem pra mim, queria parecer bonita, enfim... Mas pra quem está acima do peso tudo isso é muito difícil. Você não passa despercebida em nenhum lugar — e nunca reparam na sua beleza, só no seu peso. Não importa se você tem um sorriso bonito ou se é boa de papo, é sempre o peso que se destaca.

E, olhe, nem que eu quisesse... Era impossível conseguir me arrumar. Pra ir a uma boate, por exemplo, eu abria mão de roupas jovens, porque elas não combinavam com o meu peso. Pegava as roupas da minha mãe, porque eu deixei de comprar as minhas próprias. Várias vezes, eu me olhava no espelho e estava vestida como uma senhora!

Tomei remédios, emagreci, mas engordei de novo

Quando cheguei aos 21 anos, estava pesando mais de 100 quilos! Tá certo que eu tenho 1,77 metro, mas 100 quilos é demais, até pra mim! Ver o terceiro dígito na balança é muito deprimente... Foi aí que eu fui a um médico, pedi uma receita e comecei a tomar remédios para emagrecer. A resposta veio rápido: em pouco tempo, eu tinha perdido 30 quilos.

Foi um período em que fiquei bem feliz. Estava magra e me sentindo bem. Mas, livre do excesso de gordura, parei de tomar os inibidores de apetite. Como acontece com a maioria das pessoas, voltei a engordar com a mesma velocidade que tinha emagrecido antes...

Quando olhei na balança, eu estava com 106 quilos — ou seja, mais gorda do que antes! Aquilo mexeu comigo. Entrei em depressão, não saía de casa, estava péssima. Por outro lado, foi toda essa raiva, toda a revolta, que me deu forças pra começar uma dieta radical.

Eu mesma criei o meu cardápio: decidi quanto iria comer por dia e comecei a fechar a boca. Todas as revistas que eu lia falavam que as frutas eram boas opções para quem quer emagrecer. Eu pensei bem e decidi que, toda vez que eu sentisse fome, comeria maçãs! Eu gosto do sabor dessa fruta, e ela me faz sentir bastante satisfeita por um bom tempo.

Já na primeira semana notei uma diferença no meu peso

Não vou dizer que foi fácil parar de comer tudo que eu comia. Na verdade, até hoje eu faço um esforço pra não atacar os chocolates - que eu amo! Mas as maçãs me ajudaram a não engordar quando a fome aparecia, principalmente entre as refeições.

Fiquei feliz logo na primeira semana, pois consegui notar uma diferença no meu peso. Isso me deu ânimo pra conseguir caminhar pela cidade, ir ao trabalho a pé e voltar, todos os dias! Resultado: em seis meses, eu tinha perdido 28 quilos. Agora, cheguei ao peso que queria. Estou com 78 e muito feliz!
Eu ainda tenho a pele um pouco flácida. Afinal, tinha muita gordurinha embaixo dela, né? Mas já vou começar a fazer exercícios pra deixar tudo durinho! Mesmo assim, já sou outra pessoa. Agora, sim, posso comprar roupas do meu tamanho, sair à noite e paquerar. Não preciso mais me preocupar se vão me chamar de “gordinha legal”.

Mudei tanto que uma amiga não me reconheceu

Minha maior felicidade foi quando encontrei uma antiga amiga na rua, e ela passou por mim sem me cumprimentar. Quando a chamei, ela ficou assustada. Ela disse que não tinha me reconhecido, pois eu estava magra. Minha autoestima, claro, foi parar lá no alto! Me sinto realizada com meu novo corpo!

Mas, como eu disse, não posso relaxar na alimentação. Eu sei que engordar — e muito — é um risco que eu corro. Portanto, nada de me entregar aos doces! Voltar aos cento-e-poucos quilos? Nunca mais! Toda vez que a fome bate, corro pras maçãs! E, assim, vou mantendo meu peso sob controle.

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Manual da lingerie: Descubra todos os segredos que há por trás das calcinhas

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Manual da lingerie: Descubra todos os segredos que há por trás das calcinhas

Do "M" de Mulher - Conteúdo do site Viva! Mais - por Paula Aftimus

Antes de mais nada...

· A melhor lingerie não é apenas a que se molda melhor em seu corpo, mas também a que combina com a sua personalidade.

· Não conhecer seu biotipo dificulta horrores a tarefa de comprar as peças mais adequadas. Portanto, se tem alguma dúvida, fique nua na frente do espelho e se observe demoradamente. Seja realista, porém, nada modesta! Por exemplo: "Nossa, tenho quadril gigante, mas uma cinturinha..."

· Se a roupa não tiver caimento perfeito, o problema está na fabricação (inadequada para seu biotipo) e não nas suas formas.



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Cuidados na hora de lavar

· Sempre à mão, com sabão neutro e em temperatura de até 40º C. A máquina pode deformar e desfiar rendas e a água quente modifica a cor, deixando-as com aspecto de encardidas.

· Se for inevitável utilizar a lavadora, envolva as peças em uma fronha — sobretudo sutiãs com arame! — , fechando com um nó.

· Não seque as peças ao sol, pois elas ficam amareladas.

· Passe a ferro somente as partes de algodão, já que o calor danifica certos tecidos e o elástico das peças.

· Não use cloro, que compromete tanto a coloração quanto a elasticidade.

Atenção aos detalhes

· Elástico da calcinha aparente só se for o propósito da peça. Mesmo assim, cuidado: mulheres com mais de 35 anos devem evitar a ousadia.

· As tangas são indicadas para bumbuns pequenos. Gordinhas não devem usá-las, pois a lateral fina "corta" o corpo, formando uma segunda cintura.

· Bumbum grande pede modelos largos nas laterais, do tipo short. Outra dica é escolher peças com powernet, uma espécie de lycra mais resistente, usada em cintas. "Embora esteticamente estranhas, farão com que ela fique muito mais bonita", garante Denise Bello, gerente de produtos da Dilady.

· Alças de sutiã só devem ficar à mostra se compuserem o look. Assim, as coloridas, que dão um toque divertido à produção, podem ficar de fora. Mesmo as de silicone, usadas para dar a impressão de se estar sem a peça, devem ser substituídas. No caso de regatas, por um par da mesma cor e espessura das alças da blusa. Isso porque o silicone reflete a luz, especialmente à noite..

· Se a pele ficar marcada, você não está usando tamanho ou modelo adequado. Prefira um número maior!

Para acertar na escolha

· A peça certa deve ficar aderente à pele, mas não a ponto de enrolar ou marcar.
· Verifique se o fundilho possui costuras macias. Caso contrário, ele pode incomodar.
· A parte de trás da peça não deve entrar demais e nem deixar tecido sobrando. Mas não existe uma regra: cada corpo exige uma modelagem.
· Embora recomendadas para uso diário, as de algodão não combinam com roupas justas, pois criam mais volume.
· Os elásticos têm de ser firmes e não podem incomodar a pele.


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Moda para as mais gordinhas

Para as mais gordinhas



Da Gazeta do Sul

As gordinhas têm a maior dificuldade para encontrar roupas modernas e transadas. Parece que não existe vida a partir do manequim 40.

Vivemos sob a ditadura da magreza. Mas pouquíssimas mulheres foram privilegiadas com o biótipo à la Gisele Bündchen, uma magricela que come muito bem e não se mata fazendo exercícios. Segundo a bela, ela já caminha muito de um aeroporto para outro.

Mas mesmo as gordinhas tem direito a usar o que está na moda. Precisam é fazer algumas adaptações.

O primeiro passo é destacar o que tem de bonito no corpo. Que pode ser o colo, os ombros, as pernas. E evitar: roupas coladas ao corpo, números menores que o manequim. Cores contrastantes que também tendem a aumentar o volume. Entre os tecidos, as malhas, que grudam no corpo. Mangas bufantes ou apertadas com elástico. Golas altas. Nada grudado na barriga.

Algumas grifes famosas que antes só investiam em mulheres magérrimas, agora apostam nas gordinhas.

A Rudge é uma delas. Em suas lojas está disponível até o tamanho 54. A Rudge também não esqueceu das cheinhas e apresenta túnicas com tecidos leves e soltos, pantalonas com elástico na cintura, peças amplas com mangas para disfarçar braços gordinhos. Variou do pretinho – que deixa o figurino monótono – para outros tons como: bege, oncinha, berinjela e azul-marinho, num look total. Muito decotes em “V”, que valorizam o busto. Esta dica serve para blusas, casacos e vestidos. E acessórios de boa qualidade – sapatos, bolsas, bijuterias que ajudam a transformar o guarda-roupa e dão um charme extra.
Divulgação/GS












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Na contramão da ditadura da magreza

Mais carne, menos osso

Na contramão da ditadura da magreza, a modelo Fluvia Lacerda
faz sucesso nos Estados Unidos com suas curvas


Vera Fiori - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Beth Ditto, 95 quilos, a escrachada vocalista da banda The Gossip, já se apresentou no palco seminua, deixando à mostra pneuzinhos e celulites. Mais do que simplesmente chocar as pessoas, a roqueira é uma espécie de libertadora da tribo GG. Beth virou ícone do "gordinhas orgulhosas", o Fat Proud, movimento que não faz muito sucesso por aqui, onde a maioria das mulheres se sente infeliz com as curvas que Deus lhes deu.

Este, definitivamente, não é o caso da modelo brasileira Fluvia Lacerda, 28 anos, casada, uma filha. Há dez anos, quando viajou rumo aos Estados Unidos para estudar inglês e trabalhar como babá, sequer passava por sua cabeça ser modelo. Foi descoberta por uma editora de moda dentro de um ônibus a caminho de Manhattan. Na hora da abordagem, pensou que se tratava de uma pegadinha de mau gosto. "Como poderia ser considerada material ideal para o mundo da moda, se a concepção que temos é de que todas as meninas precisam ser magérrimas, apenas de pele e osso?" Lá se vão três anos de uma bem-sucedida parceria com a Elite:


Segundo a modelo Fluvia Lacerda, a opinião de terceiros não influi no seu modo de ser e de pensar

"Sou chamada para participar, principalmente, de campanhas publicitárias. Curti muito ter sido capa de um calendário americano, o primeiro feito apenas com modelos plus size, e isso ganhou uma repercussão enorme nos EUA. Nas próximas semanas, vou participar de uma campanha na Espanha. Estou super animada para fotografar lá, pois foi um dos primeiros países a decretar uma lei quanto ao peso/massa física mínima das modelos. Será uma oportunidade maravilhosa de mostrar o outro lado da moeda."

Sem revelar o peso, a bela morena tem 1,72 metro de altura e veste manequim 48. Perguntada se na adolescência experimentou algum tipo de regime maluco, conta que nunca fez uma dieta na vida e que sempre curtiu o seu tipo físico. Bem resolvida, fala que não vê razões para passar fome. Por sinal, observa que existe a ideia de que quem está acima do peso tem uma saúde ruim ou come de forma errada, o que, segundo a modelo, são estereótipos da sociedade:

"Ser gordinho não significa sair comendo tudo o que vê pela frente. A genética favorece que eu seja mais cheinha, e não luto contra isso. Não sigo dieta, mas também não vivo comendo besteiras, tampouco tenho uma vida sedentária. No entanto, se quero comer um chocolate ou um prato com arroz e feijão, por exemplo, não me nego esse prazer de forma alguma. Malho muito, porque gosto da sensação, da energia, da disposição. A diferença é que não vou à academia pensando nos quilos que vou perder ou nas calorias que estou queimando. Malho para manter coração e corpo saudáveis, e esvaziar a mente. Quando termino os exercícios, me sinto mil por cento e de bem comigo mesma!"

A modelo frequenta a academia cinco vezes na semana. O ritual de fitness inclui andar de bike (seu meio de transporte diário), sessões de spinning (45 minutos) para fortalecer os músculos, aulas de ginástica localizada e ioga. Quando não está viajando a trabalho, pratica flamenco, uma das suas grandes paixões.

Padrão real

Segundo a pesquisa Real Beleza, de Dove, 90% das brasileiras manifestaram o desejo de mudar algo no corpo e 55% disseram que é difícil se sentir bonita quando confrontada com os atuais padrões estéticos - por exemplo, ter quadril de, no máximo, 90 centímetros, como regem as passarelas. "Jamais terei quadris com essas medidas e certamente a minha felicidade não depende disso", rebate a modelo, que, admite, já nasceu com autoconfiança nata:

"Sou objetiva e lógica quanto a esse aspecto da minha vida. Críticas sempre vão existir. Se você é muito alta, gostariam que fosse mais baixa, se tem cabelo vermelho, deveria ser loiro, se é cacheado, a moda dita o liso, e assim vai. A cheinha vive afogada em paranoias e sonhando com uma pílula mágica para ficar magra. Nessa loucura em se transformar ou se adequar a esse molde que a sociedade empurra goela abaixo, as pessoas se esquecem de viver, de se conhecer melhor para, quem sabe, gostarem de si mesmas e de suas imperfeições. Vivemos preocupados com o que o mundo pensa a nosso respeito."

Na sua opinião, aqueles que perdem tempo procurando ser alguém que os outros aceitem acabam se esquecendo de buscar a própria felicidade:

"Fiz a escolha de não me encaixar nessa prisão mental. Tenho meus dias ruins, dia de espinha no meio da testa, dia de cabelo que não obedece, dia de mau humor, como todo mundo. Mas mantenho em mente que sou linda. Me cuido, sou vaidosa, adoro me vestir bem, amo meus quadris largos, minhas pernas fortes e meu cabelo de leoa. Foi assim que Deus me fez. Portanto, não vejo razão para me torturar em busca de ser algo determinado por outras pessoas. Você tem que ser a sua prioridade número um."

No mundo, e o Brasil não foge à regra, as mulheres fazem de tudo para "secar". Mas será que os homens não preferem as curvilíneas aos feixes de bambus das passarelas? "Acredito que existe gosto para tudo. A maior parte dos americanos que conheci prefere as mulheres curvilíneas, não excessivamente acima do peso, mas também nem só de pele e osso. Apesar da nossa cobrança com a balança e com o espelho, a verdade é que a maioria dos homens não entende o porquê dessa busca pela aparência perfeita, tampouco o porquê das modelos nas passarelas serem cada vez mais magras."

Para a modelo, se por um lado o sexo oposto é relax em relação a alguns quilinhos a mais, a indústria de alimentos dietéticos e a mídia pressionam quem não se encaixa nos "padrões ideais" de beleza. O poder da reviravolta, diz ela, está nas mãos das próprias consumidoras do mercado plus size:

"A indústria dietética fatura bilhões bombardeando as pessoas com falsas ideias de que pílulas ou dietas milagrosas vão fazer com que fiquem magras da noite para o dia. A mídia também tem grande responsabilidade diante desse quadro, uma vez que impõe padrões estéticos impossíveis de se atingir. O lado bom é que alguns países já acordaram para uma nova realidade, quer dizer, não dá só para vender um protótipo magro quando os seus consumidores não podem comprá-lo. Por conta disso, aqui nos Estados Unidos e em vários países da Europa, o mercado plus size vem ganhando espaço, principalmente no que se refere à moda. Revistas de referência, como a Vogue USA, já usam modelos plus size para ilustrar suas páginas, o que é um avanço fantástico. No Brasil, acredito que isso só acontecerá quando as próprias consumidoras começarem a exigir isso do mercado e da mídia."

Que moda?

Houve um movimento nas edições passadas do São Paulo Fashion Week alertando sobre a importância de uma alimentação equilibrada. Mas, de forma contraditória, nenhum estilista coloca modelos acima do manequim 38 na passarela e, muito menos, aumenta a grade de numeração. Na opinião de Fluvia, essa contradição reflete a falta de visão da indústria da moda para abraçar novos mercados e desafios. "Trata-se de uma lógica de mercado, isto é, se a demanda existe, então há também a necessidade de supri-la."

Falando em moda, após anos sem aproveitar o verão brasileiro, a modelo decidiu, no ano passado, voltar ao País e desfrutar de alguns dias de sol. Mas a experiência não foi muito agradável. "A ditadura do biquíni por aqui é bem mais cruel do que em qualquer parte do planeta, principalmente porque, quando o assunto é comprá-los, as gordinhas estão fora de questão, não há opções."

Comparando os mercados, ressalta que, nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que 68% da população feminina vistam manequins que variam de 42 a 52. Nesse caso, os fabricantes foram forçados a produzir roupas GG com os mesmos estilos, criatividade e qualidade para todos os tamanhos. Já no Brasil, segundo Fluvia, as roupas para as gordinhas normalmente são mal feitas, bregas ou carregam a aparência de terem pertencido às avós. "Designers como Jean-Paul Gautier, Diane Von Fustenberg, John Galliano, entre outros, passaram a fazer roupas com numeração até 44 e 46. São profissionais de visão", conclui.

Modelo brasileira "gordinha" faz sucesso nos EUA

Via - UAI
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Divulgação

Fluvia Lacerda tem se destacado nos Estados Unidos trabalhando como modelo. Aos 28 anos, ela está na profissão há três e é comparada a Gisele Bündchen e Adriana Lima. Mas com uma diferença. Fluvia não exibe curvas enxutas e faz sucesso exatamente em campanhas contra a ditadura da magreza.

Veja mais fotos de Fluvia Lacerda

Em entrevista ao site da revista Caras, ela declara: "Uma pessoa não precisa ser magra para ser feliz". Fluvia mede 1,72 e usa manequim 48. Começou sua carreira na agência Elite e trabalhou como babá e garçonete também, mas agora só se dedica a carreira de modelo.

A categoria ‘plus size’ é nova no mercado de modelos, e Fluvia comenta que não gostaria de ter uma silhueta mais enxuta e que está feliz com o seu corpo. Ela pretende, com seu trabalho, lutar contra a ditadura da magreza e mostrar para as mulheres mais ‘gordinhas’ que elas podem ser felizes sem se importar com os quilinhos-extra.
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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