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Ataques contra Travestis leva a Diminuição destes em algumas das ruas de Lisboa

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Lisboa: Prostitutos tinham de pagar para estar na rua

Do Correio da Manhã Por Magali Pinto / João C. Rodrigues

Travestis desaparecem

A notória diminuição de travestis em algumas das ruas de Lisboa, nomeadamente a do Conde Redondo, uma das zonas mais referenciadas pela actividade na cidade (ver infografia), espelha o medo que se tem abatido sobre a ‘classe’, sobretudo depois de terem sido libertados pelo Ministério Público quatro homens que integravam o núcleo duro de uma perigosa rede de exploração de prostituição masculina.

Após um ano de investigação e centenas de escutas telefónicas, a PSP de Lisboa através da Divisão de Investigação Criminal desencadeou, na passada sexta-feira, uma operação de combate à criminalidade nocturna. Através de várias buscas domiciliárias foi possível desmantelar o grupo suspeito de crimes de lenocínio e extorsão.

Certo é que foram libertados antes sequer de irem ao juiz. Isto depois de durante muito tempo se terem e dedicado a extorquir travestis. O esquema era aparentemente simples, porém, meticuloso. Atribuíam uma rua específica aos prostitutos, que em contrapartida tinham de pagar cem euros por semana para poderem ali exercer a actividade. Com este esquema, os líderes da rede conseguiam arrecadar avultadas quantias de dinheiro. A divisão dos montantes chegou a render aos cabecilhas perto de dois mil euros mensais. Como se não bastasse, os travestis tinham ainda de pagar cerca de 30 euros por cada utilização dos quartos geridos pelo grupo.

A libertação dos dois líderes da organização, sabe o CM, tem levado a um aumento do medo entre os prostitutos, conduzindo assim a uma menor aparição em algumas ruas de Lisboa.

Refira-se que são vários os casos de extorsão a travestis que têm acabado mal. O mais mediático é o de Luna, travesti brasileiro, de 43 anos, que foi esganado e abandonado num aterro de lixo em Loures. Um homicídio que ainda está por resolver, mas onde eram conhecidas divergências com o seu proxeneta, uma vez que Luna recusava--se a continuar a pagar as quantias exigidas.

No âmbito da operação desencadeada pela PSP, foram ainda feitas buscas em Lisboa e no Montijo. Foram apreendidos um revólver, quatrocentos euros em dinheiro e ainda documentação vária que era utilizada para prostituição, lenocínio e extorsão.

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