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Travesti aplica silicone industrial e morre em São Paulo

Travesti aplica silicone industrial e morre em São Paulo

EPTV, O Globo

O travesti José Raimundo Bezerra Pinheiro, de 31 anos, morreu no Hospital Mário Gatti, em Campinas, interior de São Paulo, na tarde de sábado, cinco dias depois de implantar silicone industrial no próprio corpo. O silicone industrial é usado para limpeza de carros e impermeabilização de azulejos diferentemente do usado por cirurgiões para fazer implantes.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na polícia, o travesti, conhecido como Érica, teria chegado ao hospital à tarde, com quadro clínico grave, com características de infecção: febre alta, falta de ar e sangramento gástrico intenso.

O boletim de ocorrência, registrado no 5 Distrito Policial de Campinas, informa que José contou a um dos porteiros de plantão no hospital que teria injetado silicone industrial. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade para exame pericial.

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Esta é a segunda morte no ano em São Paulo pelo uso do produto. Em fevereiro, o travesti Robson Daniel Carlos das Chagas, de 25 anos, morreu na cidade de Franca, norte do estado, após sofrer uma infecção generalizada provocada pela aplicação de silicone industrial nas nádegas e nas pernas.

O travesti foi internado na Santa Casa de Franca no dia 3 de fevereiro. Ele chegou no hospital com febre e fortes dores no corpo. À polícia, a mãe do jovem disse que há tempos o filho, que já tinha silicone nos seios, vinha dizendo que o sonho dele era "bombar" as pernas e as nádegas e faria qualquer coisa para isso.

A polícia de Ribeirão Preto, que investigou o caso, afirmou que o silicone foi aplicado em Robson por um amigo dele, que trabalhava como cabeleireiro, a pedido da vítima . O rapaz foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e responderá pelo crime em liberdade. Robson Chagas fez aplicações de três litros de silicone industrial.

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