Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Transexual faz sua primeira partida profissional depois de operação

Transexual faz sua primeira partida profissional depois de operação
Andrea Paredes ganhou apenas oito pontos na partida, mas afirma que é frequentemente comparada a "Chino" Ríos

Carla Destro - Abril

23/Abril/2009

Olé

A transexual chilena Andrea Paredes, de 38 anos, jogou segunda-feira, 20 de abril, o seu primeiro jogo como tenista profissional depois de ter realizado uma operação de mudança de sexo.

A partida aconteceu durante o torneio no Parque Roca, na Argentina, em que Andrea enfrentou a britânica Nicolas Slater (sem ranking e vinda do qualy), e perdeu por um duplo 6-0 em 31 minutos.

Apresentando golpes fracos e pouco ortodoxos, a chilena disse, com muito orgulho, mas sem tanta razão, que é freqüentemente comparada com o compatriota Marcelo "Chino" Rios.

Andrea, que é a segunda jogadora transexual de toda a história do tênis, disse que "é melhor perder assim com a melhor do que ganhar de um pacotinho ou jogar uma partida arranjada".

A chilena contou que sempre se sentiu mulher, mas que foi em 2000 que resolveu operar, pois sentiu que era uma etapa pela qual deveria passar, e por isso realizou examees psicológicos e psiquiátricos.

Quando questionada sobre os preconceitos que pode vir a sentir, a jogadora disse que não sente vergonha e que existe um paradoxo nessa história. "Tem que ser suficientemente homem para enfrentar a operação e a situação", afirmou Andrea.

Treinada por Patricio Cornejo, tenista chileno que chegou a ser número 64 do mundo em 1974 e jogou a final da Copa Davis em 1976, a transexual tem uma vida paralela ao tênis.

Andrea é engenheira industrial e tem uma pequena consultora de finanças, o que explica o porquê de ela ter começado a jogar tênis tão tarde.

A chilena, que antes se chamava Ernesto, cumpriu todos os requisitos impostos para jogar: submeter-se a uma operação completa de mudança de sexo, esperar dois anos após a operação, e fazer o tratamento hormonal aprovado. Assim, Andrea foi autorizada pela Federação Internacional de Tênis.

Mesmo com 38 anos, a jogadora pretende continuar no tênis. "Minha filosofia é a seguinte: atenção ao presente, intenção no futuro e desapego ao resultado. É preciso manter o equilíbrio", concluiu Andrea.

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A rede educacional brasileira sabe lidar com os alunos homossexuais

Escolas ainda não sabem lidar com os alunos gays
A rede educacional brasileira encara os homossexuais, e não o preconceito, como problema
Ana Aranha - Revista Época

No começo do ano, Daniel foi recusado em sete escolas particulares de São Paulo. Ele é transexual, um menino que se sente e age como uma menina. Só conseguiu vaga em uma escola especial, para alunos com alguma deficiência.

Quando era aluno de colégio federal do Rio de Janeiro, Pedro Gabriel Gama fez um protesto na escola contra a falta de água. No dia seguinte, ouviu do diretor: “Isso é coisa de veado!”.

Em uma escola particular de Araguaína, Tocantins, Lídia Vieira Barros brigou com uma aluna que a chamava de “sapatão”. No dia seguinte, Lídia foi mandada à orientação psicológica. A outra, não.

Em Piracicaba, interior de São Paulo, um aluno move ação contra a Secretaria de Educação. No meio de uma aula sobre fotossíntese, no ano passado, o professor se recusou a lhe entregar uma apostila. “As bichinhas não precisam desse material”, disse.

Os quatro episódios narrados acima ilustram um grande problema da rede educacional brasileira: a falta de preparo da escola para lidar com a homossexualidade e os preconceitos que ela provoca. Entrevistas feitas por ativistas gays em seis capitais mostram que a escola é o primeiro ou o segundo lugar no qual homossexuais e transexuais mais sofrem preconceito. E não é só. Duas pesquisas feitas pela Unesco em 2004 ilustram a gravidade do preconceito nas escolas: uma delas, entre os alunos, descobriu que 40% dos meninos brasileiros não querem um colega homossexual sentado na carteira ao lado; outra, com professores, mostrou que 60% deles consideram “inadmissível” que uma pessoa mantenha relações com gente do mesmo sexo. “Há um muro de preconceitos que impede as pessoas de aceitar os homossexuais: eles são promíscuos, não têm família, morrem de aids. Quando se veem diante de um aluno gay, os professores e diretores simplesmente não sabem como agir”, diz o educador Beto de Jesus, da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Beto de Jesus é um dos coordenadores de um projeto financiado pelo Ministério da Educação para formar professores e ajudar as escolas a lidar com a diversidade sexual de seus alunos. O grupo vai produzir um kit didático para 6 mil escolas. Nele, haverá orientação para diretores e professores e material para os alunos. Como parte do mesmo projeto, estão sendo realizados encontros regionais com secretarias da Educação, ONGs e universidades. A ideia é coletar experiências de sucesso para ajudar a formular uma política nacional para o problema. O grupo também realiza, neste momento, a maior pesquisa qualitativa sobre homofobia nas escolas de dez capitais brasileiras, com a intenção de mapear os principais conflitos e soluções. “As escolas não estão preparadas nem para identificar esse preconceito. Enquanto os professores não podem aceitar que um aluno chame o outro de ‘negrinho’, ‘veadinho’ ainda é considerado brincadeira”, diz Carlos Laudari, diretor da Pathfinder Brasil e um dos coordenadores do projeto junto com Beto.


Rogério Cassimiro
DUPLA IDENTIDADE
Dani toma notas em seu caderno cor-de-rosa. O menino tem 15 anos e quer ser tratado como menina

O Daniel ou a Dani?

Aos 8 anos, Daniel (o nome foi trocado) espalhava para os amiguinhos do colégio que era obrigado a ir disfarçado para a escola. “Meu pai quer um filho homem e me faz usar essas roupas e esse nome. Mas eu sou menina.” Aos 13, começou a passar base, usar brinco e fazer as unhas. Daniel é transexual, pessoa que nasce com um sexo, mas se sente e age como o sexo oposto. Na escola, pediu a professores que o chamassem de Dani, com pronome feminino. Queria ser “a” Dani. Mas só duas professoras concordaram. Uma semana depois que colocou mega-hair (aplicação de mechas no cabelo), sua mãe foi chamada à escola. Os pais de uma colega de classe ligaram indignados: “Não queremos nossa filha perto dessa aberração”. A solução encontrada pela diretora foi proibir a produção: o cabelo deveria estar preso e nada de maquiagem, brinco ou esmalte. Dani continuou a usar esmalte branco e brincos pequenos, mas tinha de tirar tudo quando cruzava com a diretora. No dia em que foi pego usando o banheiro feminino, levou uma bronca tão grande que nunca mais fez xixi na escola. Segurava até a hora de chegar em casa.

No ano em que saiu do armário, Dani repetiu pela primeira vez. Começou a faltar às aulas semanas seguidas e tirar nota vermelha em quase todas as matérias – menos nas duas em que as professoras concordaram em chamá- lo de Dani. A mãe se mudou para São Paulo, atrás de escolas que soubessem lidar com a diferença. Um mês depois da mudança, Dani havia sido recusado por sete colégios. Só foi aceito em uma escola especial, dirigida a alunos com dificuldade de aprendizagem e deficiência física ou mental.

É muito comum alunos transexuais abandonarem os estudos. Eles se sentem rejeitados por professores que se recusam a chamá-los pelo nome do sexo oposto e pelas restrições a seu modo de vestir. Para evitar que parem de estudar, algumas secretarias de Educação estão criando uma portaria para orientar as escolas. A primeira delas foi aprovada no Pará, no ano passado. Desde janeiro, alunos transexuais podem escolher o nome e o sexo, que fica registrado em sua matrícula. Assim, professores, diretores e funcionários têm de chamá-los e tratá-los pelo sexo de sua escolha. Em um mês, a secretaria contou 111 transexuais e travestis matriculados. “São jovens de 19 a 29 anos que tinham abandonado a escola e agora estão voltando”, diz a psicóloga Cléo Ferreira, uma das coordenadoras das mudanças na secretaria.

Marcelo Min
MAU EXEMPLO DE CIMA
Pedro, de 18 anos, fotografado durante uma oficina sobre diversidade sexual. Ele achava que o problema da aceitação de sua sexualidade viria dos colegas da escola, mas foi o diretor quem o chamou de “veado”

Pedro e o diretor

Aluno de um dos colégios federais mais disputados do Rio de Janeiro, Pedro Gabriel Gama passou os primeiros anos do ensino médio tomando coragem para se assumir gay. Ele testava a aceitação dos amigos com pequenas revelações sobre sua personalidade. Levou meses para ter coragem de cruzar a perna e colocar um brinco. As amigas reagiam: “Que brinco ridículo é esse?”, “Descruza essa perna, parece uma moça!”. A cada pequeno tabu que quebrava, vibrava com a conquista pessoal. Cansado de jogar futebol na educação física, simulou um problema no joelho para conseguir atestado médico. Conseguiu ser liberado. Mas, no intervalo, aumentavam as risadinhas abafadas. Depois de cruzar com meninos no corredor, ouvia-os imitar: “Ai, ai”.

Pedro sempre achou que a maior resistência para aceitar sua homossexualidade viria dos alunos. Até o dia em que entrou em conflito com o diretor. Líder do grêmio escolar, ele mobilizou uma greve por um dia para protestar contra a falta de água na escola. No dia seguinte, viu o diretor se aproximar dele, furioso, no pátio. “Na frente de todo mundo, ele disse: ‘Isso que você fez não é coisa de homem, é coisa de veado’.” O aluno não reagiu. “Eu não tinha base para argumentar, nem sabia que aquilo se chamava homofobia”, afirma Pedro. Ele só se assumiu na faculdade.

“A homofobia está ligada ao machismo. Os meninos desclassificam o gay para mostrar que são machos”, afirma o educador Lula Ramires, especialista na formação de professores para lidar com a diversidade sexual. Para tentar formar uma geração mais flexível, educadores estão tentando quebrar a divisão entre os sexos na escola. Já no pré, colocam meninas e meninos para usar o mesmo banheiro e brincar nas mesmas atividades. Nas fábulas, às vezes o príncipe salva a princesa, às vezes a princesa salva o príncipe. “A flexibilidade e a capacidade de se relacionar com pessoas diferentes são habilidades importantes para essa geração, que a escola não pode deixar de trabalhar”, diz o educador Beto de Jesus.

Lídia e a psicóloga

Quando estudava em uma escola particular de Araguaína, Tocantins, Lídia Vieira Barros ouvia comentários de amigos e professores sobre o fato de usar camisetão, tocar violão e não se preocupar em ser delicada. Um dia, foi pega beijando outra menina no banheiro. A notícia rapidamente se espalhou. “Ela era uma das mais bonitas da escola. Os meninos vieram me cumprimentar”, diz Lídia. O preconceito contra as lésbicas é diferente. Ele se manifesta mais contra os modos e as vestimentas masculinizadas e menos contra a opção sexual propriamente dita. Um dia isso explodiu contra Lídia. Cansada de uma aluna que gritava “sapatão” toda vez que se cruzavam no pátio, ela chamou a menina para briga. Elas se atracaram na saída do colégio, e as mães das duas foram chamadas para conversar. Na frente das quatro, a coordenadora orientou a mãe de Lídia a procurar uma psicológa para sua filha. “A outra menina saiu no crédito. Eu é que precisava de tratamento”, diz.

É comum a reação das escolas que ainda tratam o homossexual – e não o preconceito – como o problema. “A falta de preparo é grande. Os professores e diretores precisam saber separar o que pensam do modo como agem quando a questão é alunos homossexuais”, diz Alexandre Bortolini, coordenador do Projeto Diversidade Sexual na Escola, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Rogério Cassimiro
AULA DE TOLERÂNCIA
Alunos do 1º ano do ensino médio em uma escola estadual de Piracicaba, durante uma oficina de diversidade sexual. Eles discutem o respeito aos homossexuais
Geraldo e as apostilas

Em Piracicaba, interior de São Paulo, um aluno de 17 anos, Geraldo (o nome foi trocado), move uma ação contra a Secretaria de Educação. Ele conta que o professor de biologia se recusou a entregar uma apostila para ele e seus amigos, com a seguinte alegação: “As bichinhas não precisam deste material”. Foi reclamar na direção e fez um boletim de ocorrência. O professor foi recriminado verbalmente e pediu uma semana de licença. Depois voltou a dar aulas. Ao contrário do racismo, que pode dar cadeia, a homofobia é crime civil. Quem é condenado paga uma multa. Nesse caso, se houvesse condenação, quem pagaria a multa seria o governo, porque o professor estava em horário de trabalho.

Para tentar evitar esse tipo de confronto, uma ONG da mesma cidade ensina os professores a lidar com a diversidade sexual. O Centro de Apoio e Solidariedade à Vida faz oficinas no horário de planejamento dos professores ao longo de três anos. Primeiro, levam textos e vídeo sobre o que já foi estudado na área. “Eles ficam sabendo dos mitos que já foram quebrados e refletem sobre seus valores e preconceitos”, diz Anselmo Figueiredo, diretor da ONG e coordenador do projeto. No segundo ano, levam materiais para o professor trabalhar com os alunos e, no terceiro, vão para as salas de aula aplicar as atividades. “O professor fica assistindo para ver que não é um bicho de sete cabeças.”

ÉPOCA acompanhou uma dessas oficinas e notou como é difícil tratar o tema com os adolescentes. “É possível uma pessoa nascer com pênis e se sentir mulher?”, perguntou Anselmo a uma turma de 1o ano do ensino médio. Um aluno respondeu em voz alta: “Todo homem que gosta de homem se sente mulher!”. E continuou em voz baixa: “O Henrique (o nome foi trocado) se sentia mulher...”. O comentário foi seguido por risadinhas a seu redor. Ele se referia a um colega que estudou na mesma sala. Gay assumido, Henrique foi cercado e agredido por dez alunos mais velhos no ano passado. Anselmo continuou: “Vamos repensar nosso comportamento. Por que homem não pode gostar de balé?”. Os alunos responderam em coro: “Hummm...”. O próprio Anselmo riu com os alunos. Ele sabe que apenas uma oficina não vai mudar a cabeça de ninguém. “Precisa de trabalho constante, cartazes, atividades e intervenção do professor quando o preconceito aparecer.”

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Exposição de fotos Luana Muniz - A Rainha da Lapa

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Exposição de foto sobre travesti carioca estreia em maio no Rio

A CAPA

As transexuais da boemia carioca é o tema da exposição de fotos de Pedro Stephan, que estreia no dia 6 de maio na Galeria LGC Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro. O ensaio desvenda as atividades de Luana Muniz, travesti, empresária, produtora cultural que comanda as transgêneros que circulam à noite no bairro. A exibição faz parte do FotoRio 2009 - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro.

São 140 imagens, captadas ao longo de 3 anos de trabalho na Lapa, bairro que no início do século passado abrigava os grandes cabarés da capital federal. O ensaio fotográfico será exibido por meio de slides, no conceito de "quase cinema", criado pelo artista plástico Hélio Oiticica, quando uma sequência de fotos cria uma narrativa.

O público verá o ensaio fotográfico como se fosse um storyboard, em que a câmera insinua uma trajetória e instaura uma narrativa, como em um filme. Também serão exibidas 50 fotos ampliadas em papel, adianta Stephan, para que as imagens possam ser vistas em seu suporte tradicional, e não apenas como um slideshow.

"Luana é a poderosa chefona das 'bonecas' da Lapa, uma versão contemporânea do histórico malandro Madame Satã, que reinou no bairro nos anos 40. Esse ensaio artístico rompe um tabu desvendando as personalidades do bas-fond carioca", conta Stephan, que ano passado apresentou a exposição "Entre Amigos e Amores, os espaços de socialização gls do Rio". "Essa exposição é um olhar benevolente e humano para a realidade das travestis, revelando também os momentos off em que param para descansar, beber um refrigerante, retocar a maquiagem ou apenas bater-papo", acrescenta o fotógrafo.

Serviço:
Exposição de fotos Luana Muniz - A Rainha da Lapa
De 6 de maio a 27 de junho
Local: Galeria LGC Arte Contemporânea (rua do Rosário 38 - Centro - Rio de Janeiro)
De terça a sexta-feira, das 11h às 19h; sábados das 12h às 17h
Entrada franca

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MAMÃE, QUERO SER MENINA

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MAMÃE, QUERO SER MENINA

Fonte: Revista SuperInteressante Abril 2009, pag. 62 - Por Karin Hueck - Via: Blog "A inserida"

Emails para parabenizar a autora e a revista sobre a matéria (vamos escrever pessoal, só pela informação que podemos ser respeitados) superleitor.abril@atleitor.com.br ou sgwercman@abril.com.br

Toda criança nasce com um sexo. Mas nem toda criança acha que nasceu no sexo certo. Quando isso acontece, estamos diante de um dos maiores desafios da medicina.

Quando Nick tinha 3 anos, seu pai John, achava estranho que o menininho gostasse tanto de vestir uma camiseta bem comprida e ficar andando com ela pela casa, como se estivesse de vestido. Também nao entendia a fascinação da criança por tudo que era cor-d-rosa ou porque ele só dava nomes femininos a seus animais de pelucia. Um dia, John presenciou uma estranha. Junto com dois outros meninos, o filho brincava no jardim. Mas, enquanto os amiguinhos fingiam ser Batman ou Super-Homem, Nick imaginava ser uma fada-princesa. Aquilo disparou o alarme, o menino gostava demais de coisas de meninas, e ficava muito triste quando tinha de se vestir de acordo com seu sexo. A mãe, entçao, arriscou, "Nick voce gostaria de comprar um vestido?" A reação do filho assustou os pais. Ele começou a tremer e a ofegar, de tanta felicidade. Foi aí que tudo ficou claro, Nick só seria feliz se vivesse como menina. E foi exatamente isso que os pais fizeram. Hoje aos 7 anos, Nick se chama Mary. Deixou o cabelo crescer, só usa roupas femininas e mudou de vida. Na escolinha, na Califórnia EUA, quase ninguem sabe que ela é um menino com variação de gênero, que especialistas estimam afetar 1 em cada 500 crianças. E ninguem imagina que ela mudou de sexo ainda durante a infância.

"É tão estranho quando as pessoas me perguntam como eu sei que sou um menino. É uma perguntando tão boba. A minha vida inteira eu soube que era menino" diz William, uma criança de 7 anos, que nasceu menina, mas vive como menino. É dificil levar a opinião de uma criança tão nova a sério. Pais as vezes entendem que talvez a criança seja gay ou lésbica, mas o caso não é esse. Para crianças transgêneres, não faz sentido algum dividir o mundo entre hétero e homo. Elas não se sentem atraídas pelo mesmo sexo, nem sabem o que é atração. O que querem mesmo é pertencer ao sexo oposto.

Geralmente é logo no começo da infância que os pais reparam no comportamento estranho. Meninos as vezes tentam arrancar o próprio pênis e meninas não suportam a ideai de usar um vestido. "Só fui perceber que e4ra um menino aos 3 anos de idade, quando a professora mandou os alunos se dividirem por sexo. Eu fiquei chateada, porque antes disso achava que era uma menininha como as outras", diz Luciana, uma paulistana de 28 anos, cujo nome no RG ainda é Luciano. Em crianças assim, a tendencia é a situação só se agravar, Isso porque durante a infancia é facil fazer uma criança se passar pelo sexo oposto, bastam umas roupas cor-d-rosa ou umas camisas de futebol, O problema é quando a puberdade se aproxima.

Na adolescência, a criança começa a ter consciência da sua sexualidade e passa pelas maiores (e mais irreversíveis) mudanças fisiológicas da vida. Já não é um período fácil para quem está satisfeito com o seu gênero, imagine então, para quem rejeita o próprio corpo. Ter seios e menstruar, ou ter barba e engrossar a voz, são o pesadelo de qualquer criança com transtorno de identidade de gênero. "Metade dos adolescentes transgêneres tentam se matar entre a puberdade e a vida adulta" diz Stephanie Brill, autora do livro "The transgender child" (A criança transgênere, ainda sem tradução para o português). Luciana passou boa parte da sua vida sem fazer sexo, de tanta aversão que sentia a seu pênis. Se para essas pessoas a adolescência é tão traumática, o que pode ser feito? Segundo a sociedade internacional de endocrinologia, a resposta é bloquear a puberdade.


A ideia parece radical, mas já está sendo feita na Europa e nos EUA desde o começo dos anos 2000. Quando uma criança é diagnosticada com transtorno de identidade de gênero, o tratamento começa entre os 10 e 12 anos. Nessa idade, prescrevem-se os bloqueadores de puberdade, originalmente criados para crianças que entram na adolescência muito cedo, aos 7 ou 8 anos. O mais comum deles é o hormônios liberador de gonadotrofina (GnRH), que impede a testosterona e o estrogênio de agir. Sem esses hormônios, o corpo fica "congelado" numa infância eterna. Ele não se desenvolverá para nenhum gênero e ficará sexualmente neutro. O método foi imaginado para que as crianças tenham tempo de decidir a qual sexo pertencem, sem que seu corpo passe pelas mudanças sem volta da puberdade.


"Bloquear a puberdade é um tratamento totalmente reversível. Hormônios e criurgias, esses não têm volta." diz a psiquiatra Annelou de Vries, da Universidade Livre de Amsterdã, o primeiro lugar do mundo a oferecer esse tratamento. Lá, mais de 100 adolescentes estão neste momento tomando o GnRH para, aos 16 anos, começarem com os hormônios sexuais e aos 18, cogitarem a cirurgia de readequação sexual. Para John, pai da menina Mary (que nasceu Nick), os bloqueadores são um milagre. "Quero que minha filha passe apenas uma vez pela puberdade, e só no sexo feminino. Ela mal pode esperar para começar com os bloqueadores."

Essa história faz todo o sentido na teoria, mas não na prática. Como é possivel diagnosticar com segurança o transtorno de identidade de gênero numa criança tão nova? Peguemos o exemplo de André, um produtor de moda homossexual, de 24 anos. Quando criança, seu brinquedo favorito era uma Barbie Lambada, e ele adorava usar uma toalha na cabeça para fingir ter cabelo comprido. André nem sequer sabia dizer se era menino ou menina. Hoje, ele namora um rapaz, mas jamais cogitaria mudar de sexo. Como saber, ainda na infância, que ele seria feliz em seu gênero de nascença? "Ainda não conseguimos ter 100% de certeza com crianças. O que avaliamos é a insistência dela em ser, se vestir e se comportar como o sexo oposto durante anos de acompanhamento psicológico", diz Vries. O importante nesses casos é a atitude irredutível. Se a criança um dia diz que é menino e no outro menina, é bem provável que a confusão de gênero não siga até a vida adulta. Mas, como tudo que envolve a mente humana, não há como ter certeza.

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Um médico americano, Charles Davenport, tentou quantificar a longo prazo o comportamento de meninos afeminados. Dos 10 garotos que ele acompanhou até a vida adulta, 4 viraram héteros, 2 viraram gays, 3 ficaram incertos sobre sua orientação sexual e apenas 1 deles virou transexual e quis trocar de sexo. Isso também se comprova com estatísticas: na infância, 1 em cada 500 crianças pode apresentar alguma variação de gênero. Já entre adultos, o transexualismo é muito mais raro: calcula-se que sejam apenas 1 em cada 30 mil homens e 1 em cada 100mil mulheres. Ou seja, se você conhecer um menino que gosta de brincar de boneca, não há razão para se alarmar. E é justamente isso que torna o tratamento com bloqueadores de puberdade tão polêmico.

Joanne tinha 8 anos quando contou à mãe que, na verdade, era um menino e queria ser chamado de Jack. Sem que os pais soubessem, já dizia para os coleguinhas no colégio que só atenderia por "ele". Para a mãe, a mudança foi traumática, ela precisou de um ano para conseguir fazer a troca de pronomes. Em compensação, Jack deixou de ser uma menina deprimida para virar o menino contente que é hoje, aos 10. "Os seios de Jack estão começando a despontar, e eu sei que deveria pensar em bloqueadores e cirurgias, mas é muito difícil para mim", diz Anna, a mãe, no livro sobre crianças transgêneres.

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Deixar o filho viver no sexo oposto inclui uma série de problemas que nenhum pai gostaria de enfre4ntar. É preciso contar à família que aquela menina agora atenderá pelo nome de Jack, é preciso pedir que o professor fique atento a provocações com o novo menino na escola e é preciso se despedir do sonho de ver a filha casar e ter filhos. "Eu sempre quis brincar de bola com meu filho, mas percebi que com Mary isso não se tornaria realiade", conta John, pai de Mary que até os 4 anos, era Nick.

No Brasil, até as leis atrapalham a mudança. O conselho federal de medicina proíbe qualquer intervenção com remédios antes dos 18 anos, e a cirurgia é vetade até os 21 anos. Além disso, não é simples convencer alguém de que o filho talvez precise trocar de sexo. "No Brasil, quando a família entende que a mudança logo cedo ajuda, os pais vão sozinhos atrás de remédios e hormônios para os filhos", diz Alexandre Saadeh, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Tudo indica que as causas para o transtorno sejam biológicas. Em 2008, um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, mostrou que a estrutura e o tamanho de diversas áreas do cérebro são parecidas em homens gays e mulheres hetero, e o mesmo acontece em lésbicas e homens hetero. Assim, poderia haver uma mente masculina dentro de um corpo feminino e vice-versa. "Imagina-se que pode haver alguma influ~encia de hormonios durante a gestação. Por exemplo, se o feto é do sexo masculino, mas entrou em contato com hormônios femininos, é possível que o cérebro do bebê, se forme de maneira diferente." diz Carmita Abdo, do projeto sexualidade do Hospital das clínicas. Quando os pais percebem que não adianta forçar a barra para mudar o comportamento do filho, é geralmente tambem quando enxergam que são eles que precisam mudar.

Ninguém escolheria ser transexual. Eles são a minoria sexual mais discriminada, abaixo de gays, lesbicas, bissexuais e travestis. 73% deles sofrem assédio nas ruas e 45% rompem com a família quando anunciam seu verdadeiro gênero. Os bloqueadores de puberdade ajudam a aliviar o preconceito porque deixam a pessoa com uma aparência mais natural depois da troca de sexo. As contraindicações são muitas, há indícios de que atrapalham na calcificação dos ossos e se o tratamento for iniciado muito cedo, com bloqueadores e hormônios na puberdade, a pessoa quase certamente ficará infértil. Além disso, a dose do GnRH pode chegar a R$3mil. "Eu vejo que, aos poucos, os pais estão deixando seus filhos fazer essa transformação, mesmo que escondida. Eles preferem ver os filhos felizes e vivos, do que infelizes no sexo biológico" diz Brill. Há alguns anos, quem recomendasse bloqueadores de puberdade a crianças saudáveis seria chamado de louco ou radical. Hoje, alguns lugares já se acostumaram com o arco-íris da sexualidade humana. A Park Day School, em Oakland, nos EUA, é uma escola que dá as boas-vindas a essas crianças. Nos últimos anos, 8 aluninhos que nasceram num sexo, mas vivem no outro, passaram por lá. Na hora de ir ao banheiro, podiam escolher entre o feminino, o masculino e o neutro. Mas nem é preciso ir tão longe: no Mato Grosso do Sul, alunos da rede estadual que vivem no sexo oposto ganharam na justiça o direito de ser chamados pelo nome de sua preferência. A mudança já começou.
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Jovem TRAVESTI faz tese sobre exclusão de homossexuais nas escolas do país

Jovem TRAVESTI faz tese sobre exclusão
de homossexuais nas escolas do país


Isabela Martin - O Globo

Filha e neta de analfabetos, a cearense Luma de Andrade, professora concursada do estado, acaba de ingressar, aos 31 anos, no doutorado em educação da Universidade Federal do Ceará. Seu tema de pesquisa é a exclusão de homossexuais das escolas, questão que conhece por experiência própria: na cédula de identidade, Luma é João Filho Nogueira de Andrade. Na tese, Luma, hoje TRAVESTI, propõe que o tema seja abordado nas escolas: - Faltam professores, gestores, alunos e pais que reconheçam a diferença.

De aparência feminina, desde pequena Luma era confundida com uma menina.

Um dia apanhou de colegas por estar brincando com garotas. Chorando, foi falar com a professora. A reação marcou mais que a surra: "Bem feito, quem manda ser assim?". Sempre uma das melhores alunas na escola, Luma foi quebrando o preconceito ao dar aulas de reforço para colegas de turma, e revelou sua vocação.

O diretor da escola de Morada Nova, no interior do Ceará, costumava ouvir suas aulas atrás da porta, por receio da sua influência. Luma diz compreender a reação de estranhamento das pessoas: - O que você pode mostrar é que, na sua diferença, você pode ser igual.

Formada em escola pública, fez ciências na Universidade Estadual do Ceará, e pós-graduação e mestrado em educação ambiental, na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Nesse percurso, nem sempre sua carreira profissional foi suficiente. Foi a primeira colocada num concurso em Aracati, mas o diretor se negou a empossá-la. Precisou da intervenção da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede).

E recebeu propostas para fazer programas sexuais em Fortaleza. Recusou: - Tento mostrar às pessoas que existe outra forma de vencer.


"A escola não ensina a viver com a diferença",
diz primeira travesti do Brasil a cursar doutorado


Por Marcelo Hailer - A Capa

Luma Andrade ganhou destaque ao ser perfilada pelo jornal Folha de São Paulo, na edição do dia 4 de janeiro, que chamava atenção pelo fato de ela ser a primeira travesti do Brasil a chegar ao doutorado, o mais alto nível do mundo acadêmico.

Aos 31 anos, do signo de leão e natural do Ceará, Luma conversou com a reportagem do A Capa. Muito simpática contou o começo de sua vida nas escolas. "Eu apanhava por ficar com as meninas". Ela falou também sobre a dificuldade de uma travesti permanecer no colégio. Por conta dessa realidade, Luma resolveu levantar a tese de como é a vida das travestis no ensino público.

Para ela, enquanto não mudarem o método aplicado e não passarem a tratar bem as travestis nas escolas, pouca coisa vai mudar. "Ela [a travesti] é testada o tempo todo, é chamada de homem. Então, é muito constrangedor, isso acaba excluindo. Eu passei por tudo isso, mas ergui a cabeça e segui. A maioria não consegue", reconhece Luma. Confira a seguir a entrevista.

Em seu Estado, Ceará, você coordena 28 escolas?
Até o ano passado eram 28, hoje são 26.

Como é a recepção quando você chega a esses colégios?
No inicio foi muito complicado, a presença de uma pessoa diferente na escola ainda causa impacto, ainda não se trabalha a questão das relações interpessoais e a questão da vivência com a diferença, até porque o próprio professor não tem formação para isso. Na universidade eles não oferecem a possibilidade de se trabalhar com a diversidade, aí eles incorporam o que a escola ensina, aquilo que é chamado de normal, que é a questão de viver como hétero. E segundo [Michael] Focault, isso na verdade é um estabelecimento de uma sociedade, mas que pode sofrer alteração.

Hoje você sente que há mais respeito e credibilidade pelo seu trabalho?
A minha presença nas escolas causa estranhamento e ao mesmo tempo as pessoas têm a oportunidade de entrar em contato. Nessa oportunidade, eu tenho que passar a elas outra realidade, porque eles pensam que travesti só faz programa, que é burro, que não freqüenta escola, pois são totalmente marginalizadas.

Você desenvolve um trabalho de pedagogia nas escolas?
Trabalho na 10ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação e a gente trabalha na parte pedagógica. Mas acaba que nós também trabalhamos com as questões interpessoais.

Você acompanha alguns casos de alunos?
Em um caso tive que intervir. A professora estava chamando os pais de um aluno porque ele tinha um comportamento homossexual na escola, a diretora queria discutir o comportamento do aluno. Sentamos todos juntos, eu apresentei alguns casos e levei informação, pois eles não têm essa informação, a gente não pode culpá-los, pois não há trabalho na formação deles [professores]. Há necessidade de eles terem esse conhecimento, aí sim você pode cobrar.

A escola é um espaço homofóbico?
Depende de quem está a frente do colégio. A mola mestre da escola é o gestor do colégio. Se o gestor da escola é uma pessoa que não tem uma abertura para um ensino diferenciado, mais contemporâneo, uma educação mais liberta, ele vai cometer uma educação tradicional e nisso cabeças rolam, não só das travestis. Dos deficientes, dos negros... Enfim, as diferenças como um todo. Falo isso porque, quando se fala que vai trabalhar a questão dos deficientes, você acaba por excluir e não é essa a ideia. Tem que trabalhar o conjunto. O ideal é que a questão da inclusão não seja ilusória. Eles fazem assim: "vamos incluir os deficientes físicos", aí chega uma verba para se fazer as rampas. Será que só isso é inclusão? Eu entendo que não, porque isso acontece de uma maneira meio que de pena. "Ah pobrezinho da travesti e do deficiente, vamos colocá-lo na escola".

Falta uma renovação de método?
É exatamente isso. Faltam novas propostas e novos programas, ainda há muita coisa a ser feita. Estive presente na conferência nacional de educação e na ocasião ressaltei essas questões.

A sua tese trata das travestis em escolas públicas. Como você entende essa questão?
Ela é muito complexa. Primeiro, porque a travesti é homossexual. Nessa fase, que às vezes nem sabe que é homossexual, ela é muito xingada, mal tratada. Eu sei por experiência própria. Me xingavam, me batiam, porque eu só andava com as meninas... Então, se você está num ambiente que te trata mal, que não te faz bem... essa não é a proposta da escola, que tem que te fazer bem. A partir do momento que ela [a escola] não consegue fazer isso, você só vê a saída. No caso da travesti que não consegue ser chamada como gostaria, ser xingada, ser considerada um homem que se veste de mulher - e isso está no próprio dicionário: travesti é um homem que se veste de mulher -, tem que haver uma mudança nessa compreensão e nesse pensamento. Quando isso acontecer, a travesti vai se sentir incluída.

O ambiente escolar exclui a travesti?
Dependendo de como ocorrem esses tipos de atitudes citadas, exclui sim. E isso acontece com a maioria, a travesti é testada o tempo todo, ela é chamada de homem, então é muito constrangedor, isso acaba excluindo. Passei por tudo isso, mas ergui a cabeça e segui, mas a maioria não consegue, porque aí vem a prostituição que lhe oferece uma maneira de ganhar dinheiro mais rápido.

Você afirma que é preciso desconstruir a imagem da travesti que só faz programa. Como fazer isso?
Primeiro é dar a elas a possibilidade de frequentar a escola e de se sentirem bem nela. Também é preciso fazer um trabalho de conscientização na escola e tratá-las como cidadãs. A travesti está na escola exercendo um direito que é a educação. A partir do momento que ocorre uma sensibilização da escola em tratá-las como amigas. Mas, até agora não aconteceu nenhum tipo de trabalho de capacitação nacional que trate da diferença nas escolas.

Na seleção dos projetos acadêmicos colocaram o seu nome de batismo. Como você lida com isso?
Isso não me causa nenhum problema. A maioria das pessoas me chama de Luma. Agora, se você me perguntar do que você prefere ser chamada, aí sim, de Luma. Porque ela é a minha identidade. Agora estou pensando em entrar na justiça para mudar o nome.

Qual a sua opinião sobre o projeto 'Brasil Sem Homofobia'?
Ainda está muito no papel, tive a oportunidade de fazer parte do começo dele [do projeto], que também foi construído por uma travesti aqui do Ceará, a Janaína Dutra, que é uma travesti advogada. Mas assim, tem que transformar aquilo que foi idealizado em realidade. Sei que o processo é difícil, porque não depende só da gente, tem o Congresso Nacional que a maioria é fundamentalista, é uma coisa que vai demorar.

Você relata à reportagem do jornal Folha de São Paulo que houve um diretor de uma escola que espionava as suas aulas e que não queria aceitar você. Além dessa situação, você passou por algum outro tipo de constrangimento?
Não. Ele [o diretor] tinha uma curiosidade de ver o que acontecia porque não confiava. A partir do momento que ele viu que eu dominava a aula, que eu tinha um elo de amizade com os meus alunos, isso mostrou pra ele que realmente eu tinha um trabalho, aí passou a ter outro olhar, viu que era possível [uma travesti dar aula].

Como é para uma travesti, em um país preconceituoso como Brasil, chegar ao doutorado?
Eu nem sabia que era a única do Brasil, quem me disse isso foi a repórter [Kamila Fernandes] da Folha. Que bom. Que sirva de lição para as outras, e que façam disso uma coisa normal. Mas eu penso assim, qualquer pessoa, independente do sexo, tem o direito de buscar o conhecimento. Estou fazendo isso.

No momento você está namorando?
Quando eu entrei no doutorado, entrei livre. Porque não consegui uma bolsa, tenho que trabalhar, então por conta disso fica muito complicado. A gente faz como pode, né?
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Daya Rani Kinnar: A Trans candidata à presidência da Índia



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Trans se candidata à presidência da Índia

MIX Brasil

Enfrentando todos os preconceitos e políticos tradicionais na Índia, a trans Daya Rani Kinnar vai se candidatar à presidência da Índia.

Aos 45 anos de idade, a trans Daya não tem medo de ataques homofóbicos. "Eu não tenho filhos, marido, mulher ou herdeiros. A família que tenho é este povo com qual vivo, e pelo qual lutarei contra os políticos que não cumprem as promessas" declarou.

A candidata à presidência afirma que lutará pelos direitos do povo em geral, não somente das minorias. "Quero os votos. O povo disse que seus corações e dinheiro estão comigo", concluiu Daya.
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Rebolar assim é tão bom!

Rebolar assim é tão bom!



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Encontro BDSM em Fortaleza

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### PlayBDSM ###


Encontro em local fechado
exclusivamente aos apreciadores do BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sadismo/Submissão) e de fetiches (como podolatria e crossdressing).

Próximo encontro:
26/04, domingo, 15:00 - 21:00hs

Informações: www.profania.com.br/agenda.html

http://www.orkut.com.br/Main#Event.aspx?cid=15243993370687125027&ect=1235597755478323000&uid=15243993370687125027
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Tibolona reduz gordura corporal

http://www.elconfidencial.com/fotos/salud/2008081868mujer_300.jpg
Tibolona reduz gordura corporal nas mulheres na pós-menopausa

Farmacia.com.pt

Resultados de um estudo revelaram que o tratamento com a hormona sintética tibolona está associado a uma redução da gordura corporal e dos níveis de leptina nas mulheres na pós-menopausa.

O Dr. Mithat Erenus, do Hospital Universitário de Marmara, em Istambul, na Turquia, e colegas dividiram aleatoriamente 120 mulheres por três grupos, tendo um grupo recebido uma combinação de 0,625 miligramas (mg) de estrogénio mais 2,5 mg de acetato de medroxiprogesterona, outro 2,5 mg de tibolona, e outro não recebeu tratamento, servindo assim de controlo, durante seis meses.

Os investigadores relataram, na “Fertility and Sterility”, que os níveis de leptina estavam fortemente correlacionados com a percentagem total de gordura e o total de massa gorda no início.

Após seis meses, as mulheres do grupo de controlo apresentaram um aumento de peso e uma diminuição gradual dos níveis de leptina. A leptina é uma hormona natural que regula o metabolismo da gordura. As mulheres na pós-menopausa tendem a ganhar peso acompanhado com uma redução das concentrações de leptina. Isto pode explicar a tendência das mulheres acumularem gordura visceral após a menopausa.

As mulheres que receberam terapia hormonal (estrogénio mais medroxiprogesterona) apresentaram um aumento significativo dos níveis de leptina. Contudo, as mulheres no grupo da tibolona apresentaram uma redução significativa dos níveis de leptina acompanhada com uma diminuição da massa gorda total, da percentagem de gordura e um aumento da massa magra total. As alterações nos níveis de leptina foram mais pronunciados nas mulheres magras.

A administração da terapia hormonal aumenta os níveis de leptina, enquanto mantém o peso corporal e a distribuição da gordura corporal, mas a utilização de tibolona reduz os níveis de leptina, a percentagem de gordura total e a massa gorda total.

Contudo, os investigadores referiram que este estudo não incluiu informações sobre os níveis de hormonas de crescimento ou actividade física, que podem ter impacto no ganho de peso nas mulheres na pós-menopausa.

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Circuncisão reduz risco de AIDS em heterossexuais

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Circuncisão reduz risco de AIDS em heterossexuais

Farmacia.com.pt

Estudos realizados em África afirmam que a circuncisão reduz o risco de contrair o HIV em heterossexuais

A revista "Cochrane" baseou-se em três novos estudos, decidindo alterar a conclusão anterior onde se consideravam insuficientes as evidências para recomendar a circuncisão como forma de prevenção.

Os exames revelaram que a circuncisão efectuada em homens heterossexuais reduzia em até 54% o risco de contrair o vírus causador da Sida num período de dois anos, e em comparação aos que não tinham realizado esse procedimento.

"A pesquisa sobre a eficácia da circuncisão masculina na prevenção do HIV em homens heterossexuais é conclusiva", afirmou Nandi Siegfried, co-director do South African Cochrane Center, acrescentando que não serão necessários novos estudos para estabelecer que as taxas de infecção decrescem nos homens heterossexuais durante os dois primeiros anos após a circuncisão.

Nandi Siegfried sugere ainda que os encarregados da área da saúde devem considerar aplicar a circuncisão como mais uma medida dos programas de prevenção do HIV.

Apesar dos resultados promissores da pesquisa, os investigadores afirmam que é necessário aprofundar estes estudos de forma a se estabelecer se a circuncisão masculina também oferece benefícios às parceiras.

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Metabolismo em marcha lenta

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Metabolismo em marcha lenta

Jornal de Uberaba

Quando o assunto é metabolismo - a forma como o nosso corpo aproveita as calorias que vêm dos alimentos para diversos processos bioquímicos -, as mulheres já nascem com uma grande desvantagem. Isso por causa da própria constituição física, que prevê uma proporção maior de tecido gorduroso em relação aos homens, que possuem mais músculos. Mas, com o tempo, a situação fica ainda pior. A massa magra tende a encolher, dando lugar à temida gordura, e os quilinhos a mais vão se acumulando. Tanto o tamanho quanto o número de fibras musculares diminui. O processo se agrava mesmo a partir dos 30 anos. Para se ter uma ideia, por volta dos 35, a perda de tecido muscular pode chegar a 340g por ano.

A substituição gradativa de músculos por gorduras tem ainda outro efeito sobre o funcionamento do organismo, o de desacelerar o metabolismo, diminuindo, consequentemente, a velocidade do gasto calórico. “Enquanto o músculo é uma usina de gasto de energia, capaz de consumir calorias até quando estamos em repouso, as células de gordura trabalham no sentido contrário, armazenando energia. Então, se há uma diminuição da massa muscular, que vai gradativamente sendo substituída por tecido adiposo, o gasto energético tende a diminuir”, explica Ricardo Zanuto, mestre e doutorando em Fisiologia Humana e Biofísica pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), na capital.

Outros fatores influenciam nesse processo que faz o corpo, lentamente, ir diminuindo sua marcha. Além do próprio envelhecimento celular, a produção dos hormônios sexuais e do crescimento - que influenciam no processo de constituição e manutenção da massa magra - sofre alterações importantes. “Com o avanço da idade e as mudanças hormonais, perdemos tecido muscular e fica muito mais difícil recuperá-lo. Além disso, há uma redução da resposta às catecolaminas, hormônios fundamentais no processo de queima da gordura. A consequência é o aumento da massa gorda”, esclarece Zanuto.

A dona de casa Rosemeire de Souza Rubira, de 39 anos, sentiu na pele essa mudança em seu metabolismo. “Eu sempre fui magra, nunca frequentei academias e comia de tudo. Não precisava sequer me preocupar com o peso. Depois dos 30, comecei a engordar sem parar. Para me manter nos 57 kg que tenho hoje, malho quatro vezes por semana, pegando pesado na musculação. Cortei também lanches e guloseimas... nem compro mais para não correr o menor risco de abusar”, conta.

Uma injeção de ânimo - Rose está no caminho certo para garantir o peso ideal durante os anos que terá pela frente. Segundo os especialistas, a melhor maneira de reagir aos efeitos do tempo é justamente buscando meios de promover um gasto calórico mais elevado, capaz de mandar embora as gordurinhas acumuladas, ajudando, ainda, a recuperar a massa muscular perdida. “À medida que o metabolismo desacelera, no processo natural de envelhecimento, a atividade física vai assumindo um papel cada vez mais importante. Isso porque o peso do exercício, no gasto energético total, será maior”, diz o endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os benefícios da prática regular de exercícios podem ser colhidos a qualquer tempo. A musculação é uma das melhores formas de reverter, gradativamente, a proporção entre tecido adiposo e massa magra.
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Amazon tira de venda online livros com temática homossexual

Amazon tira de venda online livros com temática homossexual

O Globo

Gore Vidal / Reuters

Livros com temática gay ou lésbica de autores famosos como o premiado liberal Gore Vidal (foto), a jornalista e autora americana vencedora do prêmio Pulitzer em 1993 Annie Proulx e E.M. Foster , que denunciou o preconceito sexual na sociedade britânica no século passado, sumiram da lista dos livros mais vendidos do portal de vendas Amazon, de acordo com informação publicada nesta terça-feira pela rede CNN. Romances famosos como "Brokeback Mountain", de Prouxl, e "A Cidade e o Pilar", de Vidal, não apareciam no ranking na manhã desta terça-feira. No entanto, "Playboy: The Complete Centerfolds", que contém imagens de mais de 600 mulheres nuas, classificado como arte e fotografia, permanece na lista.

Milhares de usuários do site consideraram a retirado dos títulos da lista uma censura ofensiva. No Twitter, popular ferramenta de miniblog, e na rede social Facebook, a questão virou rapidamente tema de discussão e protestos ao longo do fim de semana. O Amazon negou acusações de que teria removido intencionalmente os títulos como uma estratégia para tornar a lista mais "familiar".

- Houve um problema no nosso sistema, que já está sendo consertado - disse a porta-voz do Amazon, Patty Smith.

O escritor Craig Seymour, autor de "All I Could Bare", disse em seu blog que sua posição no ranking de vendas caiu no início do ano e só voltou ao normal após um mês. O livro é classificado no site como um produto para adultos.

- Eu comentei isso com a minha editora, e eles começaram a prestar atenção. Também fiz uma pesquisa e vi que os únicos livros sem posição no ranking de vendas tinham conteúdo gay como o meu - acrescentou.

De acordo com o jornal inglês "Guardian", uma edição em brochura da autobiografia do ator e apresentador Stephen Fry, "Moab Is My Washpot", que o Amazon classifica como gay, está fora da lista, enquanto a versão de capa dura, classificada como "memória", continua no ranking.

Estar fora da lista dos livros mais vendidos significa perder destaque nas principais páginas do site, o que pode implicar significativa redução das vendas.


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190 homossexuais foram assassinados no Brasil em 2008

O número de assassinatos de homossexuais aumentou 55% em 2008 em relação a 2007, segundo revela a já tradicional pesquisa anual sobre crimes homofóbicos do Grupo Gay da Bahia (GGB). O balanço final dos crimes foi divulgado na última terça-feira, 14, em Salvador, e apresentou um número de 190 mortes de homossexuais em todo o Brasil. 13% tinham menos de 21 anos. E pelo jeito 2009 não trará boas notícias também: o estudo apontou que somente neste ano 48 homossexuais já foram mortos.

Das 190 vítimas, 64% eram gays, 32% travestis e 4% lésbicas. O Estado que lidera a estatística é Pernambuco com 27 assassinatos em 2008, seguido da Bahia com 25, São Paulo com 18 e Rio de Janeiro com 12. Com uma média de um assassinato a cada dois dias, o Brasil se torna o campeão mundial de crimes homofóbicos, seguido do México com 35 assassinatos em 2008 e Estados Unidos, que registraram 25 mortes.

Na divisão por regiões geográficas, o Nordeste continua aparecendo em primeiro lugar na lista. Com 30% da população brasileira, é responsável por quase metade (48%) do total de mortes, enquanto Sudeste/Sul aparece com 28%, seguida do Centro-Oeste com 14% e, em último lugar, o Norte é responsável por 10% dos crimes. Isso significa que o risco de um LGBT nordestino ser a próxima vítima é 84% mais elevado do que no Sul/Sudeste.

Segundo o relatório, o Estado de Sergipe é o que ofereceu "maior risco de morte para travestis e gays em termos relativos, pois contando com aproximadamente 2 milhões de habitantes, registrou 11 homicídios, enquanto Minas Gerais, 10 vezes mais populoso (20 milhões), teve 8 gays assassinados". Metade das vítimas morreu por latrocínio (roubo seguido de morte).

Documento
O GGB realiza esse levantamento desde 1980 e já documentou desde então a morte de 2.998 LGBT. O relatório investiga ainda forma com a qual as mortes ocorrem e assinala que os gays são mais freqüentemente assassinados dentro da própria casa, geralmente a facadas ou estrangulados. Já as travestis são mais executadas a tiros na rua, onde a maioria dessa população trabalha como profissional do sexo. Sobre o perfil dos assassinos, "80% são desconhecidos, predominando garotos de programa e vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos".

De posse desses resultados, os militantes pretendem pressionar a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República para implementar imediatamente as deliberações do Programa Brasil Sem Homofobia e da 1ª Conferencia Nacional Gays Lésbicas Bissexuais e Transexuais. Se fizerem a egípcia com eles, uma denúncia contra o Governo Brasileiro deve ser enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU) "pelo crime de prevaricação e lesa humanidade contra os homossexuais", diz nota distribuída pela ONG.

O levantamento é feito por meio de notícias publicadas em sites e revistas do Brasil. Como a imprensa muitas vezes não consegue cobrir todos os assassinatos, o GGB acredita que esse número de 190 mortes pode ser bem maior, isso sem levar em conta que muitos LGBT morrem todos os dias no Brasil por homofobia, mas têm suas mortes silenciadas por causa do preconceito. O Relatório de Assassinatos de Homossexuais no Brasil – 2008 é o único estudo deste tipo no Brasil, sendo usado, inclusive, por outros países para analisar como anda a questão dos direitos humanos por aqui.

Pelo jeito, esses países não terão boas notícias, já que somente 20% dos crimes tem seus autores identificados, sendo que menos de 10% são detidos e julgados. Muitas vezes eles alegam “defesa da honra” e conseguem se beneficiar com penas leves ou até mesmo a absolvição.

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Segundo Drauzio Varella: "Saúde pública não pode mais ignorar travestis"


"Saúde pública não pode mais ignorar travestis", diz Drauzio Varella em artigo na Folha

Da Folha de São Paulo via A Capa

Apesar de cometer alguns equívocos, como por exemplo chamar travestis de homens, tratá-las no masculino e também colar nelas a imagem de que são pessoas sempre a margem da sociedade, o médico Drauzio Varela, famoso por suas participações em programas dominical como o "Fantástico", escreveu ótimo artigo ao jornal Folha de São Paulo na edição de sábado (11/04). O texto abre dizendo que "de todas as discriminações sociais, a mais pérfida é a dirigida contra os travestis".

Para o médico, "se fosse possível juntar os preconceitos manifestados contra negros, índios, pobres, homossexuais e outras minorias da sociedade, a somatória não resvalaria os pés do desprezo virulento que a sociedade manifesta pelos (sic) travestis". Drauzio segue e questiona: "Quem são esses jovens travestidos de mulheres fatais, que expõem o corpo com ousadia nas esquinas da noite e na beira das estradas?".

O médico aceita que há uma diversidade que os distingue, porém acredita que "todos tem em comum a origem: são filhos das camadas mais pobres da população". Em seguida, Varella reflete a respeito da homossexualidade e afirma ser ela "tão velha quanto a humanidade", mas garante que as travestis "só aparecem nas famílias humildes".

Ao afirmar que as travestis são uma minoria da minoria e que apenas surgem em famílias humildes, o médico pinta um possível retrato da infância e da juventude dessas personagens. Para ele, essas travestis "foram meninos com jeito afeminados que, se tivessem nascido entre gente culta e com posses, poderiam ser profissionais liberais, artistas plásticos empresários, costureiros, atores de sucesso".

Neste parágrafo o autor do artigo volta a colocar a questão da pobreza, afirmando que nesse meio a ignorância reina. Portanto, acredita que "por terem nascido no meio da pobreza e da ignorância, experimentaram toda a sorte de abusos: foram xingados nas ruas, ridicularizados na escola, violentados pelos mais velhos, ouviram cochichos e zombarias por onde passaram e apanharam de pais e irmãos envergonhados".

Sendo assim, Drauzio Varella faz a sua matemática social e chega no resultado de que, por terem nascido "em ambiente tão hostil, poucos conseguem concluir os estudos elementares", depois questiona: "quem da emprego para homossexual pobre?". Para ele, o máximo que os homossexuais (ou travestis?) conseguem é "lugar de cozinheiro em botequim, varredor de salão na periferia ou atividade semelhante sem carteira assinada".

Após pintar este cenário "animador", Drauzio acredita que "uma vez na rua, todo travesti é considerado marginal perigoso, sem nenhuma chance de provar o contrário". "Poder ser preso a qualquer momento, agredido ou assassinato por algum psicopata, que nenhum transeunte moverá um dedo em sua defesa", constata o médico.

Após traçar o cenário urbano das travestis, Drauzio faz recorte para a questão da saúde, onde afirma não existir nenhum "serviço de saúde com endocrinologista para orientá-lo a respeito dos hormônios femininos que tomam por conta própria". A respeito do silicone, Drauzio aponta que, pelo fato não terem dinheiro, as travestis fazem uso do mesmo sem acompanhamento médico e, o que é pior, usam "silicone industrial comprado em casa de materiais de construção, injetado por pessoas despreparadas, sem qualquer cuidado de higiene".

Por fim, o médico conclama que os "hospitais públicos deveriam ser obrigados a criar pelo menos um posto de atendimento especializado nos problemas médicos mais comuns entre os (sic) travestis". "A Saúde pública não pode continuar dando as costas para essa minoria de homens (sic), só porque eles decidiram adotar a identidade feminina, direito de qualquer um. Quem somos nós para condená-los?", finaliza o médico.
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Blake Lively, de Gossip Girl, diz que se sente "um travesti"

Blake Lively, de Gossip Girl, diz que se sente "um travesti"

Abril


Capa da edição de maio da revista "Allure", Blake Lively, a Serena de "Gossip Girl", disse à publicação que se "sente como um travesti" a maior parte do tempo.

"Eu me sinto como um travesti... Não sei, eu sou grande? Eles me colocam em saltos 15 e eu fico mais alta que qualquer homem. Tenho cabelo comprido e uso muitas roupas e maquiagem. Eu me sinto muito grande o tempo todo, e fico cercada de gente minúscula. Sinto-me um homem às vezes".

Sobre seu namoro com Penn Badgley, que vive o Dan na série, Blake afirmou: "Você vê pessoas que abrem sua relação, que são muito afetuosas no tapete vermelho ou fazem um reality show, e a relação deles parece desmoronar, então prefiro ficar em silêncio (sobre o namoro com Dan)".

No Brasil, "Gossip Girl" é exibida no canal pago Warner Channel toda quarta-feira, às 21h.

FOTO: Divulgação/Allure
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Roberta Close linda como sempre...

Roberta Close deixa seio à mostra em ensaio fotográfico feito no Rio

A transexual foi clicada pelo amigo e fotógrafo Wagner Carvalho em uma mansão no Alto da Boa Vista

Do EGO, no Rio
Roberta Close está aproveitando bem a temporada que está passando no Brasil. A modelo, que veio ao país para curtir o carnaval ao lado do marido, posou para um ensaio fotógrafico feito pelo amigo e fotógrafo Wagner Carvalho, em uma mansão do Alto do Boa Vista, no Rio, e mostrou que, aos 44 anos, ainda está com tudo em cima. Em uma das imagens, inclusive, ela aparece com o seio à mostra.


Antes do ensaio, Roberta Close posa à vontade e acaba deixando o seio à mostra

Wagner Carvalho/Divulgação

Elegante, a modelo mostrou que é bonita tanto de frente quanto de costas

Wagner Carvalho/Divulgação

À esquerda, Roberta posa no clima de carnaval. Ao lado, ela mostra animação

Wagner Carvalho/Divulgação

Aos 46 anos, a modelo mostra que está com tudo em cima

Wagner Carvalho/Divulgação

Roberta brinca com coroa

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Consumo delirante

Consumo delirante

Delírios de Consumo.  Filme relata comportamentos compulsivos na hora das compras e o inevitável resultado: as dívidas
Delírios de Consumo. Filme relata comportamentos compulsivos na hora das compras e o inevitável resultado: as dívidas

Maria Alice Rocha - Do Recife (PE) - Terra

Em tempos de crise, nada mais natural do que o assunto consumo se tornar recorrente em todas as rodas de conversa e no noticiário. Para reforçar esse fato, chega nesta semana nos cinemas em todo o Brasil o filme "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom".

Antes mesmo da estréia, a película já pode ser considerada um sucesso. Não somente pelos 15 milhões de livros vendidos em todo o mundo relacionados à saga da personagem Rebecca Bloomwood, mas devido à percepção brilhante da escritora britânica Sophie Kinsella. Até o momento, já são cinco os livros da autora publicados sobre um tema tão presente no cotidiano do século XXI: comportamentos de consumo, consumo compulsivo, compras por impulso, endividamento.

Originalmente Becky Bloom é britânica e a grande maioria das suas aventuras se passa em Londres. Mas, para o filme, que teve o privilégio de contratar a consultoria da própria autora da estória original que esteve presente em muitos momentos nos sets de filmagem, tudo acontece em Nova Iorque, com algumas cenas rodadas em Miami e em Connecticut.

Mas, para quem é antenado em assuntos de consumo, e em especial em consumo de moda, o filme oferece vários momentos inesquecíveis, onde ambientes reais viram cenários, como a famosa loja da marca italiana Prada no Bal Harbour, em Miami ou as vitrines de marcas de luxo em Nova Iorque.

Não se pode esquecer ainda que os figurinos do filme dão vida a cada um dos personagens por meio do talento da premiada Patricia Field, que tem no currículo produções como O Diabo Veste Prada e Sex and the City. Por si só, o guarda-roupa de Becky Bloom é uma atração à parte, na medida que combinações modernas e inusitadas de roupas e acessórios de Balenciaga, Marc Jacobs, Christian Louboutin, Zac Posen, Miu Miu, Salvatore Ferragamo, Prada, Todd Oldham, Gucci, Christian Dior e Alexander McQueen, dentre outros, desfilam na telona cena a cena.

Retornando ao enredo, a moral da estória, segundo Sophie Kinsella, intencionava proporcionar uma reflexão a respeito do consumismo desenfreado dos tempos atuais com uma certa dose de divertimento. Para quem tem a oportunidade de ler os livros "Delírios de Consumo de Becky Bloom" e "Becky Bloom - Delírios de Consumo na 5ª. Avenida", os quais deram origem ao roteiro de cinema, percebe que muitas das situações descritas, sofridas ou vexatórias, já foram vivenciadas por alguém muito próximo.

Mas no filme, talvez por ironia do destino, ou do poder dos fenômenos de moda, o expectador sai com a sensação de que lutar contra o vício das compras é quase impossível. Além disso, as tomadas deslumbrantes provocam um certo estímulo para consumir mais, mesmo sem a intenção de destronar "a garota da echarpe verde".

Coincidências ou não, a intenção de Lauren Weisberger ao escrever o livro "O Diabo Veste Prada" era mostrar os bastidores pouco glamurosos de uma revista que dita moda para todo o mundo. Ao ser transformado em filme, "O Diabo Veste Prada" se tornou um marco referencial para os que trabalham no "mundinho fashion", e foi um tremendo sucesso de bilheteria e de estímulo a novos bens de consumo de marca. Entretanto, vale lembrar que a beleza plástica do filme e a sua campanha promocional conseguiram pulverizar a reflexão proposta pela autora.

Outro filme que guarda alguma similaridade com Becky Bloom é o Diário de Bridget Jones. Assim como Bridget, Becky é atrapalhada e divertida, para sair de uma enrascada acaba entrando em outra, se apaixona por alguém improvável, consegue ser correspondida, mas não se cura do seu vício original.

Fica a sugestão para o exercício de reflexão sobre o quê, como e porquê consumimos tanto. Certamente seria possível se ter menos, se desapegar mais. E aí, quem sabe os consumidores conscientes de seus atos se tornem os agentes para significativas mudanças no sistema de moda hoje estabelecido?

Não custa nada tentar.

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Adequação sexual é nova fase na vida de transexuais

Adequação sexual é nova fase na vida de transexuais

Do site A Capa Via Cultura CD


Cabelos compridos e jeito feminino. Estas podem ser, mas não necessariamente, as características de uma mulher ou de um homossexual. Agora, acrescente as palavras personalidade ou identidade feminina. Aí, a conversa toma outro rumo.

Raquel completou recentemente 24 anos, mas somente há três se sente completa. Antes se considerava diferente, com um detalhe a mais: o pênis.

Quando nasceu, D** foi levado por sua mãe ao psicólogo. A busca por uma possível explicação e a queixa ao médico era de que, ao sair das fraldas, seu garoto, ao invés de urinar em pé como qualquer outro, insistia em fazer xixi sentado. Como era de se esperar, o médico afirmou que se tratava de uma criança normal e sadia. Porém, não era um menino somente com traços femininos e sim uma menina em um corpo masculino.

A partir desta consulta, Raquel conta que sua mãe passou a deixá-la mais livre para que aos poucos fosse se encontrando. "Meu cabelo sempre foi comprido, eu não usava roupas masculinas. Evitava só saia e vestido, mas de resto usava tudo", relembra.

Vista como uma menina, Raquel não enfrentou grandes preconceitos na infância. Porém, vivia uma crise interna que nem ela mesma entendia. E, aos sete anos de idade, Raquel tentou, em um momento desesperado, livrar-se de algo que acreditava não lhe pertencer. "Cheguei a tentar cortar o pênis, não queria aquilo", pensava. Duas cicatrizes deixadas com uma faca fez com que Raquel nunca mais se esquecesse deste dia.

Com 14 anos, em casa, ao mexer nas coisas de seus tios, Raquel achou uma revista que mudou completamente seu modo de pensar. A Playboy da transexual Roberta Close, edição de Maio de 1984, fez com que ela iniciasse a verdadeira busca por sua identidade de gênero. Como quem é da casa reconhece os parentes, Raquel viu entre as duas uma semelhança, que constatou ser verdadeira após as explicações de seus familiares sobre quem era a modelo da revista. Foi aí que Raquel decidiu: "é isso que eu quero."

Pesquisando cada vez mais sobre o assunto e as possíveis cirurgias, com 16 anos descobriu os hormônios e começou a tomá-los. Seu corpo foi tomando forma e, por ser alta e magra, Raquel começou a trabalhar como modelo feminino em eventos e desfiles.

Foi em um destes eventos que Raquel conheceu o médico responsável por sua cirurgia. "Como médico, ele me viu e percebeu que havia alguma coisa errada. Começamos a conversar sobre uma possível cirurgia". Nesse momento Raquel não teve dúvida. Iria, finalmente, se encontrar e viver como uma mulher completa.

Acertados os detalhes para a cirurgia de mudança de sexo, aos 17 anos Raquel começou a passar pela bateria de exames pré-operatórios, tanto psicológicos como físicos. "Os médicos constataram que até a minha estrutura óssea era feminina e a parte que cabe a mulheres no cérebro, a memória fotográfica, eu possuía de forma predominante".

Tudo finalizado na questão dos exames, assim que completou a maioridade, Raquel estava pronta para colocar em prática seu grande sonho. Porém, a dificuldade para achar um hospital gabaritado para este tipo de cirurgia em São Paulo retardou em dois anos seu desejo. E, com 20 anos, cansada de procurar algo em São Paulo, resolveu e partiu sozinha para Porto Alegre,"onde meu médico tinha clínica, e decidi que faria lá mesmo a cirurgia". E fez.

No dia 24 de Abril de 2004, Raquel deu adeus ao passado e não só começou uma nova etapa em sua vida, como também aos 21 anos teve sua primeira relação sexual. "Demorei, pois sentia nojo e vergonha do meu próprio corpo, não conseguia ficar nua na frente de ninguém antes da cirurgia".

Antes da cirurgia, Raquel não pensava na alteração de seu nome de registro, o qual não quis que fosse divulgado. "Não me preocupava com o nome, minha única preocupação era meu corpo. Tanto é que só fui dar entrada ao processo de alteração [de nome] três anos depois da cirurgia", declarou.

Para se tornar Raquel Munhoz no documento de identidade, ela aguarda apenas um exame que é realizado pelo governo. "Assim que me chamarem faço o exame para que o juiz possa autorizar a alteração no documento", explica.

Desfilando e realizando shows em casas noturnas, Raquel define seu momento como uma "Nova fase... Adeus ao passado" e finaliza dizendo que "agora sim, olho no espelho e vejo meu reflexo".

* Matéria originalmente publicada na edição 13# da revista A Capa (Maio/08)
** A pedido de Raquel seu nome de registro foi preservado.
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Telemar é condenada a pagar R$6 mil a transexual


Companhia de telefone é condenada a pagar R$6 mil a transexual

Redação SRZD

A Justiça do Rio de Janeiro condenou a empresa de telefonia Telemar a pagar indenização no valor de R$6 mil à transexual Paula* por danos morais. A engenheira civil entrou na Justiça depois de ser ofendida durante uma ligação realizada pelo telemarketing da empresa.

O Centro de Referência de Enfrentamento à Homofobia, projeto executado pela Organização de Direitos Humanos Projeto Legal e apoiado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, prestou assistência jurídica à vítima.

Segundo Paula, o atendente a chamou de "veado encubado" quando recusou a oferta de um plano diferenciado. Ela conta que, por meio do identificador de chamadas do telefone, conseguiu entrar em contato com o supervisor do atendente de telemarketing e registrar a reclamação na ouvidoria da Telemar.

Ela ainda registrou queixa na Delegacia Legal do Centro. De acordo com a sentença, a Telemar não apresentou provas de que não havia efetuado a ligação nem mesmo questionou o protocolo de atendimento mencionado pela vítima.

"Estou muito feliz com a decisão da Justiça porque foi reconhecido que a atitude do atendente realmente foi indevida e incoerente", disse Paula, que destacou querer apenas levar uma vida normal, sendo respeitada como qualquer outra pessoa.

Para o advogado Carlos Nicodemos, coordenador-executivo da Organização de Direitos Humanos Projeto Legal, o caso de Paula é um bom exemplo de que a cultura da tolerância deve estar em todos os setores, inclusive no mercado, exigindo das empresas cada vez mais um controle dos seus funcionários nas relações públicas com a sociedade, seus segmentos e identidades.

"Tratando-se de uma empresa com uma política institucional de responsabilidade social, temos a certeza de que medidas internas serão tomadas não só no campo da responsabilização do funcionário, mas também da internalização de uma cultura da tolerância.", declarou ele.

*O nome usado é fctício.
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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