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Transexual denuncia discriminação sexual em boate do "Complexo Armazém"

Lana registrou Boletim de Ocorrência e exige que seus direitos sejam respeitados (Foto: Miguel Portela)

Transexual denuncia discriminação sexual

Diário do Nordeste

Barrada em boate na Praia de Iracema, a cabeleireira Lana Soares afirma ter sido vítima de discriminação sexual

Na madrugada da sexta-feira para sábado, a cabeleireira Lana Soares, natural do Jaguaribe e morando em São Paulo desde 1983, chegou com uma amiga em uma boate da Praia de Iracema. A casa noturna faz parte do complexo Armazém.
Na portaria, narra ela, os seguranças exigiram seu documento de identidade. Depois de observarem o nome no documento e a foto, afirmaram que ela só entraria ali se fosse vestida de homem. Sem entender muito bem, continua Lana, ela pediu esclarecimentos e eles confirmaram que só iriam permitir a sua entrada quando trocasse de roupa. Lana não discutiu, chamou uma unidade do Ronda do Quarteirão. Nada feito depois de conversar com os seguranças, os policiais aconselharam a cabeleireira a procurar uma delegacia mais próxima e registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). Foi o que ela fez.

Na última segunda-feira, procurou a Delegacia de Apoio ao Turista e registrou a ocorrência, pedindo o respeito à Lei Municipal 8.211, que determina que nenhum estabelecimento comercial pode impedir a entrada de qualquer pessoa por sua orientação sexual.

O escrivão, Erivandro de Mendonça, confirma o B.O. e adianta que a titular da delegacia, Adriana Arruda, que no momento não estava, irá proceder com o processo, ouvindo a amiga de Lana, que será sua testemunha, e o representante da boate. “Só quero respeito”, ressalta a cabeleireira. “Sou bem resolvida com minha sexualidade, com apoio de minha família, e não vou ser constrangida do jeito que fui. Não fiz nada demais”. (nota: no final das contas não vai dar em nada porque ela mora em São Paulo e dificilmente poderá acompanhar o deslinde do processo aqui em fortaleza. Outra coisa quem ja teve qualquer problema nas boates da Praia de Iracema sabe que tudo acaba em "banho maria" e dificilmente vai a justiça. Quando a coisa chega a justiça a diferença econômica entre os litigantes passa e imperar).

A diretora administrativa da casa noturna, Cláudia Monteiro, nega que o local barrou Lana por ela ser transexual. “Aqui não é uma casa GLS, mas não existe esse tipo de norma e não tivemos essa atitude”, frisa.

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