Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Travestis ensinaram feminilidade a Carolina Ferraz

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"Os travestis me ensinaram muito sobre feminilidade", diz Carolina Ferraz

Rosângela Espinossi - Terra

A atriz Carolina Ferraz, que prestigiu o primeiro desfile de hoje, o da grife Iódice, contou sobre o laboratório que está fazendo para sua próxima participação no cinema. Ela fará o papel de um travesti. "Eles me ensinaram muito sobre feminilidade porque se arrumam bastante, usam maquiagem, cuidam bem das unhas e principalmente do corpo."

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A atriz esteve em uma rua de São Paulo "toda montada", sem segurança e na companhia de três travestis. Ela não revela qual foi o lugar que ficou, mas avisa que não recebeu qualquer proposta indecente. "Estava muito frio e o meu maior medo era de algum amigo passar por lá", brinca.

Carolina, que é uma refêrencia de estilo, apareceu no Shopping Iguatemi com a elegância de sempre. Usava um macacão cinza claro da Lenny, camiseta básica da Huis Clos, scarpin cor nude da Lanvin e bolsa Iódice, de coleções anteriores. Para Carolina, quatro itens são fundamentais em seu guarda-roupa. "Não dispenso um bom jeans, camiseta e camisa brancas e muitos acessórios. "
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Principe da Índia veio para a Parada Gay em São Paulo

Principe da Índia veio para a Parada Gay em São Paulo

Manvendra Gohil é da nobreza indiana, é homossexual e quer fazer evento semelhante ao paulista em sua cidade natal

Ivan Martins - Revista Epoca
Lilo Clareto
SÃO PAULO 40 GRAUS
Gohil na Avenida Paulista, durante a Parada Gay. Agora ele quer fazer o mesmo em sua cidade natal

Na última vez que avistei Manvendra Singh Gohil, ele acenava para a multidão do alto de um carro de som, na Avenida Paulista. O 33º príncipe de Rajpipla, herdeiro de uma linhagem indiana de 600 anos, estava trajado dos pés à cabeça como marajá e suas joias brilhavam ao sol. Tímido, ele sorria para os travestis e repórteres que o cercavam e parecia paralisado pela música eletrônica e pela multidão, estimada em 3 milhões de pessoas. Muito magro, moreno e comprido, uma espécie de Dom Quixote oriental, o príncipe havia se convertido em atração da 13ª Parada Gay de São Paulo, realizada no domingo 14 de junho.

O convite para vir ao Brasil partiu de Douglas Drumond, um empresário brasileiro da hotelaria e ativista gay. “Ele tem um trabalho social com aidéticos que se parece ao meu. Eu quis mostrar a ele como eram as coisas por aqui”, diz Drumond. Ele coordena uma ONG chamada Casarão Brasil, que assiste homossexuais pobres do centro de São Paulo. Drumond procurou o príncipe na Índia porque ele já era uma celebridade na comunidade gay globalizada. No início deste ano, Gohil participou de um reality show da BBC britânica – The undercover princes, os príncipes disfarçados – no qual se passava por plebeu e tinha de arrumar namorado. Antes disso, fora entrevistado no programa de Oprah Winfrey, em outubro de 2007, por conta de sua homossexualidade. Ela tornou-se pública – e o príncipe notório – em 2005, quando saiu do armário em entrevista a uma repórter do jornal de sua cidade.

“Foi a primeira vez que alguém da nobreza indiana declarou-se publicamente homossexual”, diz o príncipe, num inglês carregado de sotaque indiano. O caso repercutiu em todo o país. Embaraçados, seus súditos (por tradição, uma vez que os direitos da realeza foram abolidos na Índia em 1971) queimaram bonecos com seu nome pelas ruas de Rajpipla, uma cidade de 40 mil habitantes no Estado de Gujarat, na fronteira com o Paquistão. Os parentes tentaram caçar seu título de príncipe herdeiro e deserdá-lo. Não funcionou. Ao final, diz Gohil, com gestos tranquilos, tiveram de aceitá-lo. “Em meu país é crime dois homens praticarem sexo, mas a lei não diz nada sobre ser homossexual”, afirma.

Quando Gohil saiu do armário, bonecos com
seu nome foram queimados nas ruas de Rajpipla

O príncipe tem 43 anos e conta sua história com certo fatalismo. A princípio é difícil acreditar que uma pessoa de aparência tão frágil e modos assim resignados tenha comprado tamanha briga, mas há explicações. Aos 26 anos, ele casou-se com uma moça também da nobreza. O casamento foi anulado 15 meses depois, por ausência de intercurso carnal. “Eu não sabia que era gay. Não sabia nada sobre essas coisas”, diz ele. Criado numa bolha de rituais e tradição, Gohil diz que não tinha com quem discutir sensações e inquietações. O casamento foi sua hora da verdade. Em 2002, a pressão para que ele voltasse a casar – e produzisse um herdeiro – acabou no que ele chama de “colapso nervoso”. O príncipe foi internado numa clínica psiquiátrica por duas semanas e os médicos fizeram ver a seus pais que sua inclinação sexual era irreversível. Daí até assumir publicamente, em 2005, foi um passo. “Eu não queria viver cercado de mentiras e fofocas”, diz ele.

No domingo passado, em São Paulo, Gohil parecia à vontade com a exuberância dos brasileiros. Enquanto caminhava pelas ruas adjacentes à Parada Gay, as pessoas lhe dirigiam saudações indianas – as palmas das mãos juntas e uma ligeira inclinação da cabeça para baixo – e gritavam Hare baba! Hare baba! É a exclamação de espanto popularizada pela novela Caminho das Índias, da TV Globo. “As pessoas pediam para segurar e beijar as minhas mãos, de uma forma muito respeitosa”, ele disse ao telefone, pouco antes de embarcar de volta a seu país. Só respeito? Não houve romance brasileiro para o príncipe das Índias? “Não, não”, diz ele, rindo sem jeito. “Não arrumei namorado.” Do Brasil, ele levou a ideia de enfrentar o preconceito e organizar ainda neste ano uma Parada Gay em sua cidade natal. Gohil ficou muito entusiasmado com a liberdade e a quantidade dos gays em São Paulo. Mas ele mesmo antecipa que não vai ser tão fácil em seu país, dividido entre conservadores hindus e ultraconservadores muçulmanos. Bem, se a Parada indiana não prosperar, o príncipe tem outros projetos em andamento – além da agricultura orgânica em terras da família, sua atividade profissional. Um projeto é orientar um filme sobre sua vida, que está a cargo de um nobre indiano simpatizante do movimento gay (o.k., há 500 famílias nobres na Índia...). O outro projeto é a adoção de um filho, que daria continuidade à linhagem de Rajpipla. “Adoção é um costume comum na Índia”, diz ele. “Acho que ninguém vai me criar problemas.” Bem, há sempre São Paulo.


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Parada Gay poderá sair da Avenida Paulista


Kassab pode tirar Parada Gay da Paulista

SPTV, Wagner Gomes, O Globo


A prefeitura de São Paulo pode trocar a Parada Gay de endereço. O prefeito Gilberto Kassab disse que a Avenida Paulista se mostra cada vez mais inadequada para a realização de grandes eventos como esse, que reuniu este ano mais de 3 milhões de pessoas. Segundo ele, a avaliação será feita "com muita serenidade pelos órgãos responsáveis". A 13ª Parada do Orgulho GLBT , neste domingo, foi pacífica, mas várias agressões foram registradas depois da manifestação. Uma bomba explodiu por volta das 21 horas na Rua Vieira de Carvalho e deixou 21 feridos pelos estilhaços. (Leia também: Cinco travestis são mortos em Curitiba em menos de dois meses)

A polícia ainda não conseguiu identificar os agressores. Pelo menos 44 pessoas que participaram da passeata foram atendidas na Santa Casa, na zona central da cidade. Dois rapazes espancados depois da Parada Gay continuam internados, um deles em estado grave. Marcelo Campos Barros, de 35 anos, teve traumatismo craniano. Ele passou por uma cirurgia na madrugada desta segunda-feira e não há previsão de alta. Segundo testemunhas, ele foi espancado próximo à Praça da República, onde a passeata se dispersou.

Um adolescente de 17 anos foi agredido por cinco rapazes na esquina da Rua Dona Antônia de Queiroz com a Frei Caneca. Um dos homens teria chegado a pular sobre Mauricio Pereira Silva quando ele já estava desacordado. O rapaz teve politraumatismo na face e está em observação. O caso foi registrado no 4º Distrito Policial como lesão corporal dolosa. De acordo com a Santa Casa, um outro homem, Daniel Oliveira, de 35 anos, também foi agredido, passou pela Santa Casa, mas recebeu alta nesta segunda-feira.

As pessoas atingidas pela bomba estão fora de perigo. O artefato explodiu próximo ao Largo do Arouche, um tradicional reduto de bares gays na cidade, duas horas depois de a festa terminar. O artefato teria sido jogado de um prédio, em um saco plástico. Segundo testemunhas, houve um clarão e um barulho ensurdecedor. Os fragmentos atingiram pernas, braços, costas e rostos das vítimas. Houve correria e algumas pessoas caíram no chão. Todos foram socorridos por ambulâncias do Samu. De acordo com a polícia, algumas pessoas feridas superficialmente foram socorridas pelos próprios amigos e foram embora sem prestar queixa.

- A bomba foi ensurdecedora, veio do nada. Quando olhei meu amigo tinha se machucado - disse Luciano Cavalcanti, que participava da festa.

- Não eram só gays que estavam no local. Todos trabalham, alguns têm filhos, são pais de família. Quem fez isso não pensou que eram seres humanos. Esta pessoa não pensou - afirmou Márcio Santos.

Nádia Santana afirmou que três de seus amigos sofreram ferimentos. Segundo ela, um teve as pernas cortadas por estilhaços, um foi atingido por cacos de vidro no olho e uma mulher teve ferimentos por todo o corpo. A bomba com estilhaços de vidro, de cano plástico e pólvora teria sido arremessada de um edifício na esquina da Rua Vitória com a Vieira de Carvalho, segundo testemunhas, mas não foi identificado de que andar.

- Saber quem foi mesmo, a pessoa que fez isso, ninguém sabe - afirmou o tenente da PM Fábio de Nóbrega.

Outra vítima recebeu golpes de faca na Praça da República, duas horas antes do atentado a bomba que feriu dezenas de pessoas perto do Largo do Arouche. Na Praça Roosevelt, um rapaz foi agredido e roubado por um grupo de skatista. A vítima foi golpeada no rosto com skates e ainda teve objetos pessoais roubados pelos agressores. O preconceito é uma das hipóteses para o ataque. Estilhaços recolhidos dos ferimentos das vítimas vão ajudar a esclarecer se a bomba era caseira e de onde ela partiu.

Apesar das agressões, o delegado Aldo Galeano disse que a manifestação foi mais pacífica este ano. Segundo ele, foram registradas menos que a metade das ocorrências de 2008. Houve ocorrências de furto e dois flagrantes.

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Parada Gay de SP 2009


Apesar da expectativa, Parada Gay de SP passa por avenidas em tempo menor
Da Redação - UOL

A 13ª edição da Parada Gay da cidade de São Paulo, considerada a maior festa do gênero no mundo, durou menos que o esperado. A passagem do último trio elétrico em frente à igreja da Consolação, na praça Roosevelt, ocorreu por volta das 17h30. Em cerca de cinco horas e meia, 19 trios percorreram o circuito entre o Masp (Museu de Artes de São Paulo), na avenida Paulista, rua da Consolação e praça Roosevelt, na região central de São Paulo. O público presente já começou a se dispersar.

Com o tema "Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!", a parada deste ano começou com algum atraso, pouco depois das 12h20 deste domingo, em frente ao Masp. Sem números oficiais divulgados, a expectativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, organizadora do evento, é que cerca de 3,5 milhões de pessoas tenham participado da festa, o que configuraria um novo recorde de público. Parte da imprensa presente, no entanto, relata ter visto menos pessoas do que em anos anteriores.

Quanto a ocorrências durante o evento, a Polícia Militar informou a prisão de duas pessoas vendendo lança-perfume, momentos de empurra-empurra e 190 atendimentos de pessoas feridas. No mais grave, um jovem foi ferido a facadas.

No total, 20 trios foram escalados para animar os foliões. Um deles, porém, trocou o ritmo musical por ações de cidadania -- é o trio Não Homofobia, que colheu assinaturas pelo PLC 122, projeto de Lei pela tipificação e criminalização de atos homofóbicos. Nos outros 19 trios, música de DJs famosos, go go boys e go go girls, bailarinos e celebridades -- nomes como o da ex-dançarina Sheila Mello, do ex-BBB Jean Wyllys e até de políticos, como a ex-prefeita da cidade Marta Suplicy.

A recomendação é utilizar o metrô ou circular a pé para chegar ou deixar os locais do evento. O Metrô reforçou o número de trens em circulação e de funcionários na Linha 2-Verde, nas principais estações que serve a Paulista (Paraíso, Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação): são oito trens em circulação pela manhã, 12 no período da tarde e oito à noite, num total de 615 viagens.

PROTESTOS
Um grupo de auto-denominados
cristãos gays, aproveitou para protestar durante a parada. O objetivo era reafirmar a condição religiosa do grupo, que tem filiais em São Paulo e na Argentina, independentemente da orientação sexual.

Segundo a Polícia Militar, algumas brigas e tumultos também foram registrados.

APOIO POLÍTICO
Em entrevista concedida momentos antes da abertura da 13ª Parada Gay, o governador do Estado de São Paulo José Serra demonstrou apoio ao movimento e afirmou que "o poder público zela para que este direito funcione na prática".

Após a coletiva, Serra participou da abertura da parada ao lado do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, que afirmou que R$ 350 mil da prefeitura foram investidos no evento.

VIAS BLOQUEADAS
Desde as 10h, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) interdita trechos da avenida Paulista entre a alameda Joaquim Eugênio de Lima e a Rua Peixoto Gomide, na região central da cidade. O bloqueio se estende até a Rua da Consolação.

A partir do meio-dia, a avenida Ipiranga e as ruas da Consolação e Rego Freitas também serão fechadas ao tráfego, bem como os estacionamentos das ruas Cincinato Braga, São Carlos do Pinhal, Antônio Carlos e Alameda Santos.

As medidas servem para garantir o livre fluxo de pessoas e a movimentação em segurança até o final da dispersão dos participantes parada, na avenida da Consolação, na altura da Praça Franklin Roosevelt.

SEGURANÇA
Cerca de mil homens das polícias Militar e Civil de São Paulo garantem um reforçado esquema de segurança para a Parada Gay, com ações na avenida Paulista, rua da Consolação e na praça Roosevelt.

De acordo com a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), o principal objetivo é evitar que ocorram crimes homofóbicos durante o evento.

ESQUENTA
No sábado, cerca de 8 mil pessoas se reuniram para o 9º Gay Day, num parque de diversões de São Paulo. A festa, que funcionou como aquecimento para a parada atraiu pessoas de várias orientações sexuais, fantasiados e muita animação.

*Com informações de agências e Folha Online


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Gays e lésbicas norte-americanos sentem-se traídos por Obama

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Gays e lésbicas norte-americanos sentem-se traídos por Obama

Der Spiegel/UOL - Por Marc Pitzke - Tradução: Eloise De Vylder


Onde está nosso defensor ardoroso?

Cada vez mais americanos apoiam a igualdade de direitos para gays e lésbicas e se opõem à proibição de soldados homossexuais assumidos no serviço militar. Mas Barack Obama parece estar atrasado no que diz respeito aos direitos dos homossexuais - e as pressões para que ele tome uma atitude estão ficando cada vez mais fortes.

Nem mesmo a chuva os afastou. Primeiro, havia apenas um punhado, depois algumas dezenas e, finalmente, milhares de manifestantes. Eles caminharam de West Village em Nova York em meio ao trânsito até Union Square, cantando. Muitos carregavam postêres e faixas com dizeres como "Direitos civis já", "Igualdade para todas as famílias" e "Sem tolerância à intolerância".

Entretanto, uma das faixas mostrava uma foto do presidente dos EUA Barack Obama retratado na figura de duas cabeças do deus Jano. A cabeça da esquerda declamava o famoso slogan da campanha de Obama em 2008: "Sim, nós podemos". Mas a da direita dizia: "Não, não podemos."

A marcha recente em Manhattan foi oficialmente dirigida contra a recusa da Suprema Corte da Califórnia em anular o referendo da Proposição 8, que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas muitos dos manifestantes - em sua maioria gays e lésbicas - tinham outro inimigo em mente: Obama.

A hipocrisia que os manifestantes percebem em Obama os deixa quase mais furiosos do que a própria Proposição 8. Na opinião deles, Obama amarelou diante da possibilidade de assumir uma posição pública durante os últimos eventos da eterna guerra da cultura americana em relação ao casamento gay - ao contrário das esperanças dos gays americanos. "Onde está Obama?", pergunta Lisa Ackerman, advogada que caminhou sob a chuva com sua namorada. "O silêncio dele diz muito."

De fato, onde está Obama? É a pergunta que tem sido feita cada vez com mais frequência por gays e lésbicas dos Estados Unidos. Apesar de seu ceticismo inicial, eles apoiaram Obama quase exclusivamente durante a corrida presidencial depois que Hillary Clinton foi eliminada. Em troca, Obama disse que seria um "defensor ardoroso" e prometeu, entre outras coisas, eliminar a famosa política de "não pergunte, não responda" do Pentágono em relação aos homossexuais no serviço militar e ajudar a abrir caminho para o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Mas os gays e lésbicas dos Estados Unidos continuam esperando em vão que Obama cumpra com suas promessas eleitorais. Enquanto os EUA em geral avançam na direção de atenuar as políticas homofóbicas, a Casa Branca se esquiva do assunto. Pior ainda, em relação a alguns temas, ela praticamente colocou novos obstáculos para os direitos dos homossexuais.

Na segunda-feira, a Suprema Corte dos EUA, do lado do governo Obama, recusou-se a ouvir o apelo do ex-soldado da infantaria do Exército James Pietrangelo contra a política de "não pergunte, não responda".

A lei de 1993, que proíbe soldados assumidamente homossexuais no serviço militar, diz respeito ao "interesse legítimo do governo pela disciplina militar", argumentou a procuradora-geral Elena Kagan no relatório do governo para a Suprema Corte.

Onde está o nosso New Deal?
A decisão da Suprema Corte foi apenas o último de uma série de incidentes que fizeram com que o lobby gay americano se voltasse contra o presidente. Além da NPNR (como é comummente conhecida a política de "não pergunte, não responda") e do casamento gay, os militantes homossexuais também estão frustrados com o progresso lento na luta contra a Aids e com a proibição de vistos e green cards para pessoas infectadas com o HIV. Para alguns, esses casos confirmam as suspeitas que eles já tinham em relação a Obama quando ele pediu ao pastor Rick Warren - que se opõe ao casamento gay - para oficializar a cerimônia de sua posse.

"Onde está nosso defensor ardoroso?" escreveu Richars Socarides, que foi conselheiro do ex-presidente Bill Clinton para assuntos homossexuais, recentemente no Washington Post. "Em relação a uma ampla variedade de temas - incluindo os direitos das mulheres, pesquisa com células-tronco e as relações com Cuba - o governo Obama mostrou estar disposto a explorar o momento de mudança para realizar uma reforma dramática. Então, por que não fazer o mesmo em relação aos direitos homossexuais? Onde está o nosso New Deal?

Deve-se reconhecer que Obama proclamou o mês de junho como o "Mês do Orgulho Gay, Lésbico, Bissexual e Transgênero", numa decisão considerada como um "bom começo" e aplaudida pelo ativista gay David Mixner em seu blog. Mas muitos militantes sentem que Obama está rindo pelas costas deles no que diz respeito a compromissos concretos.

Com sua reticência, Obama vai contra a tendência nacional. A luta por igualdade para os homossexuais se tornou uma "marcha quase inevitável", disse em entrevista à revista do New York Times o ex-governador de Nova Jersey Jim McGreevey, que assumiu sua homossexualidade e renunciou ao cargo em 2004. O casamento gay já foi reconhecido em seis Estados, e a maior parte dos militantes veem o referendo da Califórnia apenas como uma derrota temporária.

"Este é um movimento por direitos civis", disse Evan Wolfson, diretor-executivo do grupo de defesa de direitos Freedom to Marry, para o famoso colunista assumidamente gay do New York Times Frank Rich. "E Obama ainda não deu atenção à isso". Wolfson compara o momento a 1963, quando os movimentos de direitos civis para os negros estavam estagnados. A virada, disse ele, só aconteceu quando o presidente Lyndon B. Johnson foi estimulado a agir. Os democratas não têm "uma personalidade nacional para defender a causa" dos direitos civis homossexuais, disse Wolfson, e Obama não mostrou nenhum sinal de que está disposto a seguir o exemplo de Johnson.

Muitos gays não querem aceitar a falta de atitude de Obama. "Por quanto tempo mais devemos dar a ele o benefício da dúvida em relação aos assuntos GLBT, e quando é que devemos falar mais alto?", pergunta Mixner em seu blog. O lendário ativista Cleve Jones, que concebeu a mundialmente famosa Aids Memorial Quilt [colcha de retalhos em homenagem aos mortos pela doença], pediu para que os gays e lésbicas marchassem a Washington em 11 de outubro, para se reunir no Lincoln Memorial, local do famoso discurso "Eu tenho um sonho" de Martin Luther King.

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Cresce o apoio para gays no Exército
"Seu tempo se esgotou, senhor presidente", disse o estilista Stephen Dimmick, de Nova York. "Seu silêncio em resposta aos apelos ensurdecedores da comunidade gay é uma desgraça". Dimmick lembra do silêncio de outros presidentes dos EUA: Ronald Reagan não usou a palavra Aids até 1987, quando mais de 20 mil americanos já haviam morrido com a doença.

Em particular, Obama pediu paciência. Em maio, ele convidou representantes de importantes grupos homossexuais para a Casa Branca. Ele, entretanto, não os recebeu pessoalmente, mas o chefe-adjunto de gabinete da Casa Branca Jim Messina discutiu "estratégias legislativas" com eles.

De acordo com as notícias do site "Politico", um militante recentemente deixou clara a urgência do assunto para Messina num jantar de gala para levantar fundos em Los Angeles, do qual Obama participou. O ativista confrontou Messina no banheiro do Beverly Hills Hilton. Enquanto isso, numa manifestação do outro lado da rua, um grupo protestava a favor de Dan Choi, um linguista do Exército fluente em árabe que estava prestes a ser exonerado por causa de sua homossexualidade.

A falta de sentido do Exército em expulsar um soldado cujas habilidades são extremamente necessárias e difíceis de encontrar não passou despercebida pelo público americano. Uma pesquisa recente da Gallup descobriu que quase 70% dos americanos são a favor de homens e mulheres abertamente homossexuais no serviço militar, e até mesmo a maioria dos conservadores - 58% - não se opõe a soldados declaradamente homossexuais no serviço militar.

Obama disse que quer eventualmente abolir a política do "não pergunte, não responda" - mas, de acordo com seu assessor Ben LaBolt, "de uma forma sensata que fortaleça nossas Forças Armadas e nossa segurança nacional". LaBolt acrescentou: "Até que o Congresso aprove a legislação banindo a lei, o governo continuará a defender o estatuto quando for desafiado no sistema judiciário."

Rachel Maddow, lésbica assumida e âncora do canal a cabo MSNBC, não está satisfeita com essa postura. Em seu programa, ela mostrou recentemente um vídeo da campanha eleitoral no qual Obam prometeu anular a política de NPNR, dizendo: "tudo o que é necessário é liderança".

As frentes do debate não estão mais divididas entre as linhas partidárias, mas sim entre as gerações. Numa pesquisa da CBS em abril, 42% apoiavam a legalização do casamento de mesmo sexo, 9% a mais do que em março - e quase duas vezes mais pessoas do que em 2004. Entre as pessoas abaixo dos 40 anos - a chamada "geração Obama" - o apoio é de 57%.

Até o ex-vice-presidente Dick Cheney, cuja filha Mary é lésbica, não tem nada contra o casamento gay e diz isso publicamente - o que o torna mais progressista em relação ao assunto do que Obama. E a tentativa mais agressiva de desafiar a proibição ao casamento gay na Suprema Corte parte da aliança entre dois ex-arqui-inimigos políticos: o famoso advogado Ted Olsen, que representou George W. Bush na disputa legal em relação à eleição presidencial contestada de 2000, e seu ex-rival David Boies, que representou Al Gore. "Isso não é uma questão republicana ou democrata", disse Olson ao apresentador da CNN Larry King.

Mas a Casa Branca aparentemente quer lidar primeiro com os assuntos "menores" que dizem respeito à comunidade homossexual, como o fortalecimento das leis contra crimes de segregação e acabar com a proibição de vistos e green cards, e da naturalização para pessoas HIV positivas, que estão em vigor desde a era Reagan.

Mas, para muitas pessoas, isso simplesmente não é suficiente, Obama é um "covarde, um intolerante e um mentiroso patológico", atacou James Pietrangelo, ex-soldado cujo apelo foi recusado pela Suprema Corte, numa entrevista à revista Time.

Pietrangelo disse que Obama gastou mais tempo para escolher seu cachorro Bo e brincar com ele do que trabalhando pelos direitos homossexuais desde que assumiu o poder. "Se houvesse milhões de negros na posição de cidadãos de segunda classe, ou milhões de judeus ou irlandeses, ele teria agido imediatamente."

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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Flashback Bonnie Tyler -




Esse aqui foi mais uma musica cujo o clip me fez despertar para aquilo que hoje chamo de crossdresser... Nele a Bonnie Tyler indaga: "se você fosse uma mulher e eu um homem..."


Marilyn Monroe
Lembro que uma das imagens que mais me "chocou" foi quando ela aponta um amuleto para um machão todo paramentado de "Rambo" e ele vira uma linda "Marilyn Monroe".



A letra traduzida a baixo fala por si:



If You Were A Woman (And I Was a Man) (tradução)
Bonnie Tyler

Composição: Desmond Child - Terra Letras

Se você fosse uma mulher (e eu fosse um homem)

Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
E eu fosse um homem...

Como é que sinto ser uma mulher
Como é que sinto ser um homem
Será que somos realmente muito diferentes
Me diga onde você está

Eu olho para você, você olha distante
Porque você diz quando é noite e dia
Queria experimentar uma outra forma
Oh baby, por apenas um dia

Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
E eu fosse um homem...

Como é que se sente ser o caçador
Como é que se sente ser a presa
Há realmente uma razão
Para este jogo que jogamos

Eu olho para você, você olha distante
Porque você diz quando é noite e dia
Queria experimentar uma outra forma
Oh querido, por apenas um dia

Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
E eu fosse um homem...

(instrumental)

Hey, nós somos apenas duas pessoas que tentam amor
Oh, mas como fazer isso, como podemos amar
Com este muro entre nós, nos segurando de volta

Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem

Oh...
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem

Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem

Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
Seria tão difícil de entender
Que de um coração para coração, e nós fazemos o que podemos
Se você fosse uma mulher, e eu fosse um homem
E eu fosse um homem...

(instrumental)
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Defensores públicos admitem falta de conhecimento sobre travestis e transexuais

Defensores públicos admitem falta de conhecimento sobre travestis e transexuais

Por Thiago Tomaz - A CAPA

"Travestis são pessoas que se sentem bem com seu corpo e mente. Já transexuais, não aceitam a forma como são constituídos biologicamente", explicou a presidente da Associação de Travestis e Transexuais (ATRAS), Keila Simpson, durante oficina realizada na tarde da última terça-feira (09/06), no Auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª região (PRR-3), em São Paulo. O encontro fazia parte do 7° Ciclo de Palestras do 13º Mês do Orgulho LGBT e evidenciou as dificuldades enfrentadas tanto pelas transexuais quanto pelas travestis quando o assunto é o acesso à Justiça.

Após debates paralelos com os temas violência e segurança pública, direito das famílias e direitos de transexuais e travestis, o presidente do grupo Corsa, Lula Ramires, e dois defensores públicos formaram uma mesa no auditório principal da PRR-3. No entanto, a falta de um relator no grupo das travestis e transexuais obrigou a transexual e presidente do grupo Aphrodite, Fernanda de Moraes, a falar sobre o que tinha sido proposto na sala. "Nós não temos direito nem à orientação sexual", revelou.

A afirmação suscitou discussão entre as pessoas que estavam na plateia e os representantes da mesa. "Elas são o grupo menos favorecido", continuou Lula Ramires. Após alguns minutos de sugestões e explicações, os defensores públicos constataram. "Precisamos aprender mais sobre travestis e transexuais".

Dificuldades visíveis
Por volta das 13h30, pouco antes das salas de reunião serem abertas, Fernanda passou por um constrangimento na portaria do auditório. Ela procurou por seu nome na lista de presença, mas não encontrou. Depois, os funcionários que faziam a verificação mostraram a ela um dos nomes e pediram que assinasse. "Aqui está escrito Fernando e eu sou Fernanda", disse irritada.

O problema só foi resolvido quando confirmaram que Fernanda seria uma das palestrantes. "Ao nascer temos um nome dado pelo pai, se tem pintinho é masculino, se não tem é menina. Eu posso impor que as pessoas me chamem pelo nome social, mas na Justiça complica", apontou Keila ainda na discussão da sala 76. "Precisamos olhar as pessoas como elas querem ser vistas", completou a ativista depois de se assumir travesti.

"Eu sou mulher, mas sofro o mesmo preconceito da Keila", disse Fernanda. A transexual também comentou sobre a portaria que autoriza a cirurgia de readequação sexual pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Não temos profissionais capacitados para isso", declarou. De acordo com Keila e Fernanda, os psicólogos criaram um padrão de transexual.

Medidas práticas
Na visão do Procurador da República do Rio Grande do Sul, Paulo Leivas, as soluções para as carências das transexuais e travestis são mais simples do que parecem. "Já existe um espaço na Justiça para conseguir a troca do pré-nome", disse. Ainda segundo o procurador, na questão da cirurgia de readequação sexual, os médicos que não seguem os critérios do Ministério da Saúde devem ser processados. "Os médicos que não fazem acompanhamento por pelo menos dois anos com a paciente devem ser denunciados ao Conselho Federal de Medicina", aponta. "Não é bem assim, doutor", analisou Keila.

Pouca Adesão
Enquanto os outros grupos de discussão receberam um bom número de inscrições, o das travestis e transexuais contava com apenas alguns curiosos e uma procuradora. Durante a mesa final, Lula Ramires cutucou. "Suponho que vocês não participaram do grupo das travestis e transexuais porque acharam que não iam contribuir".

Após a constatação da falta de conhecimento e a unanimidade de que a primeira medida a ser tomada por elas, na conquista dos direitos, seria a retirada da transexualidade do registro de doenças, ficou definida a realização de um Seminário sobre identidade de gênero, em data a ser discutida, para procuradores públicos e representantes do Conselho Regional de Psicologia (CRP).

Na cartilha final também consta a criação de uma portaria para a mudança do pré-nome e visitas das transexuais e travestis às Varas Federais para serem apresentadas a juízes.

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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Flashback Queen - I Want To Break Free



Queen - I Want To Break Free


Este é conhecido como um dos clipes mais engraçados do Queen, por mostrar os 4 músicos vestidos de mulheres em situações bem domésticas. Não há como não rir ao vê-los de mini saia, e o Fred aparecendo bem no começo aspirando uma sala, com uma peruca chanel, enormes brincos rosas, bem maquiado, seios falsos, e aquele bigodão clássico, que não combinava nada!
Na verdade eles estão vestidos como Drag Queen´s, fazendo sátira a alguns personagens da novela da TV inglesa "Coronation Street".

A música fala da dúvida de um amor, de quando uma pessoa está em dúvida se deve amar a outra, ou se deve libertar-se desse amor. Dúvida realmente cruel!
O vídeo mostra situações de pessoas que vivem aprisionadas de várias formas, no trabalho de casa (porisso eles aparecem vestidos como “Drags” domésticas), ou no emprego (junto com vários operários, com aqueles capacetes de lanterna).

Em algumas cenas, algo mais conhecido do público do Queen: Freed Mercury em ação, cantando e aparecendo na telinha como ele gostava, sem camisa, e com uma calça e couro muito justa! Depois, ela aparece sem seu famoso bigode, dançando em uma caverna escura com o Royal Ballet.
O Clipe foi produzido pelo próprio baixista do Queen, John Richard Deacon em 1984, e ficou 15 semanas nas paradas da Inglaterra.

I WANT TO BREAK FREE (EU QUERO ME LIBERTAR)

Eu quero me libertar
Eu quero me libertar
Eu quero me libertar das suas mentiras
Você é tão auto-suficiente,
Eu não preciso de você
Tenho que me libertar
Deus sabe, Deus sabe
Que tenho que me libertar

Eu me apaixonei
Eu me apaixonei pela primeira vez
E dessa vez eu sei que é verdade
Eu me apaixonei, yeah
Deus sabe, Deus sabe
Que me apaixonei

É estranho, mas é verdade
Não posso passar por cima
Do jeito que você me ama
O carinho me faz
Mas tenho que ter certeza
Quando eu passar daquela porta
Oh como eu quero ser livre, baby
Oh como eu quero ser livre,
Oh como eu quero ser livre.

Mas a vida continua
Não posso me acostumar a viver sem,
Viver sem,
Viver sem você do meu lado
Não quero viver sozinho, hey
Deus sabe, tenho que fazer isso sozinho
Então baby, não pode ver?
Tenho que me libertar.

Tenho que me libertar
Quero me libertar, yeah
Eu quero, eu quero, eu quero, eu quero me libertar

por Marilia - lyricstime.com


Ficha do Clipe:
Gravado: 1983
Lançamento: 22 de Abril de 1984
Gravadora: EMI / Capitol
Escritor: Jonh Deacon
Produtores: Queen e Reinhold Mack




By Kate: Lembro que vi esse video no Fantastico em 1983 e quase pirei quando vi aquela quantidade de homens vestidos de mulher. Antes eu so tinha visto o Pernalonga e os Trapalhões montados. E tudo aquilo para mim foi um choque!
Desejei demais me vestir com aquela sainha de couro, meias 7/8 e ligas tal qual o Freddie Mercury. Por varias e varias vezes naquele e nos anos seguites fiquei com fixação em mini saias de tecido emborrachado. Lembro que como não tinha dinheiro para comprar uma para mim cheguei a usar um "envelope emborrachado preto" destes de guardar usa-se para guardar fotografias antigas para fazer uma saia para mim. Na época surrupiei um destes do escritório de engenharia do meu pai que tinha isso aos montes para guardar as pranchas dos projetos para que estas não ficassem amareladas. O Resultado não ficou perfeito mas bom o suficiente rendeu varias montagens numa época em que eu não tinha mais que 12 anos...
Lembro também que o Clip me ajudou a entender o que eram as "ligas" que minha mãe tinha guardado na gaveta de calcinhas que eu sempre mexia quando ela não tava em casa. Até então eu via as ligas, ja tinha experimentado as meias 7/8 mas elas caiam... Depois de ver o clip e "pesquisar" um pouco mais nas "Revista Claudia" da vida entendi como usar e quase desmaiei no dia que me montei completa de meias 7/8 e lingerie quando ninguem tava em casa. Eu nem sabia o que era "crossdresser" so sabia que eu tava me "vestido de mulher" e que tava muito bom. Eu olhava e me sentia uma menina lindissima!
Outra coisa que o clip me fez despertar foi para o uso do Colants e malhas. O clip tem varias cenas que por algum tempo povoaram a minha mente Lembro que minha mãe tinha uma meia de lycra grossa cor da pele que mais parecia uma calça e um colant da mesma cor e textura... Há! como eu adorava vesti-los... era uma sensação maravilhosa!

Muito bom relembrar isso e compartilhar com vocês...
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Travesti se apaixona por executivo...


Travesti se apaixona por executivo na peça
"Eu Te Amo por 48 Horas", em cartaz em SP


Por Paco Llistó - A Capa

Estreou na última sexta-feira (05/06), no Teatro Studio 184, em São Paulo, a peça "Eu Te Amo por 48 Horas". Com texto de Paulo Moraes e direção de Lineu Carlos Constantino, o espetáculo conta a história de Aroldo, um executivo que, após sofrer uma decepção profissional, busca uma relação extraconjugal nos braços de Júlia, uma travesti.

Segundo o autor e ator Paulo Moraes, a ideia inicial do texto era abordar os relacionamentos instantâneos. "Esse tipo de relação é hoje em dia muito comum. Partindo desse princípio, percebi que nele poderia encaixar uma figura onde a sua realidade é ainda mais conflituosa, que é a travesti", explica.

Para fugir dos estereótipos, a direção procurou humanizar as ações da personagem em cena. "As travestis, além das questões sentimentais, precisam encarar a família, a sociedade, e muitas vezes elas mesmas", destaca Moraes. Para isso, esclarece o autor, "buscamos uma encenação ágil, dinâmica, cúmplice de seu público e de sua época".

Ainda sobre a temática homossexual do espetáculo, Paulo Moraes ressalta que não quis levantar bandeiras. "Não faço de Julia uma sofredora incondicional. Ela é uma mulher frágil e sensível, e muitas vezes achamos que não existem mais pessoas assim. Trato a homossexualidade, assim como trato a heterossexualidade, com um olhar humano", diz. "Já Aroldo é um personagem que muitas pessoas se identificarão, apesar da sua aparente vilania. Recheio pronto para realizarmos uma boa construção dramática", conclui.

A Companhia de Arte Atores de Anga desenvolve trabalhos inéditos, escritos pelos próprios integrantes do grupo.

Serviço:
Eu Te Amo Por 48 Horas
De 5 de junho a 26 de junho
Sextas, às 21h
Teatro Studio 184, Praça Roosevelt 184 - Centro
Informações: (11) 3259-6940
Ingressos: R$ 20 (meia-entrada para estudantes, idosos e profissionais da área).
www.atoresdeanga.com.br

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Scheila Carvalho Ladeira

Scheila Carvalho Ladeira

Blog do Eduardo Ferreira

Quem não lembra dessa morena? Seu nome completo é Scheila Carvalho Ladeira. Nascida em 24 de setembro de 1973 na cidade de Juíz de Fora. Ela foi dançarina do grupo É o Tchan por 8 anos e durante este período deixou muito marmajo de queixo caído. Não é para menos, vejam a beleza dessa morena…

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Preconceito contra impotência é mais grave do que a doença

Preconceito contra impotência é mais grave do que a doença
A maioria dos homens prefere suportar o problema a procurar um médico

Fonte: Yahoo / Saúde - Blog do Eduardo Ferreira

A impotência sexual ainda é vista como tabu por muitos homens, que se negam a assumir o problema e fogem do assunto e dos especialistas. Mas a disfunção erétil é um problema mais comum do que se imagina e, nem sempre, tem suas causas relacionadas a problemas físicos. Crises conjugais, o estresse do trabalho, dificuldades emocionais e até a própria cobrança podem atrapalhar bastante o desempenho sexual masculino.

A chateação fica ainda maior quando se tem em vista o preconceito que cerca a doença. Por causa dele, muitos homens sofrem em silêncio e deixam de pedir ajuda a um amigo, a alguém da família e até dispensam os médicos. Uma pesquisa realizada pela Projeto de Sexualidade da USP indica que 70% dos pacientes com o problema nem pensam em buscar um especialista. “O preconceito é nosso maior inimigo, pois a doença, quando diagnosticada precocemente, é mais fácil de ser tratada” , afirma o urologista Evandro Cunha, do hospital de Brasília.
Além da dificuldade de ereção em si, o médico recomenda uma consulta quando há alterações na duração e na freqüência. A falta de informação também faz com que muitos homens se acostumem com a doença e achem que os remédios que provocam a ereção bastam para resolver o problema (quando, muitas vezes, eles apenas mascaram o problema). O tratamento psicológico, muitas vezes, é suficiente para resolver os casos sem necessidade de medicação, já que o homem fica mais confiante.
“Só ao decidir lidar com a disfunção, a qualidade de vida do homem já melhora”, afirma o urologista Charles Rosenblatt, do Hospital Israelita Albert Einstein. Ele ajuda a diminuir suas dúvidas, esclarecendo as principais questões em torno da impotência.
1. Impotência sexual e disfunção erétil são a mesma coisa?

A disfunção erétil (DE) é a incapacidade de manter uma ereção suficientemente rígida e que dure o tempo necessário para permitir uma relação sexual. Impotência é um termo popular já não mais utilizado pelos médicos.

2. A disfunção atinge apenas homens na terceira idade?

Não, apesar do problema não ser comum nos homens mais jovens, ele começa a ter importância crescente a partir dos 40 anos. Estima-se que até 30% dos homens entre 40 e 70 anos sofrem de alguma forma de disfunção erétil. Vale lembrar que todos os homens, alguma vez na vida, têm dificuldade para atingir as ereções, especialmente em situações de estresse e cansaço, sob a influência do álcool ou quando diagnosticado com alguma doença grave.

3. Como acontece o diagnóstico da disfunção erétil?

O diagnóstico é feito a partir da história clínica e do exame físico do paciente. Exames podem ser solicitados, especialmente aos pacientes mais novos ou com problemas específicos. A primeira ida ao médico é, geralmente, o passo mais difícil. O médico precisa entender o problema, por isso, é importante que o paciente sinta-se à vontade e não esconder qualquer informação que possa afetar o tratamento.
4. O homem que fuma e ingere bebidas alcoólicas freqüentemente está no grupo de risco?

Sim, o uso de drogas (tanto lícitas como ilícitas) pode levar à disfunção erétil, porque elas agridem o sistema nervoso central e o sistema circulatório, responsáveis pela ereção.
Também causam falta de libido e ejaculação rápida ou retardada. No caso do cigarro, o uso crônico diminui o calibre dos vasos sangüíneos (tamanho dos vasos que se contrai ou dilata) de todo o organismo, inclusive do pênis, o que pode levar ao problema.
5. O homem que sofre com ejaculação precoce tem mais chance de ter esta disfunção?

Sim, quem sofre de ejaculação precoce (também conhecida como ejaculação prematura ou rápida) pode desenvolver disfunção erétil no futuro, pois a insatisfação com a não realização da relação sexual adequada pode levar à DE psicogênica. Esta ocorre quando não se identifica qualquer problema orgânico que possa ser a causa da disfunção erétil.
6. Quais são as principais causas da doença?

Podemos citar três aspectos que ajudam no desenvolvimento da doença, são eles: problemas de saúde (como depressão, colesterol alto, diabetes e pressão alta); medicamentos (algumas fórmulas apresentam a disfunção como um dos efeitos colaterais) e hábitos nocivos, como a bebida e o fumo.
7. O problema tem cura?

Sim. Os medicamentos disponíveis para tratar a disfunção erétil, como a vardenafila (princípio-ativo do Levitra®), revolucionaram a história do tratamento da doença. Também existem injeções intracavernosas e próteses penianas. Muitos homens que sofrem de disfunção erétil são afetados psicologicamente, mesmo que a causa seja de origem física. Por isso, o aconselhamento psicoterápico pode ajudá-lo a superar o problema.

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Suprema Corte dos EUA se nega a decidir sobre militar gay

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Suprema Corte dos EUA se nega a decidir sobre militar gay

O Globo - Gilberto Scofield Jr.

Numa decisão que deixa para o governo de Barack Obama - ou para o Congresso - a responsabilidade sobre o que fazer com a política do Pentágono "Não pergunte, não conte", a Suprema Corte dos EUA se recusou a julgar ontem um processo movido pelo ex-capitão do Exército James E. Pietrangelo II, dispensado por ser gay. O ex-militar questiona a constitucionalidade da política, que expulsa das Forças Armadas americanas homossexuais que assumem abertamente sua orientação sexual. A Corte rejeitou o caso a pedido do próprio governo Obama, alegando que a política "racionalmente se refere ao interesse legítimo do governo de manter a disciplina e a coesão militar".

Na prática, isso significa que a Corte não acha conveniente julgar uma política de âmbito militar do Poder Executivo, o que deixou a Casa Branca aliviada, pois, caso a ação fosse aceita, o julgamento obrigaria o governo a mobilizar advogados para defender uma política que o próprio Obama desaprova e estuda uma forma de alterar.

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Alguns militantes gays veem lado positivo na decisão
Pietrangelo havia entrado, junto com outros 11 oficiais, com ação de inconstitucionalidade na Corte de Apelações do 1 Circuito dos EUA, que também rejeitou o caso alegando o mesmo que a Suprema Corte. Ele foi o único a recorrer. Apesar de a decisão deixar a situação de gays e lésbicas como está, alguns líderes do movimento gay acharam boa a recusa da Corte. É o caso da Servicemembers Legal Defense Network, rede de advogados que trabalha na defesa de vítimas da "Não pergunte, não conte".

- O que ocorreu hoje coloca a bola de novo no campo do Congresso e da Casa Branca, que devem repensar a lei - diz Kevin Nix, porta-voz da rede.
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Abrindo a porta do Armario...

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Com sacrifício, executivos rompem preconceito, saem do armário e conquistam espaço no mercado de trabalho.
JULIO WIZIACK, CLAUDIA ROLLI DA REPORTAGEM LOCAL DA FOLHA VIA ATOSGLS

Quando começou sua carreira na Caixa Econômica Federal, há oito anos, a publicitária Mariana Tavares, 31, não tinha se assumido como lésbica no departamento de marketing, onde atuava como analista.
Acabou suportando piadas preconceituosas feitas por um colega de repartição.
"Ele vivia repetindo que o banco estava cheio de gay e sapatão se alastrando que nem erva daninha", diz. "Repetia também que isso [a homossexualidade] era uma peste e que tinham de encontrar um pesticida bom. Também falava que o problema das lésbicas era não ter arrumado um homem que desse conta do recado."

Hoje, Mariana é coordenadora de projetos especiais da Caixa, cargo executivo hierarquicamente superior ao do colega. Quando se encontram pelos corredores do banco, ele evita cumprimentá-la.

Servidor do Banco do Brasil há 34 anos, Augusto Andrade, 53, hoje gerente da ouvidoria interna da instituição, diz que, no começo de sua carreira, quase perdeu uma promoção por ser "assumidamente" gay. "O que me salvou foi um "piti" de um dos representantes do banco, que decidia as promoções. Na minha frente, ele disse que os outros não queriam me premiar só porque eu era gay. Acabei conseguindo o cargo."

Desde que optou por ser militante do movimento gay, Andrade diz que não enfrentou mais saias justas no trabalho. "A exposição acabou me protegendo na empresa", diz.

Clovis Casemiro migrou para a área de turismo após ser expulso da escola naval no Rio de Janeiro. "Foi muito difícil para mim e para toda a minha família. Fui trabalhar inicialmente no setor de turismo. Hoje estou em uma companhia que respeita as diferenças", afirma o gerente comercial da TAM.

Há até pouco tempo, as grandes empresas só davam espaço para eles se continuassem onde sempre estiveram: no "armário". Nos últimos cinco anos, com os avanços do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros), esse grupo começou a romper o silêncio e a lutar contra a discriminação, exigindo direitos iguais no ambiente de trabalho.

"Após ser transferido de Brasília para São Paulo, decidi levar meu companheiro comigo e incluí-lo no plano de saúde. Para isso, tive de me assumir para a companhia", diz Rodrigo Barbosa, 32, executivo de projetos da IBM. "Antes, ficava no armário com medo de ser discriminado ou não ser promovido." Otávio Diógenes, 28, companheiro de Rodrigo há oito anos, também trabalha na IBM.

Reclamações
As conquistas, como planos médicos e odontológicos empresariais extensivos a seus companheiros, cresceram na mesma proporção das reclamações a órgãos públicos.

Desde que o governo federal implementou o programa "Brasil sem Homofobia", em 2004, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou a receber mais reclamações sobre discriminação nas empresas.

Em sete Estados, procuradores do Ministério Público do Trabalho investigam dez casos de discriminação por orientação sexual. Ao Ministério do Trabalho em São Paulo chegam, por mês, 30 denúncias de discriminação. Ao menos uma refere-se a gays discriminados.

São executivos, lixeiros, enfermeiros e servidores que foram alvo de brincadeiras de mau gosto, xingamentos e constrangimentos -como ser convidado a usar o banheiro feminino ou ser barrado no serviço por questões estéticas. Caso de um vendedor em São Paulo que não pôde trabalhar por estar com as unhas pintadas.

"A dificuldade em provar as denúncias, aliada ao temor de expor socialmente a vida privada e ao preconceito que está enraizado em toda a sociedade, contribui para inibir as denúncias", diz Otávio Brito, procurador-geral do Trabalho.

Na Justiça não há estatísticas que mostrem se as ações de gays que buscam reparar o assédio moral no trabalho estão aumentando. O assédio acontece quando uma pessoa é submetida a situações constrangedoras ou humilhantes, de forma frequente e intencional com o objetivo de atingir a honra e a dignidade do trabalhador.

Duas decisões recentes do TST (Tribunal Superior do Trabalho) mostram que o Judiciário tem punido, com indenizações que variam de R$ 5.000 a R$ 1 milhão, empresas em que o assédio pode ser comprovado.

O Bradesco foi condenado a pagar indenização que pode ultrapassar R$ 1 milhão ao ex-gerente Antônio Ferreira dos Santos, 47, por assédio moral e discriminação sexual em sua demissão por justa causa. O banco vai recorrer.
"Só pude comprovar a humilhação e o constrangimento que um gerente regional me fez passar, na presença de colegas de trabalho, porque tive ajuda de testemunhas. Ele dizia que o Bradesco era um lugar para homens, não para bichas e veados. Também falava para eu parar com a "veadagem" em outras situações", diz Santos.

Há três semanas, o TST manteve uma decisão da Justiça trabalhista de Sergipe, que condenou a BCP (hoje Claro) a indenizar em R$ 5.000 o atendente C.C.P. por ele ter recebido um uniforme feminino de uma encarregada de uma loja da operadora para trabalhar.

A Claro informa que foi ele quem optou por usar um uniforme feminino, de tamanho pequeno, porque havia pouca diferença com o masculino (recebido nos tamanhos médio e grande). A empresa afirma ainda que a demissão não ocorreu por esse motivo e que não aceita nenhuma discriminação.

"A empresa foi condenada por imprudência ao fornecer um uniforme -uma camisa com corte feminino. Nesse caso, o assédio ocorreu por ter causado constrangimento", afirma o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do TST.

Exemplos:

RODRIGO BARBOSA, 32
Executivo de projetos da IBM, ele saiu do armário em 2003, ao ser transferido de Brasília para ser executivo em São Paulo. "Não podia deixar meu companheiro para trás", diz. Por isso, procurou a companhia e abriu o jogo. "Gosto de servir de exemplo. Há gays em todas as empresas, e, quando um executivo de alto escalão se assume, acaba ajudando os gays abaixo na hierarquia."

MARIANA TAVARES, 31
A coordenadora de projetos especiais da CEF saiu do armário durante uma greve em 2005, ao enviar um e-mail aos colegas em que reclamava por aumento salarial e igualdade entre gays e heterossexuais. A mensagem parou na direção do banco. Após quatro dias, a instituição estendeu os benefícios aos dependentes de funcionários de mesmo sexo e proibiu a discriminação no trabalho.

AUGUSTO ANDRADE, 53
Gerente da ouvidoria interna do Banco do Brasil, ele foi o primeiro funcionário a se valer de brechas administrativas para incluir seu companheiro no plano de saúde da instituição. Depois, forçou a entrada dele como seu beneficiário na Previ, o fundo de pensão dos funcionários. "A exposição acabou me protegendo na empresa", diz. "No começo, quase perdi uma promoção por ser gay."

FRANCISCO LIMA, 45
Responsável pela logística da CEF, "Kiko", como é conhecido, lidera nove regionais do banco no país. Há 20 anos na Caixa, ele comanda um time que conta, em sua maioria, com homens e diz nunca ter sofrido discriminação dos colegas. Essa integração aumentou em 2005, com o programa de diversidade sexual da instituição. "Ganhei segurança e mais comprometimento com a CEF."

ANTÔNIO F. DOS SANTOS, 47
Após ser demitido por justa causa, o ex-gerente-geral do Bradesco e hoje corretor abriu uma ação por assédio moral e discriminação sexual. "Fui humilhado, passei por depressão após ver que minha carreira tinha sido manchada." A Justiça do Trabalho condenou o Bradesco a pagar uma indenização que pode ultrapassar R$ 1 milhão. O banco vai recorrer e não quis comentar o caso.

Executivos abrem a porta do armário e conquistam o mercado de trabalho


A CAPA

Com a chegada da 13ª Parada Gay em São Paulo, é comum veículos de comunicação abordarem assuntos relacionados à comunidade LGBT. Com o jornal Folha de São Paulo, deste domingo (07/06), não foi diferente.

De Julio Wiziack e Cladia Rolli, a matéria abordou empresários que, mesmo com toda a dificuldade, se assumiram no mercado de trabalho, romperam preconceitos e hoje são sinônimos de sucesso no que fazem.

Há oito anos, quando começou a trabalhar na Caixa Econômica Federal, a publicitária Mariana Tavares, de 31 anos, exercia o cargo de analista, no departamento de marketing. No local de trabalho, ouvia diversos tipos de chacotas preconceituosas por um colega que trabalhava na mesma repartição.

"Ele vivia repetindo que o banco estava cheio de gay e sapatão se alastrando que nem erva daninha", diz. "Repetia também que isso [a homossexualidade] era uma peste e que tinham de encontrar um pesticida bom."

Entre as piadinhas estava também a mais frequente, ouvida pela maioria das mulheres que gostam de mulheres. "[Ele] falava que o problema das lésbicas era não ter arrumado um homem que desse conta do recado," conta Mariana.

Em 2005, durante uma greve, Mariana enviou um e-mail aos colegas reclamando por uma aumento salarial e pela igualdade entre gays e heterossexuais. O e-mail chegou até a direção da Caixa Econômica Federal que, após quatro dias, estendeu os benefícios aos dependentes de funcionários de mesmo sexo e proibiu a discriminação no ambiente trabalho.

Atualmente, Mariana é coordenadora de projetos especiais da Caixa, cargo executivo hierarquicamente superior ao do colega homofóbico, que quando encontra Mariana pelos corredores do banco, evita cumprimentá-la.

No começo de sua carreira, o servidor do Banco do Brasil, Augusto Andrade, 53, lembra que quase perdeu uma promoção por ser "assumidamente gay". "O que me salvou foi um "piti" de um dos representantes do banco, que decidia as promoções. Na minha frente, ele disse que os outros não queriam me premiar só porque eu era gay. Acabei conseguindo o cargo," conta.

Augusto não enfrentou mais saias justas no trabalho, "a exposição acabou me protegendo", afirma. Tais fatos fizeram com que o servidor se tornasse o primeiro funcionário a se valer de brechas administrativas para incluir seu companheiro no plano de saúde da instituição. Depois, forçou a entrada dele como seu beneficiário na Previ, o fundo de pensão dos funcionários.

Gerente comercial da TAM, Clovis Casemiro migrou para a área de turismo após ser expulso da escola naval no Rio de Janeiro. "Foi muito difícil para mim e para toda a minha família. Fui trabalhar inicialmente no setor de turismo. Hoje estou em uma companhia que respeita as diferenças", afirma o gerente.

Já Rodrigo Barbosa, de 32 anos, executivo de projetos da IBM, ficava no armário com medo de ser discriminado ou não promovido. Mas, após ser transferido de Brasília para São Paulo, decidiu levar seu companheiro junto. "Incluí ele no plano de saúde. Para isso, tive de me assumir para a companhia", disse.

Direitos
Procuradores do Ministério Público do Trabalho investigam, em sete Estados, dez casos de discriminação por orientação sexual. Já o Ministério do Trabalho em São Paulo chega a receber, por mês, 30 denúncias de discriminação. Dessas, ao menos uma refere-se a gays discriminados.

"A dificuldade em provar as denúncias, aliada ao temor de expor socialmente a vida privada e ao preconceito que está enraizado em toda a sociedade, contribui para inibir as denúncias", disse Otávio Brito, procurador-geral do Trabalho.

Recentemente vieram a público duas ações movidas por homossexuais discriminados no trabalho, em que o Judiciário tem punido, com indenizações que variam de R$ 5.000 a R$ 1 milhão, empresas em que o assédio pode ser comprovado.

Como foi o caso do Bradesco, condenado a pagar indenização que pode ultrapassar o valor de 1 milhão de reais, ao ex-gerente Antonio Ferreira dos Santos, de 47 anos, por assédio moral e discriminação sexual em sua demissão por justa causa.

Em Sergipe, a Justiça trabalhista condenou a BCP (hoje Claro) a indenizar em R$ 5.000 o atendente C.C.P., por ele ter recebido um uniforme feminino de uma encarregada de uma loja da operadora para trabalhar. "A empresa foi condenada por imprudência ao fornecer um uniforme -uma camisa com corte feminino. Nesse caso, o assédio ocorreu por ter causado constrangimento", afirma o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do TST.

À Folha de São Paulo, a Claro informou que foi o funcionário que optou por usar um uniforme feminino, de tamanho pequeno, porque havia pouca diferença com o masculino (recebido nos tamanhos médio e grande).

A empresa afirma ainda que a demissão não ocorreu por esse motivo e que não aceita nenhuma discriminação.

Números
Apesar dos programas criados em grandes empresas para estimular funcionários a saírem do armário, o número de gays assumidos ainda chega a ser motivo de descrédito para os programas.

Para Marcus Vinicius Siqueira, da UnB e uma das pessoas envolvidas no desenvolvimento do projeto, "o problema é que eles [funcionários gays] não se sentem devidamente protegidos pelos programas para se assumirem". Segundo Marcus, "as brincadeiras de mau gosto e a falta de sanções aos funcionários que discriminam seus colegas de trabalho arranham a credibilidade desses programas."

Ana Paula Diniz, pesquisadora do Núcleo de Estudos Organizacionais da UFMG, diz que chegou a pesquisar “empresas com milhares de empregados e só quatro assumidos".

De acordo os consultores, na IBM, por exemplo, que possui o melhor programa, só 74 funcionários são abertamente gays em um total de 18 mil. No entanto, apesar das falhas, os programas ainda assim são necessários para assegurar aos funcionários homossexuais com relações estáveis benefícios corporativos.

Uma pesquisa da consultoria Mercer realizada com 210 companhias brasileiras de grande e médio portes mostra que, em 2008, 25% delas permitiam aos seus funcionários incluir os companheiros nos planos de saúde e odontológico. Há cinco anos, esse índice era de apenas 8,7%.

Atualmente, na área previdenciária, a Mercer estima que metade das entidades de previdência fechada (públicas e privadas) prevê o pagamento de pensão aos parceiros de mesmo sexo em caso de morte do titular do plano.

As estatais estão na dianteira desse processo ao conceder o benefício. Na Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, já existem 200 casais gays inscritos.

Nos sindicatos, negociações trabalhistas também avançam, incluindo benefícios a funcionários homossexuais e a seus companheiros nos acordos coletivos de categorias. Em 2008, sete acordos dos 220 acompanhados pelo Dieese previam a extensão de direitos a dependentes gays. "São poucos acordos, mas os homossexuais estão buscando ampliar seus direitos. É um sinal positivo", diz Luís Augusto Ribeiro da Costa, técnico do Dieese.

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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