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O cotidiano de casal formado por mulher e homem crossdresser

Revista brasileira mostra cotidiano de casal formado por mulher e homem crossdresser

Por Neto Lucon - Mix Brasil
Foto: Daniela Toviansky


Atualmente Xuxu e Priscila trabalham juntos

Xuxu e Priscila - um casal formado por uma crossdresser e uma mulher - estamparam a matéria “Amores (im)possíveis” na mais recente edição da revista Época São Paulo, que revela o cotidiano de casais pouco convencionais.

No meio de corintianos e são-paulinos, viúvos e divorciados, holandeses e indianos, Priscila Varela conta à jornalista Nathalia Ziemkiewicz que conheceu o namorado Paulo César Finardi (o Xuxu) de minissaia, salto alto e maquiagem, no bar-karaokê em que ele é dono.

Logo no primeiro encontro, Priscila pensou que Xuxu fosse gay ou travesti, mas se surpreendeu com a resposta: “Não, sou hétero. Só gosto de me montar de menininha”. Com o tempo, descobriram interesses em comum e a proximidade da relação foi naturalmente construída.

A aceitação da família, porém, é o que mais pesa para o casal unido há mais de 6 anos. A mãe de Priscila, inclusive, chegou a ver o namorado somente uma vez e não aceita a relação. “Não adianta forçar. Vivemos mais entre nós dois e com amigos”, declarou ela.

Nem cross, nem travesti

A particularidade da caracterização e a vida de Xuxu rompem com as rotulações pré-existentes. Apesar de ser apresentado como crossdresser, que geralmente também se veste com roupas masculinas, Xuxu possui apenas um guarda-roupa feminino, os cabelos são naturais, e as unhas cumpridas e pintadas são suas.

"Sou mais do que isso. Ando na rua montado desse jeito, já está incorporado no meu dia a dia", frisou ele.

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