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Parada Gay de SP 2009


Apesar da expectativa, Parada Gay de SP passa por avenidas em tempo menor
Da Redação - UOL

A 13ª edição da Parada Gay da cidade de São Paulo, considerada a maior festa do gênero no mundo, durou menos que o esperado. A passagem do último trio elétrico em frente à igreja da Consolação, na praça Roosevelt, ocorreu por volta das 17h30. Em cerca de cinco horas e meia, 19 trios percorreram o circuito entre o Masp (Museu de Artes de São Paulo), na avenida Paulista, rua da Consolação e praça Roosevelt, na região central de São Paulo. O público presente já começou a se dispersar.

Com o tema "Sem Homofobia, Mais Cidadania Pela Isonomia dos Direitos!", a parada deste ano começou com algum atraso, pouco depois das 12h20 deste domingo, em frente ao Masp. Sem números oficiais divulgados, a expectativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, organizadora do evento, é que cerca de 3,5 milhões de pessoas tenham participado da festa, o que configuraria um novo recorde de público. Parte da imprensa presente, no entanto, relata ter visto menos pessoas do que em anos anteriores.

Quanto a ocorrências durante o evento, a Polícia Militar informou a prisão de duas pessoas vendendo lança-perfume, momentos de empurra-empurra e 190 atendimentos de pessoas feridas. No mais grave, um jovem foi ferido a facadas.

No total, 20 trios foram escalados para animar os foliões. Um deles, porém, trocou o ritmo musical por ações de cidadania -- é o trio Não Homofobia, que colheu assinaturas pelo PLC 122, projeto de Lei pela tipificação e criminalização de atos homofóbicos. Nos outros 19 trios, música de DJs famosos, go go boys e go go girls, bailarinos e celebridades -- nomes como o da ex-dançarina Sheila Mello, do ex-BBB Jean Wyllys e até de políticos, como a ex-prefeita da cidade Marta Suplicy.

A recomendação é utilizar o metrô ou circular a pé para chegar ou deixar os locais do evento. O Metrô reforçou o número de trens em circulação e de funcionários na Linha 2-Verde, nas principais estações que serve a Paulista (Paraíso, Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação): são oito trens em circulação pela manhã, 12 no período da tarde e oito à noite, num total de 615 viagens.

PROTESTOS
Um grupo de auto-denominados
cristãos gays, aproveitou para protestar durante a parada. O objetivo era reafirmar a condição religiosa do grupo, que tem filiais em São Paulo e na Argentina, independentemente da orientação sexual.

Segundo a Polícia Militar, algumas brigas e tumultos também foram registrados.

APOIO POLÍTICO
Em entrevista concedida momentos antes da abertura da 13ª Parada Gay, o governador do Estado de São Paulo José Serra demonstrou apoio ao movimento e afirmou que "o poder público zela para que este direito funcione na prática".

Após a coletiva, Serra participou da abertura da parada ao lado do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, que afirmou que R$ 350 mil da prefeitura foram investidos no evento.

VIAS BLOQUEADAS
Desde as 10h, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) interdita trechos da avenida Paulista entre a alameda Joaquim Eugênio de Lima e a Rua Peixoto Gomide, na região central da cidade. O bloqueio se estende até a Rua da Consolação.

A partir do meio-dia, a avenida Ipiranga e as ruas da Consolação e Rego Freitas também serão fechadas ao tráfego, bem como os estacionamentos das ruas Cincinato Braga, São Carlos do Pinhal, Antônio Carlos e Alameda Santos.

As medidas servem para garantir o livre fluxo de pessoas e a movimentação em segurança até o final da dispersão dos participantes parada, na avenida da Consolação, na altura da Praça Franklin Roosevelt.

SEGURANÇA
Cerca de mil homens das polícias Militar e Civil de São Paulo garantem um reforçado esquema de segurança para a Parada Gay, com ações na avenida Paulista, rua da Consolação e na praça Roosevelt.

De acordo com a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), o principal objetivo é evitar que ocorram crimes homofóbicos durante o evento.

ESQUENTA
No sábado, cerca de 8 mil pessoas se reuniram para o 9º Gay Day, num parque de diversões de São Paulo. A festa, que funcionou como aquecimento para a parada atraiu pessoas de várias orientações sexuais, fantasiados e muita animação.

*Com informações de agências e Folha Online


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