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Bela Transexual se diz realizada com a cirurgia de MUDANÇA DE SEXO

MUDANÇA DE SEXO: Transexual de Três Lagoas se diz realizada

Perfil News - Por Camila Ferreira

A experiência de nascer com cromossomos, hormônios e genitais de um sexo e adotar o comportamento e a convicção de pertencer ao gênero oposto resulta em inúmeros conflitos e sofrimentos

A transexualidade ainda enfrenta forte preconceito e desinformação. A experiência de nascer com cromossomos, hormônios e genitais de um sexo e adotar o comportamento e a convicção de pertencer ao gênero oposto resulta em inúmeros conflitos e sofrimentos para o ser humano.

Criada em uma família tradicional, na cidade de Três Lagoas, a transexual Letícia Sanches Munhoz, 25 anos, enfrentou todos os tipos de preconceitos. Aos onze anos de idade, já se percebia: ela era uma criança diferente.

“Me lembro bem, eu era muito pequeno. Eu era um homem, com cabeça de mulher”, defini.

Naquela época, apesar do assunto ser considerado um tabu, aos 15 anos, Letícia enfrentou a família e contou seus conflitos e medos à sua mãe. “Desabei em prantos, e contei a minha mãe todos meus medos. Compreensiva, ela me disse: Filho a mãe sempre soube disso”, afirma. “Eu tinha medo de assustá-la, por que eu também não compreendia, mas aquele não era o meu mundo”, destacou.

Durante toda a adolescência, Letícia lutou pela liberdade. “Sempre soube que era uma mulher”. Aos 16 anos, ela já compreendia a transexualidade. A partir daí, descobriu a possibilidade de realizar a Cirurgia de Transgenitalização (mudança de sexo). Mas devido à burocracia do Brasil, Letícia teve que esperar.

Aos 19 anos, mudou-se para Campo Grande. Mas após alguns anos, por meio de uma amiga, Letícia foi para Roma, na Itália. Entre tantos obstáculos, uma nova porta se abriu. Na Itália, há quase seis anos, ela amadureceu.

Em outro país, Letícia viu uma nova possibilidade, a Cirurgia de Transgenitalização. O roteiro é a Tailândia. Após freqüentar sessões de acompanhamento psicológico, Léticia estava pronta.

“Queria viver como uma mulher”, frisou. “Foram cinco meses de acompanhamento psicológico, seis horas na mesa de cirurgia, e praticamente um mês internada, - repouso absoluto na Tailândia. Nunca me senti tão bem”, esclareceu.

PROCEDIMENTO

A Resolução Nº 1.652/2002, define o critério da transgenitalização e outras intervenções condicionadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O paciente precisa ter mais de 21 anos; ter diagnóstico de transexualismo com exclusão de outros transtornos de personalidade; e passar por acompanhamento psicológico ou psiquiátrico de pelo menos dois anos de duração.

EM CASA

De férias na casa dos pais, Letícia se recupera da Cirurgia de Transgenitalização, feita há cinco meses. “É um sonho. Sinto-me totalmente realizada. Sou uma mulher”, completa. “E por mais que haja preconceito, sou um ser humano e quero é ser feliz”, diz.

DOCUMENTAÇÃO

Atualmente, Letícia Sanches Munhoz pediu à Justiça a alteração de seu registro.

“Não saio de Três Lagoas sem o meu novo registro. Tenho planos”, frisou. “Namoro há quase seis anos, quero me casar na Itália e viver de forma simples e feliz. Hoje me sinto extremamente realizada, sou abençoada por ter uma família que me ama incondicionalmente, por trabalhar no que amo e saber que sou uma mulher”, afirmou.

A reportagem do Perfil News entrevistou Letícia Sanches, na tarde de ontem (04). E parabeniza ela, por seus 26 anos de idade, que serão comemorados neste domingo (06).

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