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Transexualidade – Abrindo horizontes

Transexualidade – Abrindo horizontes

Parada Lésbica - Por Lisa

faafafine

Vamos voltar ao tema , visto que vi muitas dúvidas no decorrer da outra coluna que tratou do caso.
Algo pouco explorado na sexualidade humana, a transexualidade como anteriormente referenciado sempre foi vista como Tabu, será?

Todas sabem da existência de diferentes culturas espalhadas pelo globo, porque não haveria então alguma cultura que incentivasse a transexualidade? Em Samoa é comum em famílias grandes, um dos filhos, em idade aproximada de 5 anos, ser escolhido para ser um fa’afafini, ou seja, assumir os papéis femininos. Nesta cultura são respeitados e a família os tem como exemplo e orgulho.

De acordo com a Wikipédia:

“Fa’afafine é um terceiro gênero específico da cultura de Samoa. Os Fa’afafine são biologicamente homens que na infância optaram, pela sua natureza, por assumir o papéis femininos, o que na sociedade tradicional de Samoa não é desencorajado. A palavra fa’afafine inclui o prefixo causativo “fa’a”, que significa “à maneira de”, e a palavra “fafine”, que significa “mulher”, e se assemelha com outras linguagens da Polinésia como o tonguês “fakafefine” ou “fakaleiti”, o maori “whakawahine”, e o havaiano “mahu”. A gíria de Samoa “mala” para faafafine ou gay é de menor utilização, sendo uma abjeta derivação da bíblia samoana.”

Eles trabalham nos serviços domésticos da casa, força masculina, mas com alma de mulher. Utilizam-se geralmente de show de Drag Queens para expressar sua feminilidade. O casamento entre um Fa’afafine e um homem, bem como a relação sexual entre ambos não é considerada uma relação homossexual, pois aos olhos samoanos o Fa’afafine é uma mulher. É comum também os jovens samoanos perderem a virgindade com Fa’afafine. - Aja como uma mulher e o grupo vai lhe entender como mulher, por isso o relacionamento entre um homem e um farfafini será considerado como uma relacionamento heterossexual.

Já na Tailândia, o terceiro sexo está nas ruas, são 170 mil homens que vivem como mulheres, na sua maior parte artistas, os chamados Katoey. Estamos falando de um país budista, porém os Katoeys são mal vistos pela sociedade e negados pela família. Há, porém, um Katoey que venceu o preconceito, lutando boxe tailandês e derrotando todos seus adversários em 22 lutas, 18 delas por nocaute. Um Katoey hoje respeitado, apesar de suas lutas terminarem sempre com o Katoey de bermuda rosa dando um beijo em seu oponente vencido.


Da cirurgia

A partir de 1950 começou a ser comum artistas homens que usavam figurino feminino, Alfred Kinsey (leia minha coluna sobre a Escala Kinsey aqui) começou então a estudar os travestis com a mesma intensidade que estudava os homossexuais.

jorg

“Em 1.952 Christine Jorgensen operou se na Dinamarca e se tornou atração sensacional no mundo todo, já em 1.956 Kinsey estava muito envolvido com a causa transexual cujo trabalho foi continuado por seus colegas Paul Gebhard e Wardell Pomeroy. Haviam duvidas sobre o interesse de Kinsey nas causas da sexualidade cruzada alguns autores sugerem que talvez sua orientação sexual avançada era devida ou a sua homossexualidade ou talvez a sua bissexualidade. De uma maneira geral Kinsey considerava a transexualidade como um fator psicológico e demonstrava simpatia para com os transexuais embora ele tivesse ressalvas em aceitar as cirurgias nos transexuais”. (fonte: www.transexual.com.br)

Apesar de seus estudos Kinsey nunca aconselhou as pessoas que gostariam de submeter-se a cirurgia a fazê-las, mas sim viver sua homossexualidade, pois não acreditava que seriam capazes de encontrar-se inseridos na sociedade, bem como alcançar o orgasmo.

A primeira cirurgia feita no Brasil foi em 1971, pelo Dr. Roberto Medina, como não era reconhecida nos órgãos representativos da classe médica, a cirurgia fugia à ética da medicina na época. O médico inclusive foi processado por um promotor, por mutilação, mas não foi condenado, após vários anos de depoimentos e laudos periciais.

Para as pessoas que se interessarem na cirurgia, principalmente nas fotos e do modo que a mesma é feita (no masc. para fem.) clique aqui para visualizar fotos e o modo como a mesma é feita, não as postarei aqui, visto que há muitas pessoas que não apreciariam visualizá-las.

Quanto aos aspectos jurídicos da mudança de sexo, bem, talvez fique para a próxima, mas algumas coisas vocês podem encontrar algo aqui.

Abrir a mente, conhecer o todo é saber unir informação para extirpar preconceitos.

P.S.: As informações do início do texto, foram retiradas do programa “Mudança de sexo” do canal a cabo NetGeo, que reprisará nos dias 15 de maio às 22 horas e 16 de maio às 06 horas. Sobre o histórico, as informações como já informado, foram retiradas do site www.transexual.com.br.


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