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Veja os homens que melhor souberam ser mulher no cinema

Veja os homens que melhor souberam ser mulher no cinema

Carol Almeida - Cinema & DVD (TERRA)

Na semana passada foi anunciado que o ator Ryan Reynolds, hoje considerado um dos homens mais bonitos de Hollywood, viverá uma mulher numa comédia. Tudo porque seu personagem precisa reconquistar a namorada e nada melhor que se disfarçar de amiga nessas horas. Mas o personagem de Reynolds está longe de ser exclusivo quando o assunto é a abordagem do lado "feminino" de homens no cinema. O Terra fez então uma lista dos 10 melhores homens que souberam ser mulher (graciosa, atraente, engraçada ou perigosa) no cinema.

Tootsie (1982) - Poucos souberam fazer tão bom proveito de uma maquiagem como Dustin Hoffman. No papel do ator Michael Dorsey fingindo ser uma mulher, ele tinha o porte de uma senhora de respeito e a fala pausada de uma lady de primeira classe que sabia acertar o volume e o tom da voz. Só não foi dama o suficiente para rejeitar Jessica Lange. Afinal de contas, nem todo Michael Dorsey consegue ter o autocontrole em cena de um Dustin Hoffman.

Quanto Mais Quente Melhor (1959) - Tony Curtis e Jack Lemmon foram certamente as mais hilárias e charmosas senhoritas do cinema americano. No grande clássico de Billy Wilder, esses dois interpretaram uma dupla bem enrolada de músicos que, para se livrar de bandidos, tiveram que se disfarçar de mulher e, mais difícil ainda, resistir às curvas de Marilyn Monroe. Vale a lembrança da última cena do filme, o impagável diálogo entre Daphne/Jerry (Jack Lemmon) e o Sr. Osgood, que pede Daphne em casamento. Jerry não agüenta e conta a verdade: "Eu sou um homem". No que o Sr. Osgood responde: "Bem, ninguém é perfeito."

Psicose (1960) - O humor inglês é conhecido pelo alto de teor de acidez. Mas quando se fala no humor do britânico Alfred Hitchcock, a ironia corrosiva pode tomar proporções muito perigosas. Ao colocar Anthony Perkins como o filho que se travestia da própria mãe, Hitchcock criou um clássico freudiano no cinema. A clássica cena do vulto de "mulher" assassinando a personagem de Janet Leigh no chuveiro ficou registrada na memória de nossas sombras.

Hairspray - Em Busca da Fama (2007) - Não se pode negar que John Travolta sabe fazer bom uso de um vestido e um salto alto. Ainda que debaixo de uma maquiagem que o engordou pelo menos uns 30 quilos, ele consegue convencer como a mãe zelosa que sabe o valor de um glitter quando se projeta na sua frente uma pista de dança.

Uma babá quase perfeita (1993) - O que um pai pode fazer pelos filhos? Tudo. Até mesmo passar pelo tortuoso processo de se transformar em uma respeitável babá com educação britânica, ainda que sendo um homem baixinho e peludo. Robin Williams conseguiu arrancar risadas e muitos pelos nesse processo.

Glen ou Glenda? (1953) - Quando o diretor Ed Wood recebeu a missão de fazer um filme para aproveitar o gancho midiático do fenômeno transexual de Christine Jorgensen, eis que a lâmpada surgiu sobre sua cabeça: em lugar de fazer o filme que lhe encomendaram, ele resolveu criar um tipo de autobiografia sobre um homem torturado por sua vida secreta enquanto mulher. Tão trash quanto verdadeiro.

Ed Wood (1994) - Mais de 40 anos depois de Glen ou Glenda?, Johnny Depp resolve rever a vida daquele conhecido como o pior diretor de cinema de todos os tempos. E para uma lenda desse porte, Depp não teve medo de fazer um dos papéis que melhor vestiu Wood: o de mulher. Aliás, incrível como Johnny Depp consegue ser belo em qualquer gênero.

A Gaiola das Loucas (1996) - O jovem rapaz resolve namorar a filha de um senador americano, ainda que ciente que, para casar com a moça, precisa apresentar sua família aos pais da menina. O problema surge quando, nesse formal jantar de apresentação, a mãe é o namorado do seu pai. A cena em que o ator Nathan Lane se veste como a mulher da casa é simplesmente imbatível na categoria situações bizarras que desembocam na mais absoluta normalidade.

As Branquelas (2004) - Dois agentes negros do FBI precisam se disfarçar de duas patricinhas "branquelas" e, claro, terminam passando por situações inacreditáveis. Melhor cena (e um dos mais momentos mais genuinamente inteligentes do gênero pastelão): quando um dos agentes, disfarçado de patricinha, entra no carro de Latrell Spencer (interpretado pelo robusto Terry Crews) e começa a tocar no som A Thousand Miles, de Vanessa Carton. Apaixonado cegamente pela patricinha, Latrell perde a consciência do ridículo.

Traídos pelo Desejo (1992) - O filme não é lá essa coisa toda, mas é inegável que o ator Jaye Davidson ficou bela no papel da cabeleireira Dil. Aliás, é preciso admitir que, se caso a reviravolta do filme não fosse a descoberta (para surpresa inclusive dos espectadores) que Dil é um homem, pouco haveria para contar dessa história.

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