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Um ensaio sobre gordinhas e magrelas

Um ensaio sobre gordinhas e magrelas
Eu prefiro ter onde pegar, e você?

Do Ato ou Efeito

Ser gordinha agora mudou de nome. Não somos mais “cheias de pneus” ou “com os ossos muito pra dentro”. Agora somos chamadas de curvilíneas. Porém, prefiro não me importar com rótulos e ir direto ao ponto: o que é melhor? Ser gordinha ou ser magérrima? Ambas se equiparam, se focarmos todo o assunto deste artigo na saúde. Não se equiparam quando o assunto é estética. Aqui vamos abordar todos eles, para que possamos ampliar nosso leque de opiniões à respeito deste assunto.

Que mulher se preocupa com aparência é fato inegável. Que atire a primeira pedra aquela que não demora pelo menos 1 minuto se ajeitando na frente do espelho. E que atire a segunda pedra, aquela que não olha pra barriga, pra bunda e pras coxas, procurando sinais de engorda. Todas procuram, é uma verdade universal. Porém, sempre tem aquelas que procuram muito mais do que deveriam, ou seja, procuram pêlo em ovo. Chifre em cabeça de cavalo. E sempre acabam encontrando alguma coisa. Um bom de exemplo disso são as pessoas que sofrem de anorexia, pois vêem gordura onde não existe.

anorexiaybulimia
Nem precisa comentar.

É claro que ser gordo também não é nada saudável. Hipertensão, diabetes, tromboses, dificuldades para respirar, ansiedade são alguns dos sintomas que a obesidade oferece. Então, em meio à todos estes argumentos, tudo o que podemos fazer é achar um meio termo. Tentar ver o que pode ser aceitável e o que deve ser evitado, para que não caiamos em nenhum destes dois extremos.

Eu quero usar um exemplo comum até, porém altamente ilustrativo do antes citado “meio-termo”.

marilynmonroe
Também dispensa comentários.

Marilyn Monroe é a musa representante das , na minha opinião. Ela é a representação perfeita do termo curvilínea. Ela era sexy, mas muito sexy, mesmo sem ter barriga chapada, cintura 32 e o escambau. E algum homem deixou de babar nela só porque ela não tinha milhares de músculos definidos e não pesava 50 quilos? Claro que não, conheço muito marmanjão nascido muito depois de ela ter morrido, que ainda se baba só de pensar nela exatamente como ela está na foto acima. Porém, atentem para um detalhe: não quero que vocês saiam por aí comendo chocolate feito loucas, no clima de “tá liberado” que não é por aí. Como eu disse antes, ser obesa é prejudicial à saúde, mas ser gordinha nunca matou ninguém.

Ser magrela dá muito trabalho e muito stress. Primeiro porque é quase palavra de ordem virar vegetariana. Carne vermelha? Cruzes, tire isso de perto da “diet maniac” antes que ela possa dar chilique. Aí a magrela passa a viver de mato, basicamente. Igual às vacas. E você conhece alguma vaca que seja magra? Que use calça número 36? Eu não conheço nenhuma.

vaca
Yummy!!!

Ser muito magra pode ser embaraçoso, pois será necessário comprar roupas na sessão infantil. Não haverá roupa de “gente grande” que caiba em um saquinho de ossos ambulante. E não creio que haja que curtam realmente usar uma blusinha rosa da Barbie. Ou das Winx. E também deve ser um baita desperdício de dinheiro ir em um restaurante com essas criaturas. Principalmente se for aqueles que servem buffet, pois vejo que elas pegam sempre uma folha de alface, duas rodelas de tomate, um punhado de arroz e uma água mineral sem gás, de copinho. Só falta vê-las na janela do escritório, com os braços abertos e as mãos espalmadas pegando um solzinho para digerir, dentro de suas células, a glicose que absorveram dos alimentos. E se bronzear, afinal, o hit é parecer que foi numa piscina de barro e se esqueceu de tomar banho.

Magrelas tem uma tendência incrível a ter baixa auto-estima. Mais baixa que você, feliz e pimpante gordinha. Ficam horas numa esteira tentando perder as calorias daquela trufa que estava irresistível no balcão do restaurante. E você? Bem, você está lendo este artigo e ainda dando uma calibrada no seu ego e sem auto-sacrifício. Outro forte argumento é que, por mais que os homens procurem elas (as magrelas) para trepar, não são obrigatoriamente elas que irão conquistá-los. Eles nunca poderão levá-las para tomar uma cervejinha em um happy-hour porque, afinal, beber dá barriga. Não poderão pedir fritas e nem mesmo a tábua de frios, porque engorda. Tudo engorda. Ela acaba se tornando uma chata de marca maior e você, gordinha, acaba levando o cara pra casa. Não é sempre assim, eu sei, mas não é raro eu ver isso acontecer.

Não se torture mais por aquela caixinha de Bis que você comeu vendo Friends. Não se amargure por aquela picanha no ponto que você comeu até a bordinha de gordura. São essas as coisas boas da vida que não vamos levar no dia que morrermos. Afinal, você terá a eternidade inteira para ser magra, dentro de um caixão em um cemitério qualquer.

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