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Corset = Corselet Corset ou corselet?

Corset = Corselet

Abominado. Admirado. Abandonado. Readotado.

A peça já foi usada para esconder e para mostrar as formas femininas. O espartilho já foi tão apertado que sufocou e quebrou costelas.

Foi trocado por outros suportes, que viraram sutiãs, que viraram meros adesivos de silicone e, muitas vezes, deixados de lado totalmente.

O que era tido como símbolo de opressão agora é moda. É in. É fashion. Dependendo do modelo, é hype.

O corset marca a cintura, exalta os seios, esconde a barriga e dá um certo ar de poder. O corset é usado para diminuir a cintura de modo quase doentio. É usado como fetiche. É usado porque eu gosto. É usado porque ele gosta. Ás vezes quem usa se sente bem, às vezes faz só para agradar.

O corset é burlesque. E vem acompanhado de franja preta, pele muito branca, batom vermelho e delineador nos olhos.

O corset é apenas um top e vai junto com a calça jeans. É diferente, despojado, mas ligeiramente elegante, não tem barbatanas e está perfeito para aquele cinema seguido de restaurante.

É roupa de gala e está completando um vestido de cauda, adornado por um colar de diamantes naquela festa que a gente nem sonha em ir, de tão luxuosa.

É mais uma roupa, é atual nessa era de modernidade eu-uso-o-que-quiser. Mas só dá para encontrar com facilidade se algum estilista disser que está na moda, a não ser que seja feito sob encomenda.
(It fits great other than that back cleavage I'm getting.
I wasn't trying to pose in the picture on the right, just
reaching to rub the back of my hand against my mouth.
For some reason I like the pose.)

É famoso pela amarração de laços, que já foram cravados diretamente na pele de diversas costas femininas, passando por argolas de piercings, num gesto de rebeldia sexy e gótica. Nas fotos. Ao vivo, a carne furada e amarrada exclama que dói, que arde e que não aguenta por muito tempo.




Pode ser parte de uma identidade, pode ser mais um dos elos de uma corrente que te amarram aos gostos alheios.

Pessoalmente, eu gosto.



Corset ou corselet?

Do oficina de Estilo por: Cacau

Espartilho é uma peça que muita gente acha difícil de aceitar/combinar/usar, né? Mas sabe que sabendo dosar sua sensualidade, ele pode fazer um papel de terceira peça (!) meio inusitada. Desse jeito, dá pra tirar o look da obviedade!

Ah! E uma curiosidade interessante: muita gente chama o espartilho de ‘corselete’ (abrasileirado mesmo) sem saber que o jeito certo de chamar é ‘corset’ (pronunciando “corsê”). Sabe porque? Quando a gente fala ‘corselet’ é daquele ‘coletinho’, parte de cima de uma armadura, que a gente tá falando. Engraçado, né?

O corset é, então, uma das peças mais femininas que inventaram. Na época em que foi inventado (século XVI), servia pra afinar a cintura das moças, valorizar os seios e deixar a silhueta mais sinuosa – mas isso tudo rolava às custas de muito desconforto. Coco Chanel até libertou as mulheres do aperto (sabia?), mas vira-e-mexe alguém vai e resgata o bendito.

E na hora de pensar em como usar, é legal pensar no look a partir do corset. Tipo, se a peça já tem toda essa carga sexy, é bacana coordenar com ela outras peças com formas mais livres, que não façam a silhueta parecer enlatada de tão justa. Super legal, por exemplo, com calças e bermudas mais folgadinhas, tipo alfaiataria – brincando de misturar elementos masculinos e femininos. Corset também fica muito bacana por cima de camiseta, como se fosse um coletinho… só que bem mais feminino! Vale usar também como blusa, colocando um cardigã ou uma jaquetinha por cima.

A ideia é brincar com o “espartilho” (!!!), fazer dele uma coisa menos ‘lingerie super-sexy’ e transformá-lo numa coisa feminina – e quem sabe até divertida. Porque no fim, vestir o que faz com que a gente se sinta bem e conversar com o espelho é sempre a melhor saída na hora de testar o novo (no caso do corset, o velhinho!).

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