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O amor é uma companhia

O amor é uma companhia

Do Blog do Via Libido

“O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.”

Alberto Caeiros


Eu não gosto de transar se estou magoada com meu parceiro.
Não acredito nos jogos de tapas e beijos.

Brigar pra ir fazer as pazes na cama… Pra mim não dá pé.

Claro que to falando de mim. E aqui das minhas escolhas pessoais.
Claro que cada um tem um jeito de sentir.
E tudo bem, desde que haja prazer.
Acho que a vida a dois precisa ser prazeirosa.

Não sei se é a minha idade, talvez tenha me dado alguma maturidade em relação a esse sentir.
Quer dizer, se digo que é mais maduro encarar as relações dessa maneira, estou imediatamente dizendo que este é o jeito certo de viver uma boa vida a dois. Mas não confie em mim: posso estar equivocada quanto a isso.

Porque sei lá… Tem o fato de que hoje eu realmente dou mais valor a uma boa companhia do que mesmo propriamente a um amante. Ou descobri que boas companhias dão sempre em bons amantes mas bons amantes nem sempre dão em boa companhia. E eu quero tudo hoje.

Ih.

O que acho é que isso da gente vai mudando.
Sempre é bom o que eu sinto pelo meu parceiro. Pensar o quanto eu confio nele, como é bom quando a gente tá junto, como a gente ri e como a gente goza. Me agrada pensar nele em todos os momentos.

Eu não tinha tanta paz em meus relacionamentos como tenho agora. A pergunta que me faço é se decidi que isso ia mudar ou se as coisas foram acontecendo. Eu acho que foi uma escolha minha: um dia me disseram que

que eu parasse de dar voltas no quarteirão. Que era ilusão trocar de relacionamentos porque eu não mudava então as coisas sempre aconteciam do mesmo jeito. O pequeno movimento que havia era apenas eu andando no quarteirão da minha casa. Mesmo quando me mudei para Fortaleza. Era sempre o mesmo quarteirão.

Então, quando meu atual parceiro chegou na minha vida eu estava decidida mesmo internamente a mudar. Queria uma relação boa, sem neurose, sem enganos. Eu penso que fiz essa escolha dentro de mim como algo defitinivo. E dai encontrei essa boa relação.

Enfim…
Pensando aqui.


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