Header Ads

Marina Reidel é destaque na novela Viver a Vida

Marina Reidel é destaque na novela Viver a Vida

PROFESSORA TRANSEXUAL DEU DEPOIMENTO SOBRE PRECONCEITO


Foto da not?ia

Os montenegrinos, que na noite do último sábado, dia 20, assistiam a novela "Viver a Vida", da TV Globo, se surpreenderam ao verem no final do programa um depoimento de um conterrâneo, ou melhor, conterrânea. Marina Reidel, de 38 anos, professora da Fundarte, relatou a discriminação e os maus-tratos sofridos por ser transexual.

Marina, que antes tinha o nome de Mário, conquistou respeito e reconhecimento graças a sua competência profissional. "Minha história de vida começa na infância numa cidade do interior (Montenegro)", relatou. Ela diz que chegou a ser agredida na escola por ser homossexual. "É uma coisa difícil", lamenta. Lembrou que teve uma adolescência com conflitos. Já na fase adulta aconteceu a transexualidade. O professor aos poucos deixou o cabelo crescer e colocou brinco nas orelhas. "Em momento xis decidi me transformar", recorda. Trocou a calça jeans e sapato por vestido e salto. "Uma mãe tirou o filho da escola porque considerou que eu não era uma pessoa indicada para dar aula ao filha dela", lamentou. Mas diz que a maioria dos pais reconheceu o bom trabalho que realizava. "De todas as conquistas, a maior vitória da minha vida foi realmente ser reconhecida como educadora", disse, ao fim do depoimento na novela.

Marina lecionou nas escolas Yara Ferraz Gaia e São João Batista. E a 16 anos é professora na Fundarte. Também é artista plástica. Faz sete meses que foi morar em Canoas e leciona numa escola estadual de Porto Alegre. Reidel integrou o quadro dos personagens reais que dão depoimentos ao final da novela das oito da TV Globo. O mesmo já aconteceu com os caienses Santos Fagundes, que é deficiente visual, e Joseandra Pithan Stiehl, que não possui os dois braços e também são exemplos de superação.

Foto da not?ia

Em 2006, Marina decidiu fazer a cirurgia para colocar prótese de silicone nos seios. Na escola enfrentou o preconceito respondendo abertamente as perguntas dos alunos. "Não tive problemas", afirma.

Ontem, enquanto passeava no Rio de Janeiro, falou por telefone com a reportagem do Fato Novo sobre a repercussão de seu depoimento.

"Hoje me atacaram na rua, em plena Copacabana. O telefone não para", diz. Marina foi ao Rio de Janeiro visitar um irmão e aproveitou para passear. "O depoimento repercutiu em todo o Brasil", diz, lembrando que na noite da exibição estava em plena Marques de Sapucaí, assistindo os desfiles de carnaval. Ela lembra que gravou o depoimento em outubro do ano passado, mas só agora foi apresentado na novela. "A repercussão foi bastante favorável", comemora, informando que retorna ao Estado e a Montenegro na próxima semana.

Para assistir ao depoimento, clique aqui.

Do Fato Novo por Renato Klein

Nenhum comentário