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Racismo e homofobia incentivam brigas entre turmas de Caxias

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Racismo e homofobia incentivam brigas entre turmas de Caxias
Diversão noturna na cidade é marcada pela tensão entre tribos

A baderna que incomoda vizinhos de postos de combustíveis e do Largo da Estação não é motivada apenas por bebedeira ou por falta de opções de lazer. Turmas de diferentes estilos confirmam que existe um conflito provocado pela diversidade cultural, sexual e racial em Caxias.

A rivalidade dificilmente é percebida pois se desenrola quase sempre à noite e fica ofuscada pelas confusões nos pontos de concentração de jovens. Relatos de agressões, ofensas e perseguições são comuns entre as chamadas tribos. As autoridades desconhecem as denúncias porque poucos casos são registrados.

Os conflitos estariam sendo alimentados pelo fato de rapazes e moças pertencerem a grupos que se vestem e ouvem músicas diferentes. Alguns jovens integram movimentos ideológicos como o hip hop, o skinhead e o punk. Outros seguem a moda como é o caso dos emos. Há quem prefira formar turmas a partir do esporte, ou seja, skatistas, bikers (ciclismo) e torcedores de futebol. Todos esse grupos se encontram aos finais de semana no Largo da Estação ou em frente à prefeitura.

— Acontece que há muita concentração de tribos diferentes na Estação e às vezes uma música diferente, que não é aceita por determinado grupo, vira motivo de briga. Tem gente que vai ali realmente para arrumar confusão — resume Diego de Farias Rodrigues, o Dygo, grafiteiro e líder do movimento Art Muro Hip Hop.

Os grupos mais temidos são aqueles formados por skinheads e por torcidas organizadas. Um parcela dos skinheads é adepta do neonazismo e prega o ódio contra negros, judeus e homossexuais. Brigas entre punks e skins são comuns em Caxias. Os emos se tornaram alvo principal dos grupos extremistas porque entre eles há gays e lésbicas.

— Frequentar a noite em Caxias tem que ser feito em grupos. Eles (skinheads) nos perseguem e correm atrás de nós quando estão em bando. Se um emo for sozinho nos trilhos (Largo da Estação) apanha na certa. O clima é tenso sempre. Ninguém registra na polícia essas coisas. Não vai dar nada mesmo — diz a estudante Yeslei Kosnerman, 17.

Do Clic RBS

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