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Transgênero - Crossdressers (e Transvestites)

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Transgênero - Crossdressers (e Transvestites)

Muitos homens heterossexuais às vezes se dedicam a vestir, de maneira parcial ou completa, inclusive de tempo completo, a roupa do sexo oposto, com o fim de se sentir sensuais ou de procurar uma excitação divertida. Isso tem-se chamado desde faz muito tempo “travestismo*” e é provável que 20 ou 30% da população total masculina o faz pelo menos uma vez durante a vida.

[*Veja a página de Lynn “A Gama Larga de Pessoas Transgênero e as Palavras que se Utilizam para Descrevê-las(Pt) para uma discussão sobre esta terminologia e como mudou o significado das palavras no decorrer do tempo. Por exemplo, as palavras transvestism e transvestite em ingles (relacionadas, mas não iguais a “travestismo” e “travesti” em português) pouco a pouco perderam aceitação popular devido à estigmatização social e psiquiátrica que chegaram a comunicar, e foram substituidas pelas palavras “crossdressing” e “crossdresser.” Não obstante, a palavra antiga “transvestite” ainda se confunde com a palavra “travesti” que se encontra em muitos idiomas românicos como português, embora “travesti” se refere a um tipo de variação de gênero completamente diferente.]

É muito importante entender que isso é uma prática extremamente comum, e assim devemos entendê-la na perspectiva correta com relação ao panorama geral de todos os temas relacionados ao gênero.

O crossdressing é uma expressão freqüente da sexualidade masculina, como também é o uso da pornografia para obter uma excitação através da vista e uma eventual auto-satisfação, e nesses casos não tem de ver com um assunto de gênero. Os homens sexualmente ativos que gostam de se excitar por olhar as mulheres, podem se sentir muito excitados ao contemplar partes de si mesmos vestidos da roupa feminina. Alguns destes homens gradualmente se sumergem num travestismo completo como um meio de experimentar maior sensualidade e excitação que obteriam de outra maneira. Porém, é importante levar em conta que os crossdressers (e transvestites) geralmente NÃO se fazem nenhumas modificações corporais como por exemplo por meios hormonais ou cirúrgicos.


Ao madurar, provavelmente uma décima parte dos homens crossdressers continuam até um travestismo completo, e o praticam em privado ou em clubes para crossdressers. Existem milhões e milhões de homens heterossexuais "normais" que são crossdressers, e esta modalidade de travestismo completo realmente é muito comum. Figuras do presente e do passado são bem conhecidas como crossdressers; podemos citar ao J. Edgar Hoover, Jeff Chandler, Milton Berle, Flip Wilson, Dennis Rodman, Marv Albert, e uma longa lista de homens muito masculinos e freqüentemente sexy.


Alguns desses homens podem parecer muito atraentes quando se vestem de "mulheres", seja en fotos ou na tênue luz de algum bar, mas os trejeitos e a "agressividade" tipicamente masculinos revelam que eles não se sentem ou pensam de si mesmos como mulheres, aparte de que não tentam muito se comportar como mulheres. Estes homens simplesmente o fazem por uma diversão sensual. Ao adornar o corpo com suave e sedutora roupa feminina, o crossdresser é capaz de experimentar uma maravilhosa sensualidade masculina ao contemplar o cuerpo aparentemente feminilizado. Como conseqüência desse enfoque na auto-excitação, os crossdressers freqüentemente se vestem de maneira exageradamente elegante e inclusive provocativa e sexy – embora se adornar com um vestido de noite, meias e salto alto é coisa que as mulheres só fazem em ocasiões especiais.


Existem muitos outros crossdressers que sim experimentam sensações transgênero em diferentes graus. Nesses casos, as sensações transgênero e a necessidade de diminuir a angústia de gênero, freqüentemente constituem as motivações primárias para
o crossdressing. Essas pessoas se referem ou como crossdressers ou transgênero.

Alguns crossdressers, especialmente entre aqueles que têm sensações transgênero muito fortes, ansiam por usar roupas femininas em público de maneira mais livre, e tal vez de maneira parcial durante o trabalho. Alguns poucos inclusive chegam a efetuar uma transição social de gênero para poder se vestir de mulher "24/7" (quer dizer, de tempo completo) e se auto-identificarão como transgênero.


Anos atrás, era difícil para os homens facilmente poder adquirir roupas femininas, devido ao medo de estar "expostos" como crossdressers. Felizmente, agora é muito mais fácil. Além de muitos catálogos na internet de roupa feminina (incluindo muitos catálogos "compreensivos" como o de
J.C. Penney), existe agora uma grande infra-estrutura de lojas, serviços e provedores de roupa e fetiches especificamente para crossdressers. Um dos mais conhecidos e antiguos provedores deste tipo de artigos fetichistas é Frederick’s of Hollywood. Desta maneira, chegou a ser muito simples para os crossdressers encomendar roupa via a Internet (veja por exemplo: TGNOW Shopping Directory, TG Forum Shopping Mall, Glamour Boutique, Fantasy Girl) Estes provedores oferecem algumas importantes vantagens sobre os provedores tradicionais de roupa feminina, já que vendem talhes mais grandes, inclusive de sapatos, e as coleções cubrem uma gama mais ampla de estilos sensuais e exóticos.


Ademais, têm-se formado muitos clubes e grupos que permitem que os crossdressers se encontrem e se montem de mulher em um ambiente social divertido e seguro. O grupo americano mais antíguo, e tal vez o mais influente é o Tri-Ess. Fundado faz décadas por Virginia Prince, um transvestite auto-identificado que saiu do armário publicamente nessa época, Tri-Ess tem afiliados em todos os EUA.

Infelizmente, os afiliados Tri-Ess (e muitos outros clubes retrógrados de crossdressers e transvestites) só admitem "homens heterossexuais normais" como sócios e excluem especificamente os homossexuais. Mulheres transgênero e transexuais que recentemente acabam de sair do armário, mas que são bissexuales ou atraidos para os homens, não são permitidas como sócias porque Tri-Ess as considera "homossexuais".


Não deve nos surpreender esta exclusão. O fundadora de Tri-Ess, Virginia Prince, dava discursos freqüentemente sobre "sexo e gênero" nos congressos sobre transexualismo nos anos 60 e 70. Prince caracterizou o crossdressing como o "amor ao feminino" por homens heterossexuais normais e, naturalmente, em contraste com o transexualismo - que foi considerado pela maioria dos psicólogos de comportamento nessa época como uma forma extrema de homossexualismo. (Isto era mais uma conseqüência da teoria errada de John Money de que o gênero era o resultado do condicionamento social, o que conduziu a que os psicólogos destacados classificaram as mulheres transexuais como homens intensamente homossexuais que se submeteram à SRS para mais facilmente ter relações sexuais com homens.) Veja este link para mais
opiniões modernas sobre as causas do transexualismo.


As idéias de Prince exploraram implicitamente a transexualidade como contraste para melhorar a imagem de crossdressing; caracterizou o último com motivos mais altos, puros e intelectuais. Visto que essas idéias continham um eco de, e reforçaram o velho paradigma de que a transexualidade tivesse de ver com o "sexo" (e "sexo gay" em especial), muitos homens psiquiatras da época tomaram muito a sério as opiniões de Prince.


Como efeito secundário dessas idéias, se incrustou uma atitude de homofóbia e transfóbia na cultura Tri-Ess que perdurou até hoje. Se intui que os sentimentos interiores de vergonha e angústia que tinham muitos crossdressers se aliviavam durante muito tempo pela declaração "Embora me monte como mulher, pelo menos não sou bicha nem transexual". Em adição, a exclusão por parte de Tri-Ess de sócios TG/TS e de qualquer pessoa considerada homossexual serve para calmar o medo das namoradas e esposas dos sócios que os maridos delas se cedam à tentação do homossexualismo, ou a uma transição de gênero se mulheres TG/TS conseguirem entrar no Tri-Ess.


Esta exclusão por parte de muitos clubes de crossdressers é um problema para garotas TG e TS jovens que pretendem entrar no ambiente crossdresser ao início da transição, pensando que seria uma boa maneira de "provar as alas" na mudança de gênero. Inclusive algumas acham no início que realmente são crossdressers e tardam em se dar conta das questões mais profundas que têm sobre o gênero. De vez em quando uma garota TG/TS que acaba de se dar conta de sentimentos transgênero intenta se fazer sócia de Tri-Ess pensando que o grupo vai lhe fornecer ajuda. Isso pode resultar em uma rejeição tremenda, e pode danar os sentimentos de uma garota TG/TS em um momento crítico. Assim, se recomenda fortemente às que achem que tenham sentimentos transgênero ou transexuais que NÃO se façam sócios de Tri-Ess, mas que procurem outros grupos de crossdressers mais inclusivos. Naturalmente os crossdressers que querem se fazer sócio de um clube de crossdressers que só admite "homens heterossexuais normais" ficarão à vontade na Tri-Ess.


Felizmente, os paradigmas do crossdressing estão mudando rapidamente e se abrem clubes divertidos para crossdressers e TG/TS que atraiam muitos sócios. Finalmente, no início do século XXI, parece que o medo, a vergonha, a angústia e o secretismo que caracterizaram o crossdressing no passado começam a mudar para que se converta numa atividade de plena satisfação - freqüentemente com o apoio carinhoso de parceiros e esposas.


Um exemplo de um clube de crossdressers muito mais orientado para os TG é Crossdressers International (CDI), na cidade de Nova York, um grupo de apoio para crossdressers que tem um apartamento na cidade onde se reúnem, e onde as novas irmãs podem sair do armário. Tarde cada quarta-feira as pessoas TG ou crossdresser podem se reunir para socializar e jantar. Podem-se montar no apartamento e expressar o lado feminino livremente, e alguns saem para jantar na cidade depois das reuniões.


Existe em muitas cidades agora também uns maravilhosos "serviços de transformação" tais como FemmeFever em Long Island, NY, onde crossdressers podem obter ajuda pessoal, habilidosa, informada e compassiva para desenvolver e experimentar a "pessoa feminina". Para ter uma idéia das possibilidades destas transformações, veja a surpreendente página de fotos "antes/depois" no site de FemmeFever, que mostra uns rapazes realmente bonitos e fotos deles como bonitas garotas depois de se transformar. Junto com este serviço de transformação, FemmeFever é o ponto de encontro para uma grande comunidade CD/TG/TS da região, e organiza muitos eventos sociais que podem ajudar que os novatos saiam do armário e se divertam


Espera-se que mais clubes de crossdressers se abrirão para incluir e dar a bem-vinda às mulheres TG/TS, sobretudo às que acabam de sair do armário pela primeira vez e assim são muito vulneráveis nesse momento. Estes clubes poderiam ajudar as mulheres TG/TS que estão começando a aperfeiçoar a apresentação e o comportamento feminino melhor do que poderiam fazer a sós.


Além dos clubes locais de crossdressers e os afiliados de organizações nacionais dos Estados Unidos, a comunidade de crossdressers também organiza vários "congressos de gênero" a nível nacional nos Estados Unidos. Esses grandes eventos atraem um grande número de pessoas e fornecem lugares maravilhosos e seguros de encontro para a comunidade crossdresser onde se pode desfrutar de muitas atividades sociais que acontecem em hóteis estupendos. Três congressos especialmente grandes são o Colorado Gold Rush que tem lugar ao fim de cada inverno em Denver, Colorado, o Be-All de Chicago cada junho em Chicago, Illinois, e o Southern Comfort cada outono em Atlanta, Georgia. Pessoas de todas partes do espectro transgênero participam nesses eventos, e os congressos vêm sendo mais anunciados como congressos TG. No entanto, os crossdressers são o grupo mais numeroso entre os participantes e o crossdressing é um tema central.


Assistir a um destes congressos é um modo excelente para que alguém que acaba de se dar conta que seja crossdresser/transvestite/TG/TS saia ante si mesmo e possa conhecer muita gente interessante de origen diversa, aprender rapidamente sobre todas partes da comunidade, e começar a se encontrar a si mesmo. Estes congressos fornecem aos crossdressers um modo fantástico de desfrutar abertamente do crossdressing, mas ao mesmo tempo de maneira anônima, dentro de um ambiente de grande hotel durante muitos dias. Os congressos também incluem todo tipo de seminários e sessões de auto-ajuda para pessoas crossdresser/transvestite/TG/TS sobretudo, desde informações básicas sobre o vestuário feminino até seminários para mulheres TS por provedores de assistência médica e cirúrgica. Os congressos representam um modo mais orientado ao futuro, um meio mais divertido e menos pavoroso de desfrutar do crossdressing, e ao mesmo tempo ajudam a comunidade mais ampla de crossdressers/transvestites/TG/TS a se conhecer e se entender melhor.


A terminologia pode dar lugar a confusão quando tentamos falar do crossdressing dentro do contexto mais amplo das condições transgênero. Alguns "teóricos de gênero" consideram que os crossdressers e transvestites se encontram sob o "guarda-chuva transgênero," memso quando declaram ter uma identidade de gênero masuclina. Visto que há muitos mais crossdressers heterossexuais com identidades de gênero masculinas do que pessoas transgênero, organizações ativistas de gênero muitas vezes os incluem (e Drag Queens/Rainhas Drag também) dentro da definição do "guarda-chuva transgênero" para poder aproveitar do número maior deles para apoio financeiro.

A comunidade tradicional de crossdressers e transvestites é testemunho de um fluxo cada vez maior de garotas TG/TS pelo ambiente crossdresser. Algumas destas garotas se questionam e não estão seguras se a trajetória de gênero final delas será crossdresser ou TG ou TS. Nesse ínterim, todo o mundo envolvido se está educando melhor sobre as diferenças entre os sentimentos interiores e as identidades de garotas TG/TS e os sentimentos do número maior de homens crossdressers e transvestites heterossexuais. Parece que as etiquetas estáticas já não funcionam a respeito de comunidades taõ fluidas.


Visto que não há uma linha divisória limpa entre aqueles crossdressers que têm sentimentos transgênero e aqueles que não os têm, parece melhor deixar aos indivíduos qual terminologia utilizarem. Muitos crossdressers não gostam de ser chamados de transgênero, enquanto outros preferem ser etiquetados assim, porque sentem algum grau de identificação com o gênero feminino. Nestes casos se deve respeitar a identificação transgênero.


Infelizmente o ambiente crossdresser está dominado quase totalmente por uma nuvem omnipresente de vergonha, angústia e medo por causa de uma longa história de estigmatização social. A grande maioria dos crossdressers ainda tem muito medo de ser desmascarados ante esposa, família, amigos e companheiros de trabalho. Este medo vem do fato de que, se estarem descobertos ou desmascarados, os crossdressers possam virar objeto de assédio, crimes de ódio e discriminação muito intensa no emprego, como no recente
caso "Winn-Dixie" (em inglês).

Ainda pior, o sistema de saúde mental segue classificando o "travestismo fetichista" em homens como uma "doença mental" (exatamente como classificou ao homossexualismo até que conseguiu melhor compreensão). Apesar dos ataques a esse diagnóstico do Manual Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR), 2000 da Associação Americana de Psiquiatria desde muitos frentes, segue deixando uma sombra sobre o ambiente crossdresser e reforça o medo e a vergonha tão comum entre eles.

Tristemente, é provável que qualquer "doença mental diagnosticada" associada com o crossdressing seja um simples "artefacto iatrogênico"--quer dizer, um resultado da estigmatização exercido pelo sistema médico e a sociedade como um todo. Com outras palavras, os problemas mentais de crossdressers não se devem ao crossdressing, mas são depressões ou ansiedades CAUSADAS pelos esforços de psiquiatras e outros de parar este "comportamento", inclusive em casos em que o crossdressing é evidentemente benéfico para o bem-estar da pessoa. Para ver um relatório recente sobre esse assunto (em inglês), veja este link. Para uma crítica extensa de estereotipos psiquiátricos da diversidade de gênero (em inglês), veja a página Web do Centro da Identidade de Gênero de Colorado sobre a reforma de GID.


A classificação, não científica, de um comportamento inócuo e agradável--crossdressing--como uma doença mental tem sido uma fonte de medo e discriminação durante muito tempo, não apenas entre os crossdressers, mas também entre todas as pessoas transgênero. Espera-se que ativistas de gênero possam educar e elevar o nível de conhecimento e demonstrar que o antigo ponto de vista do sistema psiquiátrico sobre crossdressing não tem sentido e estigmatiza injustamente as pessoas que só estão se divertindo, explorando sentimentos interiores de gênero, e encontrando paz sem danar ninguém.

Felizmente os tempos vem sendo mudando. Muitos crossdressers hoje em dia e as parceiras deles estão rompendo os velhos paradigmas de pensamento, e estão simplesmente desfrutando de quem são e do que fazem. Embora muitos crossdressers ainda sentam a necessidade de esconder por completo das esposas e namoradas o comportamento, muitos outros são sinceros com as parceiras. Como resultado, muitas esposas e namoradas estão descobrindo que podem aceitar plenamente e apoiar o crossdressing do parceiro, acima de tudo se isso ajudar que ele seja uma pessoa muito mais satisfeita, mais sensual, mais apaixonada e mais carinhosa. Por exemplo, veja Alison’s Website (o site Web de Alison, em inglês), que descreve a relação de Alison com a parceira dele, Sue, e também Kathy and Amanda Bower’s Home Page (a página de Kathy e Amanda Bowers em inglês), que descreve a relação estupenda que Kathy tem com a parceira dele, quem não apenas o entende, mas também o aceita e inclusive é entusiasta a respeito do crossdressing. Para mais informação sobre a tendência para um novo paradigma de franqueza e bem-estar na família, veja o livro recem-publicado por Helen Boyd (em inglês):

Para uma introdução mais a fundo ao crossdressing, veja "Porque ser um transvestite?" (em inglês). A seção intitulada "O que creio", é uma descrição realmente aberta, honesta, e auténtica do que é ser um transvestite, e também há muitos links excelentes aí. Para saber mais sobre o crossdressing, existem muitos sites pessoais que se pode explorar. Outros bons exemplos de sites pessoais são: o site de Yvonne para Crossdressers (em inglês) e a Página de Tammie (em inglês). Para outros livros de consulta sobre o crossdressing, veja a Lista de Livros CD de Kathryn (em inglês).

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