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Travesti argentino pode frequentar escola vestido de mulher

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Travesti argentino pode frequentar escola vestido de mulher

Kylie, 17 anos, um travesti com as melhores notas da sua escola, conquistou o direito de assistir às aulas vestido de mulher e foi distinguido com a honra de transportar a bandeira da Argentina nas cerimónias.

O Conselho Geral de Educação da Província de Entre Ríos, Argentina, numa decisão unánime, autorizou um aluno travesti a frequentar a escola secundária da cidade de Nogoyá vestido de mulher. O seu nome verdadeiro é masculino, mas o estudante prefere ser tratado por Kylie, e é assim que passou a ser chamado na escola.

Devido ao seu elevado desempenho escolar, Kylie conquistou também o direito de transportar a bandeira nacional nas cerimónias, representando o estabelecimento e os seus alunos como é tradição no país.

Na Argentina, com uma média superior a 9, qualquer aluno tem direito a ser o porta-bandeira da escola. A novidade é que Kylie (nome feminino adoptado pelo estudante) foi matriculada como sendo um rapaz (sexo determinado na certidão de nascimento e bilhete de identidade) mas porta-se como mulher.

A diferença, porém, não impediu a distinção. A decisão da presidente do Conselho Geral de Educação (CGE) foi apoiada por pais e alunos, embora tenha havido algumas queixas contra.
Rapariga em corpo de rapaz

Graciela Bar diz que esta foi a primeira vez que o Conselho enfrentou esse tipo de situação mas, como era de se esperar, "respeitar-se-á a identidade que elege cada cidadão, e não haverá nenhum tipo de discriminação racial, religiosa ou orientação sexual".

Na abertura do ano lectivo, Kylie, empunhando a bandeira nacional, apresentou-se vestida de mulher, embora tenha tido o cuidado de pôr uma bata de rapaz por cima da roupa "para não chamar a atenção dos mais pequenos".

Em declarações à rádio local "Opinión Pública", Kylie, que conta com o apoio da família, expressou: "O que quero é que toda a gente me entenda. Desde os quatro anos que tenho essa orientação sexual. Lembro-me de que ainda estava no jardim da infância e de ter confessado à minha mãe que estava apaixonado(a) por um colega".

Kylie conseguiu autorização para vestir-se como mulher e de ser tratado como uma rapariga na escola. Mas há questões que continuam pendentes. Uma directiva do estabelecimento de ensino refere que "apesar de se autodesignar por um nome feminino, nós, e não é por capricho, temos que continuar a chamá-lo pelo nome que figura no seu bilhete de identidade, inclusive porque (Kylie) é ainda menor de idade e não esté legalmente autorizado a mudar a sua verdadeira identidade".

Outra questão pertinente: qual a casa-de-banho que deve frequentar?.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt), Agências

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