Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

O meu nome não é o meu sexo

O meu nome não é o meu sexo

O  meu nome não é o meu sexo

Nasceram num corpo em que não se reconhecem. Tomaram hormonas, fizeram cirurgias, mudaram de sexo. No espelho já vêem reflectida a imagem com que se identificam, mas ainda falta uma lei, o que atrasa o processo de mudança de nome. Adiam tirar a carta de condução, não têm passe de transportes públicos, endossam os cheques, fazem pagamentos e operações bancárias pela Internet, fazem-se acompanhar de uma pessoa de sexo oposto quando vão às consultas, dizem que se esqueceram do BI. Para não serem confrontados com uma identidade que não reconhecem. Envergonhados!

A imagem é usada por Renata, para explicar porque rasgou as fotos da infância e da adolescência. Dito assim, percebe-se porque é que há memórias que não se querem recordar. "Sentia-me num cativeiro, acorrentada a um corpo de homem. Senti muita vergonha ao longo da vida."

"Desde que me lembro como pessoa, desde que tenho recordações, que dizia que queria ser um rapaz de verdade… como o pinóquio. Deveria ter uns quatro anos", conta o João, 30 anos, professor.

A Renata, 24 anos, empregada de mesa, nasceu com sexo de rapaz, mas gostava das coisas de menina e de maquilhagem. Não percebia porque é que insistiam em pô-la na fila dos rapazes. João tinha sexo de menina, mas gostava da bola e dos carrinhos. Chamavam-lhe maria-rapaz quando só queria ser rapaz.

"A princípio não percebia bem o que se estava a passar. Também não conseguia expressar-me da melhor forma. Foi a partir dos dez anos, quando os outros miúdos me começaram a pôr de parte, que comecei a olhar para os rapazes", diz a Isabel, 20 anos, estudante.

"Em criança não se sabe o que é que se passa. Comecei a ter aqueles tiques, chamavam-me mariquinhas", acrescenta a Rute, 27 anos, estudante.

Duvidaram se não seriam homossexuais, dúvidas que a família também tinha, sem admitir. Consultaram médicos de família e psicólogos. Tomaram medicação errada, foram alvo de piadas. Até que um dia viram a palavra "transexual" num jornal ou na televisão. Quiseram adequar o corpo ao género com que se identificavam.

"A notícia foi um choque para a família, apesar de toda a gente desconfiar. Tinham a esperança de que ia mudar. Começaram a aceitar à medida que iam seguindo o processo, que iam contactando com os médicos", diz o João.

Renata, João, Isabel, Rute... são nomes fictícios. Têm finalmente o corpo com que se identificam, só a Isabel espera a cirurgia para a remoção do pénis e a construção de uma vagina. Não querem expor-se, querem virar definitivamente a página.

Mesmo a Renata, o João e a Isabel, activistas do GRIT, Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade, da Associação Ilga Portugal. "Sinto-me cansado a nível emocional. Não consigo viver a minha vida se estiver sempre a reviver o trauma, a angústia. Sinto necessidade de fechar o ciclo, de tirar o rótulo de transexual", explica o João. Também a Renata quer afastar- -se da intervenção pública. Estão a passar o testemunho à Isabel.

A Isabel, a quem os pais insistem em chamar pelo nome masculino. Apesar de fazer a depilação, "como qualquer mulher", de lhe ter crescido o peito e adelgaçado a cintura com o tratamento hormonal. Apesar de a Renata ter promovido um encontro entre as duas famílias, para os preparar.

Foi a mãe de Renata que lhe escolheu o nome feminino. Mudaram de residência quando o menino se transformou numa rapariga loira, alta e bonita. Também foram os pais do João que lhe arranjaram um nome masculino. Para identificar um rapaz de baixa estatura, barba rala, usa roupas práticas e, às vezes, rastas. Bem parecido.

Tanto a Renata como o João e a Rute têm companheiros. E só tiveram uma relação mais íntima quando fizeram a operação ao sexo. A Isabel está à espera de ter o corpo completamente modificado para assumir sem complexos uma paixão.

Clinicamente, chamam-lhe uma discordância entre a identidade de género e o corpo: transexuais. São uma minoria silenciosa e que a população portuguesa admite ser a mais discriminada ("Imagens Sociais das Pessoas LGBT", Universidade do Minho, Maio). Psicologicamente, "é um sofrimento enorme. A maioria das pessoas deixa de conviver… de viver", conta o João.

"Rasguei tudo, porque era um período em que não era feliz… não era tão feliz como agora", explica a Rute. "As fotos estão em casa dos meus pais, não as rasguei … mas também não as quero ver", acrescenta Lara Crespo, 38 anos, desempregada.

"Na escola fui sempre alvo de chacota. Era infeliz, tinha conflitos com as outras crianças. Arranjava sempre desculpa para ir jogar andebol ou basquetebol com as raparigas. Afastava-me de todas as brincadeiras de rapazes; dos carrinhos e das bolas. Adorava as barbies e os nenucos", conta a Patrícia, 28 anos, cantora.

A história de Patrícia ainda é mais complexa. Canta desde o tempo em que pertencia ao grupo Jovens Cantores de Lisboa, formado pela Ana Faria. Cresceu e tentou uma carreira a solo. Criou o Ricky. "Renasceu e desapareceu rapidamente para se tornar a Patrícia. Desde criança que não me sentia bem comigo."

Falamos de pessoas a quem foi diagnosticada uma perturbação de identidade de género e que têm, finalmente, uma imagem visual que corresponde à imagem mental. Que há muito deixaram de responder pelo nome de baptismo, mas que os requisitos legais retardam a mudar nos documentos oficiais. E o cartão de cidadão ainda complicou mais porque discrimina o sexo, o que não acontecia com o bilhete de identidade. Havia quem usasse um nome neutro para evitar embaraços.

Imagine-se o que é ter um corpo de mulher e apresentar um BI de um homem. Multiplique-se a situação pela quantidade de documentos que se coleccionam ao longo da vida. Ou, simplesmente, que está numa consulta, chamam por uma mulher e levanta-se um homem. Para já não falar das explicações que têm de se dar sempre que se viaja para fora do País.

"É humilhante. Evito essas situações sempre que posso", diz o João. "Temos de apresentar o BI em quase todo o lado. Já me apreenderam o passe. Expliquei e não quiseram saber. Só quando veio a polícia é que perceberam o que se passava", lembra o Pedro, 27 anos, técnico.

O João e o Pedro deixaram de ter passe. Também não tiraram a carta de condução, para não terem mais um documento com um nome feminino. Endossam os cheques, pagam as contas e fazem as transacções bancárias pela Internet. Dizem que se esqueceram do BI quando lhes pedem a identificação, mas que sabem o número. Vão às consultas acompanhados de um amigo do mesmo sexo que está no cartão, para evitar embaraços na chamada. Estratégias que a maioria dos transexuais usa quando a imagem não condiz com o nome oficial.

"Nunca tive uma figura masculina, tinha peito, as pessoas não associavam o nome masculino à minha imagem. Mas claro que também tive problemas. É constrangedor. Numa operação stop, um polícia começou a olhar para mim de uma certa maneira. E disse-lhe: 'Não é por si, que até é giro, mas não me vai pôr as mãos. E também não é uma colega sua que me vai ver. Levem-me ao hospital se têm dúvidas.' Deixaram-me ir embora", brinca a Rute. E espanta-se: "Toda a gente me pedia o BI e, agora, que já mudei o nome, ninguém me pede o BI!" "Estou de baixa, fui chamado à inspecção médica e lá tive de explicar tudo outra vez", acrescenta o Pedro. Traz um documento passado pela equipa de médicos do Hospital de Santa Maria - Rui Xavier (psiquiatra, sexólogo) e João Décio Ferreira (cirurgião plástico) -, atestando a identidade de género.

O Pedro já fez 16 intervenções cirúrgicas. Está na consulta de João Décio Ferreira, para "fazer mais uma pequena correcção". O Hospital de Santa Maria é o único estabelecimento público que acompanha os transexuais, depois de a consulta de sexologia do Hospital Júlio de Matos o ter deixado de fazer. Reserva o bloco operatório às terças-feiras para estas operações e já tem ocupação para dois anos e meio. A mudança da genitália demora um dia. Acompanha cerca de 70 casos, faltando operar mais de dois terços, a maioria de mulheres para homens. O cirurgião, que usa uma técnica própria para mudar o sexo, também opera no particular, mas nunca lhe pediram a operação.

"É tão linda, é a mulher mais bonita do hospital!", exclama uma técnica do Hospital de Santa Maria referindo-se a Rute. É verdade. É uma morena bonita, alegre e descomplexada, sem maquilhagem, como a maioria das transexuais com quem falámos.

Não precisou de colocar implantes mamários, já fez a cirurgia de mudança de sexo, faltando-lhe pequenas correcções. A questão do peito é fundamental, tanto para os transexuais homens como para os transexuais mulheres. Os primeiros querem remover o "alto", os segundos ver crescer "as mamas". E quando o conseguem dizem que "foi o momento mais feliz da vida".

Patrícia iniciou o processo de mudança aos 20 anos, não precisou de colocar implantes, apenas "silicone nas bochechas". "Foi suficiente o tratamento hormonal. O dia mais feliz foi quando recebi a carta a convocar-me para a operação de mudança de sexo em Junho de 2008. Foi marcada para 21 de Outubro, mas o anestesista faltou. Chorei! Fui operada no dia 4 de Novembro", lembra a Patrícia. Escolheu o nome de uma colega de quem gostava muito. Faz espectáculos por todo o País e vai editar um disco. Espera o cartão de cidadão renovado.

Rute diz que era maria-rapaz nas brincadeiras, mas sempre adorou saltos. "Como sou muito alta, 1,82, é um bocado constrangedor. Mas eu uso, quero lá saber. A minha irmã tem a minha altura e também os usa." Mesmo que fique maior que o namorado.

Nasceu na África do Sul, veio criança para o Alentejo, ficou sem mãe aos sete anos. Foi sozinha ao médico de família, tinha 20 anos. "A médica estava mal informada e deu-me testosterona. Começaram a crescer pêlos." Era tudo o que a Rute não queria. Viu depois as consultas no Santa Maria na TV.

"Contei uma mentirinha. Disse aos meus irmãos e ao meu pai, que tem 73 anos, que tinha graves problemas hormonais e que os médicos tinham dito que o melhor era mudar o sexo. Os meus irmãos disseram que, se era melhor para mim, só tinha de seguir em frente", conta. E acrescenta: "Foi tudo muito rápido, também tinha muita vontade. Moro em Portalegre e nunca faltei a uma consulta [Lisboa]. Tive uma advogada oficiosa que se interessou pelo meu caso. Pôs uma cláusula a exigir que o meu acerto de nascimento fosse mudado." E os juízes do Tribunal de Portalegre não exigiram o exame de medicina legal, como fazem em Lisboa. Mudou o nome do BI em praticamente metade do tempo que costuma levar, entre oito e dez anos. Um nome que tirou à sorte numa caixa de sapatos com os que mais gostava. "Sou indecisa!", justifica.

Renata iniciou o processo há seis anos, tinha 18, e tem de esperar pelo menos mais um ano e meio. São as contas do João, há dez anos à espera de concluir o processo. "O juiz já ultrapassou o prazo para a leitura da sentença. Cabe-lhe ter o bom senso de dar uma resposta antes do início das férias legais, digo eu, cheio de esperança", informa.

João espera a sentença há três anos. Não pode concorrer no concurso nacional de professores. Como é que ia apresentar-se com um nome de mulher? Sobram-lhe os colégios privados e os contratos precários.

"Eu ando literalmente a pedinchar um trabalho. Engulo sapos todos os dias, mas decidi suspender a minha vida até ter a parte legal resolvida", acrescenta a Renata. Quer voltar à escola, para estudar artes.

O Pedro trabalha como técnico de apoio, mas foi colocado por uma empresa de trabalho temporário. Mais uma estratégia. A identidade é salvaguardada pelo mediador.

O Pedro iniciou o processo há nove anos, um ano depois de namorar com a actual companheira, professora. Falta-lhes a mudança de nome para se casarem e adoptarem uma criança. A inseminação artificial, também, não está posta de parte.

João fez uma faloplastia (ver gráfico). "É um processo longo e doloroso. Estamos muitas vezes de baixa. Também por isso é complicado conseguir a estabilidade laboral", diz. Um processo tão doloroso e pelo qual o João não quis passar. Nem a companheira o exigiu. Ficou com um micropénis.

"Jurei a mim própria que não ia morrer com a genitália com que nasci. Quando adormecia a chorar e pedia a Deus para mudar a minha identidade", conta Eduarda Santos, 51 anos, desempregada. É essa jura que mantém a vontade de fazer a cirurgia, embora saliente que o importante não é a mudança do sexo. "O que define o género de uma pessoa é a identidade com que se nasce e não a genitália. Uma pessoa quer fazer a cirurgia porque é transexual e não é transexual porque quer fazer a cirurgia", diz.

Vai contracorrente às pessoas e médicos do Santa Maria. "Um transexual que é transexual quer mudar o sexo!" É uma afirmação que se repete ao longo da reportagem.

Mas Eduarda exemplifica com a Lei de Identidade de Género espanhola que não obriga à mudança de sexo para alterar o género na identificação, basta o diagnóstico. Será esta a formulação da lei portuguesa, esclarece o deputado Miguel Vale de Almeida.

Eduarda sente-se mulher, o que só assumiu aos 40 anos. Sempre gostou de mulheres, casou-se e teve uma filha. É uma transexual lésbica, portanto. "Eu própria me questionava se era, mesmo, transexual. Pensava que poderia ser uma coisa de média idade."

Iniciou o processo há dez anos no Júlio de Matos e este ainda não transitou para o Hospital de Santa Maria. Começou o tratamento hormonal tarde e uma tromboflebite fê-la suspender a medicação. Os traços masculinos são evidentes, apesar do peito. Vive com a filha, de 27 anos, que a trata no género neutro. E partilha a casa com Lara. Vivem com grandes dificuldades financeiras.

Lara está na lista de espera para a cirurgia, mas os problemas de saúde têm-na impedido de concluir o processo, iniciado aos 29 anos. "Vou fazer uma cirurgia ao peito, mas não tenho sofrimento com a genitália. E acabamos por nos habituar, estou quase há 40 anos com este corpo", justifica. O órgão sexual não a tem impedido de ter relacionamentos. "Sempre com homens", sublinha.

Fez jornalismo, tem formação nessa área, design e artes, mas não lhe renovaram o contrato. O fim de uma relação amorosa transformou a alegria numa depressão, há seis anos. "Nunca mais fiquei bem!", diz. E acrescenta: "Há tanto sofrimento!"

Por CÉU NEVES - DN Portugal
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Anamara brinda com vereador transexual Leo Kret em boate na Bahia

Anamara brinda com vereador transexual em boate na Bahia

Ex-BBB apresentou-se em noitada gay em Salvador.

Na noite deste sábado, 22, a ex-BBB Anamara se apresenta na boate gay Off Club em Salvador. Antes de subir ao palco para animar o público, Maroca brindou com o vereador Leo Kret, transexual.

Uran  Rodrigues/-Divulgação

Anamara com o vereador transexual baiano Leo Kret em boate gay de Salvador

Do EGO

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129 transexuais esperam troca de sexo em hospital no Rio

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129 transexuais esperam troca de sexo em hospital no Rio

M. está tomando anabolizantes para engrossar a voz e ter mais características masculinas. Tem apenas 21 anos, e algo já está definido: nasceu mulher, mas quer ser homem.

"Acho que a voz engrossou só um pouquinho", diz ao urologista Eloísio Alexsandro, 39. "Você deve abrir os ouvidos para as mudanças", ele responde.

M. conta que a família já o chama pelo nome masculino, e não pelo da certidão de nascimento. "Isso é muito bom", segue, atencioso, Alexsandro.

Ele atende 129 transexuais inscritos num programa que dura cerca de dois anos e tem a cirurgia de transgenitalização (tecnicamente, a mudança da genitália) como ápice.

No programa, chamado Grupo de Atenção Integral à Saúde das Pessoas que Vivenciam a Transexualidade, M. é minoria. Dos 129 pacientes, 116 querem fazer a cirurgia para trocar o pênis por uma neovagina.

Às quartas-feiras, das 8h às 13h, Alexsandro recebe os pacientes no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, zona norte do Rio, o mais forte dos quatro centros (Rio, SP, Goiânia e Porto Alegre) que realizam o processo gratuitamente, pelo SUS, no país.

Às 11h, cabelos longos avermelhados, a longilínea J. entra no ambulatório. Foi operada em abril de 2009 e segue no programa -Alexsandro faz questão de saber se a nova genitália funciona bem, como vai a vida sexual da paciente, se está satisfeita com o resultado etc.

"Terminei com aquele, mas já tô namorando outro, doutor!", conta J.. "Não contei que sou trans. Disse que nasci hermafrodita e, por isso, meu nome na identidade é diferente."

O médico diz a ela que deve dar entrada no processo para mudar de nome e de gênero nos documentos. "É difícil, mas não vou desistir", diz ela.

J. é uma das 47 "trans" operadas primariamente (há outras 13 que passaram por correção em cirurgias feitas fora dali) no programa que Alexsandro criou em 2003, após fazer a cirurgia de transexualização a pedido judicial -uma "trans" lutava pelo direito da operação e conseguira naquele ano.

Processo holístico

Alexsandro liga para a namorada a fim de conferir em qual novela da Globo houve personagem transexual. "As Filhas da Mãe" (2001) teve Cláudia Raia como Ramon -ou Ramona, depois da cirurgia.

O médico também lembra de um caso na literatura. Em "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, Alexsandro acredita que Diadorim, vestida de homem para vingar uma morte, remete à questão. No cinema, gosta de "Glen or Glenda" (1953), de Ed Wood.

O interesse multidisciplinar é a base do programa de transexualização: antes da cirurgia, o paciente é atendido por endocrinologistas, psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais. "O papel fundamental dos psicólogos é na saúde mental.

"Quando chega a mim, não dá simplesmente para fazer a cirurgia e devolver. Não é industrial. Tem que ouvir histórias, participar, saber o momento. A questão é mais profunda, holística."

Sua experiência permite avaliar as transformações das transexuais no país. "Hoje, a transexual brasileira é mais exigente. Ela quer uma genitália que funcione, que permita usar um biquíni menor, que permita a depilaçãozinha tradicional brasileira. Tive que adaptar muita coisa do que aprendi para a demanda das pacientes", conclui.

Do Folha Online - Click PB
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Transexual brasileira participa de campanha de grife internacional

Uma grife internacional escolheu uma transexual brasileira Lea T. para participar da campanha de outono-inverno da marca.


Lea é a segunda à esquerda na foto da Givenchy

Segundo explicou o estilista Riccardo Tisci ao site especializado em moda Women Wears Daily, 'Ela sempre foi bem feminina: superfrágil, muito aristocrática. Ela é parte da família'. Lea T., que antes era conhecida como Leo, é assistente de Ricardo Tisci. Ela disse que não pretende seguir a carreira de modelo.

A campanha, que sairá na edição de julho da L’Uomo Vogue, foi fotografada por Mert Alas e Marcus Piggott, em Paris.

Do Correio da Bahia

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Entrevistar transexuais exigiu quebra de pré-conceitos, relata Caroline

Caroline Kleinübing
A repórter Caroline Kleinübing
acompanhou a transexual Júlia,
professora de música em Juiz de
Fora (Foto: Zé Paulo Cardeal)

A primeira pergunta que fiz quando pude conversar diretamente com uma transexual foi: "Tem alguma coisa que eu não deva te perguntar?". Saí de casa com essa dúvida e achei melhor sanar assim, logo de cara. A resposta foi: "Nada!". Num tom de quase desdém, a reposta - óbvia pra ela - esclareceu muitas coisas pra mim.

Automaticamente organizei meu pensamento de um modo diferente. Tive certeza de que o mundo dela não era o mundo das transexuais, era o meu mundo. O mesmo de todos. Porque afinal, as muitas diferenças, quaisquer que sejam, não poderiam segmentar os diferentes em mundos alternativos, mas deveriam nos ensinar a compartilhar para não nos sentirmos obrigados a conviver nesse mesmo mundo.

A resposta para minha primeira pergunta me fez acreditar que, estando inseridas na mesma realidade, ainda que com experiências tão diferentes, não haveria nada que eu não pudesse perguntar. Então perguntei tudo. Dúvidas minhas e dúvidas de todos. Sobre sua história pessoal, a descoberta interna e externa, a forma de encarar os outros na rua, na escola ou no supermercado. A briga para se sentir inteira e igual, as reações, os medos, as dificuldades. Ela soube me mostrar a forma como a sociedade encara essas questões de gênero e sexualidade enquanto a acompanhei, de ônibus, até o trabalho. Não precisei perguntar à Júlia sobre as vitórias, elas eram a síntese das respostas.

A naturalidade com que trato esse tema é proporcional ao que aprendi. Uma reportagem em que a maior motivação do personagem foi ter mudado os órgãos genitais na metade da vida é um desafio grande. E exigiu, desde o princípio, que eu limpasse todas as impressões que tinha, os conceitos pré-formados, a mistura do que se acha com o que se ouve falar para tentar sair do óbvio, que na maioria das vezes é cheio de estereótipos e peca por não mostrar a riqueza das exceções.

Encontrar a Júlia - e também a Kayla e a Thaiyss - e conhecer outras tantas que não foram ao ar no programa, foi o resultado de algumas noites tensas. É difícil eu me sentir nervosa, mas as visitas ao Hospital Universitário Pedro Ernesto me fizeram sentir. Tínhamos que trazer resultados que dependiam de mais do que boa vontade ou dedicação e que também não viriam através da insistência naquela situação. Eu precisava conhecer as pessoas certas, nos dias certos. E essas pessoas teriam que estar dispostas a fazer o que a Júlia fez. Falar de si própria sem nenhum pudor, para muito além da sala da sua casa. Isso tudo diante de uma série de restrições, impostas pelo Hospital, que impediam que documentássemos nossa busca e que tornavam inviável uma reportagem para a televisão. Ao menos aos moldes do Profissão Repórter.

Foram três visitas ao ambulatório, num intervalo de três meses. De cada uma delas vim embora com um número de telefone. Além de Juiz de Fora, fomos a Curitiba e Niterói. Acho que me comportei igual com as três, embora com cada uma delas a relação fosse diferente - porque os estágios do tratamento eram diferentes. Kayla ainda tem alguns anos pela frente para que possa se submeter à operação. Da última vez que conversei com Thaiyss ela era a primeira da fila; hoje está em casa, trabalhando, recuperada da operação que adequou seu órgão genital ao seu gênero pscicológico. Só Júlia está no Profissão Repórter da semana, mas as três foram responsáveis para que eu não tivesse vergonha de querer saber como fica o corpo depois dessa operação, pra poder ter plena certeza de que ficamos exatamente iguais. Guardadas as nossas diferenças.

Para quem quiser procurar ajuda médica:

Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
Serviço de Urulogia - Ambulatório de Urologia Reconstrutora
Atendimentos às quartas-feiras, das 8h às 13h
Consultas pode ser agendadas pelo (21) 2587-0000 e também pelo urolab@uerj.br



Do G1
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Chinês é preso por golpe em que se faz de 'noiva'

O chinês Wang Mou acabou atrás das grades após fingir ser mulher e ficar noiva de um homem...

Wang

E esta não foi a primeira vez em que Wang aplicou o golpe. Este ano, o chinês de 18 anos já foi oferecido para casamento três vezes se passando por mulher. O corpo bem magro e a fala mansa parecem estar confundindo os pretendentes na cidade de Zhoukou.

"Muita gente me confunde com mulher à primeira vista", disse Wang ao "Dahe Daily".

O primeiro "casamento" aconteceu em fevereiro, quando uma mulher que prometia emprego a Wang acabou vendendo o jovem como noiva a um homem por cerca de 1.500 reais.

"Ela me iludiu, mas consegui escapar e descobri naquilo uma forma de fazer algum dinheiro", relatou.

Então, com ajuda de um amigo, o trambiqueiro se ofereceu para casamento a um senhor que tinha reservado 3.000 reais para um matrimônio arranjado. Wang pegou o dinheiro e fugiu, antes de consumar o casório.

O trambiqueiro foi apresentando a outro marido em potencial, que também acabou desembolsando 3.000 reais por "ela". Fugiu novamente, mas acabou descoberto por mulheres da cidade, que perceberam que não se tratava de uma concorrente. Ainda usando o vestido de noiva rosa, Wang foi levado para uma delegacia.

Está preso em cadeia masculina. Lá terá generosas ofertas de casamento, provavelmente.

Do O Globo
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Arrombador é preso em flagrante usando lingerie

Jason Hanson

A polícia respondeu a uma denúncia de arrombamento em Oklahoma City (EUA) e encontrou uma cena inusitada: Jason Hanson estava usando várias peças do vestuário feminino - collant, espartilho e calcinha!

Também foram encontrados com Jason, de 39 anos, outras calcinhas, sutiãs e uma loção feminina.

De acordo com a polícia, o criminoso estava sob efeito de algum tipo droga. Ele foi facilmente dominado e levado para uma delegacia. Jason contou que conheceu um homem - que ele não tem a menor ideia de quem seja - em um posto de gasolina que lhe disse que ele poderia ficar na sua casa.

Do: O Globo

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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