Header Ads

Diferenças Iguais


Você sabe o que é um transgender?
Embora a grande maioria saiba que a mudança de sexo é o significado do termo transgender, nem sempre essa transformação acontece de forma perfeita, mas em certos casos, a alquimia fica tão irretocável que as diferenças não parecem iguais.
Encarei como um desafio realizar um trabalho de bondage num transgender.
E como costumo dizer que nessa vida só não morro de medo ou de parto, topei a parada e o resultado está nas fotos que ilustram esse artigo, dando um significado a todas as letras aqui escritas, porque se eu não tocasse no assunto o gato passaria por lebre.
Aonde esse ensaio pode chegar ainda é uma grande interrogação, e como dentro da minha cabeça existe uma ebulição de idéias fetichistas, um dia destes isso pode parar nas manchetes.
Conheço a modelo desse ensaio há muito tempo, talvez isso tenha contribuído para que houvesse a possibilidade de tal experiência. Já falei dela aqui mesmo numa matéria sobre a vida dos travestis e as dificuldades de conseguirem se afirmar numa sociedade hipócrita e preconceituosa.
Hipócrita? Por que não, se alguns homens têm relações sexuais com transexuais na calada da noite e são os primeiros a descer a lenha? Isso é hipocrisia, e não há outro significado.
Preconceito? Por que não, se as mulheres freqüentam salões de beleza e se derretem em elogios ao trabalho profissional de um travesti, mas nas conversas com as amigas acham um absurdo um homem se transformar em mulher?
Talvez todos precisem ser uma Roberta Close, arranjar um casamento com um europeu milionário, fazer uma operação de mudança de sexo, ganhar na justiça o direito de trocar de nome e, ainda ter uma música em sua homenagem.
Acho que se houvessem mais oportunidades a grande maioria não buscaria a prostituição para sobreviver, mas isso é uma matéria complexa e precisa ser discutida por pessoas com capacidade e liderança para tal, porém não me impede de ter apenas a minha própria opinião.
Dentro da cadeia fetichista o transformista já é um fetiche por aparência e atitude.
A leitura que faço do ensaio em questão está ligada a dois aspectos importantes: a vontade de realizar a fantasia e a identificação com fatos fetichistas no dia-a-dia.
Ser modelo de um site ou blog fetichista é um trabalho artístico como outro qualquer, existe um contrato profissional, discussão sobre o conteúdo e aceitação de ambas as partes.
Por outro lado, quando o desejo de posar é latente e de cunho totalmente pessoal, existe a satisfação do desejo realizado.
Como tenho a mente completamente aberta e nela jamais existiu lugar para preconceitos ou afins, apresento-vos Larissa. Em poses de bondage como qualquer modelo dos mais variados sites que existem por toda a rede.
Tal e qual um jogo dos sete erros, vale procurar defeitos ou acertos, tanto no fetiche quanto na modelo.

O mais importante nesse trabalho, como em qualquer outra exibição de uma imagem fetichista, é que consiga alcançar a sua proposta, ou seja, que desperte em alguém o efeito desejado. Para muitos um transexual amarrado e amordaçado não significa o objeto de seu desejo, porém, como o sol nasceu pra todos, sempre haverá quem faça desta cena um grande acontecimento, ou simplesmente, o impulso necessário para o começo de uma incrível aventura.
A Larissa queria posar para uma câmera envolta em cordas, em total perigo, como as meninas do Bound Brazil. Realizei sua fantasia com alegria e satisfação.
Fica aqui meu agradecimento por sua atitude, por gostar de bondage e ser o que é.
Valeu!

Nenhum comentário