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Transexual (correntista) é barrada na entrada do Itaú/Unibanco


A funcionária pública Vivian Meri Machado Filho, que pediu para não ser identificada pelo nome original, foi barrada na porta automática da agência do Itaú Unibanco, da avenida General Carneiro e acusou a gerente e um segurança do banco de preconceito, pelo fato de ser transexual. O caso ocorreu na tarde do último dia 30 e a vítima precisou acionar a Polícia Militar para conseguir entrar no banco e fazer um saque.

O problema de Vivian começou quando precisou se dirigir ao banco, da qual é cliente há oito anos, para sacar dinheiro. Ao chegar na agência, a porta-automática teria travado. O segurança chegou até Vivian e teria pedido para que ela retirasse todos seus pertences da bolsa, colocando-os no compartimento existente na porta. Inconformada, já que avisou ao segurança que não carregava nada de metal, ela disse que não abriria sua bolsa no meio da rua.

O segurança, então, teria chamado a gerente e novamente Vivian não concordou em abrir a bolsa, já que é cliente do banco e novamente teria informado que não portava nada de metal. A gerente teria dito que a correntista não entraria na agência. DaÍ eu chamei a polícia porque achei um absurdo. Ninguém tem que ver no meio da rua o que eu carrego na minha bolsa.

Ela informou que tem duas testemunhas que ouviram o segurança dizer: Não vou deixar entrar, nem sei se é homem ou mulher. Diante do ocorrido, garante ter sofrido preconceito e vai entrar na Justiça por ter sofrido constrangimento ilegal.

Itaú/Unibanco

A assessoria de imprensa do Itaú Unibanco informou apenas que as portas de segurança das agências do Itaú são travadas exclusivamente sob acionamento automático do detetor de metais e que apenas os vigilantes podem destravá-las. Não houve qualquer menção na resposta sobre a questão do preconceito.

Do Jornal Cruzeiro do Sul - publicada na edição de 10/10/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno A

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