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Um toque de masculinidade: Imitação de homem, não. É uma Butch!



Cabelos curtos, perfume masculino…
Camisa, calças largas, sorriso de menino.
Um olhar cheio de desejo…
Um jeito seguro de abraçá-la.
Palavras certeiras sussurradas ao ouvido.
Lábios delicados, uma pegada mais forte…

Não, ela não está sendo seduzida por um homem, e sim por uma mulher com jeitinho de menino.

A pele é macia, o toque é suave e cheio de atitude. As roupas escondem curvas que só sua amada sabe que existem…
É o jeito cavalheiro de ser que insiste em proteger sua mulher, em mimá-la, saciá-la

Ela é um moleque, que brinca, que atiça, que admira tudo o que há de feminino nas mulheres. Entre o casal não há comparação, competição, inveja. Há uma química que deixaria qualquer casal heterossexual boquiaberto.

A força da butch não vem da testosterona, vem da alma masculina, da vontade que ela tem em mostrar-se fortaleza. Ela sabe que sua menina não precisa de ninguém que a proteja, que a conduza, mas mesmo assim pratica o cavalheirismo por puro cuidado com sua amada.

Sua delicadeza mora nos detalhes, na compreensão das aflições que só as mulheres sentem em plena TPM, no jeito tímido-safado de se mostrar apaixonada, nas muitas canções dedicadas à mulher amada, nos infinitos bilhetinhos poéticos espalhados pela casa, no amor avassalador que só duas mulheres sabem sentir uma pela outra.

Seu jeito masculino não faz dela um homem e nem esse é o seu intuito. O corpo de um homem é muito diferente em diversos aspectos. A pele, o cheiro, a barba, o sexo, o cabelo, os músculos, a voz, as mãos, o jeito é completamente diferente de uma mulher. A butch sabe transitar muito bem entre o masculino de suas atitudes e o feminino do seu corpo. Ela tem consciência que seu sexo não se resume ao que há entre suas pernas, mas em cada parte do seu corpo e ao que sabe fazer com ele.

Ela é uma mulher, que brinca e vive sem precisar provar que é menino ou menina. Ela é o que é. Alma exposta, forte e frágil, que precisa superar tabus, quebrar regras sociais, enfrentar preconceito até mesmo de outras lésbicas não tão compreensivas. Ela aprendeu que a vaidade não está somente no batom vermelho, no salto alto, nos brincos e vestidos. Ela olha para o espelho e sabe bem o que lhe cai melhor.

Seu jeito não agrada a todas e ela nem espera por isso. Sabe que tem muita gente que gosta e que não a trocaria por nada nesse mundo. E é isso o que realmente importa.

por Silvia Kiss em Universo Butch- Via Parada Lésbica

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