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Coquetel de Loucuras


Nunca é fácil deduzir. Cada um sabe onde reside seu desejo secreto.
A dica contribui, e pode ser que tenha alguma interferência, pelo menos em ajudar a liberar pequenos momentos de doces loucuras que cada qual tem adormecido prestes a explodir.
Mas ninguém está interessado em escrever uma obra de Fellini. A idéia é transpor a linha imaginária entre o real e o abstrato, a fantasia e a lógica. Não é necessário chegar aos cinqüenta para cometer uma dessas loucuras, ainda que seja preciso ter bagagem pra tanto.
Daí o sujeito diz: sou o cara mais feliz do mundo. Tenho uma mulher linda, meiga e que topa tudo. Ela vai transar com uma amiga, eu vou assistir pelo buraco da fechadura e com uma câmera ligada gravando poderei assistir as cenas que perdi por falta de ângulo.
Verdade seja dita. Nove entre dez homens têm o fetiche de ver duas mulheres se comendo. Mas mesmo assim, negam veementemente serem fetichistas. Ok. Vá lá que eu acredite...
E esse mesmo cidadão que acha todos os fetichistas um bando de tarados malucos, gosta de ver esse tipo de cena e ainda por cima com o uso de lingeries, meias de seda e saltos. E os loucos somos nós.
Alguns analistas dirão que para ser considerado um fetichista o cara tem que admitir a dependência absoluta de sentir prazer com o que ele considera a sua preferência. Entra em cena a velha e conhecida teoria do feitiço, origem da palavra fetiche. Para muitos, ao estar enfeitiçado por alguma particularidade erótica, o individuo se apega a determinadas práticas.
Embora eu não tenha base didática para entrar nesse mérito, posso garantir que as pessoas que não admitem fazer uso de fantasias sempre que possível em suas relações resulta em pura falta de quorum. Se houvesse estariam sempre praticando.
Há algum mal nisso?
Outro amigo do facebook manda essa: “leio seu blog, gosto das matérias e queria experimentar o fetiche de bondage com minha namorada. Só que na hora dá uma trava. Não consigo imaginar como apresentar todo um aparato sem me denunciar por premeditação”.
Trazer pessoas não identificadas com assuntos fetichistas para dentro desse universo é complicado se não houver uma introdução decente. O melhor a fazer é tentar mostrar a fantasia aos poucos, sem muitos aparatos. Usar algemas que vendem em sex shops torna a brincadeira inocente e menos agressiva. Gosta de amordaçar? Use uma gravata, um lenço de seda, alguma coisa que não seja fita ou Ballgag.
Aos poucos a coisa toma forma e a chegada de cordas e outros materiais mais apelativos deve ser feita devagar, sempre buscando a participação da parceira de modo consensual.
As fantasias sexuais consideradas mais simples são mais fáceis de serem aceitas por pessoas de fora do contexto. Coisas mais complicadas necessitam de apelo pessoal para se tornarem efetivas. Como convencer a alguém que nunca teve tendência a ser masoquista que você é um sádico? Convenhamos brother, o caminho é bem mais espinhoso.
Só que ninguém está a salvo de tentar experimentar algo novo e toda loucura sadia deve ser perdoada. O negócio é não desistir.

Eu nunca desisto dos meus sonhos. Pode ser que não tenha condições de realizá-los nesta existência, quem sabe na próxima, mas sempre os deixo guardados para um dia tirá-los do armário, sacudir a poeira e fazê-los reviver.
Temos ou tivemos um dia fantasias no subconsciente. Publicáveis ou impublicáveis.
Pra encerrar uma historinha hilária, porém objetiva. Durante uma viagem a trabalho à Espanha há quinze anos, um amigo de Lisboa me confessou a sua fantasia: introduzir uma pastilha de sal de frutas na vagina da parceira. O camarada me jurou que o efeito era infalível, e ao começar a derreter no liquido vaginal da garota, a pastilha provocava um efeito e tanto.
Era tesão na certa!
Contestei: mas e se ela tentar arrancar a pastilha?
Ele disse: impossível. Eu ato-lhe as mãos.
A nossa conversa a partir desse dia foi muito proveitosa...

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