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Para testemunha, agressão a jovens na Avenida Paulista foi motivada por homofobia

O segurança de um prédio da Avenida Paulista que viu a agressão de cinco jovens - quatro menores e um maior de idade - no último domingo, disse que a violência foi motivada por homofobia. Fernandes prestou depoimento nesta sexta-feira no 5º Distrito Policial, na Aclimação. Imagens do jovem maior de idade batendo com lâmpadas fluorescentes na vítima foram registradas pelas câmeras de segurança de um prédio e divulgadas nesta sexta. As câmeras só não registraram o espancamento do jovem. O Ministério Público já requisitou as imagens.

Clique aqui e veja as imagens da agressão

As imagens mostram o segurança correndo para ajudar o rapaz agredido. Segundo o G1, ele perguntou aos jovens por que tinham agredido o rapaz.

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- Batemos porque ele é viado, foi o que eles me responderam. Aparentemente, foi preconceito - declarou o segurança.

O segurança disse que viu o jovem sendo agredido a socos e pontapés e foi intervir.

Após a divulgação das imagens, o advogado do rapaz, Orlando Machado, abandonou o caso.

- As imagens mostram uma versão diferente da que ele me contou - disse o advogado.

Segundo o advogado, o rapaz havia dito que agrediu a vítima porque teria recebido uma cantada.

De acordo com o delegado Renato Felisone, as imagens flagradas e o depoimento do segurança mostram que houve agressão deliberada, sem motivo aparente. O delegado disse que a agressão pode ser entendida até como uma tentativa de homicídio.

- As imagens mostram que rapaz foi agredido de forma gratuita pelos jovens - disse o delegado.

As imagens divulgadas pela polícia mostram os três amigos andando e um grupo de cinco rapazes se aproximando em sentido contrário. Um dos cinco estava com duas lâmpadas fluorescentes na mão.( TV Globo: veja imagens da agressão )

Em determinado momento, sem qualquer motivo aparente, o rapaz deixa o grupo e acerta uma das lâmpadas no rosto de um dos três amigos. Em seguida, utiliza a outra lâmpada em um novo golpe.

O jovem agredido revida e começa a briga, que só foi contida depois da interferência de um segurança. Nesta tarde, o vigia Rafael Fernandes foi ouvido e disse que o garoto que aparece nas imagens agredindo uma das vítimas com uma lâmpada fluorescente é provavelmente um dos menores apreendidos pela Polícia Militar.

Os cinco agressores - quatro menores e um jovem de 19 anos - chegaram a ser presos, mas já estão em liberdade. O maior deve responder por lesão corporal e formação de quadrilha. Os outros quatro adolescentes podem cumprir medidas socioeducativas caso sejam considerados culpados.

O estudante agredido tem 23 anos e ficou com o rosto bastante machucado. Segundo informações da polícia, os agressores são de classe média e não têm a cabeça raspada - característica dos skinheads.

- Ele (o agressor) deu um grito para chamar nossa atenção e quando olhei ele lançou a lâmpada no meu rosto - diz a vítima.

A agressão, segundo as imagens, começou com o golpe de duas lâmpadas. Em seguida, com a reação, houve a briga, com chutes e murros.

Os menores agressores têm entre 16 e 17 anos. A mãe de um deles disse que não acreditava na versão das vítimas e que os adolescentes estavam 'todos chorando, desesperados' e que as vítimas são maiores de idade.

O delegado Renato Felizoni disse que mesmo condenados, os agressores não devem ficar presos e cumprir a pena em liberdade, pois são menores de idade e primários.

Os acusados estudam num colégio particular nas imediações do local das agressões.

Do O Globo

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