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Professora transexual, Marina Reidel, recebe prêmio por trabalho contra a homofobia escolar


Quando tinha 11 anos e estudava na 5ª série de um colégio público da Capital, Michelle Azevedo acompanhou seu professor de Artes mudar o nome de Mário para Marina e substituir as calças por vestidos. Esta semana, passados quatro anos da transformação, a aluna e seus colegas da Escola Estadual Rio de Janeiro vibraram com um prêmio nacional de combate à homofobia à educadora.

Marina Reidel

A distinção foi concedida pela ONG internacional Global Alliance for LGBT Education — Aliança Global pela Educação LGBT (termo utilizado para referir lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) — e deu destaque à história pessoal do professor que virou professora no meio do ano letivo. O prêmio Educando para a Diversidade Sexual, recebido por Marina Reidel na terça-feira, em Brasília, deve-se ao trabalho Diga Não à Homofobia Escolar. Realizado há cerca de dois anos na escola do bairro Cidade Baixa, o projeto estimula as discussões sobre a tolerância sexual enfocando experiências práticas e relacionando o tema à religião, à cidadania e aos direitos humanos.


— Sou do Interior. Por muito tempo, tive de me esconder, apesar de sempre ter sido respeitada pelo meu trabalho. Mas quando as leis começaram a ir a nosso favor, e os movimentos sociais se fortaleceram, tomei coragem, parei de me esconder. Soltei as asas — comemora Marina, 40 anos, professora de Artes e de Ética e Cidadania para turmas de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental.

Do Zero Hora

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