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Preconceito e falta de respeito mudam rotina de transexual

O ex-transexual Fernando Siqueira da Silva (27), que há cinco anos possui uma união estável com o cabeleireiro Eduardo Oliveira Jorge (24), afirma que o preconceito e a falta de respeito mudaram totalmente a sua vida.

Fernando, que estava lutando na Justiça para trocar o seu nome para Raysla Salles, decidiu não ser mais transexual e permanecer com o nome Fernando. "Após vários preconceitos, falta de respeito e julgamentos incorretos, decidi não ser mais a transexual Raysla Salles. O comportamento da sociedade, como piadas preconceituosas, cochichos nos corredores, as exclusões em atividades e dentro da própria sociedade, agressões físicas têm impacto direto na autoestima", desabafa o cabeleireiro.

Fernando (Rhaysla - foto abaixo) venceu o concurso de Miss Gay 2007 de Uberaba
Fernando lembra que ficou três anos como transexual. Ele aplicou 355 ml de silicone em cada peito, fez aplique de mega hair, usava roupas femininas, ou seja, se caracterizava de mulher 24 horas. "Hoje sou o Fernando, tirei os silicones, o mega hair, adoro maquiagem, porém hoje não uso mais e me visto como homem. É necessário trabalhar os direitos humanos para evitar a discriminação e o preconceito. A sociedade vive de aparência, a sociedade não se respeita. Quando eu era transexual, homens casados me cantavam. Em Uberaba há várias pessoas que afirmam ser homens, casados, homens de renome, mas, possuem o seu lado feminino, e de madrugada procuram os transexuais", revela.

"As pessoas julgam mal o transexual. Elas pensam que toda transexual vive fazendo programa, o que não é verdade. A sociedade sente mais confiança no homossexual assumido, o Fernando Siqueira da Silva, do que na transexual Raysla Salles. Recebia muitas ligações em meu salão, eram cantadas diárias. Todos, homens casados", finaliza.

Do Jornal de Uberaba

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