Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

STJ adia decisão sobre união estável de casal gay

Pedido de vista do ministro Raul Araújo adiou nesta quarta-feira (23) uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o reconhecimento de união estável de um casal homossexual do Rio Grande do Sul. Após a separação do casal, um dos parceiros pediu partilha de bens. O caso é pioneiro e pode mudar o entendimento da Justiça sobre os relacionamentos entre gays.

O STJ não reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Caso esse tipo de relacionamento seja validado pelo tribunal, cria-se um precedente que poderá ser seguido pelas instâncias inferiores em situações semelhantes.

Dessa forma, casais gays poderão ter reconhecidos na Justiça direitos que antes eram garantidos apenas a casais heterossexuais, como direito a herança e partilha de bens adquiridos durante a convivência.

O autor da ação afirma ter vivido por 11 anos com o parceiro, entre 1993 e 2004. Terminado o relacionamento, ele pediu a partilha dos bens e o pagamento de pensão, alegando que dependia financeiramente do parceiro durante o relacionamento.


Segundo o autor, durante os anos de convivência, o casal adquiriu bens que foram registrados apenas no nome do parceiro. Na primeira instância, a Justiça reconheceu a união estável e determinou a partilha dos bens adquiridos durante a convivência, além de fixar pensão de R$ 1.000 até a divisão dos bens.

Ao analisar recurso, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) derrubou a obrigação do pagamento de pensão, mas manteve o reconhecimento da união. O autor da ação relata que era dependente do cartão de crédito do parceiro, beneficiário de um seguro de vida em nome dos dois.

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, votou a favor do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo. Segundo ela, desde que haja estabilidade no relacionamento, vale a premissa de que não é necessário comprovar quem adquiriu os bens para que seja feita a partilha.

A ministra ressaltou que a lei não regulamenta relações afetivas entre pessoas do mesmo sexo e afirmou que, mesmo na ausência de normas, o direito precisa garantir os direitos fundamentais.

“Enquanto a norma não se amolda à realidade, é dever do juiz emprestar efeitos jurídicos adequados a relações já existentes, a fim de evitar a velada permissão conferida pelo silêncio da lei. A ausência de previsão legal jamais pode servir de pretexto para decisões omissas ou ainda calcadas em raciocínios preconceituosos, evitando, assim, que seja negado o direito à felicidade da pessoa humana”, afirmou a relatora do caso.

Antes de ser suspenso o julgamento, quatro ministros votaram a favor do reconhecimento da união estável entre parceiros homossexuais e apenas dois contra. “As relações homossexuais precisam ser retiradas da marginalidade jurídica e do olhar preconceituoso da sociedade. Eles [homossexuais] não querem ser sócios; querem formar uma família”, afirmou o ministro João Otávio de Noronha.

O ministro Raul Araújo, responsável pelo pedido de vista, não tem prazo para levar o processo novamente ao plenário. Ele já pediu vista em outro processo semelhante, de relatoria do ministro João Otávio Noronha.

Do G1 - Via: Portal ORM

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Fabiola Ranhanes Passa Sua Faixa Nesta Sexta-Feira no Concurso da Rainha Gay

Um evento que faz parte da programação oficial do carnaval de Paranaguá, litoral paranaense, promete agitar o clube Diesel. Em sua 28ª edição, o concurso Rainha Gay de Paranaguá atrai participantes e espectadores de fora do estado. Quem passará a faixa é a atual Rainha Gay, Fabiola Ranhanes, da Borda do Campo, São José dos Pinhais.

Com 12 candidatas este ano, a vencedora além de faixa, da coroa, presentes e prêmio em dinheiro, ainda desfila no cortejo real nas atividades da programação do carnaval de Paranaguá. A primeira atividade da nova rainha será estar no palco no show de Daniela Mercury que acontece no dia seguinte, sábado, 26, em Paranaguá, abrindo oficialmente a folia de momo na cidade. O evento ainda presta homenagem a três participantes do ano passado que faleceram: Giovanna Baby, Branda Brasil e Julie Lestat (Rainha em 2008).


Da Revista Lado A
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Sexualidade: A terceira via à chinesa

Num país que descriminalizou a homossexualidade em 1997 e deixou de a considerar, oficialmente, uma doença mental há dez anos, continua a ser mais fácil não sair do armário do que assumir a sexualidade - ainda que se estime haver cerca de 40 milhões de homossexuais na China.

Mas uma nova geração de chineses parece ter encontrado uma solução de compromisso: o casamento entre um gay e uma lésbica. E os potenciais noivos já se podem encontrar em eventos próprios.

Em Xangai, considerada a cidade mais liberal e progressista da China, não faltam bares gay nem quem ostente publicamente a sua preferência sexual. Só que assumir para os amigos ou para estranhos é uma coisa - para a família, é outra. Casar e ter filhos não é um direito, é uma obrigação. Sobretudo para aqueles que são os herdeiros da geração que viveu e protagonizou a Revolução Cultural (1966-1976), e que seria a pioneira da política do filho único, implementada após a morte de Mao Tsé-tung.

Segundo a sexóloga Li Yinhe, citada pela revista Slate, 80% dos homossexuais chineses casam-se com heterossexuais. Esta tem sido a forma encontrada para contentar os progenitores e torná-los avós, numa sociedade em que a família ainda é, verdadeiramente, um pilar. A pressão para formar família é tal que, na China, as mulheres solteiras com mais de 27 anos não são chamadas tias : são chamadas restos ...

A fórmula perfeita
Para evitar este cenário de casamentos infelizes e vidas duplas mas, ao mesmo tempo, não dar aos pais o desgosto de o seu único filho assumir a sua homossexualidade, começaram a ser organizadas feiras de falsos casamentos nas grandes cidades chinesas, como Xangai. São reuniões discretas, em que gays e lésbicas tentam encontrar no sexo oposto o seu par. Ambas as partes sabem que a união será uma fachada. É a fórmula perfeita.

Fen Ye, de 30 anos, homossexual casado com uma lésbica, explicou à Slate a importância destes casamentos: «No teu trabalho, na tua vida social e nas reuniões de família, tens de levar alguém. Todos esperavam que me casasse. A cerimónia foi como uma tarefa que eu tinha de cumprir». Ele e a mulher já falaram em ter um filho. «Para ter um bebé, talvez tentemos a inseminação artificial», diz Fen, que deixou claro que não existe vida sexual entre ele e a mulher. E que assegura que, se for pai, sairá do armário para o seu filho.

Do Sol

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Exército vai pagar pensão a companheiro de um capitão em MG

Em decisão inédita, a Justiça Federal em Juiz de Fora, Minas Gerais, determinou o pagamento de pensão militar ao aposentado José Américo Grippi, 66, que viveu 36 anos com o ex-capitão do Exército Darci Oliveira Dutra, falecido há 12 anos. José Américo, residente em Juiz de Fora, vai receber um terço do benefício a partir do mês que vem, informou o advogado dele, Luciano Dutra Pironi. ´É uma vitória da Justiça, que mostra evolução ao reconhecer uma união homoafetiva estável e ver que os direitos são iguais`, afirmou Pironi.

É a segunda ação ajuizada por José Américo. Na primeira, de inventário na área cível, com decisão há quatro anos, ele conseguiu se tornar meeiro dos bens deixados por Darci. Propriedades como fazenda, apartamento, carro e outros bens tinham ficado em poder de duas irmãs do ex-capitão. Na nova ação, José Américo procurou o Exército. Segundo Pironi, o aposentado ´foi desestimulado logo de cara, embora não tenha desanimado`. Os advogados se basearam na sentença da 7ª Vara Cível de Juiz de Fora, que o declarou meeiro. ´As irmãs do ex-capitão estavam recebendo o benefício integral, enquanto José Américo e Darci construíram um patrimônio juntos`, explica o advogado.

A decisão satisfez o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis. ´É uma luz no fim do túnel, um avanço, ainda mais se tratando do Exército, que mantém um código proibindo a 'pederastia' nos seus quadros. Com a decisão, a instituição reconhece uma união homoafetiva estável`, disse. Para ele, o Brasil está na contramão de países como os Estados Unidos, que aboliram a política do ´não pergunte, não responda`, o que inibia o alistamento dos gays. ´Em comparação aos heterossexuais, os homossexuais têm 78 direitos negados, inclusive o de servir o Exército.`
"Fui à Justiça para conseguir o meu direito de cidadão", disse José Américo Grippi que vibrou com o entendimento do Judiciário sobre seus direitos.
O presidente do Movimento Gay de Minas, Marco Trajano, gostou da decisão. Ele espera que as medidas motivem os deputados a votar o projeto de lei parado há décadas para equiparar direitos de homossexuais a de heterossexuais.Entre eles, o casamento civil - ´a palavra é casamento, sim, sem ser religioso`, faz questão de frisar -, mudança de estado civil nos documentos, adoção de crianças, direito a pensão e partilha do patrimônio`. A reportagem fez contato com o Exército via telefone e e-mail, mas, até o fechamento da edição, não obteve resposta.

Adiamento

O Superior Tribunal de Justiça adiou ontem, sem data marcada para a retomada da votação, o julgamento do processo que reconhece de maneira explícita, pela primeira vez, a união estável entre homossexuais. O placar provisório é de quatro votos a favor do reconhecimento e dois contra. Outros quatro ministros ainda devem se manifestar. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Raul Araújo Filho. ´As uniões de pessoas do mesmo sexo podem ser consideradas como entidades familiares`, diz a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, que defendeu a equiparação das uniões homoafetivas às heterossexuais.

Do Diário de Pernambuco
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Hotéis gay investigados por descriminação sexual

As unidades hoteleiras inglesas que aceitam exclusivamente homossexuais estão a ser investigadas pela Equality and Human Rights Commission (Comissão de Igualdade e Direitos Humanos). Em causa estão actos discriminatórios contra casais heterossexuais.

A instituição financiada pelo governo britânico está a investigar se os hotéis que apenas aceitem homossexuais violam novas regras que pretendiam evitar tratamentos diferenciados na aquisição de bens e serviços.

De acordo com o The Telegraph, estas normativas serviram para declarar caulpado um casal cristãodono de um albergue em Cornwall por proibirem um casal gay de ficar junto num quarto duplo.

A Comissão, que apoiou aquela decisão, procura agora um «equilibrio objectivo» que impeça também a exclusão de heterossexuais de hotéis gay-only , referindo que ainda não recebeu qualquer queixa a este nível.

Contudo, os espaços que têm como público-alvo casais do mesmo sexo temem que a nova lei represente a ruína do negócio.

Para John Bellamy, dono de um espaço onde de acordo com um anúncio «o vestuário é opcional», a nova lei «é uma espada de dois gumes».

As unidades detidas por cristão foram as primeiras a serem fiscalizadas, mas a Comissão está atenta «aos estabelecimentos gay-only e a políticas potencialmente discriminatórias a casais heterossexuais que alguns desses espaços possam praticar».

Do: SOL

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"Não existe lado bom em ser transexual", diz modelo Lea T.

Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (20), a modelo transexual Lea T. conversou com a jornalista Renata Ceribelli e falou sobre o fato de ser uma pessoa "diferente". Para ela, sua atual condição não é 100% positiva. "Não existe lado bom em ser transexual, eu não vejo. Sou penalizada em tudo. Nao é uma coisa gostosa. É remédio, rerapia, preconceito. Mas tenho minha vida sem pensar nisso, meus momentos de felicidade", disse.

A modelo, filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, disse que na infância se sentia como menino, mas que hoje se lembra de alguns fatores que dariam indícios para sua transformação. "Gostava de mexer nas bonecas da minha irmã. Eu era afeminado, mas não percebia, era uma coisa natural", comentou.


Lea T. diz que pretende fazer a operação de mudança de sexo

Lea explicou que antes de iniciar seu processo de transformação não namorou ninguém. "Não namorava, porque eu era homem e para sair com homem eu tinha que me assumir gay. A transexual não quer sair com gay, ela se vê como mulher e quer sair com homem", pontuou.

Depois de muita terapia, Lea decidiu contar para a família e lembrou que a revelação não foi fácil. "Houve muito choro. Meu pai mudou muito. Em coisas que ele era mais duro comigo, ele se tornou mais doce", disse.

Para obter o corpo de mulher, Lea disse que toma hormônios femininos. "A pele muda, o cabelo crece, os seios crescem um pouco", comentou. A única coisa que falta para ela se sentir completamente feliz consigo é a cirurgia de mudança de sexo, que ela disse estar em seus planos, embora não faça previsões de quando acontecerá.

Do Terra

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Uma puta mulher ou uma mulher puta


Puta nem sempre é puta no sentido lato do termo, vejam a definição do dicinário Hoauiss:
n substantivo feminino
Uso: tabuísmo.
1 m.q. prostituta
2 Uso: pejorativo.
qualquer mulher lúbrica que se entregue à libertinagem
n adjetivo de dois gêneros (dois números)
3 Regionalismo: Brasil. Uso: tabuísmo.
termo que se emprega antepositivamente como hiperbolizante, no sentido de 'grande, enorme, fantástico, excelente, sensacional' etc.
Ex.:Elelevou dois puta abraços;deu uma puta festa de aniversário;ele é um puta amigo;fazíamos umas putas farras em Salvador;

Viram, agora vejam:
Você pode sair com uma puta de uma mulher ou com uma mulher puta; ter um puta amigo ou um amigo filho da puta; pode fazer umas putas farras em Salvador e convidar várias putas para a festa, que pode acabar em uma puta confusão e logo um filho da puta chama a polícia, que prende as putas e deixa todo mundo puto.

Portanto prestem uma puta atenção quando forem usar o tabuísmo puta, pois podem arrumar uma puta confusão se confundirem uma puta mulher com uma mulher puta, ou um puta amigo com um bem filho da puta. Agora vou falar com meu filho que chegou do Engenhão com uma puta dor de corno pela puta humilhação sofrida pelo seu FLORminenC frente ao Boavista, o Barcelona de Bacaxá...eu falando em puta e ele chega praguejando: time filho da puta!
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STJ decide se as regras do direito de família podem ser aplicadas a casais gays

untitled O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide nesta quarta-feira se as regras do direito de família podem ser aplicadas a casais gays. Apesar de a Justiça brasileira, em todas as instâncias, cada vez mais reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, o tema ainda carece de uma jurisprudência mais clara. Em muitos processos envolvendo relacionamento de pessoas do mesmo sexo, a união homossexual tem sido reconhecida como sociedade e não como família, por isso o julgamento de amanhã pode consolidar a posição da Justiça brasileira em torno do assunto.

O caso envolve um homem que se separou de seu parceiro depois de 11 anos de vida em comum. Ele ganhou na primeira instância da Vara de Família da Justiça gaúcha o direito à partilha do patrimônio do casal, todo registrado em nome do ex-companheiro, e o direito ao pagamento de pensão alimentícia. Em recurso ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a pensão alimentícia foi suspensa e a divisão de bens mantida, no entanto, o parceiro que foi obrigado a dividir o patrimônio de bens recorreu.

Sua defesa alega que a decisão do TJRS viola artigos do Código Civil que reconhecem a união estável apenas como homem e mulher e também os que tratam de sociedade de fato. O recurso quer que o STJ declare a incompetência da Vara de Família para o caso e solicita que os bens sejam partilhados conforme demonstrada a contribuição efetiva de cada parceiro. O nome dos envolvidos na ação é sigiloso.

Em razão da relevância do tema, o caso vai ser julgado por um colegiado de 10 ministros responsáveis por todos os casos relativos a Direito de Família e Direito Privado. Segundo o STJ, esse processo foi remetido a tal colegiado para uniformizar o entendimento da corte superior sobre o assunto e criar uma jurisprudência consolidada a respeito em todas as turmas da corte. O processo é relatado pela ministra Nancy Andrighi, que em outros casos já se mostrou favorável ao reconhecimento da união homossexual à luz do direito de família.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, a Justiça como um todo precisa entender que a união gay não é um negócio, sujeito às regras de constituição de sociedade. “A união gay não é uma mera junção de interesses financeiros.” Segundo ele, em várias instância a Justiça, para não reconhecer que existem famílias homossexuais, fica “dourando a pílula” e tratando o assunto como se fosse puramente financeiro. “Apesar de as dificuldades que ainda existem, a justiça vem dando decisões favoráveis à nossa causa. Vamos continuar na batalha, pois queremos o reconhecimento de nossos direitos civis”, afirma Toni Reis.


Adoção enfrenta entrave

Em Minas Gerais, um médico e professor universitário de 59 anos briga na Justiça para conseguir regularizar a adoção de um menor que vive sob sua guarda desde 2007. Vivendo há 30 anos uma união gay, Paulo Mourão iniciou em 2007 um processo de adoção de um menor em Coronel Fabriciano, Vale do Aço. No ano passado, depois de um estudo social sobre a situação do menino na família, a Justiça local deferiu o pedido de adoção, mas manteve os vínculos do menor com a mãe biológica. “Uma família não precisa necessariamente ter uma figura materna”, disse ele.

De acordo com o médico, esse foi o argumento usado pela Justiça de Fabriciano para manter o vínculo do menor com a mãe. Com essa decisão, o nome da mãe do menino, com que o pai adotivo nunca se encontrou, continua na certidão de nascimento do menor e nada pode ser feito sem o seu consentimento da Justiça. “Meu filho tem um pai adotivo e mãe biológica, que sequer se conhecem.”

Ele afirma que “curiosamente”, três das irmãs de seu filho foram adotadas na mesma comarca e em todos os processos a mãe biológica foi destituída dos seus poderes sobre as filhas. “Ou seja, a mesma mãe foi tratada de uma maneira nos processos de adoção por casais heterossexuais e de outra no processo de adoção por um homem solteiro e declaradamente homossexual. Isso é uma demonstração flagrante de preconceito e discriminação”, reclama Mourão, que mora no Rio de Janeiro com o companheiro e o filho.

Segundo ele, além dos problemas de ordem prática, como, por exemplo, não poder viajar para o exterior sem a autorização da Justiça, porque não detém a exclusividade sobre a guarda da criança, a decisão ainda traz problemas de ordem emocional. “Nosso filho ficou abalado com essa decisão. Ele não quer mais contato com a mãe nem com a família biológica.” O caso de Mourão tramita no Tribunal de Justiça de Minas Gerais em sigilo. A expectativa do médico é que o julgamento ocorra até agosto

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Suzy Rêgo volta à Globo na próxima novela das sete pesando 80 quilos

Morena de curvas esculturais, musa dos anos 80, com direito a páginas na “Playboy”, Suzy Rêgo não é mais a mesma. Só que ela não está nem aí para os seus 80 quilos. Ainda mais porque eles foram seu passaporte para “Morde & assopra”, próxima novelas das sete, que estreia em março.

— Quando disse a Rosane Quintaes (produtora de elenco) que estava fazendo dieta, ela disparou: “Eu quero que você pare. Sua personagem é uma atriz fora de forma e precisamos realmente que esteja acima do peso”. Foi a primeira vez na vida que alguém me pediu isso — diverte-se Suzy, de 43 anos, intérprete de Duda Aguiar, atriz divorciada, sem emprego, que vai a um spa perder peso para posar nua. Acaba envolvida em tráfico de chocolates e engorda mais.

Suzy faz questão de explicar o motivo da fofurice.

— Há um ano e meio sou mãe de Marco e Massimo. Para uma gravidez de gêmeos até que não engordei muito, foram 14 quilos. Só que antes do processo já estava dez quilos acima do meu peso, por safadeza mesmo, e ganhei mais dez com o tratamento para engravidar. Cheguei a pesar 104 quilos. Mas quer saber? Faria tudo novamente — afirma.

Com gêmeos em casa, a atriz foi bater à porta das emissoras em busca de trabalho, após seis meses de ter dado à luz:

— Dizia estar apta para trabalhar, disponível e que, além de gostar, precisava voltar porque agora a quantidade de leite e fralda é enorme e ficou tudo nas costas do meu marido (o ator Fernando Vieira).

Há cinco anos longe das novelas (ela fez “Paixões proibidas”, na Band, em 2006) e 11 fora da Globo (seu último trabalho lá foi “Era uma vez” em 1998), Suzy comemora o retorno.

— É muito bom reencontrar colegas, fazer novos e ter o direito de trabalhar gordinha (risos) — brinca.

Fonte: Extra.

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Travestis lutam por respeito e oportunidade de emprego

“Meu nome é Rebeca”. “Mas você é menino e eu vou continuar lhe chamando de João”. O diálogo, curto, mas revelador, tem como cenário a cantina da Caern. Rebeca Brandão, de 31 anos – ou João Maria, como está grafado em sua carteira de identidade – tem olhos castanhos claros, cabelos grandes, formas femininas e dois nomes. O muro da Caern é um divisor. No local de trabalho, é chamado pelos colegas de João, apesar de não gostar muito do nome. Já para além dos domínios de sua profissão, não resta dúvidas: “Meu nome é Rebeca”, garante.

Rebeca conseguiu conquistar o respeito dos colegas de trabalho, mas confessa que ainda é assediada em ônibus e no meio da rua

Apesar do aparente conflito, não há hostilidade na relação de Rebeca/João com colegas de trabalho e clientes na cantina, onde ela trabalha ajudando na cozinha. Pelo contrário, a convivência estabeleceu uma relação de afeto e todos se respeitam. Mas essa é uma exceção. O cotidiano de travestis, e outras minorias sexuais, é marcado por um embate constante contra o preconceito e a não aceitação. Nesse sentido, a questão do nome é exemplar.

Durante a semana, a governadora Rosalba Ciarlini vetou projeto do deputado Fernando Mineiro (PT), onde os travestis teriam de ser chamados pelo “nome social” em documentos de identificação em repartições públicas. Pelo projeto, João seria Rebeca. O texto do veto reconhece a importância da lei em “oferecer maior grau de bem-estar social a integrantes de minorias sexuais”, mas afirma ser a lei inconstitucional. Independente de discutir quem está com a razão, é importante perceber como a questão do nome traz embutida uma série de outros constrangimentos aos quais as travestis são expostos no dia-a-dia.

A imagem da* travesti é comumente relacionada à prostituição. Essa ligação tem um pé na realidade: muitas travestis se prostituem. Contudo, esse dado precisa obrigatoriamente ser acompanhado de outro, tão importante quanto. É difícil, para a travesti, encontrar espaço no mercado de trabalho. O preconceito, embora nem sempre explícito, é real. Aquelas que conseguem transpor essa barreira também tem um destino traçado. Com raríssimas exceções, tornam-se cabeleireiras, diaristas e cozinheiras. Rebeca é cozinheira e diarista. Amanda Richelli, 36 anos, é cabeleireira. Mas antes disso. muitas precisou “trabalhar na rua” para sobreviver.

Hoje, Amanda atende em casa, no seu próprio salão de beleza, uma clientela variada. Senhoras de meia idade, moças, rapazes. A relação com os clientes é tranqüila. Mas ela não esconde o passado. Por cerca de 10 anos, recorreu à prostituição. Nesse meio tempo, morou na Itália, onde conseguiu juntar o dinheiro necessário para montar o seu próprio negócio. “Antes disso, eu tentei ser recepcionista, telefonista, trabalhar em loja. Mas, “coincidentemente”, nunca havia vaga. O preconceito é sempre escondido, até porque as pessoas têm medo de travesti”, diz Amanda.

De volta ao Brasil, ela não se furta a freqüentar os mesmos espaços das demais pessoas. “Eles têm que me engolir. Eu vou ao shopping, ao bar, à igreja. Às vezes, escuto umas piadinhas. Quando estou de bom humor, não digo nada. Mas, às vezes, respondo”, declara. Esse é um dado importante. Travestis, e outras minorias, relacionadas ou não com a sexualidade, costumam freqüentar guetos. São bares, boates, enfim, locais públicos onde somente pessoas de determinada “tribo” se encontram. Fora dessas ilhas, a vida nem sempre é fácil. “Na igreja, eu costumo ouvir cochichos, risinhos e ver pessoas apontando. Mas eu sou uma pessoa religiosa e não vou deixar de freqüentar por conta disso”, relata.

Rebeca conta que “costuma sofrer maior assédio em ônibus e no meio da rua”. Ao contrário de Amanda, ela não costuma responder e admite ficar angustiada ao ouvir piadas e ironias quando divide espaço com demais pessoas. Já Amanda conta sentir raiva. “Angústia não. Eu sinto raiva, pena. Sofri bastante para conseguir ser o que eu sou. Em casa, coloquei primeiro um brinco, depois o outro, fui me vestindo. Hoje não tenho problema em ser o que sou. O mundo vai ter que me engolir”, enfatiza.

* Os dicionários mandam utilizar o artigo no masculino quando se trata de “travestis homens”, por ser um substantivo comum de dois gêneros. Contudo, durante as entrevistas, os personagens preferiram ser tratados com artigos no feminino e a reportagem resolveu transpor a preferência para o texto como forma de respeitar essa posição, apesar de ser contrária à regra.

Questão de linguagem

A palavra é um ponto fundamental nessa discussão. Pode parecer um detalhe, mas não é. Ao longo dos anos, os movimentos sociais que lutam contra o preconceito sexual, empreenderam um esforço para colocar em desuso certas denominações, como é o caso de “homossexualismo”. O termo denota, através do sufixo “ismo”, doença. Em seu lugar foi adotado “homossexualidade”, que expressa comportamento. Dentro desse contexto, ser chamado pelo nome que escolheu é considerado um direito adquirido.

Amanda e Rebeca, por exemplo, além de se vestir como mulheres, têm formas femininas: cabelos compridos e seios, por exemplo. Para isso, fizeram tratamento com hormônios e Rebeca também pôs silicone. Chamá-las pelo nome grafado na carteira de identidade é visivelmente constrangedor. Amanda Richeli sequer revela o nome de batismo. “Tem um apelido que só a minha mãe chama. Ela chama porque é a minha mãe e eu não me incomodo, mas não digo meu nome da carteira de identidade para mais ninguém”, afirma.

Para o professor de Ciências Sociais, Alípio de Sousa Filho, que também é editor da Revista Bagoas, da UFRN, sobre estudos acerca da sexualidade, a possibilidade de ser chamado pelo nome escolhido é a conquista de um direito fundamental. “É condição indigna ser obrigado a portar nome que não coincide com sua identificação social de gênero, a partir de escolha feita pelo próprio indivíduo”, explica Alípio.

Os nomes demarcam um ponto controverso nessa discussão. Afinal, o que se costuma chamar de “orientação sexual” ou “opção sexual” está relacionado à prática sexual, ao gênero, à identidade ou que outra variável? Temos o caso de Rebeca como exemplo. Ela afirma namorar um rapaz de 20 anos. Não é um relacionamento público. Quando perguntada sobre a orientação sexual do seu namorado, Rebeca é taxativa: “Ele é homem, é heterossexual”. O namorado de Rebeca acha a mesma coisa e a opinião dos dois pode causar alguma estranheza.

Como alguém que namora uma travesti pode se considerar heterossexual? - muitos devem perguntar. Segundo Rebeca e Amanda, a situação é mais comum do que parece. “Quando trabalhei na rua, a maior parte dos clientes eram homens com vidas comuns, casados, que queriam uma mulher com algo mais. Alguns levavam inclusive as suas esposas”, conta Amanda.

A discussão sobre assunto poderia render artigos e mais artigos científicos, discutindo se a orientação sexual é uma questão de identidade (as pessoas são o que sentem ser), de desejo (quem deseja pessoas do mesmo sexo é homo e o contrário hétero) até chegar aos pesquisadores que não vêem sentido em utilizar tantas denominações e conceitos fechados. “Nenhum termo deveria interessar a gays, lésbicas, trans ou heterossexuais como palavras para entender, explicar ou classificar suas vidas, desejos, práticas sexuais. Afinal, nesse âmbito, somente existem o corpo e seus prazeres, e nenhuma palavra serve para explicar nada”, encerra Alípio de Sousa.

Bate-papo

Alípio de Sousa Filho » cientista social

Por que as pessoas têm dificuldades em conviver com travestis (mas não somente esses: também transexuais, gays, lésbicas, etc.)?

As dificuldades alegadas resultam de uma educação que torna as pessoas preconceituosas. Educação praticada por uma sociedade que ainda lida mal com a diversidade sexual, isto é, com a pluralidade das escolhas, preferências ou orientações sexuais, tanto quanto com a pluralidade das identidades de gênero. Até aqui, hegemonicamente, nossa sociedade pratica uma educação dirigida pela ideologia da heterossexualidade obrigatória, isto é, como assinalam estudiosos do assumo como Adrienne Rich, Judith Butler ou Didier Eribon, ideologia segundo a qual ser heterossexual é o normal, é a norma, a que se vinculam também representações em torno das identidades de gênero. Tal ideologia estabelece o elo indissociável entre sexo biológico, identidade de gênero e práticas sexuais, funcionando como uma verdadeira máquina de fabricação/e interdição de corpos, desejos, práticas eróticas. Assim, meninos e meninas são educados pela coação a estereótipos de gênero fixados e pretensamente invariáveis e para perseguirem a sexualidade em caminho único: a heterossexualidade. Quando, então, em geral, na vida adulta, ocorrem variações, seja quanto a supostos atributos de gênero, seja quanto a práticas sexuais, ocorre o estranhamento e a estigmatização preconceituosa, que, não sabendo encarar a variação das escolhas e das práticas, nomeia-as de desvios, patologias, doenças, transtornos etc. Transexuais, travestis, gays e lésbicas estão entre os exemplos que se pode apresentar.

É perceptível que as pessoas procuram dar explicação ou pelo menos questionar o porquê da existência de “expressões sexuais” diferentes das formas ditas “hegemônicas”. Até que ponto essa discussão é válida?

Como disse antes, o estranhamento com as variantes do desejo sexual e das identificações/identidades de gênero é um efeito da ideologia monoteísta da heterossexualidade obrigatória e de sua máquina de fabricar corpos, desejos e gêneros numa única direção: aquela socialmente legitimada e assimilada ao longo do tempo em nossas sociedades. Quando pessoas questionam a existência de gays, lésbicas e trans, o fazem curiosas de entender o porquê, a causa, a razão que faz que pessoas sejam diferentes do que se supõe ser a maioria. A pergunta pela causa da homossexualidade, por exemplo, já fez que tenham sido produzidas mais de 70 teses diferentes. O fato é que uma longa história de colonização pelo preconceito, praticada sobre o imaginário de diversas sociedades, representando a homossexualidade como uma exceção ou como um desvio ou inversão no quadro de uma pretendida normalidade heterossexual, levou a que se buscasse a causa específica que produziria a homossexualidade – e não importando se esta tenha sido pensada, variando as épocas, como vício, pecado, crime, doença, perversão ou como um desvio no desenvolvimento sexual. Mas, para além do funcionamento dessa máquina monoteísta da ideologia, contrária a todo o politeísmo das escolhas, preferências e performances de gênero, quando as pessoas pararem de se interrogar sobre a sexualidade do outro e passarem a pensar sua própria sexualidade, talvez não encontrem mais motivos para estranhamento.

O senhor percebe avanços na convivência com as diferentes opções sexuais?

Importantes transformações têm ocorrido em diversas sociedades e países. Embora o preconceito e a discriminação permanecem e mesmo na forma da homofobia de Estado, isto é, a discriminação conservada em leis praticadas por Estados, governos etc., muitos avanços aconteceram. Podemos dar como exemplos as aprovações de leis, em diversos países, que reconhecem o estatuto de casamento para as uniões entre pessoas do mesmo sexo: o chamado casamento gay. Leis de adoção de crianças por casais homossexuais, decisões judiciais favoráveis a gays, lésbicas e trans, entre outros exemplos. E ainda que não se possa deixar de anotar os índices alarmantes de agressão a homossexuais e travestis, assassinatos, agressões físicas, há uma significativa mudança nas relações entre as pessoas no tocante à questão das diferentes opções sexuais e de gênero. Mudanças positivas e que se pode atestar através da mídia, de iniciativas no âmbito das escolas, famílias, redes de amigos etc.

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Marcelly Malta Schwarzbold consegue na Justiça o direito de mudar de nome na certidão

O Grupo Somos anunciou nesta quinta-feira que uma travesti obteve na Justiça gaúcha o direito de mudar de nome mesmo não tendo efetuado operação para mudança de sexo. Marcelly Malta Schwarzbold, 60 anos, é presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos da prefeitura de Porto Alegre e da ONG Igualdade (Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul), e recorreu à assessoria jurídica do Somos.

O pedido foi feito em novembro do ano passado, e o resultado saiu em 17 de janeiro, informou Marcelly, que agora providencia sua nova documentação.

— Sempre pensei que jamais nenhum juiz do mundo me daria essa sentença — afirmou.

Outro caso semelhante ocorreu em Caxias do Sul, em 2009. Mesmo sem ter feito cirurgia para troca de sexo, Crislaine Cunha Santos obteve o direito de mudar de nome.

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'Lea T' conta como esconde o pênis

A modelo transexual brasileira Lea T, filha do ex-jogador de futebol Toninho Carezo, em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, quinta-feira à noite, nos Estados Unidos (foto), contou detalhes importantes sobre a sua intimidade. A top se mostrou muito tranquila e não se incomodou com as perguntas feitas pela americana durante a atração.

- Como esconde seu pênis? - questionou Oprah.

- Boa pergunta, todo mundo quer saber isso, especialmente os homens. É bastante desconfortável, mas melhora com o tempo. Tenho que colocá-lo para trás e usar uma calcinha
pequena, mas realmente não é confortável, especialmente quando sento - explicou a modelo, uma das 50 mais requisitadas no cenário internacional da moda.


Alexandre Herchcovitch e Lea T


Em um determinado momento da conversa, Winfrey perguntou se a brasileira se sente atraída por mulheres.

- Em um certo momento, eu quis aceitar o meu corpo de homem. Claro que tentei viver como gay, tudo seria muito mais fácil. Mas meu cérebro é de mulher, me sinto uma mulher. Eu gosto é de homens - afirmou.

Sobre o relacionamento com a família, especialmente com o pai Toninho Cerezo, garantiu que tudo corre normalmente.

- Meu pai me aceita como sou. Disse que tanto faz eu ser homem, mulher ou cachorro que ele vai me considerar e amar para sempre - afirmou.

Até julho deste ano Lea T deverá enfrentar uma cirurgia para retirada do pênis, na Itália, com apoio integral da família.

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Transexualismo é forma de expressão, e não psicose

Psicanalistas que se pautavam na teoria lacaniana, desenvolvida por Jacques Lacan nos anos 1950, associavam o transexualismo à personalidade psicótica.

A perda da noção da realidade do corpo faria com que um homem se enxergasse mulher e vice-versa.

Porém, uma pesquisa apresentada ao Instituto de Psicologia (IP) da USP aponta para um outro caminho.

Segundo o estudo, a vontade de ser do sexo oposto não implica necessariamente uma patologia ou uma disfunção de percepção da aparência, mas uma singularidade de algumas pessoas.

Muitas vezes, o transexual aceita seu corpo, mas se porta como o sexo oposto

Funcionamento normal da mente

O psicólogo Rafael Cossi, autor da pesquisa, trabalhou com diferentes noções da psicanálise lacaniana para tentar explicar por que algumas pessoas buscam viver suas vidas como se fossem do sexo oposto.

Seu objetivo era contrapor o ponto de vista lacaniano mais corrente, que julgava que a psicose era condição para o transexualismo.

Baseando-se em seis biografias de pessoas transexuais, o pesquisador trabalhou quatro conceitos para explicar a condição de uma pessoa com esse perfil: o estágio do espelho; o verleugnung (do alemão, "renegação" ou "desmentido"); o semblante; e o sinthoma (com h).

Todos estão vinculados ao funcionamento comum da mente humana, não se relacionando com a noção de verwerfung - condição psicótica que, traduzida do alemão, significa "rejeição".




A estudante transexual Amanda Marangão Galdino de Carvalho, de 19 anos, moradora de Marília, no interior de São Paulo, obteve na Justiça o direito de mudar o nome na carteira de identidade e de obter um novo registro de nascimento. - A vontade de ser do sexo oposto não implica necessariamente uma patologia ou uma disfunção de percepção da aparência, mas uma singularidade de algumas pessoas.

Formação do ego

O estágio do espelho está relacionado à formação inicial do ego da pessoa. Segundo Cossi, é nessa fase que a mente forma uma imagem antecipada do corpo, mesmo que não exista uma noção totalizante de como ele é.

No caso de transexuais, há momentos, no início da vida, em que a criança percebe que o tratamento que ela recebe do outro não é, sob o seu ponto de vista, coerente com o seu sexo.

"O comportamento e a atitude de outras pessoas, neste momento precoce da vida, contribuem para moldar o psiquismo de cada um. Às vezes, há hesitações por parte do outro, não confirmando para a criança que ela pertence ao sexo que o seu corpo indica", explica o psicólogo.

Ariadna na praia



Desmentido e semblante

A noção de verleugnung implica negar a presença de algo, mesmo reconhecendo sua existência. No transexualismo, a pessoa tenderia a desmentir sua realidade física.

"O transexual não alucina que seu corpo é o do outro sexo. Ele o reconhece de fato como é, mas nega isso e recorre à realização de intervenções hormonocirúrgicas, como meio de adequar sua anatomia à sua identidade sexual", diz Cossi.

O semblante, terceiro conceito que o autor sustenta, diz respeito à noção de aparência.

"O transexual faz o semblante de que existem personalidades masculina e feminina claramente definidas e incorpora rigidamente uma delas. Por meio dessa atitude, o transexual quer se mostrar como uma mulher legítima presa em um corpo de um homem ou vice-versa.

"A encarnação deste estereótipo é condição fundamental para que o transexual possa ser reconhecido como tal e lhe seja permitido realizar a cirurgia de mudança de sexo", aponta o pesquisador.

Por fim, segundo Cossi, o conceito de nome sinthoma é útil porque reconfigura, a partir dos anos 1970, a clínica psicanalítica lacaniana, esvaziando seu caráter patologizante.

Em termos gerais, enquanto sintoma se refere ao relato inicial que um paciente faz ao psicanalista, o sinthoma seria aquilo que resta depois que análise já foi feita.

O psicólogo diz que os casos de transexualismo não devem ser encaixados automaticamente em padrões que, inevitavelmente, condenam os sujeitos que não se enquadram no modelo heterossexual ao campo da patologia.

"Devem ser estudadas as peculiaridades das pessoas e conduzir tratamentos específicos em direção à singularidade de cada um."

Cirurgia transexual

Tratar o transexualismo como uma singularidade de cada pessoa, segundo Cossi, é entender a personalidade de cada uma delas e fugir dos estereótipos.

"Transexual não é apenas a pessoa que solicita a cirurgia de mudança de sexo. Há homens que vivem como mulheres e mulheres que vivem como homens mesmo com o órgão sexual oposto.

Eles lidam bem com isso e sentem que não precisam fazer a cirurgia. Para muitos deles, sua redesignação civil, a mudança de nome, já lhes é suficiente, assim como o reconhecimento e o respeito do outro."

Do Diário da Saúde

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Transexual detida em prisão feminina causa discussão na Escócia

Uma prisão feminina da Escócia está no centro de uma discussão desde que descobriu que, entre as detentas, há uma que nasceu homem –e ainda espera pela operação de mudança de sexo, segundo a versão escocesa do tablóide “The Sun”.

Nicola Wilson, 23, tem sido vigiada de perto por funcionários da prisão Vale Cornton desde que foi detida acusada de agressão. Ela nasceu Joseph e, segundo o jornal, ainda tem órgãos sexuais masculinos, apesar de ter começado a formar seios como parte do processo de mudança de sexo.

“Nós já tivemos transexuais antes, mas nunca alguém que estava no meio do processo. Os guardas nem sequer sabem como se dirigir a ela”, disse um funcionário da prisão, que não quis se identificar, ao “Sun”.

Reportagem do "Sun" mostra foto censurada de Nicola Wilson, 22, que foi detida em prisão feminina (Foto: Reprodução)Reportagem do "Sun" mostra imagem de Nicola Wilson, 23, que foi detida em prisão feminina (Foto: Reprodução)



Os funcionários acreditam que Nicola foi mandada para a prisão feminina porque já vivia como uma mulher há seis anos. Ela está sendo mantida em uma cela individual e é monitorada cada vez que deixa a cela, disseram funcionários.

O irmão de Nicola, Steven McLean, 22, disse ao tablóide que ela iniciou o tratamento para mudar de sexo ainda adolescente e que teria ficado aterrorizada se fosse detida em uma prisão masculina. “Ela está tomando comprimidos. Ainda não fez nenhuma operação. Minha mãe foi vê-la e ela pediu que levasse roupas femininas para usar”, disse.

Nicola foi mandada para a prisão, em Stirlingshire, após ter sido levada a uma delegacia de Glasgow por agressão, desordem e comportamento ameaçador. Ela não apresentou defesa.

Funcionários temem que a presença dela na prisão possa despertar tensões. “É ridículo que um homem com todos seus órgãos sexuais intactos possa dividir uma cela com outras mulheres”, disse um deles.

Diretor da organização de direitos gays Stonewall Escócia, Carl Watt afirma que uma pessoa transexual “não precisa ter feito nenhuma cirurgia para ser legalmente reconhecida pelo sexo adquirido”.

Um porta-voz da prisão disse que a instituição não comenta sobre casos individuais de presos.

Do G1

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18 travestis que eram explorados por quadrilha no RS são recolhidos

Dezoito travestis que eram explorados sexualmente por uma quadrilha em Caxias do Sul (RS) foram recolhidos durante uma operação do Ministério Público nesta quinta-feira (3). O promotor Adrio Rafael Paula Gelatti, que coordenou a ação, explicou ao G1 que uma quadrilha explorava a prostituição dos travestis.

“Fizemos um mapeamento dos pontos de prostituição de travestis em Caxias do Sul e identificamos também quem eram essas pessoas. A partir disso, identificamos a rede que explorava os travestis”, disse Gelatti. Segundo ele, muitos eram de outras cidades do estado, além de Santa Catarina e até de São Paulo.

Após a identificação da chefe da quadrilha, o promotor entrou com uma ação civil pública contra essa pessoa e solicitou à Justiça que a operação fosse realizada em três locais que funcionavam como pensionato. “Eram lugares subdivididos em diversos quartinhos em situação totalmente insalubre. Essa organização acolhia e alojava esses travestis e explorava a prostituição. Eram cobradas taxas pelo alojamento, pelo serviço de água, luz e qualquer coisa dentro do quarto. Um dos locais servia como ponto para recebimento de clientes e o travesti também tinha de pagar uma taxa para utilizá-lo”, afirmou Gelatti.

Os locais foram interditados por funcionar ilegalmente como pensionato. Os travestis foram acolhidos por funcionários da Secretaria de Assistência Social do município e levados, junto com seus pertences, para abrigos da prefeitura. Os travestis também tinham a opção de receber passagens para retornar para seus locais de origem.

A chefe da quadrilha foi identificada. Foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência dela e foram apreendidos computadores. A Justiça determinou ainda a interdição dos bens da responsável. “Ela foi informada que, caso seja encontrado outros travestis residindo nos locais interditados, será imediatamente presa”, disse Gelatti.

Ainda de acordo com o promotor, ela responderá por trafico interno de pessoas e violação de direitos humanos.

A operação teve a participação da Polícia Civil, Brigada Militar, Fundação de Assistência Social e Secretaria Municipal de Urbanismo, além de oficiais de Justiça que cumpriram mandados judiciais.

Do G1
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Bebidas energéticas podem causar efeitos colaterais a jovens e crianças

De acordo com uma pesquisa norte-americana, crianças e jovens correm riscos de saúde ao consumirem bebidas energéticas, que contêm altos níveis de cafeína e outros estimulantes. Para o estudo realizado por Steven Lipshultz, deve ser regulamentado o consumo dessas bebidas.

Casos de convulsões, delírios, problemas cardíacos e danos aos rins e ao fígado foram encontrados numa revisão de estudos sobre os efeitos dos energéticos mais comuns. Segundo Lipshultz, existem sinais de que há efeitos colaterais para algumas pessoas que consomem essas bebidas.
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A pesquisa alerta que os efeitos colaterais do consumo de energéticos são mais graves para crianças e jovens com diabetes, anormalidades cardíacas ou que tomam certos remédios. A cafeína é o maior problema. Segundo uma pesquisa da Nova Zelândia, uma lata de energético é suficiente para causar dor de estômago ou irritabilidade na maioria das crianças.

O estudo foi publicado no jornal "Pediatrics".

Do SRZD
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Sheyla Hershey: Brasileira com maiores seios do mundo tenta se matar

Sheyla Hershey, de 31 anos, conhecida como a mulher que tem os maiores seios do mundo, tentou se matar na noite da última segunda-feira com uma overdose de medicamentos.

A modelo capixaba está em depressão após ter retirado os implantes por recomendação médica, depois de contrair uma forte infecção nas próteses. "Sem os meus seios, eu me sinto feia. Sem eles, eu não sei quem sou", disse ela.



Sheyla Hershey, BRASILEIRA hoje com 31 anos estabeleçeu um novo recorde mundial (2008), 5,5 L em cada mama, atualmente Sheyla mora nos Estados Unidos, ela é cantora e dançarina.

Sheyla, que é casada com o americano Derik Hershey, mora no Texas e está internada em coma. Os médicos não sabem quando a modelo vai acordar e disseram que ela corre risco de morte.

Do SRZD

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Partido repúblicano Norte Americano pode ter candidato gay à presidência

O americano Fred Karger, 61 anos, pode ser o primeiro homossexual a concorrer a uma vaga presidencial nos Estados Unidos, conforme divulgado neste domingo pelo jornal The Guardian. Ainda mais surpreendente é que Karger é do partido Republicano, tido como mais conservador, de onde saíram figuras como Sarah Palin, ex-candidata a vice-presidente.

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Karger, que usa com botom de arco-íris no paletó, diz que quer mudar o partido Republicano e torná-lo aberto a todos. Ele já iniciou a campanha pela sua indicação como candidato presidencial do Partido Republicano para 2012 em dois Estados chaves: Iowa e New Hampshire, segundo informou o diário.

Do Terra

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Fabiana Karla é madrinha de evento de moda voltado ao público GG

A atriz e humorista Fabiana Karla aceitou convite para ser a madrinha do “Fashion Weekend Plus Size”, evento de moda voltado ao público GG. A terceira edição do FWPS apresentará lançamentos para o inverno 2011, tanto de moda casual quanto festa, além de lingeries, sapatos e acessórios, no próximo sábado, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Fabiana estará lá, assistindo aos desfiles.

- Estou muito feliz por ter sido convidada para ser madrinha do evento, pois ele é muito importante para o movimento pluz size em nosso país. Com certeza, será uma linda festa, um desfile de moda com muitas curvas de belas modelos. Estou ansiosa para conhecer os lançamentos das marcas, pois quero renovar meu guarda-roupa!

Segundo a diretora do “FWPS”, a jornalista Renata Vaz, “o apoio de Fabiana Karla é muito valioso para o sucesso dessa ação, pois ela é uma mulher talentosa, feliz, bem-humorada e saudável”.

- Fabiana é totalmente harmoniosa com a mensagem que nossos desfiles buscam passar: é possível ser alguém alegre, bonita, saudável e bem-sucedida, mesmo não se enquadrando aos padrões rígidos de magreza. A atriz não faz apologia à obesidade ou condena as mais magras, apenas defende a ideia de que toda mulher deve ser feliz, exatamente do jeitinho que é.

Do Extra. - Via Gordinhas Lindas

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Estamos virando um bando de imbecis


Até hoje não conseguir entender como as mulheres aceitam a ditadura da magreza imposta pelo que chamam de indústria da beleza. Não conheço um único homem que goste de mulher magrela.

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Viram, é tudo uma questão de ponto de vista!
Vivemos em um mundo em que cada vez mais as aparências são mais importantes que a essência- também gosto do belo!-, para ambos os sexos, é tanta cobrança de beleza e comportamento perfeito que boa parte das pessoas estão se isolando; nós homens, temos de ser gentis, ricos, fortes, transar, no mínimo 4 vezes ao dia- com a mesma mulher!…ai…ai..-, tirar uma melequinha, soltar um arrotinho, um punzinho…nem pensar…é tanta cobrança que os relacionamentos estão durando cada vez menos, o que me parece irreversível, a era do amor romântico está se esvaindo, nada contra, a sociedade muda e com o tempo um novo ponto de equilíbrio será encontrado, mas é preciso denunciar o que chamo de fascismo social que andamos vivendo, onde preconceitos e formas de comportamento são cada vez mais padronizados, principalmente por uma classe média a cada dia mais inculta e reacionária. O BBB faz tanto sucesso por ser um exemplo do que estamos virando. Uma bando de imbecis incapazes de pensar, questionar, duvidar…

Do Interrogações
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Ex-bombeiro muda de sexo e se casa com jamaicana

Um casamento nos Estados Unidos reuniu Kerry Whybrow, de 66 anos - um ex-bombeiro norte-americano que decidiu passar por uma operação para virar mulher -, e Alicia Evans, uma lésbica jamaicana 30 anos mais jovem.

O casal se conheceu em um site relacionamentos internacional. A união civil aconteceu na cidade de Norfolk, no estado norte-americano da Virgínia. Este é o quarto casamento de Kerry, mas o primeiro desde que se tornou mulher, há 3 anos. Nos três anteriores, a recém-casada ainda se chamava Roger Steed.

Casal Kerry Alicia 1 (Foto: Daily Mail / Reprodução)
Alicia Evans (à esquerda) e Kerry Whybrow, durante cerimônia de união civil (Foto: Daily Mail / Reprodução)

Abandonada por amigos desde a decisão de mudar de sexo, Kerry contou com o apoio da terceira esposa, Cindy Steed, que compareceu à cerimônia. A ex-companheira inclusive cedeu um vestido roxo para Kerry se casar.
A única filha de Whybrow a renegou em 2005, quando o anúncio da mudança de sexo foi feito. Já Alicia tem um filho de 5 anos morando na Jamaica com os avós, que não sabem que a filha é lésbica.

Um hotel local de Norfolk serviu como local para a lua-de-mel, já que o casal não tem dinheiro para viajar. Segundo os recém-casados, viver na Jamaica está fora de questão, pois a homofobia local ainda assusta. As informações são do site do jornal britânico "Daily Mail".

DO G1
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Alexandre Mortagua, assume que é gay, após barraco com a mãe Cristina Mortagua

Alexandre Mortagua, 16 anos, filho de Cristina Mortagua e do ex-jogador de futebol e comentarista da TV Bandeirantes Edmundo, disse que é gay mesmo, como sua mãe havia dito na delegacia, depois de um quiprocó (entenda o caso).

Ao sair da delegacia, a ex-modelo declarou à imprensa que o filho era gay e drogado. “Não uso drogas. Isso é fruto de uma paranóia dela. Farei um exame toxicológico por vontade própria, para provar”, afirmou. “Sou gay. Ela não tem preconceito, mas esperava que eu me casasse e tivesse filhos. Ela joga isso na cara nas crises. Quando está normal, não fala nada”, disse.

O adolescente assumiu sua homossexualidade para a mãe em 2009, aos 14 anos. “Ela ficou tranqüila, não tocou no assunto por um bom tempo. Nunca apresentei namorado a ela”, declarou. Já para o pai Edmundo, Alexandre não disse nada: “Já me disseram que ele sabe. É difícil eu me encontrar com ele”.

Em seu Twitter, Alexandre disparou: "Acho interessante deixar registrado uma coisa: ser filho de EX-jogador e EX-modelo é uma merda! Não tentem em casa."

Do 180Graus

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BDSM: Eu Nunca Esqueço…


Faz exatos vinte anos e parece que o tempo não passou. As lembranças às vezes são tão vivas que ficam próximas e o passar dos anos inexiste em certos momentos.
Coube ao destino que meus primeiros passos no universo fetichista fosse em Amsterdam, a capital do pecado, pelo menos até o Onze de Setembro, como diz meu amigo Arjan. Claro que o fetiche vivia dentro mim, aparecia nas minhas aventuras, mas foi exteriorizado por lá, onde pessoas se mostram com tanta naturalidade que se a princípio assusta, com o tempo ajuda.

O Olav era um sujeito tranqüilo. Me ajudou muito a perder a timidez. Tinha um caso com uma submissa bem alta, uns vinte centímetros a mais. A cena era até engraçada; aquele baixinho sentando o sarrafo na grandona. O fetiche é assim, ou seja, nada é estranho onde tudo é estranho.

Um dia rolou uma festa e o Olav entrou com sua submissa puxando-a por uma corrente presa à coleira. Ela trajava um macacão de vinil negro e dava pra notar que as calças eram largas com um buraco entre as pernas. Permaneceu num canto quase calado por boa parte do tempo sem falar com ninguém como era de costume. Pensei até que havia um problema entre eles.

Mas o pequenino dominador tinha algo em mente, por isso, a fisionomia pensativa.
Tomou de assalto uma mesa de madeira, deitou ali sua parceira com os braços acima da cabeça e as pernas abertas. Naquele momento, diante do olhar de todos, Olav tinha a sua submissa na altura exata, e era capaz de olhá-la de cima para baixo.

Tirou do bolso dois pares de algemas e uma caixa de taxinhas. Usou as algemas para prender os pulsos da parceira e com um martelo pregou delicadamente as calças da moça no tampo da mesa. Não pensem que foi simples. O cara deve ter pregado mais de cem taxinhas para deixar a garota com as pernas imóveis e totalmente abertas. A cena tinha um visual interessante, principalmente porque as taxinhas tinham as cabeças prateadas, o que provocava um brilho extra a imagem.

A mulher estava imóvel. O medo era visível em seu semblante, afinal, um erro na cacetada e a taxinha lhe cortaria a pele, fora a inevitável dor da martelada... Mas o Olav foi cirúrgico e terminou de preparar a cena sem um errinho sequer. A submissa jazia com as pernas imóveis expondo sua genitália pelo buraco no macacão. Daí todos se aproximaram, inclusive eu, para ver o que seria dali por diante.

Entre conhecidas práticas e atitudes bizarras como a introdução do cabo do martelo envolvido com uma camisinha, o Olav roubou a cena e fez a festa. Até aí nada de demais, pois em se tratando de uma play party os que atendem ao chamado conhecem aquilo que vão assistir, mas aquele holandês bacana e parceiro me confessou um segredo que durante anos me “martelou” (nada a ver com o martelo introduzido vagina adentro!) o pensamento: o cara só conseguia ereção aos trinta e poucos anos quando a coisa acontecia em público. Entre quatro paredes nada rolava, por mais que a cena fosse recheada de suas taras.

Exibição é um fetiche, muito comum quando aliado a práticas sadomasoquistas, mas ao se tornar indispensável para alcançar a paudurecência devida dá curto circuito. Soube depois que o sujeito chegava a pagar por audiência e nas festas ejaculava diversas vezes nas calças enquanto se entregava às praticas.


Conversamos diversas vezes sobre o assunto e tivemos um bom convívio nos quase três anos que fiquei por lá. O Olav não abriu o jogo a muitas pessoas e a sua introspecção durante as festas passou a ter sentido pra mim depois que soube dos problemas. Isso explicava o longo tempo que passava observando todas as atividades até se arriscar na sua.

Passei a compreender também as trocas freqüentes de parceiras. Aceitar esse tipo de comportamento do parceiro não é fácil. Como tudo na vida costuma aflorar quando completa um ciclo, esses vinte anos desde o começo em Amsterdam até os dias de hoje devem render umas boas histórias...

Do Bound Brasil
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Vida ou é encanto ou desencanto

vida ou é encanto
ou desencanto
guardo com alegria
meus encantos
com dor os desencantos
e vou ficando por aqui
em meu aconchegado canto
de onde dos pássaros
ouço o belo canto
e enquanto me encanto
com o canto
lembro velho desencanto
quieto aqui em meu recanto
sem nenhum pranto.

Do Interrogações
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Espanhois afirmam terem descoberto masculinização cerebral em transexuais masculinos

Estudo revela masculinização cerebral em T-Boys

Pesquisadores espanhois anunciaram a descoberta de diferenças no cérebro de pessoas transexuais. Em um artigo publicado na revista "New Scientist", estudiosos da Universidade Nacional de Educação a Distância de Madri revelaram resultados de varreduras feitas nos cérebros de 18 homens transexuais que ainda não haviam começado tratamentos com hormônios.

Os dados foram comparados com os de 24 homens e 19 mulheres, apontando que os transexuais têm massa encefálica branca nos mesmos pontos que os homens.

O estudo, tido como o primeiro a revelar uma masculinização cerebral em transexuais masculinos, pode vir a ajudar médicos a identificar a transexualidade ainda na infância. Isso daria condições para a descoberta do melhor tratamento a ser aplicado, além de barrar as mudanças físicas típicas da puberdade.

Do Mix Brasil

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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