Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Bolsonaro: ''Estou me lixando para gays''

No mesmo dia em que a Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ) protocolou uma representação contra ele na Câmara, por quebra de decoro parlamentar, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a fazer declarações polêmicas. Indagado sobre as reações à sua afirmação sobre gays no programa CQC, da TV Bandeirantes, ele respondeu: "Estou me lixando para o movimento gay. O que eles têm para oferecer? Casamento gay? Adoção de filho por gay? Nada disso acrescenta nada."

Ao chegar ao velório do ex-vice-presidente José Alencar, em Brasília, Bolsonaro voltou a dizer que houve um erro na sua resposta à cantora Preta Gil, pela qual tem sido acusado de racismo. "Eu fui entrevistado por um laptop. Minha resposta não foi àquela pergunta", afirmou. "O que entendi, por Deus do céu, era o que eu achava de um filho casar com gay."

A cantora perguntou o que faria se um filho se apaixonasse por uma negra. Ele respondeu: "Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu."

Para o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), seu colega na Câmara decidiu recuar porque "está com medo e é covarde". Na avaliação dele, Bolsonaro sabe que cometeu um crime e está tentando se livrar de um provável processo de cassação: "É preciso desmascarar a tentativa dele de se safar do crime de racismo. É deboche à inteligência das pessoas dizer que se confundiu. Não dá para confundir mulher negra com homossexual. Ou ele é demente, ou está debochando."

Militante de movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais, Wyllys observou que Bolsonaro não está preocupado com os ataques que fez aos gays por saber que a sociedade é mais tolerante com esse tipo preconceito. "Ele sabe que foi traído pela língua e que pode ser cassado pelo racismo. Então está tentando dizer que é "só" homofóbico. Ele está com medo e é covarde."

A polêmica começou com a exibição do CQC na noite de segunda-feira. Respondendo a perguntas gravadas previamente, Bolsonaro disse que não lhe passa pela cabeça a possibilidade de ter um filho gay: "Eu dei uma boa educação, fui pai presente, não corro esse risco."

A declaração considerada mais polêmica foi a que deu a Preta Gil. Já na terça-feira um grupo de deputados protocolou representação contra ele na Câmara, pedindo que seja investigado por quebra de decoro parlamentar. Ontem foi a vez da OAB, alegando que o deputado defendeu teses homofóbicas e racistas.

No Twitter, o deputado Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, informou que também foram protocoladas representações feitas pelo deputado Edson Santos (PT-RJ) e pela Secretaria da Igualdade Racial. Caso seja processado e condenado, Bolsonaro pode sofrer punições que vão da censura à cassação.

Reação

JEAN WYLLYS
DEPUTADO (PSOL-RJ)

"Ele está invocando essa homofobia odiosa porque sabe que a violência contra homossexual goza de mais aceite pela sociedade. Está tentando dizer que é "só" homofóbico. Ele está com medo e é covarde"

OAB/RJ
EM REPRESENTAÇÃO ENTREGUE À MESA DIRETORA DA CÂMARA

"O representado atentou contra a Constituição, a qual repudia qualquer espécie de discriminação"

Fonte: Estadão
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Bolsonaro "simboliza o pensamento de uma direita reacionário, preconceituosa e racista"

Tá todo mundo caindo de pau no Bolsonaro, não adianta, ele não é gay, é apenas uma figura grotesca, mas que tem uma importância essencial para nos lembrar o porquê de termos lutado contra a ditadura militar, da qual ele sente tanta saudade e orgulho, ele simboliza o pensamento de uma direita reacionário, preconceituosa e racista; se na época da ditadura alguém dissesse que o Médici era feio- era horroroso, por dentro e por fora!-, seria preso, torturado e quiça morto; hoje o Bolsonoro diz o que quer e, quando muito, vai arrumar um processo ou outro- que, como bem sabemos, vai ficar vagando durante anos pelos descaminhos burocráticos de nossa injusta justiça . Melhor que seja assim, que os que sonham com o retorno do pesadelo da ditadura mostrem o que pensam e o que são.




Peguei a charge no blog do Herval Júnior


Às claras, não no negrume de seus porões fétidos, torturando e matando covardemente os que se opunham a eles.
O Bolsanoro é o exemplo mais vívido das trevas que vivemos por mais de vinte anos. Que vague por aí carregando sua decrepitude, serve para nos lembrar do que não queremos mais, nunca mais!!!

Do Interrogações
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PORTUGAL: Conferência estuda perfil dos homens que têm sexo com homens e trabalhadores sexuais

Decorreu esta semana no Instituto de Medicina Tropical a “Conference on HIV infection among Hidden Groups” especificamente focada nos homens que têm sexo com homens e trabalhores/as sexuais.

A sessão de abertura contou com várias figuras entre as quais o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, assim como Henrique Barros da Coordenação Nacional para o VIH/Sida.

Esta conferência serviu para apresentar os resultados prévios dos inquéritos elaborados pelo GAT e ADMT, sobre “Homens que tem sexo com Homens” e “Profissionais do sexo”.

Foi um vasto inquérito aplicado de norte a sul do país e inédito em Portugal. Este inquérito pretendia saber das carências, dos comportamentos, e dos serviços prestados a este público.

Um dos resultados apresentados foi o facto a maioria dos jovens trabalhadores sexuais (menores de 24 anos) dizem ter iniciado a sua actividade sexual antes dos quinze anos.

Longo caminho na luta contra o VIH/SIDA nos trabalhadores do sexo

Alguns resultados prévios divulgados são preocupantes no campo de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis entre trabalhadores do sexo.

Cerca de 1 em cada 4 dos trabalhadores do sexo masculino não usa ou raramente usa o preservativo com os seus clientes, embora mais de 90% tenha acesso a preservativos gratuitos.

Cerca de 1 em cada 4 acredita que o VIH/SIDA se pode transmitir por um beijo ou pela picada de um insecto, contrariando a posição dos cientistas que estudaram a questão.



Homens que têm sexo com homens também têm os seus mitos

Entre os homens que têm sexo com homens, cerca de 1 em cada 10 acredita que o beijo ou picada de insecto pode transmitir o VIH/SIDA.

Cerca de metade teve sexo com alguém que desconhecia se era HIV ou não.

Quase 90% dos inquiridos já fez o teste do VIH/SIDA embora apenas cerca de 70% o tenha feito no último ano e recebido o resultado respectivo.

Debate abrangente

A conferência contou ainda com um painel de oradores com estudos idênticos levados a cabo por diferentes suportes, e em diferentes países.

Foi reforçada a importância destes dois estudos a nível nacional como forma de poder tomar medidas específicas quer para trabalhadores e trabalhadoras do sexo, quer para homens que têm sexo com homens de acordo com dados científicos e não baseado em questões moralistas.

Nas comparações com outros estudos a nível europeu as taxas de infecção do VIH/SIDA entre homens que têm sexo com homens foram apresentadas como similares a outros casos (mas mesmo assim nada que orgulhe o país), mas as entre trabalhadores do sexo foram referidas como "preocupantes" em Portugal.

Os resultados finais dos estudos ainda estão a ser compilados e estarão disponíveis em breve.

Do Portugal Gay

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O Uniforme da 'NOVA' Mulher Maravilha

Oi gente, algumas já devem saber que vem aí a nova série da Mulher Maravilha, que vai ser produzida pela Warner Bros Television e DC Entertainment.
Os detalhes ainda estão sendo mantidos em segredos pela emissora, como data de estréia, etc.
Bom, mas não estou aqui para falar da série, se quiserem saber mais informações pergunte ao nosso amigo Google.

Uniforme - Fantasia da Mulher Maravilha

O que interessa aqui é o uniforme da Mulher Maravilha (estrelada pela atriz gostosa Adrianne Palicki). É formado pelo tradicional espartilho tomara-que-caia vermelho com detalhes dourados mostrando um belo decote, porém, a novidade é que no lugar do shortinho azul com estrelas brancas a Mulher Maravilha vai usar uma calça legging azul e estrelas douradas na lateral. Para os amantes de legging é um prato cheio, como eu que amo calças leggings. Também terá botas até o joelho, que me parece será vermelho com detalhes dourados e não azul como na primeira foto (Eu prefiro a bota azul, que ficou um arraso podia ser com salto alto).Uniforme - Fantasia da Mulher Maravilha

Eu particularmente amei o novo uniforme da musa da DC (ainda prefiro a bota azul), vamos esperar para ver como vai ser a série. Enquanto isso o novo fantasia uniforme da Mulher Maravilha.

Do Diário de Uma Crossdresser
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Renasce a Frente Parlamentar Mista para a Comunidade LGBT

Mais de 170 parlamentares se uniram em favor da nossa causa.

E não é que parece que as coisas estão mesmo mudando?

Um grupo de 171 deputados e senadores de diversos partidos políticos formalizou na última Terça-Feira (30) a reativação da Frente Parlamentar Mista para a Comunidade LGBT, que terá como principal meta legalizar o casamento gay no Brasil.

http://silviasaron.files.wordpress.com/2011/02/marta_suplicy2.jpg

Marta Suplicy

A formação deste grupo foi uma iniciativa da senadora Marta Suplicy e do deputado Jean Wyllys, conhecidos por suas respectivas lutas em prol do meio LGBT. Jean Wyllys chegou inclusive a ser ameaçado de mortenas últimas semanas, por seu ativismo em favor da causa gay e por questionar os dízimos dos evangélicos.

Jean Wyllys

Participou da apresentação o espanhol Pedro Zerolo, secretário de Movimentos Sociais e Relações com as ONG do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que foi convidado por sua participação na promoção de leis em favor da igualdade de direitos.

Zerolo discursou na sessão e encorajou os brasileiros a “seguirem nesse caminho” de busca da igualdade e “tornarem possível o que parece impossível”, que é dar “plena, verdadeira e total cidadania” aos homossexuais.

Em declarações à Agência Efe, o dirigente espanhol expressou seu “orgulho” pela forma como os avanços em matéria de direitos e igualdade registrados na Espanha nos últimos anos repercutiram e serviram como modelo para diversos países da América Latina.

“Argentina, México e Uruguai já estão nesse caminho e agora falta o Brasil, que é um país fundamental na América Latina e no mundo”, disse Zerolo.

Durante sua estadia no Brasil, Pedro Zerolo se reuniu com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, que também se mostrou muito interessada “na experiência espanhola no caminho para a igualdade de direitos”, explicou o dirigente espanhol.

fonte: Terra - Via Parada Lébica

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Viúva relata em livro choque ao descobrir 'vida secreta gay' do marido




Sally Ryder Brady conta jornada 'agridoce' em livro de memórias de seu casamento de 46 anos.

Livro recebeu críticas distintas (Foto: Divulgação - St Martin's Press)

Ao mesmo tempo em que lidava com a dor de ter se tornado viúva, após um casamento de 46 anos, a americana Sally Ryder Brady se viu, em 2008, diante de outro desafio: o que fazer com a constatação de que seu marido era homossexual?

Esse é o tema do recém-lançado livro A Box of Darkness (St Martin's Press), em que Sally tenta mostrar como tentou fazer as pazes, na viuvez, com as "duas vidas" de seu marido, Upton.

Em uma delas, Upton era carinhoso, bom pai, divertido, inteligente, erudito, um editor bem-sucedido. Na outra vida, era introspectivo, violento, homofóbico, com tendências ao alcoolismo - e gay.

Em seu site, a autora diz que a jornada "agridoce" pela qual passou ao redescobrir seu marido atesta "os desafios e os prazeres universais do amor duradouro".

A constatação da homossexualidade ocorreu pouco após a morte de Upton, de causas naturais, em 2008, quando Sally encontrou uma pilha de revistas de nudez masculina em meio aos pertences do marido.


"Respirei fundo diversas vezes, sentindo-me de repente sem oxigênio e um pouco doente", recorda ela em seu livro.

A cena a levou de volta a 1970, quando, após uma noite de bebedeira, Upton admitiu para Sally ter tido relações homossexuais com um velho amigo. Ele atribuiu o ocorrido ao álcool e à "negligência" da esposa, que não estaria lhe dando atenção suficiente.

Pouco depois de fazer a confissão, Upton encerrou a conversa. E nunca mais o casal tocou no assunto.

'Será que eu sabia?'

Com a descoberta das revistas pornográficas, a questão voltou a atormentar Sally.

"Quero jogá-las (as revistas) fora, mas, como um advogado ou detetive coletando provas, coloco-as de volta na gaveta. Rendo-me a uma enxurrada de tristeza - primeiro, a tristeza de autopiedade de uma amante enganada; então, a tristeza pelo sexo que compartilhamos tão pouco nos últimos 15 anos; finalmente, tristeza por Upton e pelo grande fardo de seu segredo. Como eu posso não ter sabido que ele era gay? Ou será que eu sabia?"

Sally conversou com os quatro filhos, com amigos e com a terapeuta de Upton e constatou que pouco se sabia dessa "vida secreta" do marido e ele havia mantido sua homossexualidade em uma existência isolada.

"Não (eram) dois Uptons, mas duas realidades, dois mundos que ele deve ter lutado durante toda a sua vida para manter separado. (...) Posso passar o resto da minha vida tentando entendê-lo. Mas quem pode realmente saber o que passa no coração de outra pessoa? O que sei é que Upton me escolheu e que me amou. Acho que isso é suficiente", conclui a autora em sua obra.

O livro recebeu críticas distintas. Uma resenha no Washington Post desdenhou o fato de "sentirmos como se tivéssemos assistido uma esposa arrastar seu marido (aos holofotes) e dar-lhe o tratamento que ele deve ter merecido. Exceto pelo fato de que ele está morto".

Já texto do New York Times pondera que "ainda que nós, como leitores, fiquemos perturbados pela certeza de que Upton ficaria aterrorizado pela versão pública de sua história, é mérito (de Sally) o fato de que sentimos tanta compaixão pelo sofrimento dele quanto pelo dela".

Do BBC Brasil - Via Estadão
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Ariadna fala sobre seu primeiro orgasmo após cirurgia de troca de sexo


A "Playboy" com a ex-BBB Ariadna já se encontra nas bancas e, em entrevista à publicação, a cabeleireira falou sobre o seu primeiro orgasmo após a mudança de sexo.

"Foram três tentativas. No início, eu sentia muita dor. Depois da terceira, eu ainda não havia tido orgasmos. Conheci um rapaz, expliquei para ele que eu tinha sido operada e deu certo. O meu primeiro orgasmo foi como uma explosão", relatou.

Ariadna foi a primeira transexual a participar do "Big Brother Brasil". Ela foi eliminada logo na primeira semana do reality show, no dia 18 de janeiro.

Antes de deixar o confinamento, ela contou seu segredo aos brothers: "Independente de qualquer coisa, amo todos vocês, especialmente meu grupo e tenho orgulho de dizer que sou a primeira transexual do Brasil a participar do BBB".

A revelação foi bem recebida pelo grupo, porém gerou vários comentários. “Não imaginava que ela fosse transexual. Pra mim ela sempre foi uma mulher. Foi uma surpresa, estou abismado”, disse Igor, elogiando a coragem da ex-sister.

“Que ela consiga canalizar as coisas boas da vida dela e que a façam feliz. Que ela consiga tudo o que quer, e que este programa possa possibilitar a ela uma vida com menos sofrimento”, desejou Lucival.

Diogo chorou abraçado à Janaína. "Ela é incrível. Assumir que é transexual assim", emociona-se o brother. Para Janaína, Ariadna era a alegria da casa.

Já Natalia acredita que participar do programa foi positivo para Ariadna: Talvez daqui pra frente ela se liberte mais".

Do NT

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Transexual fará 1ª cirurgia de retirada de órgãos femininos pelo SUS em SP


O agente de saúde Alexandre Peixe dos Santos, de 38 anos, será submetido em abril à primeira cirurgia realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo de retirada dos órgãos reprodutores femininos de um transexual. É o primeiro passo para ele conquistar o corpo que sempre desejou. A operação para retirar útero, trompas e ovários está marcada para ocorrer no início do mês no Hospital Pérola Byington.

Apesar de ter nascido Alexandra, ele diz que se sente um homem em um corpo de mulher desde pequeno – e faz questão de ser chamado pelo gênero masculino. “Eu sempre quis e curti coisas de menino. Sempre me identifiquei assim, desde criança”, conta. Após a cirurgia, Alexandre poderá iniciar o tratamento com hormônios. Mas ainda faltará uma etapa, que é a cirurgia para retirada das mamas, a ser realizada em outro hospital, sem data definida.

A ginecologista e sexóloga Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia do Hospital Pérola Byington (Cresex), fala da importância do procedimento para os transexuais masculinos. “É importantíssimo, porque a questão dos transexuais é a mudança da identidade. Eles querem o máximo possível parecer o sexo desejado. Ele se sente homem e tem que ficar o mais próximo possível disso. É preciso adequar a mente ao seu corpo”, defende.

A cirurgia é resultado de uma parceria do Pérola Byington com o ambulatório dedicado exclusivamente à saúde de travestis e transexuais, inaugurado em junho de 2009 pela Secretaria de Estado da Saúde na Zona Sul da capital paulista. O hospital fará duas cirurgias de retirada de útero, ovários e trompas de transexuais masculinos todos os meses. “É um avanço para a sociedade e para a classe médica”, opina a médica.

O fato de o hospital ser considerado um centro de referência para as mulheres gerou uma preocupação a Alexandre, porque alguns quartos são coletivos. Para tranquilizá-lo, Tânia garantiu que ele ficará em um apartamento separado de outras pacientes. No caso do agente de saúde, a cirurgia também possui outra indicação médica, porque ele tem um mioma.

Infância
Alexandre conta que, desde muito pequeno, quis ter brinquedos e vestir roupas de meninos. As bonecas que ganhava em aniversários e Natais eram repassadas à irmã, um ano mais nova. E queria ter os presentes do irmão. “Lembro que, no aniversário de um ano do meu irmão, o bolo dele era um campo de futebol, cheio de bonequinhos. E ele com uma fantasia de Super-Homem. Era aquilo que eu queria para o meu aniversário e não tinha”, recorda.

A solução era brincar escondido com carrinhos e trenzinhos do irmão. “Teve um Natal que meu irmão ganhou um Ferrorama e eu uma boneca. A boneca foi para minha irmã e, quando todo mundo ia dormir, eu brincava com os brinquedos dele. Há 35 anos não era uma questão normal para a minha mãe eu querer os brinquedos do meu irmão. Então, precisava ser tudo escondido.”

Alexandre fala sobre cirurgia  (Foto: Daigo Oliva/G1)Alexandre fala sobre cirurgia (Foto: Daigo Oliva/G1)

Para manter o cabelo curto, ele utilizava outro "truque". “Eu procurava na escola quem tinha piolho. Minha mãe sempre brigava”, lembra. Com os cabelos do tamanho que desejava, outra barreira eram as roupas femininas. “Era uma coisa muito ruim. Como minha irmã tinha só ano de diferença, a gente andava com as roupas iguais, só mudava a cor”, lembra.

O período mais difícil, no entanto, foi a adolescência. “Na mudança do corpo, as coisas ficam mais complicadas. Os meninos começam a ter outros gostos, a arrumar namorada, e você fica isolado. E, quando você conhece alguém que gosta, é do mesmo sexo, biologicamente falando. Por isso, durante um tempo eu me identificava como lésbica, que era o mais próximo que eu conhecia”, afirmou. Muitos anos mais tarde, no entanto, durante uma reunião na Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, se descobriu um transexual masculino. “Eu nunca me identifiquei como mulher. Então, foi um alívio.”

Gravidez
Há 19 anos, Alexandre viveu a experiência de gerar um bebê. Ele vivia com uma companheira que tinha câncer e não podia ser mãe. Porém, queria muito ter um filho. A gravidez aconteceu após um acordo com um amigo homossexual. “Em nenhum momento fui uma grávida. Fui um grávido, um pai. Eu não tinha essa questão materna, era um corpo mudando”, afirma.

Mesmo se sentindo um homem, ele se rende à emoção de ter dado à luz uma criança. “É um momento indescritível, acho que não tem emoção que dá para comparar. Eu sou um homem que teve a sorte de ver o quanto é lindo aquilo”, lembra. A mulher morreu três anos após o nascimento de Bruna. A filha chama Alexandre até hoje de “pãe”.

O agente de saúde conta que a filha já sofreu muitos preconceitos por causa da transexualidade dele. “Eu converso com ela sobre essa questão desde os 4, 5 anos. Sempre expliquei. Mas eu acho que ela sofreu muito preconceito, até perdeu namorado e amigos”, diz.

Preconceito e violência
Alexandre relata que os transexuais são vítimas constantes de preconceito. “Xingamento é todo dia. A gente não acostuma. É que, se a gente for olhar tudo, não vive. É piadinha no ônibus, a gente entra em uma loja e o vendedor nem te olha. São olhares, palavras”, afirma.

Alguns casos, porém, são muito mais graves. Ainda jovem, ele sofreu uma violência sexual. “Teve uma ocorrência grave, uma violência sexual que sofri no banheiro masculino, porque passei a frequentar o banheiro masculino. Eram colegas que eu jogava bola. Isso ficou durante muito tempo guardado, eu vim contar com 30 anos para alguém.”

Em 1988, ao sair de uma festa, apanhou de 20 homens. “Um cara disse que, se eu queria ser homem, tinha que apanhar como homem. Eles me deram uma surra. Apanhei de ser arrastado de um lado para outro, chute, pontapé, soco”, contou. Segundo Alexandre, a polícia apareceu, ele entrou no carro e, ao contar o que aconteceu, um policial comentou: “também, olha do jeito que você anda”. “E não me levaram para a delegacia, me largaram na porta de casa.”

Características masculinas
O agente de saúde aguarda a cirurgia de retirada dos órgãos reprodutores femininos para começar a hormonioterapia. Ele sabe da importância de se ter um acompanhamento para a utilização de hormônios. “Em 2006, eu tomava hormônio sem acompanhamento e tive dois AVCs [acidentes vasculares cerebrais]”, contou.

Ele espera com ansiedade, no entanto, a cirurgia da retirada das mamas. Segundo Alexandre, são elas que ainda fazem as pessoas o identificarem como uma mulher. “Para mim, a mastectomia é que vai ser a libertadora. Eu não vejo a hora de chegar na praia, tirar a camiseta e ir para o mar.”

Do G1

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Transexual 'Guta Silveira' faz peça e explica porque mudou de sexo em S.J. do Rio Preto



Na peça "Guta que Pariu", a transexual e atriz paulista Guta Silveira conta como mudou de sexo, mas a revelação é apenas uma das surpresas do espetáculo que estará em cartaz no teatro municipal Teatro Nelson Castro, em São José do Rio Preto, interior paulista, no próximo dia 14 de maio, a princípio para apresentação única. Com muito humor, ela narra a sua vida com fatos reais, desde a sua infância quando não entendia bem o mundo e o que se passava a sua volta.

Em uma das cenas, ela vai de Freddy Mercury a Cyndi Lauper, trocando de roupa na frente da platéia. Com improviso, música, dança e canto, a atriz faz um espetáculo interessantíssimo, quando conta a sua própria história. O espetáculo já foi apresentado duas vezes na cidade com sucesso de público e crítica. Em um trecho inspirado, ela resume o que é ser transexual: "Como se uma BMW, tivesse uma carcaça de fusquinha".

Quando: 14 de maio às 21h
Onde: Teatro Nelson Castro (Rua Saldanha Marinho, 3125 - Centro - S.J. do Rio Preto)
Quanto: Meia R$15 (ou antecipado) ou R$30 (na hora)
Info.: (17) 9194-9452

Do Revista Lado A


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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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