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PORTUGAL: Conferência estuda perfil dos homens que têm sexo com homens e trabalhadores sexuais

Decorreu esta semana no Instituto de Medicina Tropical a “Conference on HIV infection among Hidden Groups” especificamente focada nos homens que têm sexo com homens e trabalhores/as sexuais.

A sessão de abertura contou com várias figuras entre as quais o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, assim como Henrique Barros da Coordenação Nacional para o VIH/Sida.

Esta conferência serviu para apresentar os resultados prévios dos inquéritos elaborados pelo GAT e ADMT, sobre “Homens que tem sexo com Homens” e “Profissionais do sexo”.

Foi um vasto inquérito aplicado de norte a sul do país e inédito em Portugal. Este inquérito pretendia saber das carências, dos comportamentos, e dos serviços prestados a este público.

Um dos resultados apresentados foi o facto a maioria dos jovens trabalhadores sexuais (menores de 24 anos) dizem ter iniciado a sua actividade sexual antes dos quinze anos.

Longo caminho na luta contra o VIH/SIDA nos trabalhadores do sexo

Alguns resultados prévios divulgados são preocupantes no campo de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis entre trabalhadores do sexo.

Cerca de 1 em cada 4 dos trabalhadores do sexo masculino não usa ou raramente usa o preservativo com os seus clientes, embora mais de 90% tenha acesso a preservativos gratuitos.

Cerca de 1 em cada 4 acredita que o VIH/SIDA se pode transmitir por um beijo ou pela picada de um insecto, contrariando a posição dos cientistas que estudaram a questão.



Homens que têm sexo com homens também têm os seus mitos

Entre os homens que têm sexo com homens, cerca de 1 em cada 10 acredita que o beijo ou picada de insecto pode transmitir o VIH/SIDA.

Cerca de metade teve sexo com alguém que desconhecia se era HIV ou não.

Quase 90% dos inquiridos já fez o teste do VIH/SIDA embora apenas cerca de 70% o tenha feito no último ano e recebido o resultado respectivo.

Debate abrangente

A conferência contou ainda com um painel de oradores com estudos idênticos levados a cabo por diferentes suportes, e em diferentes países.

Foi reforçada a importância destes dois estudos a nível nacional como forma de poder tomar medidas específicas quer para trabalhadores e trabalhadoras do sexo, quer para homens que têm sexo com homens de acordo com dados científicos e não baseado em questões moralistas.

Nas comparações com outros estudos a nível europeu as taxas de infecção do VIH/SIDA entre homens que têm sexo com homens foram apresentadas como similares a outros casos (mas mesmo assim nada que orgulhe o país), mas as entre trabalhadores do sexo foram referidas como "preocupantes" em Portugal.

Os resultados finais dos estudos ainda estão a ser compilados e estarão disponíveis em breve.

Do Portugal Gay

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