Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Paulinha posa seminua e garante não ter problemas com o corpo

Ignorada pelo site “Paparazzo”, preterida pela “Playboy”, a ex-BBB Paulinha mostra na Retratos que também pode ser sensual. Mesmo assim, ela rejeita a ideia de que falta espaço para as gordinhas.“Tem BBB que está pilhada para receber convite, eu não. Tem gosto para tudo: comida, bebida e mulher”.

Paula garante não ter problemas com o corpo: “Por que tenho que usar roupa frouxa? Só porque estou cheinha e não tenho o corpo da Deborah Secco?”.

A gordinha sexy do “BBB” ainda não sabe que rumo seguir após sua passagem pelo reality show. “Eu quero aparecer e para isso estou me cuidando, fazendo dieta e academia”, revela a jovem de 24 anos.

Coordenação: Rosângela Alvarenga/ Produção: Rita Moreno/ Beleza: Fabiano Moço / Agradecimentos: Arquivo Contemporâneo, A2 Ella, Casa Alberto Tecidos

Do: Extra Online. - Via Gordinhas Lindas

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O Nordeste precisa aprender a conviver com a diferença

O antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, esteve em Aracaju para participar de um debate em torno de um dos mais debatidos, e por isto mais polêmico, assuntos no tocante aos homossexuais: os crescentes casos de homofobia. Mott apresentou dados do Relatório Anual sobre Assassinatos de Homossexuais no Brasil, que aponta 260 casos de assassinatos em todo o país (140 de gays, 10 de lésbicas e 10 de travestis). Sergipe, como nove casos, está em 9º lugar sendo que ocupa a 22º posição em número de habitantes.

Em entrevista ao Portal Infonet o ativista comenta os dados do relatório que é apresentado anualmente e fala sobre o polêmico Projeto de Lei 122 (PL 122) que se aprovado tornará crime a discriminação aos homossexuais.

Portal Infonet - O Relatório Anual sobre Assassinatos de Homossexuais no Brasil, produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), fundado por você, aponta que ser homossexual no Brasil ainda é algo intolerável. Quão preocupantes são esses dados. Há algum avanço?
Luiz Mott
- O Brasil registra o maior número de assassinatos no mundo. Imagine que, em 2010, nos EUA, foram assassinadas 14 travestis; no Brasil, 110. O risco de uma travesti ser assassinada no Brasil é 800 vezes maior que nos Estados Unidos, sendo que lá há 300 milhões de habitantes e aqui temos cerca de 200 milhões. Essa minha estada aqui e um apelo que faço para as secretarias de educação, como já fiz para o próprio ministério da cultura e para o da educação, que agilizem a implantação de uma política de educação sexual, distribuindo o kit contra a homofobia - que não vai fazer propaganda, não vai fazer proselitismo da homossexualidade, vai fazer é propaganda de direitos humanos para que os estudantes gays, lésbicas e travestis não sejam vítimas dessa perseguição que acontece nas escolas, sobretudo contra os homossexuais. É um apelo para a Polícia e delegados para que investiguem cuidadosamente os crimes contra homossexuais para que a impunidade não leve a novas ocorrências; à Justiça, que seja célere e severa em julgar e sentenciar os autores de crimes contra homossexuais.



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Infonet - De que forma, então, o homossexual pode contornar essa situação em tais circunstâncias?
LM –
O que fazemos é um apelo à comunidade de gays, travestis e lésbicas para que se acautelem mais: tenham mais cuidado, não leve pessoas desconhecidas para casa, selecione mais os seus parceiros e, querendo ou não, em uma sociedade como a que vivemos hoje em dia, todos têm que tomar cuidado, sobretudo quem é mais vulnerável. E o homossexual, o gay, a travesti e a lésbica são pessoas muito vulneráveis porque são discriminadas dentro de casa. Enquanto o negro, o deficiente e o judeu aprendem em casa a enfrentar o preconceito, os gays não. Os pais discriminam, espancam, expulsam de casa.

Infonet - Ainda segundo os dados do relatório, Sergipe registrou nove casos de assassinatos contra homossexuais. Quão preocupante essa estatística é?
LM -
Na verdade o número embora pareça pequeno, com nove homicídios contra homossexuais - ou ‘homocídios’, como eu digo - temos que lembrar que cidades e capitais com maiores populações tiveram menos assassinatos. Por exemplo, o Amazonas, o Ceará, o Rio Grande do Sul, que tem cinco vezes mais a população de Sergipe, teve menos que nove assassinatos. De modo que nós estamos vivendo, aqui, em um ‘Triângulo das Bermudas’. Os estados mais violentos contra os homossexuais têm sido a Bahia, Sergipe e Alagoas. Em Alagoas a situação é ainda mais preocupante porque depois da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo, foi o mais violento. Sendo que o estado tem uma população de cerca de 3 milhões de habitantes. O Nordeste tem que aprender a conviver com a diferença, com o respeito. O que nós queremos não é privilégio, queremos direitos iguais, nem menos e nem mais.

Infonet – Os crimes contra homossexuais têm alguma característica específica?
LM -
Os crimes contra homossexuais, também chamados crimes homofóbicos, entram na categoria jurídica de crime de ódio. São motivados por alguma condição específica da vítima ou sua origem racial, étnica ou a sua orientação sexual e eles são geralmente cometidos com requintes de crueldade: muitos golpes, muitas facadas, muitos tiros, tortura, e, no caso dos homossexuais, castração e empalação, ou seja, colocam algum objeto dentro ânus para realmente humilhar, desonrar aquele indivíduo que em vida ostentava um estilo de vida que o assassino considerava ou discaração, ou crime ou pecado.

Infelizmente no Brasil ainda não há estatísticas oficiais sobre crimes de ódio. Não se sabe, como nos Estados Unidos e na Europa, quantos indivíduos foram agredidos ou assassinados devido à sua condição por religião ou orientação sexual, etnia, raça etc. É fundamental que o estado, através de suas delegacias municipais, estaduais e federais registrem cada ocorrência policial a orientação sexual do indivíduo para que a punição seja de acordo com a gravidade do crime. Porque se foi um crime de ódio, de raça, sexo ou religião, tem que ter um agravante.

Infonet – O assunto ‘homofobia’ ainda é muito polêmico. O episódio em que se envolveu o deputado pelo Rio de Janeiro Jair Bolsonaro (durante entrevista a um programa de TV ele fez declarações ofensivas a negros e gays, fato que gerou grande repercussão na internet) mostram que o tema ainda é tabu? Ou esse foi um caso isolado?
LM -
Na verdade o deputado Jair Bolsonaro representa um caso extremo, mas há muitos ‘Bolsonaros’ pelo Brasil afora que também têm ódio, querem espancar, querem discriminar, querem matar o homossexual. Nós queremos que o Bolsonaro seja severamente punido de acordo com o Código de Ética da Câmara dos Deputados e que sirva de exemplo para que a impunidade não provoque novos ‘Bolsonaros anti-homossexuais’.

Infonet – O Projeto de Lei 122 que tem por objetivo tornar crime a homofobia, uma das maiores pautas de reivindicação do movimento gay no Brasil ainda não foi votado. Seria o caso de haver uma maior pressão por parte dos maiores interessados nele?
LM -
Apesar dos gays, lésbicas e travestis representarem 10% da população brasileira, aproximadamente 20 milhões de pessoas, a grande maioria ainda vive presa dentro do ‘armário’ e ainda não teve a consciência e coragem de se assumir publicamente na família, na escola, no trabalho, na vizinhança... A pressão do movimento homossexual tem sido constante, mas ainda é insuficiente. É necessário que nossos amigos aliados, tais como os heterossexuais, os pais de gays, os amigos de homossexuais, os deputados, os professores universitários, se manifestem apoiando o que não é um privilégio, apenas o reconhecimento de que gay também é ser humano, que deve ter a mesma proteção dos demais cidadãos.

Infonet – Mas existe um certo mito de que o projeto criaria uma certa ‘redoma de vidro’ para os gays...
LM -
O PL 122, que equipara a homofobia ao racismo, não faz nada mais nada menos que considerar que homossexual é ser humano igual ao negro, ao índio e as demais minorias étnicas. Nós não queremos privilégio. Nos só queremos que, se alguém na rua chama um gay por ‘seu veado discarado’ ou se chama ‘seu negro discarado’ o crime seja igual, que tenha a mesma punição. Nós pagamos impostos, cumprimos os mesmos deveres de cidadania, mas somos tratados como indivíduos de terceira categoria.

Ninguém escolhe ser homossexual. Até agora não existe nenhuma teoria que explique definitivamente a origem da homossexualidade, de modo que as pessoas, os meninos, as meninas, a partir dos seis anos já se descobrem diferentes, na adolescência afirmam e confirmam a sua orientação sexual e felizmente a televisão, os jornais, a mídia não discriminam tanto quanto antigamente. Já não há insultos na imprensa, se algum órgão faz algo do tipo ele é punido, mas não é fácil. O que é fundamental é que a família acolha bem seus filhos, seus parentes homossexuais. A cada quatro famílias uma tem algum ente homossexual e também de cada quatro homossexuais um, em alguma vez na vida, tentou suicídio, porque a discriminação é muito forte.

Por Diógenes de Souza

* A matéria foi atualizada às 13h10 para correção de informação sobre o dep. Jair Bolsonaro

Do INFONET
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Igreja proíbe ex-governador gay de ser padre nos EUA

O ex-governador de Nova Jersey James McGreevey, que renunciou ao cargo após se declarar "um americano gay" e revelar um caso extraconjugal com um homem, foi impedido de se tornar padre pela Igreja Episcopal, informa nesta segunda-feira a edição digital do diário The New York Post.

Segundo fontes anônimas da diocese de Newark (Nova Jersey) mencionadas pelo jornal, a Igreja Episcopal barrou a ordenação de McGreevey como padre. "Não por ele ser gay", justificavam, mas pela "má situação que afetou sua imagem após seu divórcio". Alguns líderes religiosos ainda expressaram dúvidas sobre a fé do ex-político, que se converteu rapidamente a esse culto depois do escândalo sexual em que se viu envolvido sete anos atrás.

Eles também se mostraram receosos de que McGreevey estivesse usando a igreja "para refazer sua vida profissional", sempre segundo o jornal nova-iorquino. Essas mesmas fontes acrescentaram que, mesmo que ele seja uma boa pessoa, deveria esperar entre cinco e dez anos para se juntar à Igreja Episcopal.

McGreevey - que segundo o The New York Post vive em Plainfield (Nova Jersey) com o companheiro, o australiano Mark O'Donnell - deixou o catolicismo após renunciar como governador em 2004. Desde então, estudou um seminário de teologia em Nova York e trabalhou no centro de reabilitação Integrity House de Newark.

A reputação do ex-governador democrata foi ainda mais prejudicada em 2008, quando começou o processo de divórcio. Sua ex-esposa, Dina Matos, acusou-o de cometer fraude por se casar com ela sendo homossexual e exigiu uma indenização de US$ 600 mil.

Do Terra

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Miss Universo é a nova madrinha da luta contra Aids


Jimena Navarrete, a Miss Universo 2010A Comissão Latina contra Aids em Nova York nomeou nesta quinta-feira a Miss Universo 2010, a mexicana Jimena Navarrete, como a nova madrinha que será sua porta-voz na prevenção para evitar o contágio da doença. A organização Miss Universo tem como incumbência de cada uma das rainhas levar a mensagem contra a Aids.

Jimena, de 22 anos, assistiu ao ato que aconteceu no Time Warner Center, em Manhattan, da organização sem fins lucrativos fundada em 1990. "É importante para mim e para a organização Miss Universo demonstrar nosso compromisso e solidariedade para com aquelas pessoas impactadas pelo HIV", disse a mexicana. Navarrete se uniu assim a outras rainhas de beleza e um grupo de celebridades que apoiam esta causa, entre elas a cantora Paulina Rubio.

Do TransRevolução
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ROBERTA CLOSE CONTINUA NA RESISTÊNCIA

ESTOU COM DEPRESSÃO REVELA ROBERTA CLOSE

Ex-modelo vive pesadelo por causa de perfis falsos na internet
Roberta Escansette, do R7, no Rio



Roberta Close diz em entrevista que vive um pesadelo por causa de páginas falsas na internet;

Aos 45 anos, Roberta Close tenta ser uma pessoa discreta. A ex-modelo pouco fala do casamento de 17 anos com o suíço Roland Granacher, mas em entrevista ao R7 revela que vive uma fase muito difícil.
De férias no Brasil desde o início de maio, onde visita o pai, Roberta conta que está em depressão por causa de dezenas de páginas falsas na internet.
- Descobri essas páginas quando ainda estava na Suíça. Tenho insônia por isso e estou deprimida. Não tenho computador em casa e nem Orkut. Como podem fazer isso comigo?
A ex-modelo, inclusive, disse até que procurou ajuda médica neste momento delicado, mas preferiu não dar detalhes sobre o tratamento.
- É desagradável demais. Achei melhor não contar nada para o meu marido. Ele é um homem muito ocupado. Se eu fiquei assim, imagina como ele ficaria?
Roberta já prestou queixa duas vezes na delegacia virtual no centro da cidade do Rio de Janeiro.
- Vi as páginas ainda na Suíça. A Justiça de lá não teve como me ajudar, porque está tudo escrito em português. Chegando ao Brasil fui atendida pela delegada Helen Sardenberg, que me acalmou. Ela está tentando resolver o caso.

Do:R7 - Via Blog do Serginho & as Bonekas
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Funcionário é chamado de “viadinho” e pode ser indenizado


A Sul América Cia Nacional de Seguros pode ter que indenizar em R$50 mil um funcionário homossexual que foi xingado de “viadinho” pelo gerente.

Segundo relatos, o funcionário de identidade não revelada era constantemente humilhado na frente de colegas da empresa.

Justiça exige indenização para funcionário homossexual que era constantemente xingado de 'viadinho'

Justiça exige indenização para funcionário homossexual que era constantemente xingado de 'viadinho'

“É evidente que os atos reiterados do gerente, no ambiente de trabalho, ridicularizando o subordinado, chamando-o pejorativamente de “viadinho”, revelam discriminação, preconceito e desprezo em relação à pessoa do acionante e, assim, certamente afetaram a sua imagem, o íntimo, o moral, resultando em prejuízo moral que deve ser reparado”, revelou o juiz José Saba Filho, da 73ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, ao punir a empresa com a indenização por danos morais.

A seguradora ainda pode recorrer da decisão.

Do Dolado

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Homofobia Internalizada - Negação da sua própria orientação sexual

A homofobia é um preconceito existente em pessoas contra os homossexuais ou a homossexualidade. A homofobia inclui também o ódio, a aversão, repulsa, nojo, enfim, qualquer sentimento contra a orientação sexual.
Para entender melhor, lembre-se que em grego “homo” significa “igual”, e “fobia” significa “medo”, sendo assim fica mais amplo seu significado. A homofobia é como o racismo, por exemplo. Uma palavra para denominar o que uma pessoa preconceituosa sente.

Para reafirmar sua sexualidade e como um mecanismo instintivo de defesa contra qualquer possibilidade de desenvolver um sentimento diferente por pessoas do mesmo sexo, os sujeitos tornam-se agressivos e podem até mesmo cometer assassinatos para se preservarem de qualquer risco. Muitas vezes, porém, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimônio com uma mulher e a formar uma família, sem jamais assumir sua homossexualidade. Quando este mecanismo se torna consciente, pode ser elaborado através de uma terapia, que trabalha os conceitos e valores destes indivíduos com relação à sua orientação sexual.

Quer um exemplo de homofobia internalizada?

-Mês passado( março) a Folha de S. Paulo fez uma reportagem com a atriz Claudia Jimenez , que em determinado momento faz referência ao seu sentimento de rejeição. “Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres”, disse.

Ops! Terrível e inconveniente a frase da atriz que dá a entender que lésbica é lésbica porque não consegue atrair os homens .Sei que lesbicas, já ouviu inúmeras vezes de alguns machões que “faltou aquela pegada” e outras baboseiras que amparam a tese de que as lesbicas sofreram imprevistos irreversíveis que as impediram de ser “fêmeas de verdade”. Quanta bobagem! Só falta recomendar o estupro corretivo, ocorrido recentemente com uma lésbica sul-africana, que foi espancada e estuprada para “aprender a gostar do sexo oposto”.
dykerama

A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. A homofobia é típica de pessoas que, consciente ou inconscientemente, ainda têm muitas dúvidas e angústias sobre sua própria identidade sexual. Como mecanismo de defesa de sua insegurança, estas pessoas costumam ridicularizar e agredir os homossexuais. Casos muitos graves de homofobia levam o sujeito a fazer investidas como o assassinato de homossexuais.

Os estudos sobre homofobia revelam que esse pensamento tem os mesmos motivos do racismo, sendo condenado por uma sociedade convencional que não aceita as diferenças.
As causas da homofobia não são recentes, elas ganharam forma ao longo do tempo devido à incapacidade do ser humano em aceitar as diferenças e conviver pacificamente. Insultos, gestos obscenos, agressões e até mesmo assassinatos são algumas das conseqüências da homofobia. No Brasil, as manifestações homofóbicas continuam intensas, definidas como uma epidemia nacional. O nosso país registra o maior índice de agressões de todos os tipos, a vergonha é que o Brasil está conhecido lá fora como um país que mais assassinam homossexuais.
A raiz do comportamento homofóbico está na Idade Média, quando a Igreja Católica passou a dominar o mundo e começou a condenar qualquer tipo de relacionamento homossexual. As pessoas que tinham uma orientação sexual diferente foram perseguidas pela Santa Inquisição. Depois desse período, não houve paz para a vida dos homossexuais, eles continuaram a ser marginalizados por uma sociedade hipócrita que atravessou décadas mantendo essa visão ultrapassada. Durante a segunda Guerra Mundial a homofobia também prevaleceu, tanto que os nazistas capturaravam homossexuais e enviavam para campos de concentrações.

Um desejo considerado proibido

Existem diversos motivos porque uma pessoa que descobre ter atração por pessoas do mesmo sexo tem para se trancar dentro de si e esconder estes desejos dos outros, porém não é o momento oportuno para expandir o assunto, mas por exemplo á sociedade que cobra, a educação que essa pessoa teve lhe ensinou que homem só pode ter sentimentos e relação sexual com mulher, em função disso ela apenas fazem o gosto da sociedade e de seus amigos, familiares etc; No faz de conta essa pessoa mantém sua postura de homem bem sucedido, mas parte-se para uma vida dupla casando-se, tendo filhos, mas continuando saindo com homens, (vida dupla, é ter duas pessoas, neste caso o homem tem sua esposa, mas também mantém um caso com outro homem por fora). Muitos levam sua vida dupla, e declaram serem felizes. Mas como ninguém é igual a ninguém em outras pessoas, tais desejos ficam reprimidos de forma tão agressiva e inconsciente que acaba gerando a própria homofobia explícita (ódio de homossexuais, ou melhor, de seus desejos homossexuais percebidos no outro).

Homofobia internalizada

A homofobia internalizada é a negação da sua própria orientação sexual, os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito. Observe que a pessoa apenas escondia esse desejo, mas agora passou a odiá-lo. Um ódio com uma grande força psíquica de destruição, em sua mente quer que o outro seja realmente destruído, pois a ele incomoda. Ou seja, este processo interno, de ódio e repudio aos próprios desejos homossexuais é chamado de homofobia internalizada.

A formação da homofobia internalizada não acontece de um dia para o outro, ela se dá ao longo dos anos e por isso cria raízes bastantes profundas em nosso inconsciente. Difíceis de serem removidas. A situação é tão grave que, mesmo depois de ter saído total ou parcialmente do armário, a homofobia internalizada se apresenta em comportamento sutis contra si ou contra a própria comunidade homossexual.
Além do ódio na homofobia internalizada, também existe uma agregação de conceitos negativos e falsos da homossexualidade na mente dessas pessoas, por exemplo, tudo o que a sociedade diz e que é anormal e estranha fica incorprado no inconsciente. Esse “negativismo homossexual” não os dominam por completo, é apenas uma parte incorporada que pode facilitar em algumas atitudes auto-destrutivas. Isto significa que tudo o que é “errado externamente” e que pode ser agregado ao que é “errado internamente” poderá ser feito, sem grandes complicações. Como fumar, beber, facilidades para entrar em depressão, uso de drogas e qualquer outra integração negativa mais ampla.

Falta informação e convivencia. Por exemplo, poucas pessoas sabem o que é união homoafetiva. De um lado o direito protege a dignidade da pessoa humana, e ampara os direitos das pessoas do mesmo sexo, do outro lado vivenciamos uma sociedade contaminada de preconceitos e demagogia. As autoridades reconhecem que faltam políticas públicas, e mais informação por parte da mídia em relação à união homoafetiva. Falta uma pedagogia legislativa e educacional nas escolas, abordando temas sobre sexualidade, está na hora da sociedade saber e entender que estamos em pleno século XXI, e que seus filhos precisam ser educados com base na realidade, alguns pais têm tabu de falar em sexo na frente dos filhos, pois sabemos que esses pais foram educados com valores dogmáticos religiosos, por exemplo na visão da igreja católica sexo é sinônimo de reprodução, assim, em seus ensinamentos o casamento entre um homem e uma mulher não está inteiramente ligado ao amor, mas sim a reprodução por meio do sexo. Observe que tal preconceito dessas pessoas em relação à união homoafetiva está associado a reprodução humana, mas nem sempre o casamento.

Vejamos que temos um problema mal resolvido: na educação dessa sociedade; na informação correta por parte da mídia; no âmbito do apego em ensinamentos religiosos; na criação de projetos e aprovação de leis, que pune a discriminação seja qual for, pois não basta criar projetos como o PLC 122, que criminaliza a homofobia, mas ainda se encontra parado no Congresso Nacional.
De fato a união homoafetiva, nos dias atuais passa por uma fase de abertura com tendência a aceitação no meio social, e principalmente, regularização constitucional. Hoje a orientação sexual não é mais considerada como uma doença, mas é sim uma realidade que deve ser encarada sem preconceito e com maturidade pela sociedade, que insiste na rejeição, utilizando como argumento a conservação dos valores de família, cultuados pela igreja.

Do Stop Homofobia

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Modelo Andrea Boschim explica um pouco da moda Plus Size

Andrea Boschim, modelo Plus Size

A moda Plus Size tem conquistado o mercado brasileiro. Muitas mulheres com o formato mais curvilíneo deixaram de brigar com a balança para aceitar o seu peso e sair em busca de roupas apropriadas sem perder o estilo.

As grifes perceberam a oportunidade e o mundo fashion, enfim, abriu espaço para as mais gordinhas.

Andrea Boschim é uma das precursoras do movimento e, aos 33 anos, mostra que a beleza não depende do manequim que se veste, mas sim de sua autoestima.

O eBand bateu um papo com a modelo que esclareceu algumas dúvidas sobre o assunto e deu algumas dicas.

Quando surgiu a ideia de se tornar uma modelo Plus Size?

Quem me despertou para o mercado Plus Size foi uma amiga, a Maira Sanches, que me inscreveu para o concurso WebGGGirl promovido pelo site Criatura GG no final de 2002. Eu venci este concurso e aí não parei mais de trabalhar.

Como funciona o mercado? Existem agências especializadas?

Nos últimos 2 anos o número de agências que passaram a incluir modelos Plus Size em seu castings cresceu assustadoramente. É preciso tomar cuidado e procurar conhecer um pouco a história da agência antes de entregar seu material e sair pagando books e taxas de inscrição. Além disso, como o mercado Plus Size ainda está se desenvolvendo, muitas donas de grifes acabam se valendo das redes sociais para encontrar as modelos que estamparão suas coleções.

Você consegue se sustentar trabalhando apenas como modelo?

Não é fácil se manter trabalhando apenas como modelo, atualmente eu consigo, mas nem sempre foi assim!

Você acredita que as grifes atendem as necessidades do público plus?

Acredito que há um grande esforço para estar a cada coleção se superando, trazendo peças com tendências vistas nas grandes semanas de moda do mundo, mas respeitando o corpo curvilíneo das Plus Size. Há um grande investimento em tecidos, modelagem… porém ainda há muito para melhorar e para crescer.

As empresas e pessoas ligadas às organizações de eventos da moda Plus size tem que tipo de relação com outros eventos do calendário da moda, como por exemplo SPFW e Fashion Rio?

Enquanto eu participei da organização do FWPS (Fashion Weekend Plus Size, evento destinado à moda GG) não havia nenhum tipo de relação. No final do ano me desvencilhei da organização e não sei mais do andamento da mesma.

Como funcionam as cobranças sobre a saúde das modelos?

As modelos que estão há mais tempo no mercado, como as TOP5 (eu, Bianca Raia, Celina Lulai, Mayara Russi e Simone Fiuza) procuramos sempre estar com nossos exames laboratoriais e saúde em dia e, sempre que podemos, incentivamos esta prática para as modelos iniciantes. Mas não há efetivamente uma cobrança sobre a saúde das meninas.

Existe preconceito ainda? Como ele acontece?

Existe. E acontece das formas mais variadas. Desde chegar a um local para fazer cabelo e maquiagem, e ter que explicar que você vai fazer parte do desfile, até preconceito de algumas lojas que trabalham exclusivamente para o mercado Plus Size e colocam em seus catálogos modelos de manequim 40/42. Modelo Plus Size é aquela que usa a partir do manequim 44/46, não entendo o que passa pela cabeça destas pessoas… Se você faz roupas para pessoas gordas, saiba que quem compra espera ver em seus catálogos pessoas como elas. Isso aumenta a identificação entre cliente e marca!

Da Band. - Via Gordinhas Lindas

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Man! I Feel Like a Woman

Man! I Feel Like a Woman
Shania Twain
Composição : Shania Twain / Langer






Man! I Feel Like a Woman

Let's Go Girls!
C'mon

I'm going out tonight
I'm feelin' alright
gonna let it all hang out
Wanna make some noise
really raise my voice
Yeah, I wanna scream and shout
No inhibitions, make no conditions
get a little, outta line
Ain't gonna act, politically correct
I only wanna have a good time

Best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
and...

Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!

The girls need a break
tonight we're gonna take
The chance to get out on the town
We don't need romance
we only wanna dance
we're gonna let our hair hang down

Best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
and...

Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!

Best thing about being a woman
Is the prerogative to have a little fun
Fun!

Oh, oh, oh, go totally crazy
forget I'm a lady
Men's shirts, short skirts
Oh, oh, oh, really go wild, yeah!
doin' it in style
Oh, oh, oh, get in the action
feel the attraction
color my hair, do what I dare
Oh, oh, oh, I wanna be free
yeah! to feel the way I feel
Man! I feel like a woman!

I get totally crazy
Can you feel it
Come, come, come on baby
I feel like a woman

Cara! Eu Me Sinto Uma Mulher

Vamos lá garotas!
Vamos lá!

Eu vou sair esta noite
Estou me sentindo bem,
Vou ficar totalmente relaxada,
Quero fazer um pouco de barulho
realmente levantar minha voz,
Sim, eu quero gritar e berrar
Sem inibições, não faço condições,
sair um pouquinho fora da linha,
Eu não vou ser politicamente correta,
Eu só quero me divertir

A melhor coisa a respeito de ser uma mulher
É a prerrogativa de ter um pouquinho de diversão
e...

Enlouquecer totalmente,
esquecer que sou dama,
Camisa de homem, saias curtas,
Realmente ficar desvairada sim,
fazendo isso com estilo,
Entrar na ação ,
sentir atração,
Colorir meu cabelo, fazer aquilo que ousar.
Eu quero ser livre
sim, para me sentir como me sinto:
Cara! Eu me sinto como uma mulher!

As garotas precisam de um tempo
esta noite vamos aproveitar
A oportunidade de sair na cidade.
Nós não precisamos de romance
nós só queremos dançar,
Nós vamos deixar nosso cabelo balançar

A melhor coisa a respeito de ser uma mulher
É a prerrogativa de ter um pouquinho de diversão
e...

Enlouquecer totalmente,
esquecer que sou dama,
Camisa de homem, saias curtas,
Realmente ficar desvairada sim,
fazendo isso com estilo,
Entrar na ação ,
sentir atração,
Colorir meu cabelo, fazer aquilo que ousar.
Eu quero ser livre
sim, para me sentir como me sinto:
Cara! Eu me sinto como uma mulher!

A melhor coisa a respeito de ser uma mulher
É a prerrogativa de ter um pouquinho de diversão
Diversão!

Enlouquecer totalmente,
esquecer que sou dama,
Camisa de homem, saias curtas,
Realmente ficar desvairada sim,
fazendo isso com estilo,
Entrar na ação ,
sentir atração,
Colorir meu cabelo, fazer aquilo que ousar.
Eu quero ser livre
sim, para me sentir como me sinto:
Cara! Eu me sinto como uma mulher!

Eu fico completamente louca,
Você consegue sentir isso?
Venha, venha, vamos lá, baby,
Eu me sinto como uma mulher!
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Morde & Assopra: Todo interessado, Dr. Eliseu pergunta se Elaine (Otaviano Costa) é casada

Depois de servir o primeiro almoço para a família do Dr. Eliseu (Paulo Goulart), Elaine (Otaviano Costa) lava a louça na cozinha. Mas a nova empregada é surpreendida pela visita do patrão. O médico elogia a comida e diz que está feliz com a presença da nova funcionária.

Sem graça, Elaine se enrola com as palavras. “Estou felicíssimo... digo, felicíssima! O doutor me perdoe, quando fico nervosa, troco as palavras”, explica, dando a deixa perfeita para o médico. “E você está nervosa, Elaine? Com a minha presença?”, pergunta, todo galante. O malandro fica desconcertado e tenta explicar que ainda está se adaptando ao novo emprego.

Mas Dr. Eliseu não perde a oportunidade e aproveita para descobrir se a doméstica é casada. Assustada, Elaine diz que não. Satisfeito com a resposta, o médico se afasta e exclama: “Quando menos se espera, é que o amor aparece!”. Élcio fica perplexo com o comportamento do novo patrão e tem cada vez mais certeza de que se meteu em uma enrascada.


Vestido como Elaine, Otaviano Costa espera na sala de atores do Projac sua hora de gravar a novela “Morde & Assopra"

Será que o Dr. Eliseu está se apaixonando por Élcio vestido de Elaine? Descubra nos próximos capítulos de Morde & Assopra. Essa cena vai ao ar na segunda-feira, dia 11 de abril.

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Estados Unidos: Transexual espancada no McDonald’s conta o drama

As cenas são terríveis e mostram várias faces da violência humana. Uma é o ódio irracional aos diferentes, no caso uma transexual que ia ao banheiro no McDonald’s de Baltimore, EUA. Um ódio que por pouco não provocou mais uma morte estúpida. A outra face é a omissão total de quem deveria proteger clientes numa rede que se orgulha de disseminar uma imagem de bom atendimento aos clientes. Também chama atenção que sejam duas mulheres a bater no(a) transexual. Por mais que homens protagonizem com mais frequência episódios de violência, cada vez mais mulheres se mostram publicamente agressivas e covardes. Neste caso, quase assassinas.

O caso foi o seguinte: no dia 18 de abril, na filial do McDonald’s na Kenwood Avenue, em Rosedale, Baltimore, EUA, duas jovens – uma menor de idade, de apenas 14 anos, e a outra, de 18 – atacaram e espancaram por longo tempo uma cliente de 22 anos, Chrissy Polis, sob o olhar complacente dos funcionários da lanchonete. Ouvem-se risos ao fundo. As aagressoras puxam a vítima pelos cabelos, chutam, dão soco, empurram, arrastam-na pelo chão.

O gerente “ensaia” um protesto e pede às duas que vão embora. Stop, stop, limita-se ele a gritar, em vez de impedir a barbárie e chamar a polícia. As agressoras vão indo embora, mas voltam seguidamente para continuar a selvageria. A vítima fica encolhida no chão, tenta se proteger, proteger a cabeça especialmente por medo de morrer. Somente uma senhora mais velha, também cliente, intercede vigorosamente em favor da vítima – não o staff do McDonald’s. Quando a transexual começa a sangrar e tremer no chão, os funcionários, com medo da polícia e de acabar, como dizem no vídeo, “com um corpo, um cadáver no chão”, expulsam as agressoras para que elas se livrem da prisão em flagrante.

O McDonald’s, o que fez? Soltou um comunicado oficial. E demitiu o funcionário que filmou todo o ataque.

“Estamos chocados com o vídeo de uma de nossas franquias em Baltimore que mostra um ataque a uma cliente. Esse incidente é inaceitável, perturbador e constrangedor. McDonald’s se empenha em ser um ambiente seguro e receptivo a todos que nos visitam. Nada é mais importante para nós do que a segurança de nossos clientes e e funcionários nos nossos restaurantes. Estamos em contato com a filial local e as autoridades para investigar o assunto”.

O proprietário da filial local do McDonald’s demitiu o empregado que filmou a agressão no celular e está “analisando se deve punir” os outros, que nada fizeram a não ser “sentar e olhar”, segundo depoimento de Chrissy, a vítima. Pela primeira vez, ela fala ao jornal Baltimore Sun sobre o que viveu e como está se sentindo depois de tudo.

O vídeo foi visto por milhões na internet, tornou-se um viral - O Funcionário que filmou foi demitido

De seu depoimento, alguns detalhes chamam a atenção. Ela é articulada, confirma que não tentou reagir porque queria apenas proteger sua cabeça e não morrer nem ter uma parada cardíaca. Fala que o ataque começou com uma delas cuspindo no seu rosto quando ia ao banheiro. Diz ter ficado estarrecida ao ser informada de que uma das agressoras tem apenas 14 anos. Falou – e está provado no vídeo – que os funcionários do McDonald’s não só foram omissos e nada fizeram, mas que, no fim, apenas tentaram proteger as moças que a espancavam, evitando sua prisão em flagrante. Chrissy tem um olhar triste, lamenta todos os danos físicos e morais do incidente – ficou machucada, com hematomas, e teve sua vida exposta – e diz que, agora, seu único desejo seria encontrar aquela senhora que provavelmente a salvou de morrer. Chrissy está com medo de sair de casa.

Da Época - Via: Mundo Alternativo

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Sara Rue perde 22 quilos e coloca biquíni pela primeira vez

Aos 32 anos, a atriz e apresentadora americana Sara Rue, conhecida pelo papel da gordinha Carmen na série "Popular", colocou um biquíni pela primeira vez: "É um pouco estranho. Mas depois que experimentei, pensei: 'Estou bem'". Ela perdeu 22 quilos e diminuiu as medidas em quatro tamanhos com uma dieta de 1700 calorias e fazendo exercícios aeróbicos quatro vezes por semana.

"É difícil. É uma luta, mas eu não invento desculpas", diz ela, que atualmente apresenta o reality show "Shedding for the Wedding", em que casais lutam para emagrecer antes do casamento.

Da Gazeta da Web
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'Tem muita travesti talentosa', diz nova diva gay do YouTube


No verão passado, Luisa Marilac decidiu fazer algo diferente. Ela só não previa que o vídeo no qual desfrutava de um dia de sol na piscina de sua casa na Espanha, tomando seus “bons drink”, faria dela uma celebridade da internet.

“Menina! Passei a tarde na cama, só falando com o povo no Twitter. Meus Deus, quanta gente!”, contou a transexual ao G1 na terça-feira (19), data em que o vídeo intitulado “Luisa Casa Roqueta” ultrapassou os 800 mil acessos no YouTube. (clique aqui para ver)

Filmada com uma câmera amadora em junho de 2010, a gravação era uma pequena vingança de Luisa contra um ex-namorado italiano. “Nós moramos em Roma por dois anos e mudamos para Madri para nos casar. Chegando aqui, ele me roubou, fugiu com meus documentos, meus cartões de crédito, me deixou na m...”, explica. “Quis fazer o vídeo para mostrar que apesar de tudo, eu não estava na pior”.

Nas cenas em que joga na cara do ex o glamour da casa com piscina no povoado de Roqueta de Mar, no sul da Espanha, Luisa dispara uma sequência de frases que têm virado bordões nas redes sociais.

“Neste verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, na minha piscina, com meus bons drink [sic] curtindo esse verão maravilhoso na Europa”, diz a brasileira na gravação, antes de dar um mergulho na água “geladíssima”. “E teve boatos de que eu estava na pior... Se isso é estar na pior, que quer dizer estar bem? P...”, completa Luisa, com ar debochado.

Descobertas só recentemente por usuários do Twitter e do Facebook, as máximas de Luisa ganharam até as pistas de dança. Misturadas a arranjos eletrônicos, as pérolas proferidas pela transex foram convertidas em versos de hits de baladas moderninhas.

“Fiz o remix por zoação e toco em festas em que o pessoal tem mais humor”, conta o DJ Nedu Lopes, que se apresenta nos clubes paulistanos Vegas e Glória. Já o DJ Dolores de las Dores, do projeto Las Bibas from Vizcaya, produziu uma versão batizada “Momentos meus”, executada na Red Party, do Sonique Bar, também em São Paulo. "Enfio a música no meio de um set maluco, intercalando com Gretchen ou Lady Gaga”, conta.

Assim como o vídeo original de Luisa, os remixes também fazem sucesso: ambos já tiveram mais de 55 mil acessos no YouTube.

Vida 'hétera' no Brasil
O assédio virtual dos brasileiros causou certo banzo na neodiva gay da web, que faz planos de visitar o país no próximo dia 6 de maio. A data não foi escolhida à toa: é o aniversário de Luisa – que jamais revela a idade. “Coloca aí que sou da época do 'Fuscão preto'. E abafa o caso”, pede.

Na vinda ao país, ela pretende ir direto ao encontro da mãe, que trabalha como cabeleireira em Guarulhos, na Grande São Paulo. Também planeja visitar familiares que vivem em sua terra natal, Além Paraíba, localizada na Zona da Mata mineira.

“É uma cidade pequenininha e acolhedora, que faz divisa com o Rio, na BR 116”, detalha. “Quando volto para lá, levo uma vida de 'hétera' e tento passar o mais discreta possível. Sei que aí no Brasil travesti leva pedrada na rua”.

A violência contra os homossexuais no país é tema que preocupa Luisa. Ela diz que foi justamente um ataque homofóbico que a fez se mudar para a Europa há mais de duas décadas.

“Levei sete facadas nas costas dentro de um bar em São Paulo. Fiquei em coma dois dias e me trataram feito animal em um hospital público”, explica. “Essa semana me mandaram aquele vídeo do travesti assassinado na Paraíba e fiquei em estado de choque, não consegui nem dormir!”.

Quando se mudou para a Europa, Luisa caiu na prostituição, como fazia desde a adolescência na Grande São Paulo. “A diferença é que na Itália eu não sentia medo, no máximo alguém me olhava feio. No Brasil, travesti que está na vida sabe que pode ser linchado, assassinado...”.

A transex diz que há quase três anos deixou de fazer programas. “Ainda circulam uns anúncios meus em alguns sites. Já tentei tirar todos do ar, mas é tão difícil...”, lamenta.

Luiza Marilac, sucesso no YouTube (Foto: Divulgação)
Luiza Marilac: curvas generosas atrapalham na
hora de escolher grifes. (Foto: Divulgação)

Atualmente, diz ela, o sustento vem da renda que acumulou. Mora em um apartamento no centro da capital espanhola e no verão, aproveita o calor na casa da Roqueta. “É tudo alugado, mas é meu. Eu pago o aluguel, então é meu”, enfatiza.

“Adoro o agito de Madri, mas prefiro ficar na Roqueta, que é um lugar menorzinho. Sempre fui uma moça do interior”, confessa, aos risos. “Sou uma dona de casa que gosta de ver tudo limpinho, receber as amigas. Coisa de mulherzinha”.

Silicone da vizinha
Com 1,85m de altura, cintura fina, seios e quadris fartos, Luisa se considera uma “travesti à moda antiga”. “Plástica mesmo só fiz no nariz. O resto é aquele silicone que você bate na porta da vizinha e pede pra ela aplicar”, revela, sem pudores.

O corpão exagerado às vezes atrapalha na hora de escolher um modelito de alta-costura. “Grife é coisa tão rara de me servir... Comprei um vestido Roberto Cavalli que ficou péssimo. Comprei uma bota Calvin Klein que na primeira esquina quebrou o salto. Fico louca da vida, não compensa gastar tantos euros”, pondera. “E tem mais: aprendi a me olhar no espelho e me achar linda, não importa a roupa”.

Os investimentos mais altos, diz ela, são nos perfumes. “Sou muito exigente e se você me perguntar, sei o nome de todos: Lancôme, Chanel, Givenchy...”, desafia. “Mas o meu preferido é o Insolence, da Guerlain. Adoro um cheirinho bem doce”.

A vaidade também ficou mais forte desde que seu “dolce far niente” na piscina ganhou a internet. Em seu vídeo mais recente, filmado em HD, gastou 3 mil euros com uma miniequipe formada por maquiadora e cinegrafista.

“Vou continuar fazendo essas palhaçadinhas no YouTube e vou chamar as amigas para participar”, promete. “Tem muita travesti talentosa e bonita que não tem oportunidade e se vê obrigada a cair na prostituição. Sou muito afortunada por não ter contraído um HIV. Na minha época não se falava tanto em camisinha”.

Xuxa
Luisa espera repetir o êxito de outras transexuais famosas, como a top model Lea T – a queridinha da vez do mundo fashion. “Ela é linda! No início da carreira estava muito magrinha, mas agora ficou incrível. Virou mulher!”, elogia. “Se você descobrir o nome do cirurgião dela, você me passa?”, solicita.

Se a fama na web ajudar, Luisa quer realizar um desejo antigo: conhecer a rainha dos baixinhos. “Xuxa é a minha maravilhosa! Meu sonho de infância era ser paquita e se você perguntar para qualquer travesti, ele vai te dizer o mesmo”, garante.

Outra heroína de infância da transex é Luisa de Marilac. Nada a ver com a santa francesa, cujo sobrenome batizou um município mineiro. “Escolhi esse nome para homenagear uma amiga de minha mãe, que me deu a primeira roupa de mulher”, recorda ela, que esconde com afinco seu nome masculino. “Dona Luísa era uma santa, vendedora da sessão de cosméticos do Carrefour. Me tratava como a filha que nunca teve”.

A formação católica passada pela mãe – Luisa nunca conheceu o pai biológico – ainda tem espaço no cotidiano. “Deus foi muito bom comigo. Quando acordo, a primeira coisa que faço é agradecer por mais um dia e já peço perdão pelos pecados que cometerei nas próximas horas”.

Do G1

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Justiça determina que menino gêmeo, de 10 anos, faça mudança de sexo


Um menino de apenas 10 anos foi autorizado por um tribunal da Austrália a mudar de sexo. O garoto é gêmeo e está vivendo os três últimos anos como uma menina: veste roupas femininas, usa o banheiro das meninas na escola e se apresenta como uma "jovem e atraente garota com cabelos longos e louros", conforme a corte afirmou na sua decisão.

Pais, médicos e psiquiatras disseram temer que a chegada da puberdade levasse o garoto a tomar medidas extremas, como o suicídio, e resolveram apoiar a aplicação urgente da terapia para mudança de sexo. Ele será o mais jovem australiano a ser submetido ao tratamento, de acordo com o site News.com.au.

O menino vai passar por tratamento com remédios para esconder os traços da puberdade masculina. Aos 16 anos, será aplicada a segunda fase da transformação: a terapia usando hormônios femininos. O juiz que ditou a sentença disse reconhecer "uma menina em corpo de menino".

A mãe da criança contou que, aos 3 anos, o menino se queixou: "Mamãe é tão difícil tentar ser um menino". A família passou a tratar o garoto menina em 2008. De acordo com ela, o primeiro especialista a ver a criança, 2009, percebeu que o o menino parecia feminino de todas as maneiras.

Do Paraiba.com

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"Morte de travesti foi por vingança", diz delegado de Campina Grande

O travesti de 24 anos, assassinado com 32 facadas na madrugada desta sexta-feira (15), em Campina Grande, teria furtado R$ 800 de um cliente durante um programa sexual. "Essa teria sido a motivação para o crime. A morte foi por vingança", disse o delegado Wagner Dorta, responsável pela apuração do caso.

O crime foi registrado pelas câmeras de trânsito da Superintendência de Trânsito da cidade.

De acordo com o delegado, a explicação para o crime teria sido dada por dois dos envolvidos, que foram localizados pela Polícia Civil durante o fim de semana. Eles prestaram depoimento na manhã desta segunda-feira (18). "Apreendemos o adolescente, o principal agressor da vítima. Em seguida, prendemos preventivamente um adulto, que é o dono do carro que aparece nas imagens e também esfaqueia o travesti."

Crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (15), no Centro da cidade.
Agressor teria dito à polícia que vítima roubou R$ 800 em programa sexual.

O delegado disse ainda que o adoleescente teria assumido a autoria e o planejamento do crime. "No depoimento, ele nos falou que fez um programa sexual com uma garota e, durante o encontro, o travesti teria sacado um estilete e roubado R$ 800."


Dorta afirmou que os dois devem prestar um novo depoimento nesta segunda-feira. Os outros dois envolvidos no crime já foram identificados. "Estamos no encalço deles e pretendemos prendê-los em breve", disse o delegado.

O rapaz que está preso, segundo o delegado, já foi investigado pelo homicídio da mulher, assassinada com um tiro de espingarda calibre 12. "Mas ele foi inocentado. O adolescente não tem passagem na polícia", disse Dorta.

A vítima foi ferida no peito, no pescoço e na cabeça. "Muitos dos golpes atingiram o coração da vítima. Quando prendemos os dois na casa do dono do carro usado no crime, encontramos uma das facas, que ainda estava com sangue e cabelo do travesti", explicou o delegado.



Do Midiacom
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Lei Maria da Penha é aplicada a casal gay


Um casal gay no Rio de Janeiro teve a Lei Maria da Penha aplicada em virtude de violência doméstica. A decisão foi divulgada ontem pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Com a decisão do juiz Alcides da Fonseca Neto, da 11ª Vara Criminal, o réu precisará manter a distância de 250 metros do companheiro. Durante três anos, o casal manteve uma união homoafetiva.

Na casa onde moravam, no centro do Rio, o cabeleireiro Adriano Cruz de Oliveira foi vítima de várias agressões cometidas pelo companheiro, Renã Fernandes Silva.

A mais recente ocorreu na madrugada do dia trinta de março. Silva atacou Oliveira com uma garrafa, lesionando o rosto, perna, lábios e coxa do agredido.

Do O Diário

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Filho de prefeito confessa agressão por aversão a gay

André Delgado Baird, 19 anos, filho do prefeito de Costa Rica, Jesus Queiroz Baird, confessou ter agredido um acadêmico de artes visuais, de 21 anos, na madrugada da última sexta-feira, em Campo Grande. De acordo com a adjunta da 1ª Delegacia de Polícia, Daniella Kades, ele prestou depoimento no final da manhã de hoje e também confirmou para a polícia ter espancado a vítima em função de ela ser homossexual. Além de André, outros três jovens teriam participado das sequências de chutes e socos, classificadas neste caso como homofobia – aversão a homossexual.

A delegada contou que o acusado confirmou a agressão e também a homofobia, mas disse que não se lembrava bem. Naquela noite, o grupo havia ingerido bebido alcoólica. "Eles estavam andando de carro, quando um deles falou: ‘Ah, vamos bater naqueles bichas’", relatou Daniella Kades, contando que na versão de André três dos quatro amigos participaram do espancamento, enquanto um ficou no carro. Já a vítima garante que foi agredida por todos eles.

Do Correio do Estado


A Polícia Civil de Campo Grande já identificou um dos quatro acusados de terem agredido um jovem na madrugada da última sexta-feira (15), supostamente por homofobia. Segundo a delegada Daniela Kades, um dos agressores seria filho do prefeito de um município no interior de Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com a polícia, as investigações chegaram até o suspeito através da placa do veículo corsa de cor preta, em que os jovens estavam. O automóvel está registrado em nome do irmão de um dos possíveis autores da agressão. A delegada informa um dos agressores seria filho do prefeito de Costa Rica, Jesus Baird.

A própria vítima teria decorado a placa do carro e informado em seu depoimento para a polícia. Ele registrou o boletim de ocorrência às 22h da sexta-feira (15) e até hoje só entrou em contato com a delegada por telefone. Segundo Daniela, o jovem está com medo porque os jovens agressores seriam de famílias influentes.

Os outros três acusados ainda estão sendo investigados. A delegada Daniela lembra que homofobia não é crime, mas eles devem responder por lesão corporal dolosa. Caso sejam reincidentes, ou tenham planejado o crime, podem responder também por formação de quadrilha.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Costa Rica confirmou que o prefeito Jesus tem dois filhos, sendo que o nome de um deles coincide com o acusado pela delegada. Os nomes serão preservados para preservar a vítima e não atrapalhar as investigações.

O caso

Na madrugada da sexta-feira (15), a vítima saía de uma boate por volta das 4 horas da manhã junto com outro rapaz de 18 anos, quando foram abordados próximo a Rua Bahia, por quatro jovens que estavam dentro do veículo Corsa de cor preto.

Ao verem os dois rapazes, dois dos quatro jovens do carro gritaram “veado” para os rapazes que logo desceram do veículo e começaram a correr atrás das vítimas. Dos quatro jovens, três teriam agredido o rapaz com chutes e ponta pés enquanto riam da vítima.

Do MIDIAMAX
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Malasianos afeminados serão enviados a acampamento, diz jornal

O jornal da Malásia "New Straits Times" afirmou que um grupo de 66 adolescentes malasianos com "tendências afeminadas" será enviado a um acampamento com o objetivo de "passar por uma reeducação".

O jornal credita a informação a autoridades da Malásia, país que não tolera a homossexualidade.

Segundo o Departamento de Educação do Estado de Terengganu, o acampamento começou a funcionar no último domingo. Os jovens enviados ao local foram indicados por suas escolas, que foram instruídas no ano passado a "denunciar alunos que pudessem ser gays".

A Malásia considera ilegais as relações entre pessoas do mesmo sexo. Homossexuais malasianos denunciam medidas do governo que consideram discriminatórias, como, por exemplo, a pena de 20 anos de prisão por sodomia.

De acordo com o "New Straits Times", os estudantes terão aulas de educação física e religião, conduzidas por "palestrantes motivacionais".

O diretor do departamento, Razali Daud, disse ao "New Straits Times" que, embora os "sintomas" variem, o comportamento dos 66 jovens --todos estudantes do ensino médio-- "não são comuns para rapazes normais desta idade".

"Nós não estamos interferindo com o processo da natureza, e sim meramente tentando guiar estes estudantes a seguir um caminho adequado em suas vidas", afirmou Daud.

"Nós sabemos que algumas pessoas acabam se tornando mak nyah (travestis) ou homossexuais, mas nós faremos o melhor para limitar este número", disse.

A entidade malasiana Grupo Unido de Ação para a Igualdade de Gêneros (JAG, sigla em inglês) afirmou, em comunicado publicado pelo site de notícias "The Malaysian Insider", que a medida vai contra os direitos humanos, além de promover a homofobia e o preconceito.

Da Folha - Via Bol
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Livro de jornalista italiano aborda vida de padres homossexuais

Um número impreciso de padres que trabalham no Vaticano ou fazem parte de congregações católicas presentes em Roma são homossexuais, segundo um livro que será lançado na Itália e que aborda um tema complicado para a Santa Sé, que exige total castidade dos religiosos.

O livro do jornalista Carmelo Abbate, "Sexo e o Vaticano: Viagem Secreta ao Reino dos Castos", descreve, através de testemunhos anônimos, as relações amorosas entre os sacerdotes.

"Padres de todas as nacionalidades dividem suas vidas entre as austeras salas da Via della Conciliazione (a avenida que leva ao Vaticano) e a movimentada 'Roma by night'", afirma a editora italiana do livro, Piemme.

O livro também fala das relações amorosas estáveis dos padres com mulheres, da existência de filhos ilegítimos e menciona, inclusive, abortos clandestinos.

Abbate denuncia a cultura do sigilo e a vontade da Igreja de negar a realidade ante os desejos sexuais dos sacerdotes.

Em um artigo na revista Panorama, o jornalista também denunciou as aventuras noturnas dos padres homossexuais.

A diocese de Roma havia prometido punir com rigor esse tipo de comportamento que classificou de indigno.

O Vaticano não quis comentar o lançamento do livro.

A Santa Sé nega a existência de padres homossexuais, e procura encobrir casos que venham à tona. O Papa Bento 16 propôs, inclusive, uma melhor seleção para evitar que jovens gays entrem nos seminários.

Da France Press Via Bol

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Americano é demitido por ser transexual

Um transexual decidiu mover uma ação contra um centro de toxicodependência dos Estados Unidos depois que foi demitido da função de monitorar a coleta de amostras de urinas de homens.

El'Jai Devoureau, de 39 anos, alega que sofreu discriminação quando foi questionado por seu gerente se havia passado por qualquer tipo de cirurgia. Como se recusou a responder, foi dispensado do cargo.

Apesar de ser reconhecido legalmente como homem - seus documentos foram refeitos e apontam para o sexo masculino - Devoureau nasceu mulher. Há cinco anos, ele iniciou o tratamento com hormônios e, em 2009, fez uma cirurgia para a retirada dos órgãos reprodutores femininos.

Do Extra

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Entre os 10.000 homossexuais deportados pelo regime nazista, um sobrevive: Rudolf Brazda conta sua experiência

Rudolf Brazda e Jean-Luc Schwab se conheceram em 2008, em Mulhouse, na França - 'Veja'.

Muito se fala sobre a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas o sofrimento de outros grupos visados pelos nazistas, como os gays, ainda pode, e precisa, ser mais bem narrado. Triângulo Rosa – Um Homossexual no Campo de Concentração Nazista (Mescla Editorial, tradução de Ângela Cristina Salgueiro Marques, 184 páginas, 48,90 reais), livro lançado nesta semana no Brasil – primeiro país estrangeiro a lançar uma tradução – é um esforço neste sentido. Ele conta a história de Rudolf Brazda, único sobrevivente entre os 10.000 homossexuais deportados pela ditadura de Adolf Hitler.




Rudolf Brazda se descobriu homossexual muito jovem. Antes dos 10 anos de idade, seus amigos já comentavam que era afeminado. Quando adolescente, mostrou ser um verdadeiro pé de valsa. As garotas disputavam entre si para ser seu par na pista de dança. Não eram poucas as vezes em que elas tentavam ir mais longe, mas ele não correspondia. Estava claro que preferia os garotos. Filho de pais checos, livres de qualquer tipo de preconceitos, Brazda não teve problemas ao levar seu primeiro grande amor para conhecê-los. Manteve um relacionamento sério com Werner de 1933 a 1936, quando o companheiro foi convocado para o serviço militar. Eles não se veriam mais. Depois dele, porém, vieram outros amores.

Nascido no vilarejo de Brossen, perto Leipzig, na Alemanha, em 23 de junho de 1913, Brazda tinha apenas 20 anos quando os nazistas tomaram o poder. Especialmente em 1935, a legislação contra os homossexuais foi endurecida pelo regime. Os termos do parágrafo 175 do código penal foram reforçados: “A luxúria contra o que é natural, realizada entre pessoas do sexo masculino ou entre homem e animal é passível de prisão e pode também acarretar a perda de direitos civis”. Todos os gays passaram a ser cadastrados na Central do II Reich, com o objetivo claro da repressão. As estimativas da época apontam que cerca de 100.000 pessoas foram fichadas, entre elas Brazda e seus amigos.

Ele foi condenado pela primeira vez em 1937. Passou seis meses na prisão e acabou expulso da Alemanha. Esperava retomar a vida na Tchecoslováquia, mas, em 1938, o regime de Hitler atravessou o seu caminho mais uma vez. Com a anexação da província dos Sudetos pelos nazistas – onde fica a cidade onde morava, Karlsbad -, as leis alemãs passaram a ser aplicadas ali com o mesmo rigor. Em pouco tempo, Brazda foi preso novamente e condenado a 14 meses de prisão. Embora tenha cumprido a pena integralmente, não chegou a ser libertado. No auge do regime de Hitler, os campos de concentração se propagaram: abrigariam também prisioneiros de guerra, comunistas, social-democratas, judeus, testemunhas de Jeová, ciganos e homossexuais.


A reconstrução da história

Assumindo o papel de confidente de Brazda, o pesquisador e militante dos direitos dos homossexuais Jean-Luc Schwab pôde transformar seus depoimentos no livro Triângulo Rosa.
Para recompor a trajetória do personagem, Schwab recorreu a centenas de horas de entrevistas com diferentes fontes, pesquisas pessoais em arquivos alemães, checos e franceses e viagens aos antigos lugares ligados à vida e ao confinamento do biografado.


Leia a seguir trechos da entrevista com o co-autor Jean-Luc Schwab:

Como nazistas faziam para descobrir quem era ou não era homossexual? No caso de Rudolf, seu nome foi evocado por seus amigos. Não tive acesso a arquivos de outras pessoas, mas, de uma forma geral, quando havia uma denúncia de homossexualidade, era aberto um inquérito policial e, depois disso, bastava provar que o acusado de fato teve relações “contra a natureza” com uma ou mais pessoas. Nesses inquéritos, faziam de tudo para descobrir o máximo possível de nomes envolvidos, para começar novas investigações e assim por diante.

Da Veja - Via: Stop Homofobia
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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