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Beleza tamanho GG

O plus size está na moda. Sinal disso é a presença do setor com três expositores no salão carioca de moda e negócios, o Rio-à-Porter, que acontece na capital fluminense entre os dias 30 de maio e 2 de junho. O espaço - e número de estilistas - que trabalham com tamanhos maiores ainda é discreto, mostrando que a ditadura da magreza e dos corpos perfeitos ainda reina. Para descobrir quais são os dramas e sucessos desse mercado entrevistamos a modelo plus size e Fashion Weekend Plus Size, Renata Poskus Vaz.



Do alto de seus 1,73m e 83 kg, Renata conta que já presenciou preconceito por ser uma modelo GG em um desfile com modelos magrinhas e gordinhas. Hoje em dia, aos 30 anos, se revela satisfeita com seu corpo e faz um pedido aos estilistas: quer que as grifes tradicionais invistam nesse público e produzam tamanhos maiores. "Maiores de verdade. Há muita marca por aí dizendo que produz tamanhos grandes, mas na verdade, vemos que o tamanho 46 que só veste em quem usa 42", lamenta.


1. Como é o dia a dia de uma modelo plus size? É diferente de uma modelo magra?

Uma modelo plus size, infelizmente, ainda não consegue viver apenas de seu trabalho como modelo para sobreviver. Os cachês são mais baixos e embora novas oportunidades neste segmento ainda estejam surgindo, são escassas.

Há vantagens: não precisamos de tanta cobrança com nosso corpo. Assim como as modelos magras, necessitamos praticar atividades físicas e nos alimentar corretamente, mas sem muita rigidez. Antes de um grande casting, as modelos tradicionais se entregam às saladas mas nós não temos esse tipo de encanação. Cuidamos das unhas, pele, cabelo e dentes, que são nosso cartão de visita.

2. Existe preconceito com essas modelos?

Já sofri muito preconceito por estar acima do peso. Fui impedida de me formar no ballet por estar gorda e não por inaptidão, fui hostilizada por amigas, namorados... Nunca fui obesa, embora há muito tempo convivesse com o sobrepeso. Na verdade, o que eu tinha era baixa autoestima, não me respeitava e, consequentemente os outros também não.

Ao começar a trabalhar como modelo estabeleci uma barreira: amigas de infância que antes me ridicularizavam por causa do meu peso, passaram a me ver na TV e em propagandas de grifes GG. Foi então que as interferências pararam.

3. Como é sua rotina de comprar roupa?

As marcas tradicionais segregaram por anos o público GG sob a mesma desculpa: dificuldade em encontrar estilistas e modelistas especializados em tamanhos maiores. Algumas lojas de departamento, diante das solicitações, começaram a investir em araras de roupas plus size, mas ainda é muito pouco diante da demanda. Novas lojas especializadas em tamanhos grandes também estão surgindo. Entretanto, as grifes tradicionais não ampliaram suas grades. Hoje, sei aonde ir para comprar roupas do meu tamanho, mas lamento não conseguir freqüentar as mesmas lojas que minha irmã, que usa 4 manequins menores que o meu.

Do ITODAS

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