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Retrovirais podem reduzir risco de transmissão do HIV em 96%, diz estudo

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos revelou que o risco de contaminação pelo vírus HIV pode ser reduzido em 96% a partir da utilização de retrovirais, especificação de vírus que não possui DNA. Divulgado nesta quinta (12), o estudo utilizou 17 mil casais para os testes, todos habitantes da Ásia, América Latina, Estados Unidos e África, continente, este, que mais sofre com a ploriferação do vírus HIV.

Os casais, formados por uma pessoa portadora e outra não, foram divididos em dois grupos. No primeiro, os não infectados receberam imediatamente um coquetel de retrovirais, simbolizando o uso preventivo do medicamento. Já no segundo, os não-portadores receberam o tratamento apenas quando a contagem de glóbulos brancos (leucócitos) diminuísse, como sinal primário de infecção.

Para os testes, que demandavam relação sexual, todos os casais receberam camisinhas e podiam fazer o teste de HIV sempre que quisessem. Entre os primeiros casais, houve apenas um caso de transmissão do vírus. Entre o segundo grupo, foram detectadas 27 contaminações.

Vírus que não possui DNA pode reduzir proliferação da Aids

O estudo representa um grande avanço no combate ao vírus HIV no mundo, principalmente como uma possível política profilática a ser implantada em países mais pobres como os da África Subsaariana, que contempla um elevado índice de proliferação da Aids.

"Com esse estudo, não se pode mais ignorar a evidência de que o tratamento do HIV é uma forma poderosa de se prevenir a transmissão do vírus e pode ter um grande impacto nas epidemias da doença nos países mais afetados", disse o membro da organização britânica de assistência aos portadores (NAN), Keith Alcorn.

Para Michel Sidibe, diretor do programa de Aids na ONU (Unaids), casais que convivem com o vírus agora têm uma nova forma de proteger seus parceiros da contaminação: "Essa descoberta vai virar o jogo e acelerar a revolução pela prevenção", disse Sidibe em nota publicada pela BBC Brasil.

Do UOL

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