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Rio Grande do Sul: Soldado é violentado em quartel em Santa Maria

Um rapaz de 19 anos foi violentado por outros quatro soldados no quartel do Parque Regional de Manutenção de Santa Maria, Rio Grande do Sul, na noite do dia 17 de maio. O rapaz que cumpria detenção por não se apresentar em um plantão foi agarrado, teve a boca tapada e foi violentado por outros quatro soldados, que o ameaçaram para não contar o ocorrido. Na manhã seguinte, após passar mal, o rapaz denunciou o ocorrido a um sargento e foi conduzido ao Hospital de Guarnição de Santa Maria, onde ficou internado por seis dias. Os militares negam que houve violência e pediram mais 20 dias para finalizar o inquérito militar que será apresentado em agosto. Tendo havido violência ou não, os militares serão julgados segundo o Código Militar, que proíbe sexo na caserna, informou o General Etchegoyen, segundo relatório do parlamentar Jeferson Fernandes (PT).

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Quando o soldado estava internado, um militar que fazia sua escolta chegou a dizer que ele iria “se ferrar” por conta da repercussão do caso. Por vergonha, o jovem não contou a famíliParque Regional de Manutenção de Santa Mariaa do ocorrido, sua mãe foi informada por terceiros dos fatos e procurou um advogado. Os advogados da defesa denunciaram à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) sobre a violência e silêncio por parte dos militates. A Comissão de Direitos Humanos da ALRS denunciou o fato e emitiu relatório escrito pelo deputado petista.

Segundo versão de KPK, o jovem violentado, ele cumpria o primeiro dos 10 dias de detenção por ter faltado a uma vigília na semana anterior. O rapaz alegou que freqüentemente era vítima de bullying por outros soldados e não sabe o que motivou a agressão. Apenas um dos quatro agressores não participou do ato sexual contra o rapaz que nega ser homossexual. O fato ocorreu no alojamento, e o crime foi de conhecimento de ao menos outros 15 militares que estava no local e não socorreram o rapaz. Um tenente teria dito à família que o jovem era homossexual, enquanto os pais visitavam o filho no hospital. Agora, KPK está sob licença médica e não participou da cerimônia de entrega da boina – quando um soldado é incorporado ao corpo do exército.

O crime está sendo julgado pelos militares, por ter ocorrido dentro de um quartel. A família teme que os militares neguem e a violência. O laudo médico do rapaz aponta a presença de escoriação anal mas os militares negam que isto seja suficiente para dizer que houve violência e chegam a dizer que a relação foi consensual. O inquérito militar preliminar chegou a apontar o ocorrido como uma “brincadeira corporal entre colegas”.

Com a denúncia na Assembléia Legislativa gaúcha, outros casos de violência sexual dentro de instituições militares começaram a aparecer, segundo assessoria do deputado Jeferson Fernandes.

fonte: Lado A - Via Mundo Alternativo

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