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Video: "Conexão Repórter" sobre travestis

“O Conexão Repórter foi infeliz em sua matéria pois não contribuiu em NADA. Salvo a fala da socióloga que infelizmente de todo o programa falou pouco mais de 30 segundos”, define a presidente do Grupo Dignidade, a transexual Rafaelly Wiest. Ela participa da Transgrupo Marcela Prado, ONG que reúne travestis e transexuais. Após a reportagem, ela se manifestou em seu perfil do Facebook.
O programa Conexão Repórter abordou nesta quarta-feira o tema travesti com o título “O outro Lado da noite” e mostrou o trabalho das travestis na prostituição, o preconceito, a marginalidade, alguns casos fora do comum, entre eles o caso de uma ex- travesti, e o relato de um pastor, o que indignou quem assistia ao programa. A ex travesti Evelyn deu vários depoimentos, se disse convertida a Jesus e até que vai se casar e ter filhos, sonho de sua mãe.


Seguindo a linha do preconceito, o jornalista Roberto Cabrini se referia as travestis pelo masculinos: os travestis, e ainda assim falou que elas preferiam ser chamadas pelo feminino, o que foi ignorado pela reportagem. Outro ponto lamentável era que o programa mostrava a identidade e falava o nome de batismo das travestis.

Confundindo homossexuais e transexuais com travestis, o programa ainda explorava sempre a noite, mas no foco da prostituição. O programa teve um tom de sensacionalismo, explorando o sexo pago e mostrando clientes, travestis peladas e várias péssimas contribuições de travestis da boca do lixo, como se estas fossem maioria. Segundo a reportagem, 83% dos clientes das travestis são homens casados e com filhos. Em entrevista ao programa, a sexóloga Carmita Abdo resumiu: “esses homens precisam de uma penetração feita por alguém que tenha uma aparecia feminina e um corpo feminino apesar de ser do sexo, do gênero masculino”.A parte válida da reportagem foi a abordagem da transfobia, ao mostrarem os vídeos de dois assassinatos de travestis e falarem da intolerância. E também quando mostraram o flagelo social vivido pelas travestis e os exemplos de superação como a transexual que tem um namorado e é recepcionista de uma escola de teatro, e outra que é professora. “71% das travestis não tem parceiro fixo”, diz o programa, sem revelar de onde vêm os dados apresentados.Sobre a ex- travesti e o depoimento de um pastor mostrados na matéria, Raffaelly Wiest contesta: “Ainda Fecham o Programa com um Individuo - que está no seu direito - porém não tem o direito de ser exemplo de nada do que se diz respeito a travestis. Envolver Igreja. Por favor”.

Assista o programa na íntegra:

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Do Revista Lado A

Nota da Kate: pessoalmente não concordo que tenha caído para estereótipo. O programa foi muito legal e bem objetivo.

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