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Tamanho é documento? Não!

Eterna questão entre os homens e tema frequente no chope das meninas, o tamanho do instrumento de um rapaz e sua relação direta com a satisfação sexual feminina não gera, exatamente, opiniões unânimes. Há quem prefira os bem dotados, outras acham que a experiência e o jogo de cintura - literalmente! - valem mais. A união das duas qualidades seria perfeita se não fosse tão rara. Quando não é rara, em geral o moço tem dona. Ou fila.

Tamanho G

Termos como "avantajado" são uma espécie de selo de aprovação. A funcionária pública Renata de A., 29 anos, perdeu a virgindade com um homem, digamos, especial. "Eu não tinha parâmetro para dizer se era grande ou pequeno. Mas agora que terminamos e conheci outras pessoas, posso dizer que ele era realmente volumoso", revela Renata, que se acostumou com um tamanho grande, acreditando ser padrão. Nas palavras dela, "da espessura de uma lata de cerveja". Cara Renata, essa medida, definitivamente, não é fácil de se encontrar por aí. "Fica parecendo que está faltando alguma coisa, fica um vazio, sabe? Não adianta: pra mim, tamanho é documento e faz toda a diferença na cama", diz ela, que cogita até voltar para o ex.

Tamanho M

Se algumas preferem o tamanho G, muitas se dizem fãs dos M. Argumentos não faltam. A jornalista Andressa B., de 31 anos, reclama do exagero do namorado. "Primeiro, fica complicado para encontrar camisinha que caiba", explica, dizendo que só tem um modelo, extragrande, que serve no parceiro. "Depois parece que os maiores não ficam tão duros como os menores", pondera, defendendo que os do segundo grupo têm ereções mais satisfatórias. "Em terceiro lugar, quando é grande, dói e não é qualquer posição em que se pode transar", ressalta. Faz sentido.

Não importa o tamanho

Nem grandes, nem pequenos: há quem valorize os mais espessos. Dependendo da anatomia feminina, dizem que estes são os mais eficientes na hora da verdade. Para a estudante Alessandra A., de 26 anos, o que importa não é o comprimento, mas a circunferência. "Quando é muito fino, não sinto prazer na penetração", revela. E brinca: "O homem não pode ser grosseiro, mas tem que ser grosso". A exigente estudante garante já ter dispensando pretendentes mais, como dizer?, finos.

“Na maioria dos casos a insatisfação não vem de uma queixa da parceira, mas do desejo do homem de possuir um pênis maior”

E tem aquela velha máxima: "O que importa não é o tamanho da varinha, mas o poder da mágica". Afinal de contas, para que serve um big size se o dono não souber tirar proveito dele? Sem predileção pelos gigantes, a dentista Irene R., 28, acredita que os mais avantajados são displicentes na cama. "O cara se acha o máximo e não mostra preocupação em atender os desejos da mulher. Ele pensa que ter um grande é sinônimo de ser bom de cama", diz, lembrando que não é bem assim. "Prefiro os de tamanho médio, que chamo de standard. Nem enormes, nem pequenininhos", conta.

Mais vale uma boa preliminar

Muitas vezes o tamanho é uma questão que preocupa mais os homens do que nós, mulheres. "Tive um namorado que era normal, mas tinha complexo de pequeno. Eu acho que é por conta do mercado pornográfico que mostra aqueles homens que mais parecem cavalos", defende a personal trainner Gisele P., de 28 anos. Para ela, o tamanho não importa muito, mas sim a habilidade. "Só homem se preocupa com a medida, pega a régua etc. Nós, mulheres, comentamos sobre esse detalhe quando se trata de um extremo - para mais ou para menos. Preferimos aproveitar o momento, a relação, o olho no olho, as preliminares", ressalta.

A média nacional

O Dr. Celso Marzano, urologista e terapeuta sexual diretor do Instituto Brasileiro de Sexologia e Psicossomática, explica que o pênis atinge seu tamanho definitivo quando o homem completa 16 anos de idade: "80% dos pênis eretos situam-se entre 11cm e 17cm, sendo 14cm a média comum. A circunferência do pênis ereto situa-se em média entre 6cm e 15 cm. Em flacidez, o tamanho médio do pênis do adulto varia de 6 a 9 cm", revela.

Mitos e símbolos

O pênis ereto e grande, símbolo maior da masculinidade, fascina homens e mulheres pela imagem de força e poder associados. "O exagero dimensional da sua representação gráfica e artística tem suscitado comparações estereotipadas e expectativas nem sempre satisfeitas. Até hoje esta simbologia persiste e provoca muitas conseqüências negativas quanto a sexualidade masculina" ressalta o sexólogo.

Na avaliação do Dr. Marzando, um homem achar que possui o pênis menor do que o do outro tem a autoestima diminuída. "Na maioria dos casos a insatisfação não vem de uma queixa da parceira, mas do desejo do homem de possuir um pênis maior, seja por desconhecimento das dimensões normais ou por comparações errôneas feitas com outros pênis, vistos em revistas e filmes eróticos, ou ainda através de ‘vantagens' contadas por amigos. Certos pais induzem a um trauma psicológico nos filhos, na infância, ao compararem os seus pênis com os de outros meninos da mesma idade", afirma.

Dr. Celso, autor do livro "O Prazer Secreto" (Editora Éden), afirma que a idéia "quanto maior o pênis, melhor o desempenho sexual" é falsa. "O prazer feminino não depende do tamanho do pênis, mas sim de um conjunto de fatores que cerca o ato sexual como a emoção, o amor, o clima erótico, o desejo e o apetite sexual, o grau de excitação e a 'habilidade' do parceiro. Mulher não reclama de tamanho de pênis e sim de infidelidade, de indiferença, de falta de carinho e atenção, do egoísmo e preocupação do parceiro em satisfazer apenas a si próprio", finaliza.

E você, concorda?


Do Bolsa de Mulher

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