Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

'Transgênero pode ter uma profissão digna', diz modelo comparada a Lea T

A modelo Carol Marra chamou a atenção nas passarelas do Minas Trend Preview, em Belo Horizonte. Ela se define transgênera, diz que se sente feminina e evita divulgar o nome de registro. A recente carreira em catálogos e desfiles de grifes é motivo de orgulho. “É uma oportunidade de mostrar que o transgênero pode ter uma profissão digna e não aquela visão que a sociedade tem de marginalidade”, disse.

As primeiras fotos como modelo profissional foram feitas há um ano. Nas passarelas, o trabalho é ainda mais recente, com cerca de sete meses. Na semana da moda em Minas, Carol Marra representou várias marcas, ao lado de profissionais renomados. Para ela, uma vitória. “No Minas Trend, pela primeira vez, uma transgênera. Estou muito feliz. É um espaço que eles estão dando, que tenho que abraçar”.

A mudança de atitude e o comportamento feminino, segundo a modelo, vêm da infância. Conta que já tinha visual andrógeno e que despertava dúvida nas pessoas. “Isto é menina ou menino”, já ouviu algumas vezes. A comparação com a top transexual Lea T., revelada no Fashion Rio, não a desagrada. Pelo contrário, diz que as comparações são inevitáveis e que só tem recebido carinho.

Na passarela, segundo Carol Marra, o único incômodo é usar sapato apertado. “Estou com os dedos dos pés todos feridos, salto imenso. Calço 38 e tenho que calçar sapato 37”, disse. Ela tem 1,79 de altura, cintura 63, quadril 88 e 81 centímetros de busto. Mudanças no corpo e cirurgia não estão nos planos atuais. "Não tenho o que alterar no meu corpo. Ele já é muito feminino", afirma.

Do G1

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Marco Nanini fala sobre sua orientação sexual para a revista 'Bravo'

Marco Nanini abriu o jogo e falou sobre sua orientação sexual, assunto que não costuma comentar, em entrevista para a revista “Bravo”, que estará nas bancas no mês de novembro.

“Às vezes, pintam umas namoradas, uns namorados... namoradas, não. Namorados... mas, se não pintam, sem problemas. Já vivi o que necessitava viver nessa seara”, disse o ator, que interpreta Lineu em A Grande Família, série da TV Globo.

Ele também revelou como encara o fim de sua carreira: “Comparo o sucesso com a luz de um daqueles holofotes giratórios. Num momento, o foco ilumina você. No momento seguinte, o abandona e não volta nunca mais. Todo artista em evidência deveria se preparar para quando o sucesso se retirar. Eu tento, seja garimpando outros interesses, seja tratando os elogios com maturidade”.

Do Bol

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Ariadna na festa da Revista "VIP" que elege as 100 mais sexy do mundo

A ex-BBB Ariadna escolheu um vestido preto comportado na festa da revista "VIP", que elegeu a mulher mais sexy do mundo. Ariadna foi recentemente operada em uma cirurgia de feminilização, que deixou seu rosto com contornos mais femininos. Na terça-feira (25), a ex-BBB chegou a desmaiar no Aeroporto Internacional de Guarulhos em meio ao pós-operatório. Recuperada, a transexual marcou presença na festa que aconteceu na zona portuária do Rio de Janeiro.

Do Bol
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O Medo de ser Crossdresser

Ninguém precisa colocar anúncio no jornal dizendo que é crossdresser, que gosta de se vestir de mulher, de usar salto alto, de fazer maquiagem, essas coisas. Essas práticas são algo eminentemente pessoal, que não interessa a mais ninguém exceto, é claro, às pessoas que vivem muito próximas de nós, como esposas e filhos e - em grau menor - a pais, namoradas e amigos íntimos.

Ninguém precisa trombetear no local de trabalho que adora sair montada para divertir-se com as amigas e mergulhar nas baladas até o dia amanhecer.

Ninguém precisa contar para a vendedora que o batom que está comprando é para uso pessoal, assim como a calcinha ou o scarpin. A vendedora está na loja exclusivamente para vender, não para inteirar-se da vida de quem compra.

Ninguém precisa abrir uma comunidade no orkut ou entupir um site de fotos en femme a fim de afirmar-se como crossdresser.

A prática do crossdressing é perfeitamente legal e, tão longe quanto eu sei, perfeitamente normal.

Ilegal é usar drogas: - é conveniente uma crossdresser lembrar-se disso e se proteger disso.

Ilegal é roubar, como descaradamente roubam os homens públicos desse país, escondendo-se por trás de fachadas de “homens sérios”.

Assim como “anormal” é alguém deixar de fazer o que quer e pode em nome de limites auto-impostos, de estúpidos bloqueios concebidos apenas com o objetivo de jamais arriscar uma falsa e carcomida fachada de machão.

Anormal é sofrer e ser infeliz em nome de idiotices nas quais ninguém acredita mais, nem a própria pessoa, mas que continua a defender, feito uma "idiota programada", em nome de “parecer” aquilo que os “outros” gostariam que ela fosse.

Não existe coisa mais covarde do que crossdresser que sente vergonha de ser crossdresser. A ressalva vai para os sujeitos que realmente não são crossdressers, que se dizem crossdressers, mas são apenas internautas entediados com a vida ou fetichistas de fim-de-semana em busca de novas aventuras.

Não existe coisa mais ridícula do que esconder – até de si próprio – a condição de transgeneridade que a vida nos impôs. Não conheço nada mais fora de propósito do que “armário”. A menos, é claro, como eu disse antes, que o sujeito seja apenas um internauta que-não-achou-coisa-melhor-pra-fazer do que vestir a calcinha da mulher e exibir a bunda na internet, ou um fetichista que adora transar vestido de noiva.

Mas crossdresser "mesmo" não tem o direito de envergonhar-se de ser o que é. Porque não está fazendo gracinha pra ninguém. Porque esse é o estilo de vida que faz sentido para ele, que o deixa à vontade, que faz com ele entre em contato com as partes mais profundas, criativas e saudáveis do seu próprio ser.

Para uma “crossdresser mesmo”, vestir-se com roupas de mulher está longe de ser uma aventura inconseqüente e banal, empreendida na surdina, com o coração na boca, a boca seca, os olhos estatelados e as pernas trêmulas. Crossdresser "mesmo" veste-se de mulher porque, para ele, “faz sentido” vestir-se de mulher. Porque ele faz isso como forma de expressar a "parte feminina" - fortíssima - da sua própria personalidade. Parte feminina que às vezes é tão forte ao ponto de dominar a cena inteiramente e não permitir que a crossdresser volte à antiga condição de fachada, vivendo como homem - e empreenda uma dura jornada de transição.

Tampouco uma crossdresser veste-se de mulher com o objetivo claro, direto e explícito de praticar sexo "como uma mulher". Se o sexo acontecer – raramente acontece – terá sido como conseqüência natural de uma personalidade feminina plenamente assumida. Mas uma crossdressers jamais se servirá das vestes de mulher como mero "recurso de sedução" para levar alguém para a cama.

Ser crossdresser não é crime, não é falta grave, não é objeto de qualquer tipo de punição.

De onde vem, então, esse medo absurdo que leva mais de noventa por cento das crossdressers a jamais se manifestarem no mundo "real"? A se manterem trancadas dentro de si mesmas? A se isolarem, morbidamente, em seus armários, “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?

Será simplesmente o medo, patético, da esposa achar o “fim da picada” seu marido vestir-se de mulher e partir para um rompimento ruidoso e cheio de malícia e traição? Ora, se uma mulher deixar o marido por uma revelação dessas, é porque ela já o havia deixado há muito tempo! Se há o mínimo de intimidade e cumplicidade na relação do casal, mulher nenhuma vai "botar a saia na cabeça" e sair gritando aos quatro ventos que o marido é um “maricón” só pelo fato dele revelar a ela que gosta de se vestir de mulher. E se a mulher fizer um escarcéu com a revelação, a "crossdresser confessa" terá ganho na "sorte grande" pois, agora, tem a oportunidade de livrar-se de um estropício desse tamanho "estacionado" em sua vida!!!

Será o medo da empresa - ou do sócio - descobrir esse aspecto da vida privada do indivíduo, chegando ao ponto de dispensa-lo por “justa causa”, rotulando-o de “bicha”, condenando-o a jamais encontrar uma colocação na vida? Também não deixaria de ser um grande favor que a vida estaria prestando à crossdresser livrar-se de uma vez por todas de uma empresa burra e preconceituosa ou de um sócio idem. Mas é que fica até difícil pensar de onde sairia o argumento para uma “dispensa desonrosa por justa causa” (a menos que a crossdresser tenha decidido romper o “dress code” da diretoria – que até as mulheres respeitam – comparecendo a uma reunião de trabalho de mini saia e meia arrastão... mas até nessa hipótese fica difícil configurar “justa causa”!)

Será o medo de perder os clientes? Isso também é uma deslavada bobagem pois, se os serviços são bons, de qualidade e de bom preço, dificilmente alguém deixará de freqüentar o consultório por saber eventualmente que o seu dentista gosta de sair à noite vestido de mulher. Só aqueles horrorosos fundamentalistas que vêem horror e pecado em tudo, por serem, eles próprios, horrorosos pecadores...

Seria o medo de sair às ruas, montadas, e serem apedrejadas pela sua feiúra, pela sua loucura, pela sua inadequação? Ora, mais uma vez, a menos que a pessoa saia, escandalosamente, "dando bandeira" em cada esquina da cidade, dificilmente sua presença será ao menos notada. Infelizmente até, pois crossdressers, narcisistas como são, simplesmente adoram ser notadas... Em todos os meus anos saindo em público eu jamais recebi pedradas e invariavelmente sempre fui muito bem tratada em todos os lugares que freqüentei. E olha que eu já fui montada até em culto religioso...

A maioria das crossdressers, que sofrem enclausuradas em seus armários, darão as causas acima como as principais – senão as únicas – razões para se manterem em seus auto-exílios. Para não se orgulharem de ser como a natureza as fez: - crossdressers. Para esconderem a sua condição transgênera até de si próprias. Para omitirem esse importante aspecto da sua personalidade até para as pessoas importantes da sua vida (pessoas importantes e não "todo mundo"; eu já disse, lá no início, que não se trata de publicar um anúncio na primeira página da edição de domingo...)

Entretanto, eu quero dizer que não são essas, definitivamente, as verdadeiras causas do medo de alguém se assumir crossdresser. Se as crossdressers se escondem, negam, rejeitam, disfarçam, lutam até para livrar-se dessa condição, é porque querem continuar posando de “homens machos”, apesar de não serem nem de perto aquilo que a sociedade rotula de “homens machos”. Porque desejam continuar fugindo da responsabilidade de se mostrarem ao mundo como realmente são ou seja, “pessoas diferentes”, que foram dotadas pela natureza com aspectos muito especiais, dentro do vasto espectro da diversidade humana.

É essa vergonha "de se ser o que se é" que trava, inibe, impede, bloqueia e enclausura crossdressers em seus armários. É o medo de se assumir transgênero, dentro do seu próprio grau de transgeneridade.

É a vergonha de não ser vista mais como homem ou, pior ainda, de passar a ser vista como mulher.

Duro estigma que há milênios paira sobre a cabeça do macho, assim como a condição homossexual ou a própria condição do "ser mulher".

Para mudar isso, é preciso que haja pessoas que se orgulhem de ser o que são, ou que simplesmente não se envergonhem disso.

Pessoas que não fiquem "roendo as unhas", se pelando de medo, cada vez que imaginam a mulher descobrindo essa sua estranha tendência que, afinal, não tem nada de estranha, posto que, em 98% dos casos, é manifestada ainda na primeira infância.

Pessoas que deixem o anonimato, espúrio e covarde, e venham se reunir aos seus iguais (sim! Existem muitos iguais nesse mundo! Ninguém está absolutamente só!)

Pessoas que consigam romper a lei do silêncio e passem a falar disso como fato normal em suas vidas. Como falariam se, eventualmente, contraíssem a gripe suína e tivessem que expor seus sintomas abertamente, sem nenhuma vergonha ou pudor de revelarem ao mundo o que sentem.

Pessoas que não se arrastem na calada da noite, feito almas penadas, cheias de "dedos e mesuras", num estranho ritual de dor e beleza, apenas para satisfazerem necessidades perfeitamente normais e aceitáveis, como a de se produzir como uma bela dama dos anos quarenta (sim, porque transgêneros invariavelmente não têm muito o que buscar nos dias de hoje em termos de inspiração, já que as mulheres estão se vestindo cada vez mais próximas do homem...)

Quanto mais pessoas transgêneras deixarem suas "tocas existenciais" e mostrarem-se à luz do dia, mais o mundo verá que somos normais, que somos comuns, que temos direito à vida e à expressão como qualquer homem ou mulher tem. Quem sabe, com o nosso "aparecimento", até a sociedade reconheça a existência de “outros gêneros” além dessa patética divisão homem-mulher.

Esse será um momento de grande evolução para toda a humanidade. Um momento de verdadeira consagração do respeito à diversidade humana.

Mas, para que ele aconteça, é preciso de gente que pare de murmurar entre as pregas a sua condição transgênera, como se, ao se revelar, estivesse confessando algum crime inafiançável.

Evidentemente, não se trata de uma convocação para quem brinca de se vestir de mulher, como se vivesse num carnaval permanente. Nem para quem vestir-se de mulher é apenas um fetiche sexual. Essas pessoas têm outras histórias, que devem ser respeitadas como qualquer história humana deve ser respeitada. Mas nós, crossdressers "mesmo", não podemos continuar dando ouvidos à fala desmotivadora dessas pessoas que, por teimarem em permanecer ocultas, tentam desqualificar qualquer esforço no sentido de resgatar a dignidade das crossdressers "mesmo", cuja condição transgênera é muito mais do que um passatempo ou um fetiche.

Essa é uma bandeira destinada às verdadeiras crossdressers, que conhecem, do fundo da alma, a dor e a delícia de se ser o que é. Que não sentem vergonha de se reconhecer como grupo de expressão transgênera. Que não sentem repúdio nem guardam "a devida distância" de outras expressões de gênero que também buscam resgatar a sua dignidade e o seu direito de se manifestar como pessoas comuns, na vida em sociedade.

Talvez as crossdressers, por toda a sua história constitutiva, pela maneira como foram forçadas a reprimir e manter oculta a sua identidade transgênera, ainda não tenham a maturidade suficiente para existir à luz do dia, sem o medo, absurdo, de não serem mais respeitadas por não estarem sendo “suficientemente homens”.

Mas, também, jamais terão essa maturidade, se não começarem a se orgulhar, publicamente, de ser identificadas como pessoas transgêneras, com direito ao mesmo grau de reconhecimento, reverência e dignidade devido a qualquer homem ou mulher existente nesse mundo.

Autor: Letícia Lanz - Do Blog Espartilho
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Homem que Transa com Travesti é Gay?

Por mais que a pergunta “quem transa com travesti é gay?” já tenha sido feito milhares de vezes, essa questão ainda continua sem resposta. Tentamos mais uma vez, fazendo uma enquete na nossa FanPage e recebemos as mais variadas respostas – desde de “é gay”, “é viadagem”, “credo, coisa de marica”, passando por algumas do tipo “Não existe outra função do traveco a não ser dar e comer. E no momento que o cara dá ré no kibe, se torna gay.” até as mais esclarecidas, como: “Não acho que seja gay, porque gay sente atração por outro homem e o travesti é uma mulher com um pênis.”

Hipóteses a parte, acho incrível a capacidade das pessoas de querer definir a sexualidade do outro baseada em certos comportamentos. O ato único e exclusivo de fazer sexo anal, não torna ninguém gay – ser gay implica numa série de outros comportamentos e desejos. O sexo anal é só mais uma forma de se fazer sexo, que ficou associada aos gays por ser a manobra de penetração disponível quando se tem dois homens na cama.

A resposta mais esclarecedora que já ouvi até hoje para essa pergunta, foi dada pelo sexólogo Cláudio Picazio em uma entrevista que fizemos com ele. No minuto 7:25 do vídeo abaixo, ele responde a pergunta: “Por que um homem contrata um travesti?”

“Muito simples. Porque ele gosta de um travesti. Um cara que sai com um travesti não é um gay incubado, porque é mais fácil sair com outro homem. Alguém se encontrar com um homem no carro, é mais fácil – “Esse aqui é meu amigo lá do futebol”. E é mais fácil também sair com uma mulher. Então, ele sente tesão por um travesti. Por essa mulher com pênis. Ele tem tesão em ser penetrado sim, mas por um homem? Não. Por uma mulher. Ele não é gay – ele deseja uma mulher com pinto. Tem mulheres que usam um pênis de borracha e comem seus maridos. Ok. Provavelmente se isso não acontecesse, eles irias procurar travestis. Ele sente prazer com penetração anal, mas ele não quer um cara. Ele quer uma mulher.”

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Ou seja, a resposta que tanto buscamos é muito simples. O que nos impede de enxergar essa realidade é a nossa necessidade doentia de rotular. Ele é gay. Ele é hétero. Ele é bi. Precisamos aprender a aceitar as diferenças, até porque elas não nos dizem a respeito. Quem você acha que é para querer definir a sexualidade do outro? Baseando-se em quê? Não importa a nomenclatura – importa o que existe dentro. E, além de tudo, já deveríamos ter aprendido - quem se define, se limita.

DO Casal sem Vergonha

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Travestis: A Classe Invisível

Elas estão nas esquinas, imponentes em cima de um salto 15, de decotes oferecidos e micro saias. Às vezes, se o movimento cai, elas apelam e tiram resto de roupas que cobriam o corpo forte e, ao mesmo tempo feminino, atraindo uma diversidade de olhares de todos os tipos – os curiosos, os inconformados, os cheios de desejo. Em meio as esquinas escuras da cidade, desde os becos sujos do centro até ruas de classe alta – para o desespero de seus ricos moradores - elas param o trânsito. E aí, ficam duas perguntas – Quem são essas pessoas que, mesmo tendo nascido com corpo de homem, passam a vida tentando assumir outra identidade? E quem são essas pessoas que, escondidas atrás de vidros escuros no breu da noite procuram essas profissionais do sexo?

Os travestis formam um grupo na escala da sexualidade que gera dúvida até nos especialistas. Os menos informados, atiram pedras, dizendo que é uma pouca vergonha ou uma afronta à sociedade. Outros, dizem que se trata de uma patologia, de doença, ou de algum tipo de falha macabra nos genes. O fato é que, no meio desse universo de desinformação, os travestis sofrem – desde o início. Primeiro, nascem em um corpo com o qual não se identificam. Gostam de agir e se comportar como mulheres. Os casos mais extremos, os chamados transexuais, se sentem mulheres aprisionadas em um corpo masculino e chegam ao extremo que ter que recorrer à cirurgias de troca de sexo em nome de uma identidade. Agora, mais difícil do que entender o que que se passa na mente dos travestis e transexuais, é entender a mente das pessoas que vêem a situação como “falta de vergonha na cara”. Me desculpe, mas não consigo imaginar como somente uma “falta de vergonha” pode levar alguém a se submeter a uma cirurgia complicadíssima ou ter que se ver condenado a passar seus dias se prostituindo na noite. É claro que essa não é a explicação. Dizer que ser travesti ou transexual é uma “opção” é a mesma coisa que dizer que o homossexualidade ou o heterossexualidade é uma “opção”. Isso é o tipo de coisa que ninguém escolhe.

Além de terem nascido em um corpo que não corresponde com sua mente, os travestis são, talvez, os maiores representantes da classe dos invisíveis existentes na sociedade – o que chega a ser irônico, dada a aparência excêntrica deles. Ninguém fala sobre a situação de discriminação que eles vivem. Travesti já nasce sem oportunidade – ou vai trabalhar em salão de cabeleireiro ou vai pra ruas. Nem casas noturnas costumam os aceitar, quem dirá os outros estabelecimentos. Pense bem, quantos travestis você conhece que trabalham em lugares que não sejam esses dois citados? E não venha me dizer que não conhece porque provavelmente existem poucos travestis no mundo – basta dar uma voltinha pelos seus pontos de encontro que com certeza irá mudar de opinião. E aí, como fica? O que acontece com os travestis que não querem ser prostitutas e nem cabeleireiros? Essa situação deveria ser caso de cotas, como as de deficientes – todo estabelecimento responsável deveria ser obrigado a contratar uma porcentagem de funcionários travestis. Seria um tapa lindo na cara dos preconceituosos e traria de volta a dignidade dessas pessoas.

Do Casal sem Vergonha
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Topei transar com um travesti por R$ 150 mil, diz Alexandre Frota

É madrugada de terça-feira (17) e Alexandre Frota está acordado, trocando a fralda do enteado, Enzo Gabriel, pela terceira vez. A cena parece improvável para quem está acostumado com a fama de bad boy do ator, produtor e diretor de 47 anos, que fez fama em novelas globais. Em uma delas, conheceu a primeira mulher, Claudia Raia. No entanto, o sucesso repentino aliado a um temperamento explosivo, acabou por desestruturar sua vida. Envolvido em polêmicas e imerso nas drogas, ele viu as oportunidades minguarem e chegou a atuar em filmes pornôs.

Em entrevista a QUEM, Frota, que namora a dançarina Fabiana Rodrigues e começou a carreira interpretando um pato em uma peça infantil, diz que chora até com programas de televisão, conta que se convidou para o primeiro filme de conteúdo adulto que fez e fala com franqueza sobre a rejeição que sente pelo único filho, Mayã, fruto de um rápido relacionamento. Assumidamente viciado em sexo, ele só se esquiva quando o assunto é o número de mulheres com quem já saiu. "Essa eu deixo para o meu amigo Renato Gaúcho, que é o rei das mulheres e adora essas contas. Eu não faço estatísticas". Leia abaixo os melhores trechos da conversa:

Família

Fui criado nas areias do Rio e no asfalto casca grossa. Minha escola de rua foi bem forte, bem pesada. Estudei em escola pública. Meus pais se separaram quando eu era criança, e foi cada um para o seu lado. Minha família não se mete em nada da minha vida e ponto final. Eu não converso sobre os filmes pornôs, nem sobre nada do que eu faço, tem esse bloqueio. As minhas decisões sempre foram minhas. Muitas erradas, outras certas, mas sempre fui só eu. Sozinho.

O filho

É um bloqueio muito simples o que eu tenho com o Mayã. Meus pais se separaram quando eu tinha 9 anos. Muito cedo eu estava sozinho na guerra. Outra coisa: eu não me preparei para ter esse filho. Ele não é fruto de um amor. É fruto de uma transa. A criança não tem culpa, é a frase chavão. Só que eu também não. Nasceu. Eu não fujo das minhas obrigações como pai. Dou dinheiro e faço tudo para estar junto nas datas, minha mãe e minha irmã são loucas por ele. Só que eu tenho que ser sincero. Eu não aceito. E não vou para psicólogo, para analista nenhum, não é a hora. Mais para frente, se eu quiser procurar ele e ele me aceitar está ótimo, se não quiser, está valendo. A vida é assim. Só que há poucos dias, eu comecei a conviver com o Enzo Gabriel, que tem 4 anos e é filho da minha namorada. Levo o Enzo para a escola, troco fralda, vou ao judô, ao cinema, ao teatro, brinco. Eu comecei a pensar, sabe... eu perdi um tempo com o meu filho. Uma criança de 4 anos está ensinando um homem de quase 50 anos a viver. Isso talvez um dia me aproxime do Mayã.


Claudia Raia

Separar da Claudia Raia me desestruturou. Só que ela deu uma entrevista pedindo para que eu parasse de dizer que ela é o grande amor da minha vida. Então eu parei de falar. Todas as vezes que eu mencionei a Claudia, foi muito carinhosamente, mas eu nunca achei que teria uma reconciliação, não pensei nisso. A separação dela e do Edson Celulari me pegou tão de surpresa como pegou o Brasil. A Claudia jamais vai passar despercebida por mim, mas, como ela me pediu, não é mais o grande amor da minha vida. Fiquei chateado com esse pedido, mas não sei se foi a maneira como o repórter colocou ou se foi realmente assim que ela disse.

Fama de bad boy

Esse estigma de bad boy, de pitbull, me afastou da televisão. Isso sempre foi muito forte, mas eu não plantei, ao contrário do que as pessoas pensam. Talvez algumas ações e reações minhas tenham feito isso. Eu também gosto muito de lutas, esportes de ação, e o meu jeito explosivo de ser ajudou a construir isso. As pessoas quando me conhecem se surpreendem. Eu não sou isso que falam. Acontece que se eu gosto da pessoa eu digo, se não gosto digo também. Mas para eu estar de pé até hoje e fazendo o que eu faço, é porque eu tenho talento. Eu poderia ter sido melhor aproveitado em alguns momentos da minha vida. Eu sei que quando eu boto o pé em um programa, gera audiência e interesse. Até que não gosta assiste.

Arrependimentos

Eu nunca fui santo. Era ovelha negra, questionava, mas não era um cara que faltava à gravação, que chegava atrasado. Eu não fui preparado para o sucesso, então não entendia coisas como alguém precisar gravar na minha frente. Por isso dei tantas cabeçadas, fui tão impulsivo, mais emocional do que racional. Se eu tivesse uma equipe em volta de mim, uma preparação, talvez eu tivesse me saído melhor. Não me eximo da culpa, nunca fui o protótipo do ator queridinho. Se você me perguntar se eu me arrependo de não ter segurado a onda, sim. Eu poderia estar casado com a Claudia Raia, com a minha família, no mesmo patamar que outro atores, claro que me arrependo. Se me avisassem que andar na contramão era tão duro assim, não teria ido.

Inimigos

Eu não tenho inimigos, que eu saiba. Talvez eu tenha desafetos, e alguns deles já viraram afetos. Tenho 47 anos, você vai amadurecendo e se redimindo de alguns erros que cometeu, de injustiças ou desconfortos que tenha criado. No passado eu me irritava muito com o Daniel Filho, e hoje não tem mais nada. Mandei uma carta para ele, que me respondeu, está tudo bem. Eu não tenho raiva de ninguém, já passei por muitas coisas na minha vida, passei por cima disso.

Futuro

A minha hora um dia vai chegar e eu vou provar que eu sou capaz de dirigir e incomodar. Todo mundo que conversa comigo, do Boni ao Silvio Santos, fala da minha capacidade como profissional, do meu empenho artístico. Todo mundo fica impressionando, eu sou um trator trabalhando.

Astro pornô

Eu é que me convidei para fazer pornô. Em 2004 só se falava da Carla Perez e da Sandy. Eu pensei: "Vou procurar o que fazer. E o que eu gosto de fazer? Sexo". Aí eu fui atrás das Brasileirinhas [produtora de filmes adultos] e fiz. Foi uma bandeira difícil de levantar, você cria um desconforto social, familiar, deixa de ser convidado para uma série de coisas. Literalmente, fazer cinema pornô é uma f... Eu nunca tive problema com isso, e por isso eu dei a volta por cima. Não me arrependo de ter feito os filmes, mas da maneira como tudo aconteceu. Foi tudo muito rápido, entrou uma grana forte e eu precisava dela. Eu não me preocupei que isso pudesse limitar minhas chances no mercado porque eu estava limitado por força da vida, pelo preconceito que as pessoas têm comigo, de achar que eu sou um bad boy, um pitbull. Hoje eu não faria mais. Quer dizer, se você chegar aqui com R$ 1 milhão eu não vou ser hipócrita de dizer que não. Não vou falar que se eu não estiver fazendo nada eu não vou fazer. No momento, não quero e não preciso. Minha idade é outra, a cabeça também.

Travesti

Quando me chamaram para fazer um filme com a travesti Bianca Soares, eu parei para pensar: "Poxa, ela é uma travesti, e o travesti não deixa de ser homem. Como é que vai ser? Não é minha pegada". Aí eu olhei pra trás e não tinha nenhum convite de nenhuma televisão. Falei para o diretor: “Me dá R$ 150 mil e eu faço”. Fiz tipo um garoto de programa. Ele disse que não acreditava que eu ia fazer. Pedi para levar o dinheiro para o motel. Ele chegou lá com a grana. Eu falei: “Beleza, faço”. A Bianca ficou mais nervosa do que eu. Tem muito homem que é louco por uma travesti, mas fica dentro do armário. Eu não. Eu fui lá, fiz o filme, ganhei o dinheiro e ainda mostrei como se deve pegar um travesti.

Emoções

Eu sou um cara que choro pra caramba. Direto. Com programas de televisão, inclusive. Sábado estava vendo o programa do Luciano Huck e chorei, me emocionou demais. Outro dia chorei em plena 23 de maio [ avenida movimentada de São Paulo], de saudades do Enzo. Choro quando lembro do meu pai. E não escondo nada, choro. Por isso as pessoas ou me amam, ou me odeiam.

Drogas

Eu parei. Tive várias paradas e várias recaídas, até quando eu senti que devia parar. Usava cocaína, porque maconha eu parei no meio dos anos 80. Usei ecstasy também. Eu estava perdendo tudo. Uma hora, achei que ou parava, ou morri. Pensei: “Vou morrer antes da minha mãe?”. As drogas me encheram o saco, me deixaram aflito, me estragaram a saúde. Mas não tenho medo de morrer não. Não tenho medo de nada. Está tudo programado na vida.


Do Meio Norte


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Casal transexual francês tenta reverter veto a casamento gay


Um cidadão francês que mudou de sexo para se tornar mulher, mas permaneceu com sua esposa, com a qual é casado há 15 anos, e seus filhos, está buscando o reconhecimento legal de seu status alterado, em um caso que pode reabrir o debate sobre a proibição ao casamento homossexual na França. Wilfrid Avrillon, um engenheiro de computação de 41 anos, tornou-se Chloe Avrillon após uma operação da troca de sexo há cinco anos e ainda mora com a esposa Marie-Jeanne, uma lésbica, e seus três filhos no oeste da França.

Avrillon apresentou seu caso a uma corte em uma audiência a portas fechadas na quinta-feira e agora está à espera de uma decisão em meados de dezembro, disse o advogada dela. "Nós estamos esperando há anos o reconhecimento das famílias como a nossa, que podem ser atípicas, mas funcionam bem", disse Chloe Avrillon a repórteres.

Uma proibição constitucional da França para os casamentos homossexuais foi confirmada pela mais alta autoridade constitucional do país em janeiro passado, em um caso apresentado por duas mulheres. O caso de Avrillon é diferente na medida em que o casamento precedeu a mudança de sexo.

O advogado Emmanuel Ludot disse que as autoridades judiciais não levantaram objeções durante a audiência de quinta-feira diante do pedido de seu cliente para que sua mudança de sexo de masculino para feminino fosse reconhecida, e tampouco sugeriram que o casamento fosse anulado.

Os conservadores que governam a França são contra o casamento gay, mas o socialista François Hollande, que segundo pesquisas de opinião tem chances de derrotar o presidente Nicolas Sarkozy nas eleições presidenciais do próximo ano, é favorável a uma mudança de lei para torná-lo legal.

Do Terra

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Garoto inglês de 12 anos faz sucesso ao conquistar concurso de drag queen

Um garoto de 12 anos está dando o que falar na Grã-Bretanha. Redvers Stoke acabou faturando um concurso local de drag queens.

Com o rosto cheio de maquiagem, o garoto subiu no palco e encantou os juízes ao cantar “Thriller” de Michael Jackson e uma sequência de hits da Dolly Parton.

Quando soube do concurso de drag queen fiquei desesperado para entrar. Eu sempre fui aberto a novas coisas“, disse ele ao Daily Mail.

Redvers começou a se vestir com roupas de mulher antes de começar a escola primária.

Na sua primeira aparição no mundo drag queen, ele competiu contra homens quase três vezes mais velho que ele.

Redvers vestiu um vestido justo, colocou enchimento no sutiã e usou uma peruca.

Em casa, o garoto pratica canto e exercita-se ao som de Michael Jackson. “Nós achamos hilário“, diz seu pai.

Além de levar o título, Radvers também desfilou em carro aberto pelas ruas da cidade.

Do IG
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Alto, mas real: homens de salto alto


Em uma noite de verão recente no Mr. Black, evento de dança realizado todas as terças-feiras no Bardot, Sean Wagner se destacava na multidão. Wagner, de 23 anos, é alto mesmo de meias (1,88 m), mas naquela noite ele teve uma ajuda extra.

Para chegar ao tamanho que estava, ele usou um par de botas de cano baixo e salto stiletto verde neon com cadarço adquiridos na The Ladies Studio Exotic Shoes na Hollywood Boulevard.

Ele brincou dizendo que eram seus sapatos de caminhada habituais.

Wagner estava trajando roupas masculinas: uma blusa preta folgada com uma calça preta cônica. Ele estava com a barba bem aparada e um par de óculos de armação preta apoiado no nariz.

''Eu nunca saio de casa com menos de 20 centímetros nos meus pés’', disse ele alegremente. ''Ajuda a se destacar na multidão’'.

Wagner não era o único homem de salto alto (mas sem roupas femininas) daquela noite. No Mr. Black, o promotor de festas Lucas Nero fez uma estimativa de que dez homens ou mais circulavam na pista de dança com um par de saltos. ''Fui a uma festa em um loft ontem e havia um cara de bermuda normal, blusa normal e sapatos de salto alto vermelhos. É isso!'', disse. ''Todo mundo ficou assim: 'Ai meu Deus, adorei esses sapatos!''

De certa forma, Wagner e seus sapatos stiletto estão repetindo a história.

Até Napoleão proibi-los, os saltos altos eram considerados um sinal de nobreza na França durante o século 18 e eram favorecidos por homens e mulheres. Muito antes de Louboutin, Louis 16 usou saltos de 13 centímetros vermelhos retratando cenas de batalha durante a guerra.

Em 2009, o cabeleireiro Derek J, de Atlanta, ficou famoso depois de aparecer em 'The Real Housewives of Atlanta’ usando sapatos femininos com jeans e suéter, no mesmo ano em que o estilista Rad Hourani levou modelos masculinos para a passarela com salto alto que lembravam os usados por Prince e roqueiros estilosos dos anos 1970, como David Bowie e David Johansen, do New York Dolls.

No Mr. Black, dois grandes amigos, Coy Barton, 24 anos, e Mark Cramer, 25 anos, que saem juntos como a dupla Coma, estavam vestidos iguais, com camisas brancas de botão, calças escuras cinzas com pregas no tornozelo e botas de couro com cano baixo com abertura frontal para os dedos dos pés, que exibiam suas unhas pintadas de preto.

''Estou usando Steve Madden, ele está usando Chinese Laundry’', disse Barton sobre seus sapatos. ''Custaram US$ 115. Os meus custaram uns US$ 170’'.

Caros, sim, mas nada comparado com o preço dos sapatos com cunhas de madeira de Balenciaga, da Gregory Alexander, de 15 centímetros: US$ 2.000. Eles foram abrigados com segurança em seu armário. Naquela noite, Alexander, 26 anos, e um host do Mr. Black, combinaram botas stiletto de cano baixo e plataforma do modelo Imperiale, da Yves Saint Laurent, (preço original: US$ 1.395), com uma jaqueta de couro de motociclista, jeans preto justo, camisa branca e gravata fina preta. ''Eles valem cada centavo’', disse Alexander, referindo-se aos da YSL. ''Eles são um presente do Dia dos Namorados para mim mesmo. Eu pedi para gravar um cartão para mim, também’'. Alexander, que administra uma festa popular chamada A Club Called Rhonda, disse que possui cerca de 30 pares de sapatos de salto femininos. Ele calça o tamanho 41 feminino e seus pés raramente cabem em sapatos de outros estilistas.

Wagner, por sua vez, disse que muitas vezes paga pela confecção de saltos sob medida para seus pés grandes.

''Adoro altura’', disse ele. ''Ajuda quando você está em um clube. Já comprei Louis Vuitton. Já comprei Gucci. Mas a maioria dos designers não vai tão alto para mim. Descobri uma empresa no Arizona que fará saltos de 38 centímetros para mim por US$ 3.000’'.

Jeff Paice, estilista de roupas no Mr. Black, que estava vestido com uma camisa preta de botões e calça preta com um par de sandálias, disse que estava entediado com as escolhas habituais. ''Não há nada para os homens’', disse ele.

Barton concordou: ''Eu literalmente olha para as mulheres e vejo que elas têm muitas opções. Têm vestidos de alça, saias, vestidos, calças, bermudas.

Homens têm calças e bermudas. Ou ternos e camisas’'.

Nenhum homem entrevistado se considerava crossdresser. ''Eu sempre deixei bem claro que sou homem e eu não estou tentando retratar uma ilusão para ninguém’', disse Wagner. Embora alguns possam considerar isso uma forma de crossdressing, ele acrescentou: ''Até onde sabemos, isso dá apenas uma forma de incrementar o visual para a balada. É o que todos querem’'.

''Queria que a sociedade fosse mais receptiva com homens que usam salto’', disse Paice. ''Eu acho que é divertido. Acho irreverente’'.

Alexander citou razões para usar saltos altos que muitas mulheres sabem desde que foram inventados: ''É uma coisa de poder. Você fica maior do que todo mundo. Você se destaca. Você anda de maneira diferente. Suas pernas ficam melhores’'.

Ele acrescenta: ''Eu nunca os tiro. Eu até dirijo com eles – fazem parte de mim’'.

No verão passado, ele quebrou o tornozelo tentando pular uma cerca para entrar em uma festa quando usava salto. ''Eu usei gesso por quatro meses’', disse ele. ''Eles me disseram que eu não iria usar saltos de novo, obviamente’'.

''Mas não sei’', acrescentou Alexander, admirando seus sapatos YSL. ''Estou de volta’'.

Do MSN/The New York Times

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Edwin Luisi é transexual em ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’

O assassino de Salomão Hayalla está em Ribeirão Preto. Há 34 anos, quando a primeira versão da novela "O Astro" foi ao ar, a autora Janete Clair decidiu desde o início que aquele jovem ator paulistano seria o sujeito ideal para encarnar o algoz do empresário déspota.

Mas para isso, Edwin Luisi teve que prometer à autora que não contaria o segredo nem mesmo para os seus pais. Dito e feito. E a novela fez aquele sucesso imenso que atravessou décadas. Hoje, seu personagem Felipe é vivido pelo ator Henry Castelli.

"Ele chegou a ligar pra mim pedindo conselhos sobre o personagem. Achei muito simpático da parte dele", conta o ator, que assistiu aos dois capítulos iniciais da nova versão da novela e afirma ter achado "muito bacana".

Edwin apresenta neste sábado (22), no Theatro Pedro II, o espetáculo ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’, uma comédia que não tem nada a ver com os papéis que encarnou nas novelas durante os anos 1970 e 1980. Pra começo de conversa, o ator sobe ao palco sob a pele da transexual Lana Lee.

A peça não é nova. Edwin faturou uma série de prêmios quando participou da primeira montagem há dez anos, com a direção de Bibi Ferreira.

"É como voltar para um antigo amor. Revisitar", diz.

Sacrifício

Mas o ator queria voltar a um papel que estivesse condizente com os seus 64 anos de idade e ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’ parecia se encaixar perfeitamente.

"Aí lembrei de todo o sacrifício que passei para fazer a peça. O figurino, a maquiagem, as dores e cãimbras e ficava aflito. Mas o resultado é gratificante", conta o ator. O curioso é que em "Eu sou minha própria mulher", outro espetáculo que lhe garantiu prêmios e sucesso, Edwin aparece travestido.

"Parece clichê, mas acho que o ator é igual a vinho, quanto mais velho, melhor", ressalta.

A nova versão da comédia também celebra os 40 anos de carreira do ator. No espetáculo, Edwin vive Lana Lee, transexual que um dia se chamou Daniel, foi casado com Clarice e é pai de Dênis. Após 10 anos sem ver a família, ele retorna com o novo marido. Em "Tango, Bolero e Cha Cha Cha", o artista levou os prêmios Shell, APCA, Mambembe, Quality Brasil e Governador do Estado RJ. O texto é de Eloy Araújo.

"É uma obra que o autor permite algumas mudanças, sobretudo porque nesta montagem, eu mesmo ajudei na direção e já fui fazendo alguns pequenos ajustes", comenta.

Serviço

Tango, Bolero e Cha Cha Cha

Sábado, às 21h, no Theatro Pedro II
Rua Álvares Cabral, 370
Ingressos a R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)
Inf.: (16) 3977-8111

Do Jornal da Cidade

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Governo de Minas faz pacote de ações contra preconceito a gays

Sayonara Nogueira, de 37 anos, lutou muito para conquistar seus sonhos. Nascida Marcos Nogueira, ela precisou, primeiro, enfrentar o preconceito dentro de casa. “Minha família é de militares e, no começo, foi um choque. Travestis e transexuais estão muito relacionados com a marginalidade, há muito preconceito. Hoje tenho uma relação tranquila com a minha família”, conta ao iG a professora da rede estadual de Minas Gerais, que leciona na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a 534 quilômetros da capital.

Antes e depois: para evitar ser prejudicada na carreira, ela primeiro prestou concurso como Marcos (na primeira foto) e depois se tornou Sayonara (na segunda foto)

Sayonara explica que nunca se sentiu gay, mas sim como uma mulher no corpo de um homem - uma sensação comum a todas as transexuais. Temendo sofrer discriminação ao se assumir, ela resolveu estudar e se firmar na carreira por meio de concurso público antes de correr atrás da mudança física. E não foi fácil.

No ano passado, a professora sofreu humilhação de uma inspetora, que insistia em chamá-la pelo nome do registro civil. “Ela falou que eu era Marcos até provarem o contrário”. Inconformada, ela acionou o Ministério Público e, após um processo, teve assegurado o direito de ser chamada pelo nome que escolheu.

Se a inspetora tivesse chamado Sayonara de Marcos nos dias de hoje, estaria violando uma nova resolução do governo mineiro que entrou em vigor neste mês. A partir da resolução 8496 de 2011, fica assegurada às pessoas transexuais e travestis a identificação pelo nome social. Este é mais um passo que Minas Gerais tem tomando nos últimos meses para garantir direitos a gays, lésbicas, travestis e transexuais no Estado (leia mais nas reportagens ao lado), que saiu atrás, comparando com outros Estados.

Na prática, o nome social será adotado em documentos de identificação funcional, comunicações internas do governo do Estado e durante o atendimentos em hospitais, delegacias, escolas e qualquer outro órgão público.

A resolução é conjunta e envolve as secretarias estaduais de Planejamento, Orçamento e Gestão, além da de Desenvolvimento Social. Ela não prevê punições para quem violar o novo regulamento, mas determina que agentes públicos passem por capacitação para cumpri-lo.


Walkiria La Roche, coordenadora especial de Políticas de Diversidade Sexual e primeira transexual a assumir cargo público em Minas

“Pra gente que é transexual e travesti foi um ganho muito grande, um passo muito a frente. Em uma escola que trabalho já usam meu nome social. Em outra, colocavam os dois nomes. Sou Sayonara, identificada como Sayonara e não tinha por que não ser”.

Walkiria La Roche, coordenadora especial de Políticas de Diversidade Sexual, explica que não existem levantamentos sobre o percentual de travestis e transexuais no Estado. “O próprio censo esteve na minha casa e não perguntou sobre isso. Os dados são precários”, conta ela, que é a primeira transexual a assumir cargo público em Minas Gerais. A coordenadoria da qual é responsável foi criada neste ano pelo governo Antonio Anastasia (PSDB). “Existem outros Estados com iniciativas parecidas, mas desconheço uma com alcance tão amplo”.

No Rio de Janeiro, lei sobre a adoção do nome social por travestis foi publicada em 11 de julho deste ano. Também existem orientações governamentais no sentido de adotar o nome social em Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.

Já em São Paulo, o decreto 55.588 de 2010 trata do assunto e prevê, inclusive, medida no caso de violação. Pela lei paulista editada pelo então governador de São Paulo José Serra (PSDB), o descumprimento da norma resultará em procedimento administrativo. Durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de uma portaria da União, de 19 de maio de 2010, também ficou assegurado o direito do uso do nome social por travestis e transexuais em todas repartições do governo federal.

Há 11 anos lecionando em duas escolas públicas, a transformação de Marcos para Sayonara (a palavra significa adeus, em japonês) foi observada por seus alunos e por toda a comunidade escolar. Ela começou a tomar hormônios e fez implantes a partir do ano 2000, logo no começo de sua trajetória profissional.

“Teve aluno no sexto ano que me viu de um jeito e três anos depois conheceu a Sayonara. Tudo foi muito acolhedor. Nunca sofri qualquer preconceito da comunidade escolar, nem de alunos nem de pais. Por incrível que pareça, sofro mais preconceito dos colegas de trabalho. Mudamos a condição sexual, mas caráter não se muda”, diz ela, professora de geografia e história para alunos da sexta série do ensino fundamental ao primeiro ano do ensino médio, que têm entre 11 e 14 anos.

A professorra de Uberlândia se prepara para fazer a cirurgia de mudança de sexo no começo do próximo ano, em Goiás. Ela conta que é mais fácil conseguir a mudança do registro civil de sua identidade após a cirurgia, uma vez que existem juízes que entendem como necessária a mudança de sexo para a mudança do nome perante a lei. “Soube de uma moça que conseguiu sem a cirurgia, mas o nome de registro de nascimento foi mantido. Eu prefiro esperar”, diz ela, que mora com a mãe e o companheiro, mostrando que o preconceito ainda está muito longe do fim.

Do IG

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STJ autoriza casamento gay para casal de gaúchas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu, em julgamento concluído nesta terça-feira (25), o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Quatro dos cinco ministros da quarta turma do tribunal decidiram autorizar o casamento de um casal de gaúchas que vivem juntas há cinco anos e desejam mudar o estado civil.

A decisão que beneficia o casal gaúcho não pode ser aplicada a outros casos, porém abre precedente para que tribunais de instâncias inferiores ou até mesmo cartórios adotem posição semelhante.

Foi a primeira vez que o STJ admitiu o casamento gay. Outros casais já haviam conseguido se casar em âmbito civil em instâncias inferiores da Justiça. Neste caso, porém, o pedido chegou ao STJ porque foi rejeitado por um cartório e pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O primeiro casamento civil no país ocorreu no final de junho, quando um casal de Jacareí (SP) obteve autorização de um juiz para converter a união estável em casamento civil.




O julgamento se iniciou na semana passada, com a maioria dos votos favoráveis à causa. A sessão, no entanto, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Buzzi, o último a proferir seu voto. Em seu voto nesta terça, ele seguiu o relator do processo, em favor do casamento.

Buzzi destacou que o Código Civil, que disciplina o casamento entre heterossexuais, "em nenhum momento" proíbe "pessoas de mesmo sexo a contrair casamento".

"O núcleo de pessoas surgido de casais homossexuais se constitui, sim, em família. De outro lado, o casamento [...] constitui-se o instrumento jurídico principal a conferir segurança aos vínculos e deveres conjugais", declarou.

Apenas o ministro Raul Araújo Filho, que havia se manifestado a favor na primeira parte do julgamento, mudou seu voto, contra o casamento. Ele afirmou que não cabe ao STJ analisar o caso, mas sim ao STF. Argumentou ainda que o casamento civil não é um mero "acessório" da união civil.

"Não estamos meramente aplicando efeito vinculante da decisão do STF, mas sim dando a decisão um interpretação que não podemos fazer", alegou.

Pedido
O casal entrou com o pedido de casamento civil antes mesmo da decisão do Supremo Tribunal Federal, em maio deste ano, que equiparou a relação homoafetiva à união estável. A identidade de ambas não pode ser revelada porque o processo tramita em segredo de Justiça.

Elas pediram em cartório o registro do casamento e, diante da recusa, resolveram entrar na Justiça. Mas o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou improcedente a ação, o que levou as gaúchas a recorrerem ao STJ.

Ao reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo, em maio deste ano, o STF deixou em aberto a possibilidade de casamento, o que provocou decisões desencontradas de juízes de primeira instância.

Há diferenças entre união estável e casamento civil. A primeira acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal. O segundo é um contrato jurídico-formal estabelecido entre duas pessoas.

Julgamento
Na semana passada, o relator do processo, Luis Felipe Salomão, foi favorável ao pedido das gaúchas e reconheceu que o casamento civil é a forma mais segura, segundo ele, de se garantir os direitos de uma família.

"Se é verdade que o casamento civil melhor protege a família e sendo múltiplos os arranjos familiares, não há de se discriminar qualquer família que dele optar, uma vez que as famílias constituídas por casais homossexuais possuem o mesmo núcleo axiológico das famílias formadas por casais heterossexuais", disse em seu voto.

O advogado do casal, Paulo Roberto Iotti Vecchiatt, sustentou que, no direito privado, o que não é expressamente proibido, é permitido. Ou seja, o casamento estaria autorizado porque não é proibido por lei.

Para Vecchiatti, o essencial de qualquer relação amorosa é "formar uma família conjugal, cuja base é o amor familiar". "A condição de existência do casamento civil seria a família conjugal e não a variedade de sexos", argumentou.

Do G1

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Miss Plus Size Carioca 2011: Estudante com manequim 46 é eleita

A estudante de enfermagem e de administração Gessica Carneiro, de 21 anos, foi eleita no domingo (23) a gordinha mais bonita do Rio de Janeiro no concurso Miss Plus Size Carioca 2011. O evento, que elegeu a mais bela entre 38 candidatas com manequim acima de 46, foi realizado na Lona Cultural de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Gessica não estava muito confiante na chegada ao evento. Ela já foi vítima de preconceito pelo excesso de peso.

Gessica Carneiro foi eleita entre 38 candidatas; namorado era só elogios

-Eu não tenho a perspectiva de ganhar, porque tem muita menina bonita. E não é só beleza. Beleza não vence concurso.É toda uma elegância, uma desenvoltura corporal. O meu intuito agora é aparecer na mídia. Para que eu, posteriormente, consiga fazer alguns trabalhos como modelo.

No entanto, ao pista no palco com seu vestido prata e andar com confiança e um sorriso tranquilo, convenceu os jurados de que merecia o posto.

Na plateia, Gessica tinha um torcedor especial: o namorado. Depois do anúncio do resultado, Fernando Manhães, que é estudante de direito e tem 20 anos, era só elogios.

-Estou orgulhoso demais. Eu já sabia que ela ia ganhar.A partir de agora vai ser difícil para mim, mas eu acho que eu vou conseguir manter o posto (de namorado).

Quem passou a faixa para Gessica foi a Miss Plus Size Carioca 2011, Tatiana Gaião, que também foi eleita Miss Brasil Plus Size, em um concurso realizado pela internet.

A procura pelo evento, que está na segunda edição, surpreendeu o organizador, Eduardo Araúju.

-Eu sempre acreditei no Miss Plus Size, mas esse boom me surpreendeu. Eu poderia ter feito o evento no Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange, no Engenho de Dentro, zona norte) tamanha foi a procura das meninas. – comemorou, Eduardo.

Também na noite deste domingo foi eleita a Miss Maturidade Jacarepaguá. O requisito principal para se inscrever no concurso era ter mais de 40 anos. A coroada foi Márcia Aguiar, capitã da Polícia Militar do Rio.

Fonte: R7 - Via: Gordinhas Lindas

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Luisa Marilac no VMB - Video Music Brasil

Luisa Marilac compareceu ao VMB (Video Music Brasil) nesta quinta-feira (20) com um vestido brilhante. Ela, que ficou famosa de uma hora para outra depois de postar um vídeo no YouTube (e ganhou até uma imitação de Luciana Gimenez), bebendo "bons drinks", comentou que, apesar de ter morado na Europa (14 anos na Itália, e dois na Espanha), gosta de São Paulo, mas tem outra cidade em seu coração. "Quando estou no Brasil, fico em Guarulhos. Não largo lá por nada. Gosto de São Paulo, mas Guarulhos é minha especialidade", brincou.



A travesti brasileira que mora na Europa afirmou que ficou surpresa com o sucesso. "Um ano depois que postei o vídeo, me descobriram. Quando você você faz algo com essa intenção, você fica na expectativa. Mas não fiz com essa intenção. Fiz para mim, perdi a senha e nunca mais entrei para ver. Um amigo, então, me disse que eu precisava ver o que estava acontecendo. E as visitas não pararam de crescer. Foram 50, 100 mil... E aí foi", completou.


De lá para cá, Luisa disse que está curtindo a fama, mas que tem algo em mente que sempre fala: "a vida de um travesti é muito difícil e quando a gente toma uma quebrada da vida, é sempre bom receber um carinho dos amigos, é gratificante, tão gostoso". Ela disse que está enrolada-solteira sem revelar o nome do companheiro.

Da Quem
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Família de travesti assassinado na Paraíba suspeita de homofobia

A família de um travesti assassinado na noite do domingo (16) em Patos, no Sertão paraibano, acredita que o crime tenha sido motivado por homofobia. José de Arimatéia da Silva, de 27 anos, foi morto a tiros por volta das 22h na Rua Ednaldo Torres, por trás da estação ferroviária da cidade. Conforme a Polícia Militar, o local é conhecido como ponto de prostituição de mulheres e travestis.

A mãe de Arimatéia, a dona de casa Iraci Morais, informou à TV Paraíba que ele era homossexual e morava em Campina Grande, mas estava em Patos há quatro meses para ajudá-la nos preparativos de uma cirurgia à qual ela seria submetida nesta segunda-feira (17). "Ou ele foi vítima de preconceito ou da violência. Pode ter sido as duas coisas", declarou a mãe. Ela não informou, no entanto, se ele sofria ameaças ou algum tipo de perseguição.

De acordo com o 3º Batalhão da Polícia Militar, a vítima também seria usuária de drogas. Conforme a PM, o homossexual foi alvo de vários tiros e chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu quando era levado para o Hospital Regional de Patos.

A Polícia Militar informou que fez buscas pela cidade na mesma noite, mas não conseguiu localizar suspeitos de envolvimento no crime. A Polícia Civil não divulgou quais são as possíveis motivações investigadas.

Do G1

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Nova novela das sete da Globo tem personagem travesti fã de Lady Gaga

A nova novela das sete da Rede Globo, Aquele Beijo, de Miguel Falabella, que estreou nesta segunda-feira, no lugar de Morde e Assopra, traz o ator Luis Salém como a personagem Ana Girafa, uma travesti que ama a cantora Lady Gaga.

Ana Girafa vive na comunidade de Covil do Bagre, ameaçada de ser despejada pelo dono do local que planeja a construção de uma mega loja. Lá, a travesti tem o salão de beleza New Roberta’s, em homenagem a famosa transexual Roberta Close. Criada em um lar de crianças abandonadas, ela irá atrás de sua mãe biológica durante a trama. A personagem promete ser ácida, sem papas na línguas e não ativista. Em compensação, Ana Girafa deverá sim criar uma boa empatia com o público e divertir horrores. Em uma das cenas, ela se usará um vestido de carne, como fez Lady Gaga.

A novela gira em torno do triângulo amoroso protagonizado por Cláudia (Giovanna Antonelli), Rubinho(Victor Pecoraro) e o advogado Vicente (Ricardo Pereira) e fala sobre aquelas pessoas que passam por nós despercebidas e poderiam ser o amor das nossas vidas... quem sabe a Ana Girafa não tira sorte grande.

Do: revista lado A


Luis Salém está na expectativa da repercussão da novela Aquele Beijo, que estreou na noite de segunda-feira (17) na Globo. Apesar do pensamento positivo, ela acha que não dá para saber a reação do público.

“Espero que o público goste. Estamos trabalhando da melhor maneira possível. Tem tudo para ser um sucesso a novela . Agora, está na mão do público.”

Em conversa com O Fuxico, Luis Salém falou sobre o desafio de interpretar o travesti Ana Girafa, dona do salão New Robertas. Ele revela que conversou com transexuais para ajudarem a montar o personagem.

“Foi uma viagem muito louca. Conversei com vários transexuais para saber o que é ser uma pessoa que você não é. Você acaba emprestando alguma coisa sua para o personagem é uma troca.”

O ator também conta que a trajetória de Ana Girafa na novela será baseada na comédia e destaca uma cena em especial que retrata bem o humor da personagem.

“Ela participa de um concurso de dublagem da Lady Gaga se veste de carne e ela ganha esse concurso. Mas, antes de chegar na boate ela passa por umas situações, ela é perseguida pelos cachorros.”

Luis Salém afirma que apesar dos perrengues que Ana Girafa, ela tem uma mensagem central a passar para os telespectadores.

“Acho que a mensagem é essa você tem de lutar para ser feliz. Ela contribui com essa parte engraçada.”

Questionado se a cabeleireira pode ser um personagem que vai ganhar um carinho especial do público, Luis foi cauteloso, mas demonstrou uma esperança de que isso possa acontecer.

“A gente não sabe do que o público vai gostar. Estou fazendo o melhor possível, muita gente vai gostar por causa dessa garra dela. Eu gosto à beça e eu acho que o público também vai gostar.”

Do: Fuxico
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Katie: Nem homem nem mulher... Mas, apenas um ser Humano


Uma americana que descobriu na adolescência que era geneticamente homem relatou seu drama em um documentário da BBC.

Katie tem síndrome da insensibilidade ao androgênio, que só foi diagnosticada quando ela passou por uma operação de hérnia aos seis anos de idade.

Os cirurgiões descobriram na época que ela tinha um testículo não descido e que não possuía ovários ou útero, apesar de ter uma vagina.

Por não reagir ao androgênio, o hormônio que teria feito com que ela fosse um menino, ela se desenvolveu como menina.

'Eu tenho aparência feminina, tenho um corpo de mulher normal, mas em vez de ter cromossomos XX como uma mulher típica, eu tenho cromossomos XY como um homem comum', diz Katie no programa 'Me, my sex and I', exibido esta semana pelo canal BBC One na Grã-Bretanha.

A americana Katie (Foto: BBC)

Segredo
Os pais de Katie, ambos médicos, aprenderam durante seus estudos que não era recomendável informar às mulheres que elas têm essa condição 'porque a notícia seria tão devastadora que elas poderiam cometer suicídio'.

Ainda assim, eles decidiram, aos poucos, dar a Katie algumas informações sobre seu corpo e quando ela completou 18 anos, os pais revelaram todos os detalhes.

'Eu fiquei muito assustada. Eu não estava preparada para pensar em mim como totalmente e irreversivelmente diferente de qualquer outra mulher. Eu ficava pensando se alguém iria me amar ou se eu era tão diferente que não poderia ser amada', disse ela.

Katie teve o testículo removido, passou a tomar pílulas para equilibrar melhor seus hormônios e começou a frequentar um grupo para mulheres como ela.

Distúrbios de Desenvolvimento Sexual
Aos 22 anos, Katie deu uma entrevista no programa da apresentadora Oprah Winfrey que teria contribuído para uma maior abertura na discussão dos Distúrbios de Desenvolvimento Sexual (DDS) nos Estados Unidos.

O nascimento de uma criança que não pode ser descrita como menino ou menina (com sexo indeterminado, condição previamente conhecida como intersexo) é algo raro, mas o grupo de apoio Accord Alliance diz que, em cada 1,5 mil nascimentos, um apresenta algum tipo de DDS.

Pessoas com o distúrbio podem ter desequilíbrios hormonais ou um desenvolvimento inadequado de seus órgãos sexuais ou reprodutivos, que pode levar a uma genitália ambígua e a uma aparência física que não corresponde a seus cromossomos sexuais, como é o caso de Katie.

Em casos opostos ao de Katie, pessoas com cromossomos XX (femininos) podem não desenvolver seios, ter pelos em excesso e um clitóris aumentado, similar a um pênis.

'Eu acho que temos definições muito inadequadas do que é sexo, mas com base no que temos, não posso dizer que sou homem ou mulher em termos de sexo, apesar de minha identidade de gênero ser feminina', diz Katie.

Do G1

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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