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Edwin Luisi é transexual em ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’

O assassino de Salomão Hayalla está em Ribeirão Preto. Há 34 anos, quando a primeira versão da novela "O Astro" foi ao ar, a autora Janete Clair decidiu desde o início que aquele jovem ator paulistano seria o sujeito ideal para encarnar o algoz do empresário déspota.

Mas para isso, Edwin Luisi teve que prometer à autora que não contaria o segredo nem mesmo para os seus pais. Dito e feito. E a novela fez aquele sucesso imenso que atravessou décadas. Hoje, seu personagem Felipe é vivido pelo ator Henry Castelli.

"Ele chegou a ligar pra mim pedindo conselhos sobre o personagem. Achei muito simpático da parte dele", conta o ator, que assistiu aos dois capítulos iniciais da nova versão da novela e afirma ter achado "muito bacana".

Edwin apresenta neste sábado (22), no Theatro Pedro II, o espetáculo ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’, uma comédia que não tem nada a ver com os papéis que encarnou nas novelas durante os anos 1970 e 1980. Pra começo de conversa, o ator sobe ao palco sob a pele da transexual Lana Lee.

A peça não é nova. Edwin faturou uma série de prêmios quando participou da primeira montagem há dez anos, com a direção de Bibi Ferreira.

"É como voltar para um antigo amor. Revisitar", diz.

Sacrifício

Mas o ator queria voltar a um papel que estivesse condizente com os seus 64 anos de idade e ‘Tango, Bolero e Cha Cha Cha’ parecia se encaixar perfeitamente.

"Aí lembrei de todo o sacrifício que passei para fazer a peça. O figurino, a maquiagem, as dores e cãimbras e ficava aflito. Mas o resultado é gratificante", conta o ator. O curioso é que em "Eu sou minha própria mulher", outro espetáculo que lhe garantiu prêmios e sucesso, Edwin aparece travestido.

"Parece clichê, mas acho que o ator é igual a vinho, quanto mais velho, melhor", ressalta.

A nova versão da comédia também celebra os 40 anos de carreira do ator. No espetáculo, Edwin vive Lana Lee, transexual que um dia se chamou Daniel, foi casado com Clarice e é pai de Dênis. Após 10 anos sem ver a família, ele retorna com o novo marido. Em "Tango, Bolero e Cha Cha Cha", o artista levou os prêmios Shell, APCA, Mambembe, Quality Brasil e Governador do Estado RJ. O texto é de Eloy Araújo.

"É uma obra que o autor permite algumas mudanças, sobretudo porque nesta montagem, eu mesmo ajudei na direção e já fui fazendo alguns pequenos ajustes", comenta.

Serviço

Tango, Bolero e Cha Cha Cha

Sábado, às 21h, no Theatro Pedro II
Rua Álvares Cabral, 370
Ingressos a R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)
Inf.: (16) 3977-8111

Do Jornal da Cidade

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