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Morre Frank Kameny, gay pioneiro na militância nos EUA

Frank Kameny morreu na última terça-feira, dia 11, aos 86 anos, em Washington, após mais de 50 anos lutando pelos direitos dos homossexuais nos EUA. Em 1958, após ser demitido de seu emprego nos serviços de mapas do Exército e proibido de trabalhar no governo por ter sido preso por ser homossexual, o doutor em astronomia pela Universidade de Harvard decidiu que era preciso lutar contra a injustiça. Abriu o primeiro processo civil contra a empresa que o demitiu por ser homossexual, processo esse que jamais foi julgado. No ano passado, recebeu um pedido de desculpas formal da entidade e teve seu nome usado para batizar uma rua da capital.

Ele foi uma das pessoas chaves na retirada da homossexualidade do rol de doenças mentas pela Associação Americana de Psiquiatria, na década de 70, decisão que levou em 1991 a Organização Mundial da Saúde a fazer o mesmo. Ele lutou contra a discriminação no setor público e chegou a se posicionar em frente à Casa Branca com cartazes com o escrito "Gay is good", slogan de sua criação que combate o dualismo religioso que condena os homossexuais. Foi um dos primeiros homens gays a protestar por seus direitos, ainda na década de 50. Símbolo notório em seu país, foi convidado oficial da Casa Branca quando Barack Obama este ano derrubou a lei que proibia homossexuais assumidos nas Forças Armadas, onde começou e terminou a sua luta.

Toda sua história está registrada na Biblioteca do Congresso por meio de documentos e fotos e seu trabalho continuará por meio da Fundação que leva seu nome.

Da revista do Lado A

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