Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Preso matador em série de travestis ‎

Cirineu Carlos Letang Silva (foto ao lado quando era conduzido preso), de 47 anos, é um homem bem articulado, inteligente e aparentemente calmo. Ele saía de casa, na Zona Norte, para levar a mulher ao trabalho quando foi surpreendido por uma equipe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e preso sob acusação de assassinar o transexual Alisson Pereira Cabral, a “Camila Close”, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, em 26 de maio de 2011. Detalhe: desde março, Cirineu cumpria pena em regime aberto por outros assassinatos de travestis.

Ele negou o crime. Assim como o fez na década de 1990, quando foi preso acusado de matar seis homossexuais entre dezembro de 1992 e março de 1993. À época, o ex-PM ficou conhecido como serial killer: “O Matador de Travestis”.

Segundo o delegado Antonio Carlos Desgualdo, titular da equipe B-Sul do DHPP, duas testemunhas o reconheceram, por foto, e também pessoalmente. “Também apreendemos objeto que pode estar relacionado à morte do transexual, no início desse ano”, disse.

A forma de agir do autor do assassinato de Camila Close (foto ao lado e abaixo) é semelhante à de Cirineu, nos crimes pelos quais foi acusado na década de 1990. “Ele simula interesse em fazer programa com o homossexual e depois o mata a tiros”, disse o delegado Maurício Guimarães Soares, que tem indícios de que o acusado tenha até consumado os programas, fato negado veementemente pelo ex-PM. A polícia apreendeu um projetil de munição de revólver calibre 38, mas não localizou a arma.

Carandiru /Cirineu é um dos réus no processo sobre o massacre do Carandiru, no qual 111 presos foram mortos pela PM no pavilhão 9 da Casa de Detenção, em outubro de 1992. Silva era do grupo que invadiu o terceiro pavimento onde foram mortos 78 presos.









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Professora engana-se e dá a alunos o seu vídeo porno!

Uma professora da argentina, emprestou aos seus alunos uma pen drive que supostamente continha material para as aulas de biologia, mas, por estranho que pareça, a pen drive continha vídeos de carácter sexual (explicito) das quais a professora era a principal protagonista.

Os alunos desta professora de biologia rapidamente espalharam o vídeo na Internet, o que provocou uma onda de revolta entre os pais, visto já não ser a primeira vez que algo do género acontece.

Esta professora argentina já tinha sido vista a “acariciar” o namorado dentro do espaço escolar…

Do Lixado


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A Aids não tem preconceito... E você?




O dia 1º de dezembro é o dia mundial de luta contra a Aids e, não podemos perder a oportunidade de falar sobre isso. Já conquistamos muitos êxitos ao longo de todos esses anos, principalmente, com os adolescentes.

É preciso transformar a informação em atitude e desmontar alguns mitos da nossa cultura, como por exemplo: quem ama confia! Este ditado leva a conduta como o aumento de Aids nas mulheres, e principalmente, na faixa etária de 13 aos 19 anos.

A Aids é uma doença que não leva em consideração nenhum requisito que a gente possa pensar em nos dê alguma garantia de segurança: atinge crianças, jovens,adultos e até velhos; ela não quer saber se a pessoa é limpa/suja, rica/pobre,bonita/feia, religioso/ateu, branco/negro/oriental... Transou com alguém infectado com o HIV e não usou camisinha, ela pode se instalar! A gente precisa fazer o mesmo para combatê-la: não importa quem seja nosso parceiro (a) sexual, usar a camisinha em todas as relações sexuais.

Não podemos mais nos colocar em situação de vulnerabilidade. Quem ama precisa confiar, desconfiando. O sexo é um impulso muito forte e de difícil controle quando acontece o desejo e a oportunidade.

Quando o assunto é AIDS, independente do sentimento que rolou entre o seu namorado e outra garota, se eles transaram e, ela estava infectada pelo HIV ou vice-versa, o risco de ser contaminado pelo vírus da Aids existiu.

Se não usar a camisinha, o garoto vai colocar sua vida, também, em risco. É muito importante que todos acreditem em seus valores e sentimentos e, principalmente, a garota não se sinta intimidada na negociação da camisinha. Se o garoto gosta mesmo da namorada, deve se sentir orgulhoso dela ser uma pessoa cuidadosa, que olha para a sua saúde e a dele. Usar camisinha é uma questão de habilidade.

Precisa treinar até saber colocá-la sem precisar pensar ou se atrapalhar. Os postos de saúde distribuem preservativo gratuitamente. Os pais devem falar com os filhos sobre prevenção. Só quebrando tabus e paradigmas é possível se prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis e barrar o avanço da AIDS.

* Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplan.

Do O Debate
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Crise de financiamento ameaça avanços no combate à Aids, diz ONG


A crise de financiamento ao Fundo Global de combate à Aids, à malária e à tuberculose ameaça os recentes avanços obtidos no tratamento de pacientes com HIV, afirmou nesta terça-feira o presidente internacional da ONG Médicos Sem Fronteiras, Unni Karunakara, que está em visita ao Brasil.

"Pela primeira vez, vemos redução no número de infecções (por HIV), e, mantendo o trabalho atual, poderíamos controlar (o avanço da doença). Mas tudo isso está a perigo", afirmou em entrevista coletiva o indiano Karunakara, que é médico infectologista.

A situação do Fundo Global de Combate à Aids, TB e Malária despertou atenção internacional na semana passada, quando o organismo anunciou que não financiará novos projetos até 2014, por falta de verbas, e que até mesmo os projetos em andamento correm risco.

O Fundo pediu US$ 20 bilhões a doadores internacionais, mas recebeu US$ 11,5 bilhões – menos do que o mínimo esperado, US$ 13 bilhões, que é o quanto o organismo diz precisar para manter seus programas até 2014.

A falta de dinheiro é atribuída principalmente à crise internacional – alguns dos principais doadores são países desenvolvidos enfrentando altos deficits –, mas muitos doadores cortaram seus financiamentos temporariamente por conta de acusações de mau uso do dinheiro por parte do fundo.

A falta de dinheiro agora ameaça projetos em andamento principalmente na África Subsaariana, onde está a maior parte dos 34 milhões de portadores de HIV no mundo.

Para Karunakara, países emergentes como o Brasil têm "um papel importante em mostrar liderança" e garantir que o financiamento seja mantido. "Se os países não lidarem com isso agora, terão de lidar depois."
Perigo de retrocesso

Segundo Karunakara, os avanços no combate à Aids foram substanciais na última década, e a manutenção do fluxo de dinheiro é necessária para manter esses progressos.

"Em 2000, o preço anual para tratar uma pessoa infectada era de US$ 10 mil. Hoje é de US$ 70. Ainda assim, o dinheiro precisa vir."

A preocupação é que haja um retrocesso no tratamento de HIV nos países mais pobres.

O Fundo Global tem financiamento público e privado e provê a maior parte da verba usada por países em desenvolvimento para a compra de medicamentos antirretrovirais.

A agência Reuters relata que a situação é especialmente dramática na Suazilândia, sul da África, onde 26% da população tem HIV e onde os estoques de antirretrovirais já estão diminuindo.

A crise do fundo chama a atenção poucos dias antes da celebração do Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º de dezembro, e em meio a boas notícias relacionadas ao controle da doença.

No dia 21, a ONU informou que as infecções pelo vírus HIV no mundo alcançaram seu nível mais baixo dos últimos 14 anos e caíram 21% em relação ao pico registrado em 1997.

Para a entidade, as causas da queda foram a resposta da comunidade internacional à epidemia da doença e a melhora do acesso ao tratamento na última década.

Da BBC
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Nigéria aprova lei que pune casamento gay com até 14 anos de prisão

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O Senado nigeriano aprovou nesta terça-feira uma lei que penaliza com sentenças de até 14 anos de prisão o casamento de gays e lésbicas, em um movimento oposto ao Governo britânico que recentemente legalizou a união homossexual.

De acordo com a legislação da Nigéria, as testemunhas do matrimônio, assim como todos os envolvidos na cerimônia, poderão sofrer até 10 anos de prisão. Até o momento, o casamento homossexual era punido com 5 anos de prisão.

Governada por Goodluck Jonathan, a população da Nigéria é extremamente religiosa, sendo a metade cristã e a outra mulçumana, e considera a homossexualidade um pecado.

Recentemente, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, ameaçou a retirada da ajuda humanitária para aqueles países que não respeitarem os direitos da comunidade gay, embora até o momento nenhuma nação africana tenha reagido positivamente à exigência.

Mais de 30 países na África possuem leis que penalizam a homossexualidade, castigada com prisão em muitos deles.

Da Veja
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Prefeito peruano diz que água de torneira transforma os homens em gays

Bebe água de torneira? Então você tem mais chances de virar gay. Pelo menos é isso o que acredita um prefeito do Peru, Jose Benitez. Essa crença soa como algo absolutamente incomum e irracional. Mas o prefeito tem uma explicação por trás de suas convicções – mesmo que um tanto malucas.

É fato que a água potável da cidade de Humarey é composta por diversos minerais. O abastecimento de água vem da cidade vizinha Tabalosos, conhecida pela água com altos níveis de estrôncio mineral.

Mas Tabalosos também é conhecida por outro motivo: sua elevada população de homossexuais. Cerca de 14 mil homens gays habitam a cidadezinha, e o prefeito de Humarey conseguiu fazer a relação disso com o estrôncio.

De acordo com Benitez, o estrôncio é responsável pela redução de hormônios masculinos, e ele teme que o caso de Tabalosos seja repetido em todas as outras vilas e cidades que recebem a água de lá. O prefeito fez suas curiosas observações na cerimônia de lançamento de um projeto local de acesso à água.

Especialistas, no entanto, rejeitam essas alegações não científicas. O reitor da Faculdade de Química Farmacêutica de Lima, Robert Rodriguez Castro, alegou que a homossexualidade não é uma consequência de consumir grandes quantidades de estrôncio. Câncer, pode até ser, mas certamente não a homossexualidade.

Do Hypescience
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Amarre seu homem


O que esse espaço tem de bom deve-se a forma democrática como atende aos seus leitores.
Como eu nada tenho de ortodoxo e tão pouco ando com um tal livrinho de regras de conduta BDSM debaixo do braço, acho que a opinião de todos é valida, direta ou não, embasada em conceitos ou simplesmente uma visão paralela qualquer.
E o que mais de me deixa feliz é receber de uma pessoa que pode ser considerada “baunilha” por praticantes fetichistas estar presente no blog, e, além disso, buscar uma mescla de conceitos que retratam a sua visão.
A Ana é uma terapeuta, psicóloga das boas. Minha amiga é verdade, mas aqui, a seguir, ela posta uma visão que o fetiche de bondage, do qual se fala muito nessas páginas.
Ela não reivindica um lado dominatrix, embora pelo título possa parecer algo semelhante, entretanto, como toda mulher inteligente e sagaz ela mostra que está cada vez mais admirando um universo que antes ela via com olhos distantes, um planeta onde a grande maioria dos habitantes é composta de pessoas normais.
Então, melhor deixar a Ana dar o recado. Aspas pra moça!

"Quando li a Saga Os Filhos da Terra, de Jean M. Auel, em que Ayla e Jondalar no caminho de volta a aldeia de origem, eles se deparam com uma aldeia de mulheres que dominavam aquele clã e mantinham os homens enjaulados, mal tratados, amarrados, uni os pensamentos.
Essa historia de um sexo dominar o outro foi desde os primórdios mesmo ora com homens totalmente submissos, despersonalizados, ora com mulheres nulas. To escrevendo isso para falar dos fetiches e especialmente do bondage..., esse assunto que adentrou no meu universo psíquico recentemente em conversas na net. O uso de cordas para viver uma fantasia de submissão, misto de terror, aprisionamento, tesão, coisas da modernidade...
Não posso deixar de dizer que fiquei curiosa e futuquei o site do meu amigo para ver o que me despertava.
Deixei as associações fluírem como psicóloga e lá fui eu... E confesso que me despertou um pouco de tudo, tudo mesmo. Sim porque nós temos todos esses componentes dentro de nós e o que fazemos com eles diante dos estímulos aí eu diria que é a sabedoria de fluir entre o normal e o patológico das relações humanas.
Sim, porque a linha é muito tênue entre o normal e o patológico. Nesse caso, meu querido Nietzsche, diria: “Tudo é permitido, mas na justa medida”. Nunca mais me esqueci disso para analisar os terrenos sadios e insanos que pisamos.
O que me chama a atenção é que sempre colocam a mulher como dominada, aprisionada. Paradoxal com tanta mulher com poder no mundo afora, mas enfim num mundo que podemos criar tudo, então la vai.
Convido a retornarmos a Era Glacial! Isto mesmo! Amarre seu homem... Antes que alguma insana seduza-o e você o perca. Amarre-o de forma a deixá-lo louco de tesão, e quando você perceber que ele está realmente rendido, renda-se você também, ate-se a ele como nunca viu, e não se surpreenda que ele peça pra você repetir a façanha...
Use a corda sim para atar fortemente a relação em amor, carinho, tesão, cumplicidade, amizade e tudo de bom que a felicidade a todos se faça sempre presente."

Somente um comentário: Ana, a visão das mulheres aprisionadas as quais você se refere no belíssimo texto é uma conseqüência dos impulsos de um bondagista e de seus seguidores que amam essa página e se deliciam com as nossas heroínas.
Embora existam os que gostariam de ser aprisionados por elas, as moças em perigo ainda têm cadeira cativa em nossos subconscientes.

Obrigado por escrever pra nós!
E volte sempre...

Do Bandage & fetiches
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Silvio Santos se empolga com Ariadna em seu programa

O apresentador Silvio Santos, 80, ficou ouriçado com a presença da ex-BBB Ariadna em seu programa.

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“E aquela menina bonita, magrinha, esbelta?”, disse sobre a transexual, que participa do quadro Não Erre a Letra. “Parece modelo, parece artista de cinema.”

“O que ela fazia na Globo, “Big Brother”?”, quis saber. “E vocês assistiam? Mas vocês são umas traidoras…”

Além de Ariadna, o programa terá a presença de Rita Cadillac e Renata Banhara, entre outros.

O programa foi ao ar no domingo (27), as 19h45 no SBT.

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Oneal Morris: Travesti preso por Exercicio Ilegal da Medicina

O americano Oneal Morris, de 30 anos, foi preso na Flórida, Estados Unidos, acusado de injetar uma mistura de super cola, cimento, óleo e selante de pneus no bumbum de uma mulher. Ele cobrou cerca de R$ 1.200 para aplicar a substância.

O falso médico tem a aparência de mulher e tudo indica que também injetou a mistura no próprio bumbum. Os procedimentos eram realizados na casa do acusado, que vai responder a processo por ter praticado medicina sem licença e causar danos físicos à paciente. Depois da aplicação, a vítima teve sérias complicações de saúde e precisou ir a um hospital.

Segundo a polícia, Morris deu uma série de injeções na vítima para deixá-la com o bumbum maior e mais torneado. A autoridade local estuda a hipótese de o acusado fazer parte de um grupo de falsos médicos que oferece métodos para aumentar o bumbum há alguns anos. “Eu acho isso uma loucura”, frisou Bill Bamford, da polícia de Miami, na Flórida.


Do Extra
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Andrew Pejic: Primeiro homem listado como "mulher mais desejável do planeta"

Embora soe muito estranho, Andrew Pejic é o primeiro homem a figurar na lista das mulheres mais desejáveis do planeta, organizada anualmente pela revista FHM.Pejic, que é australiano de origem bósnia, foi classificado na posição 98 devido à sua beleza andrógina (aparência masculina e feminina).


O título só causou mais polêmica para vida de Pejic. Especialistas em moda dizem que esta notícia acaba causando grandes mudanças com relação aos critérios de beleza.Entretanto, apesar da polêmica, Andrew Pejic quer tornar-se um anjo da Victoria Secret e afirma que pode até apelar para a mudança de sexo para chegar lá.

Do Homens de Lingerie
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Mulher obesa faz dieta maluca, fica anoréxica e quase morre

Atormentada por estar muito obesa, uma mulher inglesa decidiu fazer um regime extremo por conta própria, virou anoréxica e quase morreu. De acordo com informações do site do jornal “The Sun”, Alice Vinall pesava 120,5 quilos quando começou a fazer exercícios pesados e passou a comer apenas uma refeição por dia. Esquelética - o peso caiu para 44,5 quilos -, a jovem ficou com o organismo muito debilitado e chegou até a desmaiar.

Alice foi internada numa clínica especializada em distúrbios alimentares, onde durante 18 meses passou por uma dieta especial até atingir cerca de 70 quilos.

- Ser gorda quase me matou. Quando saí da clínica, quebrei a balança do banheiro com um martelo. Agora estou feliz por estar viva - disse a jovem, de 25 anos.



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Mulheres são acusadas de atacar homens sexualmente para retirar sêmen

A polícia do Zimbábue acredita que uma quadrilha nacional de mulheres esteja atacando homens sexualmente para retirar seu sêmen para o uso em rituais que supostamente trariam prosperidade.

Nesta segunda-feira, três mulheres supostamente ligadas à gangue começam a ser julgadas na capital do Zimbábue, Harare. Esse foi o primeiro caso de prisões de acusadas, mais de um ano após os primeiros relatos sobre o caso, que chocaram o país.

Uma suposta vítima, que pediu anonimato, relatou sua experiência à TV do país em julho. Ele disse ter sido atacado após aceitar uma carona de um grupo de três mulheres em Harare.

"Uma das mulheres jogou água na minha cara e elas me injetaram algo que me deu um forte desejo sexual", contou.

"Elas pararam o carro e me forçaram a manter relações sexuais com cada uma delas diversas vezes, usando preservativos", disse.

"Quando elas terminaram, me deixaram totalmente nu no meio do mato. Algumas pessoas me ajudaram a chamar a polícia, que me levou ao hospital para tratar dos efeitos dessa droga que elas haviam dado para mim, porque o forte desejo sexual continuava", afirmou.

Prostitutas ocupadas

As mulheres presas foram indiciadas por 17 acusações de ataque indecente agravado - já que a lei do Zimbábue (assim como a do Brasil) não considera estupro uma mulher forçar um homem a manter relações sexuais.

Elas foram detidas no início do mês na cidade de Gweru, a 275 quilômetros a sudoeste de Harare, após policiais terem encontrado 31 preservativos usados no carro em que elas viajavam.

As mulheres negam as acusações, dizendo que são prostitutas e que não haviam jogado fora os preservativos porque estavam muito ocupadas.

Após serem soltas sob fiança, elas foram confrontadas e ameaçadas por uma multidão. Elas dizem que têm sido forçadas a permanecer dentro de casa desde então, para evitar a atenção indesejada.

O porta-voz da polícia Andrew Phiri disse à BBC acreditar que as mulheres pertencem a uma gangue que atua em todo o país.

"Nós recebemos relatos de diferentes cidades e províncias do país, de que isso está acontecendo nas estradas", disse.

"Ainda temos de descobrir por que isso está acontecendo. Ouvimos especulações de que está ligado a rituais", afirmou.

Acredita-se que o sêmen seja usado em rituais para trazer sucesso nos negócios e há até mesmo rumores de que o sêmen tem sido vendido para outros países.

Mas o professor universitário Claude Mararikei, especialista em sociologia e cultura, afirmou à BBC que o uso do sêmen "está na área de rituais e magia, que é quase uma sociedade secreta".

"Até mesmo pesquisadores não querem entrar nessa área porque você pode não sair vivo depois de publicar qualquer coisa que descubra", disse.

Casos não denunciados

Os primeiros relatos de ataques foram alvo de curiosidade e descrença, mas homens que falaram à BBC disseram que agora estão tratando a questão com seriedade.

"Agora só ando de ônibus quando ele está cheio e não pego caronas em carros particulares, principalmente se houver mulheres dentro", afirmou um homem que não quis se identificar.

"Precisamos tomar cuidado, porque há mulheres atacando homens. Isso está mesmo acontecendo", disse.

Em Harare, uma mulher identificada como Sibongile afirma que o caso está manchando a imagem de seu gênero.

"É muito ruim que haja mulheres tão mesquinhas que querem ganhar dinheiro fácil dessa maneira", disse ela à BBC no centro de Harare.

A polícia não diz quantos casos foram denunciados.

Nakai Nengomasha, um psicólogo que está trabalhando com três homens que dizem terem sido vítimas de ataques de mulheres, acredita que há muitos casos que não foram denunciados.

"Acho que há muitos casos que não foram relatados, porque as vítimas acham que não se sentirão suficientemente homens se falarem sobre esses assuntos", disse.

"Alguns deles precisam lidar com a questão de ver o ataque como uma perda da masculinidade e de se sentirem sujos", afirmou.

Isso é algo por que passou o homem que denunciou o caso na TV, que disse ter pensado em suicídio.

"Sinto-me violado e desapontado, porque quando contei para minha mulher o que aconteceu, ela me deixou, junto com um de nossos três filhos. Espero que ela volte", disse.

Do Estadão/BBC
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Britânica emagrece 120 Kg e perde admiradores

Pauline Allen, do País de Gales, pesava 200 Kg e tinha diversos admiradores - secretos e confessos. Mas depois de uma dieta drástica, a britânica conseguiu eliminar 120 Kg e todos os pretendentes. Segundo ela, quando era gorda, o assédio dos homens era muito maior.

A ex-gordinha contou ao jornal “The Sun”, que sempre esteve procurando por um marido. “Quando eu era maior, era muito mais fácil atrair os homens e muitos admiradores”, disse ela. Pauline contou que, certa vez um homem a seguiu até o trabalho e a chamou para sair. Outro pretendente deixou o número do telefone colado no para-brisa. “Um dos meus namorados parecia o ator Antonio Banderas”, gaba-se ela.

Apesar de achar que tem menos charme agora, Pauline garante que está se sentindo muito melhor. Ela esteve acima do peso desde criança, e já havia tentado inúmeras dietas. “Eu decidi de uma vez por todas que seria magra e comecei uma dieta rígida”, contou. Mas a britânica ainda não perdeu as esperanças de encontrar o grande amor. “Eu não vou desistir. Eu ainda tenho uma pequena chance de encontrar alguém”

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Americana afirma ter o maior bumbum do mundo e quer ainda mais

Dionne Washington pesa 222 Kg. Só de bumbum, ela tem 140 Kg e 1,60 m. Sabe disso porque pesou, com ajuda de balanças industriais e de quatro homens que sustentaram o tronco dela. É o mesmo que três pessoas do tamanho de Victoria Beckham ou um panda bebê. Ela acredita que possui o maior bumbum do mundo. Mas a americana, do estado do Texas, quer ainda mais.

Provavelmente porque o bumbum de Dionne gera uma renda anual de quase 240 mil reais. “Eu costumava odiar, mas agora é meu recurso favorito”, disse ela em entrevista ao jornal “The Sun”. Para manter a forma, ela consome cerca de nove mil calorias por dia. Mais de quatro vezes superior que o recomendado. Por causa disso, Dionne corre o risco de ter colesterol alto, problemas de coração e diabetes. Mas isso não a incomoda. “Eu não estou preocupada. Eu amo meu corpo e não mudaria nada nele”, fez questão de destacar.

Quando criança, Dionne costumava ser alvo de gozações na escola. Sentava no fundo da sala de aula e esperava todo mundo sair, na hora de ir embora, porque o bumbum dela ficava preso na cadeira com frequência. A americana tentou diversos métodos para emagrecer - Vigilantes do Peso, dieta da sopa e shakes. Mas nada surtiu efeito.

O primeiro namoro aconteceu quando tinha 19 anos, já na faculdade. Um rapaz da turma se interessou por ela e a chamou para sair. “Era a primeira vez que alguém tinha demonstrado interesse. O encontro foi ótimo e nós terminamos fazendo sexo. Depois, descobri que ele tinha feito isso por uma aposta com os outros garotos da classe. Eu fiquei devastada e perdi ainda mais a confiança”, contou ela.

Mas o segundo namorado apresentou um novo mundo a Dionne. Ele contou que gostava de mulheres grandes, e mostrou alguns fóruns na internet para pessoas que gostam desse tipo de mulher. Algumas pesavam mais de 300 Kg. “De repente, meu mundo mudou”, lembra. Ela fez amigos “grandes” e apreciadores e, depois de algum tempo, decidiu colocar algumas fotos dela na internet. “Depois de 48 horas, eu estava cheia de e-mails de fãs ao redor do mundo esperando para saber se poderiam comprar minhas fotos”, lembra Dionne.

A americana começou a vender fotos pela internet. As que mostravam o bumbum eram as mais requisitadas. Depois, passou também a fazer vídeos e transformou isso em uma fonte de renda. Já recebeu diversas propostas de casamento de diversos lugares do mundo e superou, em parte, o trauma do primeiro encontro. Ainda assim, nem tudo se tornou mais fácil na vida de Dionne. Ela não pode sentar em cadeiras de tamanhos normais e ocupa dois lugares no sofá. Não usa ônibus e, em restaurantes, ocupa o espaço de duas pessoas. Mas ela não parece se incomodar. “Eu nunca pergunto às pessoas se meu bumbum parece grande em determinadas roupas. Eu pergunto se está grande o suficiente. Porque quanto maior, melhor”, garante.


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Aguinaldo Silva afirma que gays se fazem de coitadinhos

Cansado das críticas ao personagem Crô, interpretado por Marcelo Serrado em Fina Estampa, da Globo, o autor Aguinaldo Silva desabafou no seu perfil do Twitter. As declarações indignadas foram feitas neste domingo (27).

"Não sei o que é pior nessa história toda em torno do preconceito: se a homofobia ou o vitimismo gay. Mas o fato é que os gays no Brasil entraram numa onda de 'por favor, nos amem, somos coitadinhos!' Isso é detestável: fala sério!", escreveu.

Desde que a novela estreou, militantes do movimento gay tem feito duras reclamações sobre a maneira como Aguinaldo tem construído o personagem. O autor respondeu afirmando que não vê diferenças entre as pessoas seja por raça, sexo, religião ou preferência.

"Por isso deixei de ser ativista: porque, quando olho para uma pessoa, gay ou o diabo a quatro, o que eu vejo é apenas isso: uma pessoa. Cada pessoa é uma pessoa. Não existe isso de igualar pessoas por raça, sexo, religião ou preferência. Eu sou eu, você é você, somos únicos", pontuou.

Do Correio da Bahia
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Patricia Araújo é cotada para ser 'Panicat'

A travesti Patricia Araújo, que desfilou para o Fashion Rio 2009 e foi Virgula Girl em setembro deste ano, é mais uma das musas cotadas para substituir Nicole Bahls e Juju Salimeni no programa Pânico na TV!, da RedeTV!.

Além dos rumores envolvendo seu nome, Patrícia foi questionada pela jornalista Mônica Apor, no programa TV Fama! - a mesma emissora do humorístico - se toparia ocupar o cargo de assistente de palco. Mas desconversou.

“Seria uma oportunidade bacana, mas acho que podemos fazer algo diferente dentro do programa. Não necessariamente uma panicat, mas um personagem como a Mulher Samambaia foi”, respondeu ao Virgula Famosos nesta sexta-feira (25).

Sobre as brigas que Nicole e Juju protagonizaram, ela diz que prefere a linha paz e amor e é só elogios para Babi, Jaque e Ariane, que continuam na atração. “Acho que há espaço para todo mundo e considero todas as panicats maravilhosas. A Nicole mesmo é linda, tem um corpão”, contou.

Vale lembrar que a modelo, figurinha conhecida no programa Superpop (RedeTv!), participou da série A Lei e O Crime e da novela Luz do Sol, ambas na Rede Record. Boa sorte!

Veja o ensaio de Patricia Araújo para o Virgula Girl.

Do Virgula

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Transfobia na novela Fina Estampa sem justificativa irrita travestis

o capítulo desta quinta-feira da novela Fina Estampa, da Rede Globo, a personagem Marcela (Suzana Pires), vai tirar satisfação da gravidez de Esther (Julia Lemertz). A jornalista, amante de Paulo (Dan Stulbach) bate boca com a esposa grávida que diz que ela é como uma traveca. “Você gosta de quiabo? Por que tem gente que gosta de quiabo e tem gente que gosta de dormir com travesti. Porque é isso que você é, um travesti, e é isso que o Paulo foi procurar na rua, um travesti vagabundo e barato. Você acha que ele ia gostar de uma mulher que mais parece uma traveca?” Na continuação da cena, Marcela tenta fazer Esther engolir uma pílula e diz que o filho dela não vai nascer. A cena é interrompida por vizinhos e Marcela foge do prédio.

A cena virou uma das mais comentadas na internet e a transfobia da personagem foi multiplicada pela audiência. Nas listas da militância, as travestis ficaram indignadas com a cena, e acusaram o programa de incentivar o preconceito contra as travestis, quando as chama de sujas e baratas. Como Marcela não é travesti, a ofensa foi colocada na trama gratuitamente, ofendendo as travestis de verdade e estimulando que ser travesti é algo negativo.

Do Revista Lado A
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Nova frase homofóbica de Jair Bolsonaro agora contra a Presidente Dilma


Mais uma declaração homofôbica do deputado federal pelo Partido Progressista (PP) do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, traz a tona a intolerância do ex-militar conhecido por defender o regime militar e a tortura no país.

Desta vez diferentemente do que acontecera alguns meses atrás no programa de TV “CQC – Custe o que custar” da Band, onde ele afirmou que não discutiria "promiscuidade" ao ser questionado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria caso o dele filho namorasse uma mulher negra., foi em plena Câmara dos Deputados na última quinta-feira (24) à noite quando se refeiria ao projeto Escola Sem Homofobia, conhecido também como “Kit Gay”, que tinha sido suspenso pela presidente da República Dilma Rousseff.

No discurso e usando palavras de baixo calão, o parlamentar chegou a insinuar que a presidente é lésbica. "O kit gay não foi sepultado ainda. Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau", gritou.

Pelas palavras utilizadas e o tom do discurso algumas declarações de Bolsonaro foram suprimidas da página oficial do órgão. Além disso, as palavras do deputado geraram mal estar no Planalto, que preferiu não comentar sobre o assunto.


Vários parlamentares se mostraram chocados e indignados com a atitude de Bolsonaro, como o deputado Alfredo Sirkis do Partido Verde do Rio de Janeiro, como mostra o vídeo acima, mas o atual deputado já escapou de punição na própria Corregedoria da Câmara em junho passado pelas acusações de racismo feitas na televisão.

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Ariadna Arantes desfila em Porto Alegre usando fio-dental

A ex-BBB Ariadna Arantes desfila para uma grife de roupa feminina em boate de Porto Alegre (RS). A transexual exibiu o corpo usando biquíni fio-dental e chegou a ensaiar um striptease na passarela (25/11).

Ariadna conversou por telefone com o portal "Virgula Famosos" após o desfile: "Não estava nervosa, mas me emocionei quando vi todo o público aplaudindo e elogiando minha forma física ao cruzar a passarela de biquíni. Quase chorei", declarou. Vista recentemente aos beijos com um rapaz em uma balada carioca, Ariadna fez questão de deixar claro que continua solteira. "Só ficamos duas vezes, mas continuo sozinha".

Do Twitter - Via Bol
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Ex-BBB Serginho travestido de 'Paris Hilton'

O ex-BBB Serginho se fantasiou de Paris Hilton para participar do quadro "Transformação", no programa "TV Fama", da Rede TV!.

Com maquiagem, peruca loira, acessórios e roupas parecidas com a da socialite e cantora americana, Serginho vai fazer uma versão do clipe da música "Paris for President", de 2008.

O cachorro da apresentadora Flavia Noronha, o yorkshire Frederico, faz uma ponta.

Do Bol
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Fina Estampa: Baltazar é gay

Que Baltazar (Alexandre Nero) não gosta de sua mulher nem de sua filha em Fina Estampa (Globo) todo mundo sabe. Afinal de contas, vive distribuindo pancadas e grosserias em casa.

Mas o motivo de tanta violência doméstica pode ser uma bomba que o autor Aguinaldo Silva vai soltar a qualquer momento.

Segundo a revista Minha Novela desta semana, Baltazar é gay, e Crô (Marcelo Serrado) vai desvendar este segredo.

A família ficará chocada com a revelação, sobretudo Celeste (Dira Paes).

Já a filha, Solange (Carol Macedo) nem tanto. Afinal, ela vai começar a desconfiar do pai, sobretudo diante de suas reações com seu namorado, Daniel (Guilherme Boury), por quem Baltazar nutre uma atração secreta.

Pelo jeito, o machão da novela das 21h não demora muito a ser tirado do armário.

Do R7
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Laerte: "Eu sou uma travesti"

Fiquei na dúvida se era você mesmo", diz Laerte ao me encontrar. "É que eu não usava chapéu", explico. Ele senta-se à mesa da Padaria Real, em São Paulo, onde eu o esperava. O garçom, calça preta e camisa branca, tenta disfarçar. Finge receber com naturalidade o pedido de uma pessoa que está de unhas pintadas de vermelho, brincos, colar, braceletes e minissaia jeans, mas ordena com voz de homem:
- Um café carioca, por favor.
Seus dedos gordinhos são bastante femininos. E as unhas impecavelmente vermelhas. Os adereços são étnicos, inspirados em padrões indígenas. O cabelo vem até os ombros. Mas nenhum gesto, nenhum tom de voz, nenhuma palavra lembra o feminino. Laerte pensa como mulher e fala como homem.

Brasileiros - Dos cartunistas que eu conheço, dessa turma toda, você é o que tem o trabalho mais europeu.
Laerte - Eu estava no aguardo do adjetivo. Por essa eu não esperava.

Brasileiros - - Europeu porque é inteligente.
Laerte - Ah, tá. É elogio?

Brasileiros - - Eu gosto de tudo o que vem da Europa.
Laerte - Eu tenho um complexo de inferioridade enorme em relação a franceses, italianos, até espanhóis. Pouca gente no Brasil tem conceito para ser publicado em algum país europeu, sem problemas. Eu incluo nisso o Gê, o Angeli, os Caruso. Dificilmente me incluiria. Eu não tenho uma autocrítica muito boa, não. É uma coisa que me atrapalha. Tem algo de doentio nisso. É verdade. Eu tenho uma insatisfação muito grande quando eu vejo meu trabalho. Exatamente na hora em que estou fazendo não, nessa hora eu trafico bem. Mas depois é um problema.

Brasileiros - Eu acho que o teu traço é internacional, pode ser publicado na Europa e em qualquer lugar do mundo. E a sacada, a perspicácia, as palavras que você usa. Não digo que o Angeli ou os Caruso sejam inferiores. Você é diferente.
Laerte - Eu tenho uma timidez pra investir nessa área, a de publicar no exterior. É uma ideia interessante, mas me dá um certo temor. Além disso, esse temor é respaldado por uma falta de conclusão dessas tentativas. A maior parte fica na tentativa. Eu não sei bem como definir isso. Vamos publicar no exterior? Só agora estou vendo alguns gestos concretos nessa direção, gente sendo traduzida para o inglês, francês, meu filho, que é quadrinhista está sendo traduzido. Eu acho bárbaro. A contrapartida à minha timidez em relação à França é uma grande arrogância da parte da França. Eles têm pouca paciência com linguagens do resto do mundo. Eles são paternalistas, quando eles falam de quadrinhos incluem o Brasil no Terceiro Mundo, que pega Sudeste Asiático, África, América Latina. Esses são os franceses.

Brasileiros - Muchacha é teu trabalho mais recente?
Laerte - Saiu ano passado.

Brasileiros - Esse você vende em qualquer lugar do mundo. É muito moderno.
Laerte - Obrigado. Isso é uma proposta? Eu gostaria até de não ter dúvidas a meu respeito. Além disso, eu acho que tenho relação de inferioridade não só aos franceses, mas a Luiz Gê, a Angeli.Eu tenho pouca disciplina. Vejo esses meus colegas numa atividade, num fervor, numa relação com o próprio trabalho, a própria expressão muito mais intensa. Eu, por exemplo, tenho bode ancestral de desenhar em público, não gosto que me vejam desenhar, a não ser rabisco rápido, de autógrafo, mas se me olham desenhando, eu erro!

Brasileiros - Isso é chato mesmo. O Gê gosta?
Laerte - O Gê não. O Angeli também não.

Brasileiros - Ninguém gosta.
Laerte - Os irmãos Caruso, por exemplo, vão em um bar de jazz e fazem desenhos e aquilo vira uma atividade. Eu acho isso tão sensacional quanto impossível para mim. Fora isso, tem a coisa da disciplina, ter horário para desenhar, fazer trabalhos com elaboração complicada, a busca de resultados, pesquisas, a busca de materiais diferentes, nada disso eu faço, tenho uma certa aflição até de resolver logo a parte material da coisa.

Brasileiros - Agora, escuta, esse personagem que é você... com tua roupa...
Laerte - Não é personagem.

Brasileiros - É o que eu queria saber. É um personagem?
Laerte - Não, sou eu atendendo a um desejo íntimo e antigo.

Brasileiros - Mas como pintou esse desejo?
Laerte - Ah, sei lá. É antigo.

Brasileiros - E você se diz tímido... E sai assim por aí?!
Laerte - A timidez é sempre pontual... é seletiva... A não ser os tímidos crônicos, eu não sou isso, eu tenho timidez para desenhar em público, mas acabei não tendo mais timidez de me apresentar com roupas femininas, por exemplo. Demorou um certo tempo. Foi gradativo... foi gradual... Primeiro, eu descobri que eu queria, já há alguns anos.

Brasileiros - Você já fazia Piratas do Tietê quando começou a se travestir?
Laerte - Não, eu comecei a me travestir publicamente no ano passado, em 2010. Comecei a me travestir particularmente em 2009 e eu comecei a querer me travestir em 2004. Eu tive clareza dessa vontade em 2004, quando eu fiz contato com uma travesti amiga minha e ela me colocou: "Veja aqui nessa história que você fez... Nessa outra... Será que você não tem essa mesma vontade dos seus personagens, eu sei que personagem é uma coisa e criador é outra, mas será que você não tem? Pra mim, é claríssimo isso". Eu pensei bastante no assunto, comecei a comprar umas peças de roupa, calcinhas, peças que não aparecem. E comecei a ver o que é um travestimento. E cheguei à conclusão de que ela estava certa, eu realmente ao me travestir, respondo a tantas coisas antigas... A Marina Silva conta que quando ela foi à Assembleia de Deus, ela sentiu como se encontrasse resposta a uma pergunta que ela nem sabia que estava fazendo. Ela disse: "Não é que eu estivesse em uma busca que me aproximasse disso, eu estava em uma busca secreta, meio difusa e aquela igreja me trouxe a resposta. Como se estivesse procurando aquilo a vida toda". Comigo foi uma coisa parecida. Quando comecei a me travestir, me senti como se tivesse chegando a um país que eu conheço: "Ah, eu falo essa língua". Em 2004, fiz essa descoberta de que não só eu quero, como tem muita gente que faz isso. E é possível. Não é proibido. Eu comecei a me vestir privadamente com roupas femininas, reservadamente, a frequentar reuniões onde pessoas como eu se vestem assim e isso foi indo até que eu comecei a deixar isso transparecer em público. Por exemplo, quando eu faço a unha, gosto de ficar com a unha feita. Não tiro. Comecei a aparecer por aí, brincos comecei a usar, comecei a perceber que eu gosto disso, que eu gosto muito (ri).

Brasileiros - Mas isso te dá alguma força extra? Você se sente diferente?
Laerte - Me sinto diferente, me sinto mais perto do que eu gostaria de estar, satisfeita com... Não é muito fácil, não é muito simples de explicar. Quando a pessoa começa a se apresentar em público assim, há uma fase de turbulência de emoções e adrenalina - o que vão achar, o que não vão achar -, mas com o tempo isso vai virando uma coisa normal, vai virando o teu cotidiano, e começa a vir à tona um prazer suave e permanente de estar encontrando mesmo o desejo que sempre existiu, essa vontade de frequentar o gênero feminino, principalmente através de roupa, mas não só através de roupa, não só.

Brasileiros - Maquiagem?
Laerte - E também o gestual... Não sei, estou buscando um equilíbrio entre meu modo natural de ser que tenho desde criança e esse modo que também é uma espécie de naturalidade que andou escondida até agora. Eu tenho um diálogo aí, uma confabulação. Mesmo porque, quando eu vou atrás de algo feminino, vou atrás de algo idealizado do que é ser mulher, que é uma visão ideal do que é ser mulher. Tudo isso são construções culturais mesmo e, quando a gente procura representar isso, necessariamente representa ideias que a gente teve de algumas fantasias também. Até isso virar um modo natural de ser, vai um certo tempo, é um aprendizado.

Brasileiros - Tem alguma coisa a ver com Flavio de Carvalho?
Laerte - Não, Flavio de Carvalho tinha uma ideia avançada a respeito dos transgêneros, mas a ideia dele. Aquele trabalho de 1956 foi precedido de uma série de ensaios em que ele desenvolveu a ideia de uma roupa, de uma arquitetura e um modo visual condizente com uma cultura que estava ascendendo, uma cultura que estava crescendo em direção ao seu apogeu, como ele considerava a cultura brasileira. Ele dizia que as culturas em decadência primam por formas retas, rígidas, cores acinzentadas e culturas em ascensão explodem em cores, em formas, ele pensava que a gente estava submetido a padrões europeus e americanos e que isso estava destruindo a nossa natureza tropical. Ele foi atrás de uma possibilidade de vestimenta, mas também de arquitetura, de cultura, de arte, uma visão geral e discutiu isso com outras pessoas, inclusive aquela roupa não foi desenhada por ele, mas por uma cenógrafa, tinha mais gente envolvida nesse projeto. Só que no dia que ele marcou para sair de saia, os outros arregaram. Ele fez um percurso, foi ao cine Marrocos, fez um discurso, leu um manifesto e foi para casa...

Brasileiros - Escuta, não é perigoso você andar assim? Em São Paulo já houve casos de ataques violentos.
Laerte - Mas não é perigoso vestir a camisa do Corinthians e ir a um bar da Rua Turiassu, em frente ao Palmeiras?

Brasileiros - Eu jamais faria isso. Você passou por situações perigosas? O cara anda de saia... e tem voz de homem. Você tem voz de homem.
Laerte - Não tento fazer voz feminina...

Brasileiros - Como as pessoas reagem? Há todo o tipo de pessoas nas ruas.
Laerte - Eu não sou sem noção, eu sei que existe esse perigo. Em uma situação sujeita a riscos, procuro estar com outras pessoas, mas para circular de dia, em um lugar como esse, descobri que não tem problema. Não tem. A possibilidade de aleatoriamente eu ser visto e atacado por homofóbicos é muito pequena.

Brasileiros - Fora as pessoas agressivas, como é a reação dos outros?
Laerte - Especialmente depois que eu apareci no Jô, no Altas Horas, as reações têm sido muito favoráveis, eu tenho sido cumprimentado por pessoas que eu não conheço, elogiam minha atitude, só tenho notícia de boas reações. Reações agressivas só tenho recebido pela rede: "Ééé... veado!", "O que é isso?", "É feio!". Isso, para mim, é moleza, até pelo volume dessas coisas, como na rede o jogo é solto, o volume proporcionalmente é muito pequeno. No blog da Globo tem a entrevista no Jô e os comentários embaixo: "O que é isso? Parece uma tia velha!", "É desculpa, o cara é veado mesmo!". Mas muito equilibrado com comentários de apoio. Elogiosos. Ou simplesmente apoio: "É isso aí". Tem de ter liberdade. Apoios à ideia da coisa, da liberdade de expressão. Comentários agressivos são frequentemente anônimos. Nem sempre. Na rede, onde o jogo é livre, os animais se sentem sem peias, a rede está assim, educadinha... Beleza! Eu me sinto em situação privilegiadíssima em relação às travestis que são objeto de uma agressividade absurda, não fossem também objeto de desejo, de procura comercial, já teria havido um massacre. Na verdade, há um massacre, que é disperso, o ataque e morte de travestis no Brasil é muito grande. Existe uma compreensão meio perversa de que é possível o homem se vestir com roupa feminina, desde que ele esteja em uma situação de prostituição, desde que haja comércio, serviços sexuais. Não se concebe uma travesti que seja médica, ou advogada, compreende-se uma cartunista. É meio aberração, mas o modo de lidar com uma coisa dessas é bem diferente, nesse sentido tem sido uma experiência que me faz pensar muito.

Brasileiros - Você se sente um travesti?
Laerte - Eu estou travestido! (ri). É esse o problema da palavra. A palavra é usada quase como um sinônimo de prostituição. Então, a carga de demonização, de preconceito, é muito grande. É tão grande que eu resolvi liberar a palavra. Eu e outras pessoas. Resolvemos usar essa palavra mesmo. Eu sou uma travesti, tá? Na verdade, eu não gosto muito dessa coisa classificatória. Eu sou uma pessoa que se traveste. Eu sou um homem que me visto com roupas femininas, frequento o modo de expressão que é normalmente atribuído às mulheres.

Brasileiros - E qual é a relação desse modo de ser com sexo?
Laerte - Ah, não tem nada a ver. Aí, eu teria de entrar na minha atividade, que eu não vou entrar. Eu só declaro o meu nome, número e batalhão (ri). Para efeitos de visibilidade, eu sempre digo que sou bissexual. A minha história é a história de um bissexual. Mas a relação com a transgeneridade, com a vontade de ser travesti não existe. Dentro do universo das pessoas que se travestem, tem de tudo: homossexuais, héteros e bissexuais, inclusive as travestis que vendem o sexo.

Brasileiros - Antes de se travestir, você já era bissexual?
Laerte - Já. Normal. Dizer normal é exagero, foi meio complicado. A minha história sexual sempre foi com homens e mulheres.

Brasileiros - Você está casado com a Ciça?
Laerte - Não, esse é o Zélio.

Brasileiros - Desculpe, eu confundi.
Laerte - Eu me casei três vezes com mulheres. Casei com uma médica, com uma artista plástica e com uma fotógrafa. Eu tive o bom senso de não casar com cartunista. Casei com a Lúcia, que é fotógrafa, com uma médica depois e depois com uma artista plástica.

Brasileiros - Agora você não está casado?
Laerte - Não. Eu tenho uma namorada... mulher... A Tuca.

Brasileiros - Você não mora com ela. Mora sozinho? E a tua empregada? O que ela diz?
Laerte - Cada um na sua casa. Excelente figura humana. Nada! Ela trabalha também na casa da Tuca... Não há segredos... Eu tenho frequentado os arredores da minha casa gradualmente. Tenho aumentado a presença.

Brasileiros - Você vai à padaria, por exemplo?
Laerte - Vou... Com vestido, com salto, como eu estiver. Eu não ando em casa de vestido e salto, ando em roupas caseiras. Eu vou aos lugares sempre fazendo uma certa negociação, vou onde eu sei como é o ambiente, parte de mim é ousadia, avançar no território, e parte é respeitar sentimentos e reações. É assim com tudo. Com meus pais é assim...

Brasileiros - Pois é, o que disse a tua mãe?
Laerte - Quando eu falei com eles, eles já estavam cansados de me ver de unha pintada, de joias, mas não tinham me visto vestida ainda. E eu contei para eles que eu estava me vestindo. Eles aceitaram a ideia, respeitam meu desejo, continuamos nos tratando muito bem, mas eu senti que não é para eles uma coisa tranquila viver comigo travestida, maquiada... Então, eu respeito isso.

Brasileiros - Quando vai conversar com tua mãe, você põe outra roupa?
Laerte - Ponho uma calça. Eu tenho uma calça. Certas peças de roupa, calça ou saia que são diferenciais. Eu tenho calça feminina, mas é diferente estar com uma calça feminina ou com uma saia.

Brasileiros - Você compra calça feminina? Jeans?
Laerte - Ah, sim.

Brasileiros - A anatomia não é diferente?
Laerte - Não, não é. A mulher tem o quadril mais largo, mas e daí? Você pode comprar uma calça que corresponda ao seu quadril. O meu número é 44. Essa saia jeans também.

Brasileiros - Roupa de mulher não é mais cara?
Laerte - Não. Nem sempre. E roupa de mulher tem mais variedade. Ternos masculinos e blazer, sapatos italianos são muito caros. A diferença é que os homens têm uma variedade pequena de opções. É muito comum executivos terem ternos Armani. Se você vê o guarda-roupa, parece sempre o mesmo terno. Não são. Agora, vai em um guarda-roupa feminino, é como uma visita ao jardim zoológico... Tem de tudo... cores, padrões, tecidos...

Brasileiros - Você tem quantos filhos?
Laerte - Dois. O Rafael, com 30, e a Laila, com 20.
Brasileiros - Como eles reagiram quando souberam?
Laerte - Bem também. Como eu já tinha passado com eles a fase de algumas revelações, como essa da bissexualidade, então...

Brasileiros - Você contou com quantos anos?
Laerte - A Laila, quando foi a entrevista na Caros Amigos, em 2005, ela tinha 15, 16 anos. Uma pessoa dotada de senso. O Rafael tinha 25 anos. Foi tranquilo. Houve algum estranhamento... Algumas perguntas... Mas, mas, mas...

Brasileiros - Você tinha essa tendência desde que nasceu?
Laerte - Não era uma coisa... Não me peça para ir muito fundo nisso. Eu não sei identificar detalhes. Muitas pessoas que se travestem têm claro isso desde a primeira infância, aos 4 ou 5 anos, eles se lembram de pegar a roupa da mãe, da irmã, de passar batom, se ver no espelho, esse tipo de relato é corriqueiro na história de qualquer travesti ou cross dresser, como se fala. A minha não é tão nítida. Eu me lembro de gostar da ideia de saias, mas geralmente combinado com algum tipo de fantasia. Por exemplo, eu me vestia de grego, gostava porque tinha aquele saiote, de alguma forma eu me sentia feminino, eu estava frequentando uma coisa feminina. Não tinha vontade de ser o Maciste quando eu estava de saiote... É uma memória meio confusa e não muito nítida, eu gostava de aprender o que as mulheres faziam, como costurar, cozinhar, mas também gostava de jogar bola, de brincadeiras tipicamente masculinas. Quando fiquei adolescente e entrou em campo o problema de definição sexual, foi mais confuso. Eu me lembro de ter vivido conflitos bem mais intensos, comigo próprio, reconhecendo um desejo homossexual e seus problemas, isso virou uma área conflituosa durante bons anos. Até hoje, não é uma situação completamente resolvida. O fato, por exemplo, de eu ter tido relações sociais com mulheres - casamentos, namoros oficiais - é meio bandeiroso, meio indicativo disso.

Brasileiros - Você nunca morou com um homem?
Laerte - Morei, mas não era meu parceiro sexual. As minhas transações com homem sempre foram clandestinas. Sempre existiram.

Brasileiros - Mas você nunca quis expor?
Laerte - Reconhecer isso publicamente, para mim também era um problema. De certa forma ainda é.

Brasileiros - Mais difícil que a roupa feminina?
Laerte - São duas coisas diferentes, mas é mais difícil que a roupa.

Brasileiros - Você faz barba?
Laerte - Faço. Estou fazendo depilação a laser no rosto. São dez sessões. Até o fim do ano, vou fazer isso. E a minha barba escura, pelo menos, vai sumir. Os pelos brancos não somem. Branco e loiro.

Brasileiros - A minha barba é toda branca.
Laerte - Não perca tempo e dinheiro fazendo depilação! (ri)

Brasileiros - Por enquanto, você se barbeia?
Laerte - Me barbeio todo dia.

Brasileiros - Com espuma?
Laerte - É. Com xampu, creme, normal. O problema da barba é esse, é aparecer, é ficar uma sombra. Essa sombra está diminuindo. Com o tempo, vou passar apenas uma gilete e vai parecer que eu não tenho barba. Para a maquiagem, então, é bárbaro. Não aparece nada.

Brasileiros - Você se maquia normalmente?
Laerte - Eu me maquio.

Brasileiros - Você está maquiado agora?
Laerte - Não, só o olho.

Brasileiros - E maquiado mesmo com batom?
Laerte - Ontem, por exemplo, fui em um evento da Cia das Letras, fui maquiado completamente, com batom.

Brasileiros - Nesses ambientes mais cultos não há ofensas.
Laerte - Nada, só aplausos. Mas o que é um ambiente mais culto? Essa conversa sempre acaba levando para coisas que são ideias prontas. Ah, porque você é considerado intelectual. Então, você é aceito.

Brasileiros - Artista é maluco. Imagina você como executivo do banco: seria demitido.
Laerte - Deveria poder. Eu acho que a gente cede muito facilmente. O que você está dizendo é verdade. Elas são a prova de que existe a tal ditadura de gênero. Eu sou artista, beleza. Eu seria aceito no serviço público? Se eu fosse professor? Médica?

Brasileiros - Seria demitido.
Laerte - Não é questão de opinião, é um fato. As transgêneras, que é o nome que se dá às pessoas que têm conflito de gênero, que envolvem inclusive de identidade sexual, envolve travestis, transexuais... As pessoas transgêneras, quando começam na puberdade como transgêneras, em geral são reprimidas. Muito frequentemente são reprimidas até a agressão física. A maior parte das travestis que está na prostituição hoje, passou por coisas escabrosas, como ser estuprada em casa, jogada na rua, ser quase linchada no bairro. Então, o meio social vai cortando as possibilidades daquelas que não se enquadram nesse ponto, de ser expulsas da escola, de desistir de qualquer educação e vão para a prostituição mesmo. Não que a prostituição não seja uma opção de livre vontade, mas acaba sendo, na maior parte dos casos, a única opção possível. Ela vai atrás de ser cabeleireiro, de moda, de atendimento, de depilação, no salão ou coisa assim. É um estreitamento de opções que corresponde a como a sociedade vê as transgêneras. Ah, você quer ser? Você pode ser. Desde que você seja prostituta ou se limite a fazer as unhas e os cabelos das pessoas. É errado isso. Não estou fundando um partido, nem nada, mas acho importante que se discuta isso. Existe uma proposta não sei de quem sobre quotas para travestis e transgêneras em serviço púbico. A ideia de cotas raciais começou a ser discutida na área do serviço público, Abdias do Nascimento tinha essa proposta décadas atrás. Foi implantada nas escolas públicas. É tudo sempre discutível, mas acho positivo que se discuta essa possibilidade, que deixe de ser um problema invisível. Hoje, é um problema invisível. As travestis estão lá na rua dando. As pessoas estão aqui vivendo as suas vidas de famílias de bem. Se os transgêneros passarem a forçar esse caminho, a serem visíveis, talvez seja melhor. Talvez seja o momento de fazer isso. O movimento gay americano só conseguiu sair do buraco e enfrentar a legislação agressiva com a visibilidade, com a política do "foda-se" a sua privacidade, meu amigo, se você não sair do armário, não falar com teus parentes e amigos que você é gay, ninguém vai saber que existem gays no mundo.

Brasileiros - Quando se fala "gay", você se identifica como gay?
Laerte - Eu sou bissexual, faz parte, é um contexto que deve ser encarado de maneira única. É um problema que tem de ser visto de forma unificada, por mais que gênero e orientação sexual sejam coisas diferentes, o problema do preconceito e da hostilidade é o mesmo. Então, tem de ser visto. Eu acho que os trangêneros têm de, aos poucos, conquistar, não podem se submeter a essa tirania. Ah, eu não posso ir de unha pintada porque vão falar de mim. Tem um momento em que essa luta tem de virar coisa real.

Brasileiros - A união gay estável votada no STF, o que você achou?
Laerte - Achei que foi um avanço... O contrário disso é admitir que homossexual seja um cidadão de segunda classe. Ou como disse o Ives Gandra Martins, que o casamento só é possível se existe a perspectiva da procriação. Um casal de pessoas inférteis não pode ficar junto. Do ponto de vista reacionário, esses assuntos têm perdido muito terreno e foi boa essa decisão do STF, eu gostaria que tivesse sido uma medida do Legislativo, mas se o Legislativo não se mexe, foda-se, que o Judiciário mande ver.

Brasileiros - Você falou que a nossa sociedade é machista, o homem manda, o homem ganha mais, etc. Você estava nesse gênero maior e passou para o menor?
Laerte - (Ri) Maior ou menor, você quer dizer privilegiado e...

Brasileiros - Você como homem fica em posição de superioridade. Nem falo de salário, porque na remuneração de artistas não importa o gênero.
Laerte - Pois é, muitas cartunistas mulheres ganham mais que eu, algumas como a Maitena, ganha centenas de vezes mais que eu. Mas eu entendo o que você quis dizer. Para os nossos padrões o ideal é ser homem, e homem branco.

Brasileiros - Quando você se apresenta como homem, tem status mais privilegiado?
Laerte - É difícil aplicar essa hipótese no meu caso, porque eu já vivi quase uma vida inteira de uma forma de gênero até agora. Eu tenho 60 anos. Só daqui a dez anos posso fazer uma avaliação desse tipo. Dez anos de travesti... Qual é o balanço da coisa? Nessa altura do campeonato nem me assusta a possibilidade de perder terreno socialmente, porque eu não estou perdendo. Ao contrário, meu Facebook está estourando.

Brasileiros - De um lado tem o espanto de certas pessoas; de outro, é uma atitude corajosa que desperta admiração.
Laerte - Não fiz nada disso pensando em ser bandeira nem nada. Mas que sirva para isso, eu acho legal. Eu sei de pessoas, porque eu continuo frequentando os grupos de travestis e tal, de pessoas que se sentem autorizadas a ousar mais, nem que seja abrir para a mulher, sabe? Às vezes é isso, abrir para a mulher, para os filhos: "Olha, eu gosto... Sabe o Laerte da televisão? Eu também...". Se estiver adiantando pra isso, já acho um avanço.

Brasileiros - Por outro lado, um homem que se veste de mulher atrai mulheres?
Laerte - Não sei dizer.

Brasileiros - Por que tem o fetiche... bissexual... Você não é objeto de desejo das mulheres?
Laerte - Francamente, não sei. Mulheres e homens têm manifestado apoio, admiração, mas não sei identificar se ali tem desejo - vamos para um motel? -, francamente não sei. Da experiência que eu sei e conheço, acho que existem mulheres que se sentem atraídas por homens feminilizados ou que frequentam, mas é preciso que eles sejam héteros também. Eu não sei se as mulheres quando sentem uma predominância de orientação homossexual investem. Será que as mulheres têm isso? Vou salvar... Será que as mulheres têm isso? Assim como tem homens que têm aquela coisa do "vamos comer aquela menina, ela é lésbica".

Brasileiros - Agora, vem cá, Laerte, o que é melhor, homem ou mulher?
Laerte - Eu sei lá, cara! Pra transar?

Brasileiros - É.
Laerte - Não sei. Fiquei pensando mais em uma resposta espirituosa. Não tem melhor. Existem homens e mulheres particulares. Se me perguntam se gosto de mulher eu digo: "De algumas". Gosta de homem? De alguns.

Brasileiros - Mas é o mesmo prazer com homem e com mulher?
Laerte - O prazer não está no homem ou na mulher. Está no sexo, na atividade sexual. Com quem você está fazendo é outro ponto. Depende de tudo, da pessoa, do momento, da música que está tocando... (ri) "Não sei, esse conhaque, essa lua... Eu fico emocionado como o diabo", isso é do Drummond ou do Manuel Bandeira? Tem cara de Manuel Bandeira...

Da Revista Brasileiros
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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