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Preso matador em série de travestis ‎

Cirineu Carlos Letang Silva (foto ao lado quando era conduzido preso), de 47 anos, é um homem bem articulado, inteligente e aparentemente calmo. Ele saía de casa, na Zona Norte, para levar a mulher ao trabalho quando foi surpreendido por uma equipe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e preso sob acusação de assassinar o transexual Alisson Pereira Cabral, a “Camila Close”, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, em 26 de maio de 2011. Detalhe: desde março, Cirineu cumpria pena em regime aberto por outros assassinatos de travestis.

Ele negou o crime. Assim como o fez na década de 1990, quando foi preso acusado de matar seis homossexuais entre dezembro de 1992 e março de 1993. À época, o ex-PM ficou conhecido como serial killer: “O Matador de Travestis”.

Segundo o delegado Antonio Carlos Desgualdo, titular da equipe B-Sul do DHPP, duas testemunhas o reconheceram, por foto, e também pessoalmente. “Também apreendemos objeto que pode estar relacionado à morte do transexual, no início desse ano”, disse.

A forma de agir do autor do assassinato de Camila Close (foto ao lado e abaixo) é semelhante à de Cirineu, nos crimes pelos quais foi acusado na década de 1990. “Ele simula interesse em fazer programa com o homossexual e depois o mata a tiros”, disse o delegado Maurício Guimarães Soares, que tem indícios de que o acusado tenha até consumado os programas, fato negado veementemente pelo ex-PM. A polícia apreendeu um projetil de munição de revólver calibre 38, mas não localizou a arma.

Carandiru /Cirineu é um dos réus no processo sobre o massacre do Carandiru, no qual 111 presos foram mortos pela PM no pavilhão 9 da Casa de Detenção, em outubro de 1992. Silva era do grupo que invadiu o terceiro pavimento onde foram mortos 78 presos.









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