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Compulsão sexual feminina tem tratamento



São muitos os rótulos usados para definir mulheres que apresentam, em algum momento da vida, a compulsão pelo sexo. A boa noticia é que há, sim, alternativas capazes promover o tão almejado equilíbrio.

Questão de saúde
Mais do que uma simples vontade que não pode ser ignorada, a compulsão sexual faz com que a mulher se exponha, ficando vulnerável. “Tudo vai sendo deixado de lado, porque a vida passa a ser movida apenas pelo sexo", explica Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga e coordenadora do Projeto Ambulatório da Sexualidade (Ambsex) de São Paulo.

É interessante observar que as mulheres, que por muitos e longos anos tiveram sua sexualidade reprimida pela sociedade, costumam desenvolver o comportamento sexual compulsivo para diminuir a ansiedade e as preocupações, causadas, em geral, por algum trauma vivido na infância ou durante a adolescência.

“Os casos mais comuns são as de pacientes que apanharam muito quando eram crianças e que tinham relações conflituosas com as mães”, informa a coordenadora do Ambsex.

Como contar para o parceiro?
Ao identificar os indícios da compulsão sexual, especialistas recomendam a sinceridade com o companheiro. “O homem vai perceber a alteração do comportamento da mulher mais cedo ou mais tarde, porque esse tipo de coisa não dá para esconder para sempre. Por isso, recomendo contar tudo o que está acontecendo para ele e pedir a sua ajuda”, sugere Carla Cecarello.

Tratamento
Reconhecer a necessidade de ajuda para aprender a controlar a ansiedade, em vez de extravasá-la na cama, é o primeiro passo. Num segundo momento, a psicoterapia é fundamental para uma pesquisa mais profunda da vida da paciente, pois ajuda a identificar as raízes do problema.

“Além disso, grupos de apoio também são indicados, pois a troca de experiências faz com que a paciente se identifique e ganhe forças para superar o problema", explica Maria Cláudia Sanches, psicoterapeuta.

Alguns medicamentos também podem auxiliar o tratamento psicoterápico e a recuperação da paciente. "As medicações são utilizadas para inibir o desejo sexual e deixar a mulher mais equilibrada para que tenha condições de ouvir os psicoterapeutas”, explica Maria Cláudia.

O tratamento deve ser feito, em média, duas vezes por semana, em um período que varia de caso para caso. “A compulsão sexual não tem 100% de cura, mas com a ajuda psicológica e psicoterapêutica a paciente passa a ter uma vida social e sexual mais equilibrada e tranquila, desde que haja a consciência de que será preciso seguir se tratando durante o tempo necessário”, conta Carla.

Em São Paulo, o tratamento contra a compulsão sexual pode ser encontrado no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e também no Projeto Ambulatório da Sexualidade (Ambsex).

Do CENA RIO MT

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