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Jovens gays representam 46% dos infectados com HIV entre 15 e 24 anos



Nesta quarta-feira, Dia Mundial De Luta Contra a Aids, o Ministério da Saúde fará uma campanha voltado aos gays e homens que fazem sexo com homens de 15 a 24 anos de idade. Junto com as mulheres, eles fazem parte dos grupos mais vulneráveis à infecção pelo vírus causador da AIDS.


No Sul, a situação pode ser mais séria. Dos 15 municípios com maior número de infecção pelo HIV por habitantes, 14 estão na região Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Foram registrados 28,8 casos em cada 100 mil habitantes da região. O Nordeste tem apenas 12,6 casos a cada 100 mil habitantes. Dois fatores podem influenciar nestes números são a maior testagem no Sul, e a descoberta de infecções antigas, causadas pelo uso compartilhado de seringas entre usuários de drogas injetáveis, culturalmente mais popular na região Sul até os anos 90.


Em 1990, entre os jovens homens infectados, 25% eram do grupo que fazia sexo homossexual. Hoje eles somam mais de 46%. De acordo com o Ministério da Saúde, o risco de um jovem gay se infectar pelo HIV é aproximadamente 13 vezes maior do que para os outros jovens. Falta do uso do preservativo, vida sexual ativa precocemente e múltiplos parceiros aumentam ainda mais a incidência do vírus neste meio. “Estamos buscando entender os aspectos de vulnerabilidade dos jovens gays, e quando falamos neles, também temos que falar dos travestis. Temos uma preocupação específica com isso, com entender a vulnerabilidade desse setor. Achamos que para esse público não falta conhecimento: 95% deles sabem que a melhor forma de prevenir a aids HIV é a camisinha”, afirmou o Ministro Alexandre Padilha.

Do Lado A

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