Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

BBB: Laisa imita Yuri, que se irrita

No quarto Floresta, após o almoço, alguns brothers preferiram o descanso ao invés de tomar sol. Laisa estava bem animada e, para divertir os brothers, imitou a voz de um travesti, levando todos que estavam no quarto às gargalhadas.

“Quando eu tiver saindo daqui, vou colocar a mão na maçaneta e falar: ‘Eu tenho que contar um segredo’”, disse a sister que continuou: “Valeu, Yuri. A gente se encontra lá fora”, disse a sister, fazendo todos os brothers rirem com sua voz modificada.

Mesmo não se aguentando de tanto rir, Yuri disparou: “Para com essa brincadeira. Não tô gostando disso, não (risos). Sua voz é muito parecida com as deles (travestis). Tá dando nervoso”, disse Yuri, enquanto tentava tapar a boca de Laisa com uma das mãos.

Do Fuxico

Nesta tarde de segunda (23), a sister Laisa revelou um talento: o de imitadora. Dormindo com Yuri, ela começou a imitar a voz dele saindo da casa eliminado. O lutador não gostou muito da brincadeira do seu rolo e a deixou falando sozinha.

Sem entender porque ele se ofendeu tanto com a brincadeira, "Bah" foi para a sala e continuou fazendo a, segundo ela, "voz de travesti", ironizando Ariadna, a transexual que participou do 'BBB 11', arrancando risos de todos.

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Pouco tempo antes, a gaúcha lamentou o azar que tem tido nas provas do programa, quando João Carvalho perguntou se ela pretendia ganhar a Prova do Líder na próxima quinta. Mas lamentou. "Toda semana a gente sonha com isso e nada. Mas nem gripe peguei, até agora..."

Do Terra

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Argentina: novas leis melhoram vida de travestis e transexuais


Travestis e transsexuais na Argentina, que estavam entre as populações minoritárias mais marginalizadas, viram o respeito por seus direitos crescer nos últimos anos, especialmente desde que o casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornou legal no país há um ano e meio atrás.

“O casamento igualitário nos tornou mais visíveis, e as portas começaram a abrir”, disse a travesti Valeria Ramírez, líder da seção transgênero em Buenos Aires da AIDS Foundation (FBAS), à IPS.

Um livro publicado em 2005, La gesta del nombre proprio (que grosseiramente pode se traduzir como “a épica luta por um nome próprio”), descreveu a intolerância, a humilhação, a marginalização e até ataques sofridos por travestis no país sul-americano. Ele também reporta que a principal causa de mortes entre este grupo populacional é a AIDS, e a segunda causa de morte é o assassinato.

A lei sobre o casamento homossexual foi aprovada pelo Congresso e entrou em vigor em julho de 2010, após uma intensa campanha por direitos iguais pela Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros.

A norma foi a primeira deste tipo a ser aprovada na América Latina. Desde então, 2.700 casais homossexuais se casaram, ganhando os mesmos direitos e obrigações dos casais heterossexuais.

Mas travestis e transsexuais também estão lutando por uma lei de identidade de gênero que poderá permitir que sua carteira de identidade corresponda à aparência e exiba o nome fantasia mais que aquele dado no nascimento.

A discrepância entre a apresentação de gênero e a documentação é um enorme obstáculo para pessoas transgênero na educação formal, no emprego, na habitação ou na saúde, a não ser que eles escondam sua identidade transgênero.

Embora cerca de 50 transsexuais na Argentina que tiveram cirurgia de redesignação de sexo nas últimas décadas tenham obtido documentos refletindo suas novas identidades após duradouras batalhas legais, nenhuma lei ainda foi aprovada para garantir aquele direito sem o requerimento de medicação extensiva e testes psicológicos.

Neste mês, a câmara baixa do Congresso aprovou um projeto de lei para identidade de gênero, que agora irá ao Senado. “Para nós, ter o nosso nome em nossos documentos será um grande avanço, porque de outro modo nós sofremos experiências humilhantes,” disse Ramírez.

Como um exemplo, a ativista lembrou um incidente na sala de dentista. Na sala de espera, quando ela respondeu após ser chamada pelo nome de sua carteira de identidade, o dentista disse que chamou Oscar Ramírez, e não ela.

“Quando nós temos que viajar, nós somos vistos como criminosos. Eles olham para nosso documento de identidade ou passaporte e nos fazem esperar. Finalmente nos deixou ir, mas todos nos olharam como se fôssemos terroristas,” disse ela.

Avanço social

Contudo, enquanto eles esperam o projeto de lei ser aprovado, pessoas transgênero já estão aproveitando um clima de aceitação melhor e menos marginalização na Argentina, fomentado pelo Estado, e visto em diferentes esferas.

No mundo do espetáculo, a travesti mais famosa do país, atriz popular e personagem televisiva Florencia de la V, casou-se com seu parceiro de longo tempo. E ela e seu marido contrataram uma barriga de aluguel nos Estados Unidos, que deu à luz a seus gêmeos.

Além disso, em uma decisão legal histórica proferida em 2010, ela obteve sua nova carteira de identidade, na qual ela é identificada como Florencia Trinidad, ao invés de seu nome de nascimento, Roberto Carlos Trinidad.

Neste mês um grupo de artistas realizaram a terceira edição do Encontro de Arte Trans – Festival DesTravArte – um festival transgênero de filmes, teatros, dança, poesia e literatura.

O objetivo desta edição foi apoiar o projeto de lei de identidade de gênero. Os organizadores apontaram que, embora as minorias tenham desfrutado maior aceitação desde que o casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornou legal, muitos travestis no país continuam marginalizados pela sociedade.

E no programa “Salida de Emergencia”, transmitido pela TV Encuentro, do Ministério da Educação, representantes de minorias sexuais de todo o país falaram sobre suas frequentemente traumáticas experiências de integração ou rejeição social.

A Universidade de Buenos Aires, entretanto, aprovou um estatuto neste mês reivindicando documentos de identidade universitários para estudantes transgêneros, professores e outros quadros de funcionários para refletir seu gênero e o nome que usam.

A mesma medida foi também adotada pela Universidade Nacional de Córdoba.

E os movimentos das cooperativas apoiados pelo Ministério de Desenvolvimento Social apoiaram um grupo de pessoas transgênero que organizaram e receberam treinamento e empregos nas indústrias têxteis, de alimentação e de design.

O Ministério de Segurança, chefiado por Nilda Garré, emitiu uma resolução neste mês permitindo pessoas transgênero que trabalham na polícia federal a se vestirem de acordo com sua identidade de gênero.

A resolução foi o resultado de uma batalha encampada por um travesti, Angie Beatriz Álvarez, uma oficial da polícia federal que lutou por uma década por seu direito de se vestir com uniforme feminino.

E sob a decisão ministerial, prisioneiros podem agora ser colocados em celas de acordo com sua identidade de gênero.

Também neste mês, o Arquivo de Memória da Diversidade Sexual foi inaugurado, contendo relatos de três dúzias de vítimas da ditadura militar de 1976-1983 que as brutalizou simplesmente por serem lésbicas, gays ou transgêneros.

O Arquivo está na Esma (Escola de Mecânica da Marinha) – um dos maiores centros de aprisionamento e tortura da ditadura, que agora foi convertido em um “espaço para a memória e a promoção e defesa dos direitos humanos”.

Ramírez é uma das pessoas cujo o caso faz parte do Arquivo. Ela disse que em 1976 e 1977, ela foi sequestrada na rua enquanto trabalhava como prostituta vestida de drag, e foi levada ao Poço de Banfield, outro centro de aprisionamento, onde ela foi estuprada e torturada.

“Testemunhei à Secretaria de Direitos Humanos, e no ano que vem farei queixa em uma ação penal. Eu revivi tudo, e toda vez que estou no escuro, vejo aqueles rostos e não posso me esquecer,” disse.

Ramírez disse que o Estado irá pagá-la reparações, e isto foi feito com outras vítimas da ditadura e as famílias das vítimas. Mas ela disse que quando ela receber a compensação, ela quer receber já usando sua nova carteira, mostrando a identidade feminina que ela vive.

Do Opera Mundi

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Rio de Janeiro: Transexuais podem usar seus nomes sociais em ocorrências

A partir de março, travestis e transexuais poderão usar seus nomes sociais quando forem registrar crimes e ocorrências que envolvam o segmento gay em todas as 164 delegacias da Polícia Civil no Estado do Rio. O nome social é a forma que travestis optam por identificar-se ao invés de usar o nome de registro.

O Rio de Janeiro é o primeiro Estado a adotar esse procedimento nas delegacias que, segundo lideranças e defensores dos direitos homoafetivos, é uma iniciativa pioneira que ajudará a reduzir o número de subnotificações de crimes homofóbicos que tenham como vítimas travestis e transexuais.

Segundo o coordenador do Programa Rio sem Homofobia, Cláudio Nascimento, esta é a população que mais sofre com a transfobia e a discriminação.

“Não temos como identificar quais são as ocorrências envolvendo essa população. O registro policial não tem a inclusão de nome social e isso gera uma situação de constrangimento nas delegacias e também subnotificação de casos de violência contra travestis e transexuais”, afirmou Nascimento que atua na Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do estado do Rio.
Rio é pioneiro

Nesta segunda-feira (30), a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, recebeu Nascimento e uma delegação de 10 travestis e transexuais para anunciar a nova medida que torna o Rio o Estado pioneiro a incluir os nomes sociais nos boletins de ocorrência.

“A gente espera que sirva como inspiração para que outros Estados possam pensar na possibilidade de incluir. Não mexe em orçamento, e gera um tratamento humanitário, inclui a gestão pública no marco civilizatório de dignidade. A maneira de medir o grau civilizador de um país é sabendo como ele trata as suas minorias sexuais”, argumentou Nascimento.

Nas próximas duas semanas as delegacias receberão treinamentos e capacitações de como fazer o atendimento e realizar o registro. O Programa Rio Sem Homofobia já capacitou mais de 5.000 policiais militares e outros 1.200 civis para dar tratamento qualificado a esta população.

“Quando tem uma situação de preconceito a gente denuncia para a corregedoria da polícia. Isso é mais adequado e gera uma mudança na estrutura da segurança. A identidade de gênero vai possibilitar a gente ter mais dados efetivos sobre a situação de violência contra essa população e fazer com que tenhamos a capacidade de promover ações concretas de atenção a elas”.



Em 8 de julho de 2011, o governador Sérgio Cabral assinou o decreto de n.º 43.065 que dispõe sobre o direito ao uso do nome social por travestis e transexuais na administração direta e indireta do Estado do Rio.

“Essa população já é vitimizada, não queremos que ela seja vitimizada pela segunda vez numa delegacia de polícia. A Polícia Civil já está inserindo no registro de ocorrência o nome social. As pessoas que procurarem uma delegacia, seja na condição de vítima, testemunha ou de autor, podem utilizar o seu nome social”, anunciou a chefe de polícia.

Martha Rocha afirmou ainda que, antes mesmo do Carnaval, irá promover um encontro com todos os delegados de áreas onde haverá eventos carnavalescos de público gay.
Travestis são os mais perseguidos

No Estado do Rio, existem três centros de referência de cidadania e combate à homofobia LGBT, na Central do Brasil, no centro do Rio; no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e em Nova Friburgo, na região serrana.

Em 2011, os centros realizaram no total 5.000 atendimentos, dos quais 2.000 envolviam homofobia. E destes, 20% afetavam diretamente travestis e transexuais, contabilizando 400 registros. “Se pensarmos que essa população é o menor segmento da comunidade LGBT, em números proporcionais, esse segmento segue sendo o mais perseguido”, criticou.

A cantora transformista Jane Di Castro considera esta medida como uma vitória para a comunidade gay. “É uma vitória, sou militante desde os anos 60 e nunca pensei chegar neste século com essa mudança. Hoje estamos sendo respeitadas. Naquela época não tínhamos direito nenhum, só o de apanhar. O direito de reclamar era cortado porque éramos homossexuais, gays, travestis. Era mais fácil ir à delegacia para reclamar e acabar sendo presa”, disse ao UOL Jane Di Castro ao lembrar que já viveu muitas situações de desprezo por agentes de segurança e que tinha medo de reclamar e, por isso, preferia omitir.

Já a coordenadora do Centro de Referência de Combate à Homofobia do Estado do Rio, a travesti Marjorie Marshi, 37, e assumida desde os seus 13 anos de idade, receia se a política de fato será respeitada. “Como toda política recém implementada, a gente no fundo tem um receio se vai ser desenvolvida de acordo com o que foi criado. Isso é um primeiro passo de formação e construção coletiva. Nenhum decreto modifica uma realidade por si só”, salientou.

Segundo disse ao UOL Marjorie, esta iniciativa de incluir os nomes sociais é reflexo de pelo menos sete anos de luta, quando foi fundada a associação de travestis e transexuais do Rio. “Essa iniciativa é um reflexo do movimento de travestis que pleiteou e desenvolveu a proposta e agora está sendo brindada com o momento de transformar um pleito em política de fato”.

Do Bol
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Depressão é coisa séria...

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.

Na depressão, o tratamento rápido, intensivo e completo (até o desaparecimento total dos sintomas) diminui o risco de recaídas, de depressões de tratamento difícil no futuro e de atrofias de Hipocampo. Isso é importante para portadores de depressão que perdem meses em psicoterapias e tratamentos alternativos. Terapia é muito importante, mas na depressão ela é ator coadjuvante e não principal.

Como Depressão significa tristeza, as pessoas acham que o principal sintoma da Depressão é a tristeza. Mas não é. O principal sintoma da Depressão é a queda de energia. É a energia vital da pessoa que está deprimida.

Depressão é uma doença do corpo inteiro, não só do cérebro. O paciente se sente pesado, lento (ou com agitação improdutiva), com dores no corpo, dores de cabeça, Fibromialgia, alteração do ritmo intestinal, da digestão, alteração da pele, cabelos, unhas, alterações do sono, etc. Depressão baixa a resistência a infecções, aumenta a chance de infarto, derrame, diabetes, etc.

A atriz americana Demi Moore foi internada na segunda-feira (23) em um hospital de Los Angeles, na Califórnia, devido ao "cansaço", informou nesta terça-feira (24) seu empresário Carrie Gordon. Os paramédicos foram chamados à casa da atriz durante a noite de segunda e, depois de atendê-la por meia hora, levaram-na a um hospital local. Demi Moore decidiu "buscar assistência profissional para tratar seu esgotamento", afirmou o empresário , em comunicado. "Devido ao estresse que sofre em sua vida neste momento, Demi decidiu buscar assistência profissional para tratar seu cansaço e melhorar seu estado de saúde geral", disse Gordon. De acordo com o site TMZ.com, especializado em personalidades, a atriz foi internada devido ao "abuso de substâncias". Demi Moore anunciou em novembro seu divórcio do ator Ashton Kutcher, com quem esteve casada durante seis anos, em meio a rumores sobre supostas infidelidades do protagonista da série 'Two and a Half Men'. A atriz de "Proposta Indecente" (1993) e "Striptease" (1994), que nos anos 1990 tornou-se uma das mais bem pagas de Hollywood, causou impacto no mundo do espetáculo quando posou nua exibindo sua avançada gravidez na capa da revista Vanity Fair, em 1991. Moore tem três filhas com seu segundo ex-marido, o ator Bruce Willis.

Do G1

Como se percebe a depressão é uma doénça e muito séria. E o caso acima liustra bem que não importa o sucesso, muito menos o dinheiro, ou a beleza que se tem...

O Ser Humano é um ser social também! E na vida é muito essencial que se enha um bom bom relacionamento
. Fica clara a a responsabilidade que se deve ter com o parceiro... Terminar é uma coisa. Trair (e publicamente) é uma dor sofrida e muito maior que se possa imaginar...

Verdadeira causa de internação de Demi Moore foi ataque epilético, diz fonte



O motivo da internação de Demi Moore nesta segunda-feira, de acordo com o site "Radar Online", foi um araque epilético. Ela também recebe tratamento para anorexia e abuso de substâncias químicas.

Tudo indica que o motivo de tanto descuido com a saúde e emagrecimento muito veloz seja o fim do casamento da atriz com Ashton Kutcher, após escândalos de que ele tivesse traído a esposa. Eles mantiveram a relação durante seis anos.

"Devido ao estresse que sofre em sua vida neste momento, Demi decidiu buscar assistência profissional para tratar seu cansaço e melhorar seu estado de saúde geral", disse Carrie Gordon, seu empresário, em comunicado nesta terça-feira.

Do SRZD


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Video: Dica correta para uso de hormônios

Ariadna mostra resultado de cirurgia para ficar com rosto mais feminino

Olá, hoje a dica é para as meninas… olha que fofa a Jessica Alcântara, além de lindíssima! Já virei fã… se todos fossem iguais a ela né? Uma pessoa esclarecida, fina e linda!

Mas como ela mesmo contou no vídeo, tem muita “bicha má” por aí… igual as que fizeram ela tomar hormônios masculinos, no passado. Como tem muita maldade por aí né, fico chocada!

Enfim, assiste que vale a pena.

Mas eu recomendo mesmo, antes de ir correndo na farmácia, procurar um endócrino.

Bom Dia!

Do Blog da Sabrina Roxx

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Ator estreia como transexual em "O Brado Retumbante"

Quando o paranaense Murilo Armacollo, 24, soube que iria interpretar Júlio/Julie, o filho transexual do presidente Paulo Ventura na minissérie "O Brado Retumbante" (Globo), sua primeira reação foi ligar para a família.
"Contei para a minha mãe, e ela me disse: 'Você sabe a responsabilidade que vai ter com esse personagem, né?'"
Murilo sabia. E ficou nervoso. "É um papel muito difícil, e era um mundo muito distante de mim", contou à coluna Outro Canal, assinada interinamente por Marco Aurélio Canônico e publicada na Folha deste domingo (22).
A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Para somar ao nervosismo, é sua estreia na TV --com formação teatral, ele passou por musicais da Disney e teve papéis menores em "Hairspray" (2009), "Aladdin" (2010) e "New York, New York" (2011).

João Miguel Jr./Tv Globo


O ator Murilo Armacollo, que veio do teatro, estreia na Globo na pele da transexual Julie em "O Brado Retumbante"
O ator foi buscar segurança para interpretar o papel fazendo laboratório com transexuais e entrou em contato com uma realidade triste.
"Ouvi várias histórias de preconceito, agressões, não aceitação da família, de meninas que tentam a sorte no exterior, de cirurgias malsucedidas. É um mundo cruel."
Segundo ele, Julie vai sofrer tudo o que uma transexual sofre nas ruas. "É polêmico, mas acredito que o Brasil vai se comover com a história."
Além dos estudos para compor a mente e a personalidade de Julie, Murilo teve de se preparar fisicamente --a primeira coisa que fez foi perder 15 quilos em poucas semanas; com 1,75 m de altura, passou de 75 kg para 60 kg.
"A transexual é uma mulher presa num corpo de homem. Eu tive de modelar o corpo, afinar as curvas. A gente trabalhou os movimentos, tive algumas aulas e assisti a todos os filmes de Marilyn Monroe para pegar gestos."
O resultado começa a ser visto na próxima terça. Murilo gostaria que a série levasse os espectadores à reflexão. "Quero que essas meninas sejam tratadas com igualdade, que possam encontrar emprego, por exemplo."

Do TransRevolução
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Goiana é eleita a gordinha mais bonita do Brasil no Miss Plus Size


A bela Cleo Fernandes, de Goiânia (GO), foi coroada Miss Brasil Plus Size (MBPS), na noite do último sábado (23), em São Paulo. Mirelle Birck, de Fortaleza (CE), ficou na segunda posição e levou o título de Vice Miss Brasil Plus Size. Em terceiro lugar, com a coroa de Miss Simpatia, ficou Carolina Lages, de São Paulo (SP).

O Miss Brasil Plus Size (MBPZ) foi organizado pela blogueira Renata Issas e aconteceu em um restaurante na rua Augusta. No próximo domingo (29), um evento de mesmo nome, mas organizado pela empresa Impacto Produções, será realizado também em São Paulo, no Espaço Ággape.

Cleo disputou a coroa com outras 29 competidoras que usam manequim acima de 46. Além do título, a goiana faturou R$ 2.000. Mirelle levou para casa R$ 1.000 e Carolina ganhou R$ 500. Além do dinheiro, as vencedoras também receberam outros prêmios, como roupas e books de modelo, dados pelos patrocinadores.

Segundo Renata Issas, 500 mulheres se inscreveram para o concurso. As finalistas desfilaram em trajes casuais, de praia e de gala e foram avaliadas por um júri de cinco pessoas.

O concurso também contou com a presença da atriz Renata Celidônio, que interpreta a Marieta da novela "Aquele Beijo", da Rede Globo.

Fonte: BOL

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BBB: Maurício acha corpo de transexual mais bonito que o de mulher


A conversa na banheira de hidromassagem fluía animadamente entre João Maurício, Jonas, João Carvalho e Fael, tendo como assunto principal o tema: Homossexualidade. Entre definições para pessoas que gostam do mesmo sexo, O primeiro comentou que não sabia ao certo como se referir a mulher que curte mulher.

João Carvalho confirmou que é a mesma designada para os homens: Gay. Dúvida sanada, João Maurício se aventurou mais no tema e confidenciou que fica impressionado com os homens que resolvem assumir o corpo de mulher. Em sua opinião, muitos que têm coragem de mudar a identidade por completo, conseguem ficar com o corpo melhor que mulher.

O brother ainda comentou que a perfeição é tanta que por vezes não dá para perceber que o ser veio ao mundo sendo do sexo masculino. Os demais acompanharam a conversa hora confirmando, ora sem palpitar tando, como quando João Maurício teceu esse tipo de comentário.

Do Porto Gente

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Pedro e João: a história de dois meninos gays e uma infância devastada

Da infância, somos todos sobreviventes. Alguns mais do que outros. Esta é a história de um homem em busca de compreender a si mesmo. E de tentar, como adulto, ser diferente do menino pelo poder da narrativa. Esta história é contada aqui porque foi a nossa ignorância – a minha e também a sua – que destroçou a vida dessas duas crianças. E tem destroçado – às vezes em brutal literalidade, com tiros e pancadas – a vida de muitos – demais.


Antes, a história de como nos conhecemos. Ele me enviou o primeiro email no início de dezembro. Um amigo dele acabara de ser assassinado por homofóbicos, e ele tinha se deparado com uma campanha na internet que arregimentava pessoas a se unirem para executar homossexuais. Ele tinha medo de sair de casa. Estava assustado. E também com raiva. Pedia que eu denunciasse a campanha nesta coluna.

Respondi que escrever sobre esse tipo de manifestação era amplificar uma voz de ódio. Afinal, o sonho de quem divulga algo na internet é ser acessado, replicado, comentado, seguido, citado. Em vez disso, propus a ele que me contasse a sua história para – talvez – publicá-la aqui. Contar uma história que nos aproxime é a melhor resposta que podemos dar a quem usa as palavras para aumentar as distâncias.

Desde então, iniciamos uma correspondência. Chequei a sua identidade, mas respeitei sua decisão de ocultar seu nome. Nessa narrativa real, vamos chamá-lo de Pedro. Filho único de uma família de classe média do interior de Minas, Pedro tem 28 anos, é engenheiro ambiental e hoje vive sozinho em Goiânia. Um brasileiro como tantos outros, que trabalha duro e paga seus impostos. Todo ano ele participa da parada gay, mas não é o que se poderia chamar de um militante do movimento. Em Goiânia, assume sua homossexualidade em todos os espaços – e também no trabalho. Mas preferiu se afastar da família a contar que era gay. Neste Natal, como veremos mais adiante, ele fez um pequeno grande gesto.

Aos poucos, ao longo da nossa troca de cartas virtuais, percebi que não se tratava apenas da história de Pedro. Mas da história de Pedro e de João. Quando era criança, o melhor amigo de Pedro era João. E era João quem não conseguia esconder dos colegas de escola que era gay. Pedro posicionou-se ao lado dos mais “fortes”, como tantos de nós a vida toda, e mais ainda na infância. Alinhou-se ao lado dos pequenos machos quando eles tornaram a vida de João um inferno humano. Tão humanamente infernal que ele acabou mudando de cidade no início do ensino médio. Como acontece ainda hoje em muitas escolas, nem professores, nem pais, nem colegas, ninguém fez gesto algum na direção de João. Todos permitiram, por ação ou omissão, que João fosse agredido, acuado, encurralado e, por fim, exilado.

Essa memória assombra Pedro até hoje. Como a maioria de nós, ele queria ter sido mais forte na infância. Não mais “forte” como os pequenos machos, tão atrapalhados com sua sexualidade que precisavam “denunciar” a do outro. Pedro queria ter sido tão forte quanto João, que ousava ser. Se tivessem sido os dois, talvez pudessem ter resistido mais. Mas, por muito tempo, Pedro mal pôde consigo mesmo. E então, quando ele já tinha sua própria vida adulta e independente, um de seus melhores amigos foi assassinado porque era. Gay. E Pedro, de novo, sentiu-se muito impotente.

Contar sua história talvez seja a forma encontrada por Pedro para inverter o curso dessa memória dentro de si. Pronunciar o que virou silêncio sem ser – e por assim ter sido tanto o feriu. A ele e a João, antes que ambos pudessem se defender. Quando pergunto sobre esse círculo que se fecha, Pedro escreve: “Acho que vai me incomodar pelo resto da vida”.

É espantosa a quantidade de dor que pode caber numa vida apenas por causa da ignorância. Da nossa ignorância. A história de Pedro – e também a história de Pedro e de João – é assim.

O começo: ou como Pedro expôs João para que não o descobrissem

“Nasci numa cidade do interior de Minas com 80 mil habitantes. Pequena, conservadora, cheia de falsos moralismos. Desde muito cedo eu percebi minha orientação sexual. Desde criança achava os meninos mais interessantes do que as meninas. Sempre pensei que no órgão sexual feminino faltava alguma coisa. E tinha curiosidade para ver o órgão sexual dos meus amigos. Mas nunca fui muito sexualizado na infância e nem mesmo na adolescência. Talvez evitasse a sexualidade pela consciência da minha orientação sexual.

Ainda no colégio, eu era uma pessoa extrovertida e comunicativa, mas quando percebi que havia algo de diferente, tornei-me recluso. Sempre estudei no mesmo colégio, com a mesma turma. Desde o início, tinha um colega que conseguia disfarçar menos sua homossexualidade e, para continuar pertencendo ao grupo, eu participava de ataques de bullying homofóbico. Estes eram os momentos nos quais eu me sentia pior.

João sempre estudou na mesma turma que eu. Éramos muito amigos na infância, nossas mães eram amigas e ambos éramos filhos únicos. Ele frequentou a minha casa e eu a dele, brincamos muito na infância, éramos os melhores amigos. Apesar de ser um ano mais velho do que eu, João não aparentava, porque sempre foi muito sensível e delicado. O fator ‘não jogar bola’ influencia muito o que as crianças pensam quanto à sexualidade de outra. E João não jogava.

É engraçado. Nunca trocamos uma palavra sequer em relação ao sexo. Ao menos, não que eu me lembre. Jogávamos muito videogame juntos, e geralmente ele passava pela manhã em minha casa para irmos ao colégio. Não sei bem explicar como, mas nossa relação e encontros foram tornando-se esparsos, até que nos tornamos meros colegas de sala. Ele passou a ser um garoto solitário, menos risonho. Aproximou-se mais das garotas e adquiriu ‘trejeitos’, que talvez sempre tenha tido, mas que somente com o amadurecimento e a consciência do mundo eu e os outros garotos começamos a perceber.

Eu tinha 12 ou 13 anos nessa época. Acho que, por pertencer a uma família que preserva bastante as tradições mineiras, na qual era comum escutar comentários homofóbicos e até mesmo racistas, eu tinha o preconceito internalizado de que a homossexualidade era algo errado. E é muito estranho ser ‘errado’. Eu não tinha com quem conversar, eu não tinha com quem dividir meus desejos. E acho que foi a fase na qual eu tive mais medo na minha vida. Era um medo de tudo, um medo de mim.

Adquiri repulsa por alguém que eu imaginava ser a pessoa que mais se assemelhava a mim. Julgava-o sujo. Era como se o distanciamento que criei com ele disfarçasse a minha sujeira. Não sei bem ao certo, mas em virtude de suas maneiras mais delicadas, nós, os meninos, simplesmente deixamos de conviver com ele. Não sei como surgiram os primeiros episódios de bullying. Mas, aos poucos ele começou a ser motivo de chacota na sala e, em pouco tempo, de todo o colégio.

Crianças e adolescentes têm uma maldade que eu não entendo. Todos os dias escrevíamos no quadro seu apelido: “João viadinho”. A situação de bullying era clara. Ele sofria muito, era perceptível. Quando cruzávamos com ele, ríamos e imitávamos trejeitos femininos. Os meninos da sala não o tocavam, pois, caso isso ocorresse, pegariam ‘viadice’. Imagino o quanto isso foi dolorido para ele.

Logo, ele começou a permanecer todo o recreio dentro da sala de aula. E as agressões passaram do campo das palavras para o físico. Em suas tentativas de revide, ele levava tapas, socos e pontapés. Eu não cheguei a fazer isso. Mas, os outros garotos, sim. Quando ele passava pelo corredor, próximo ao grupinho dos ‘machos’, além de um ‘E aí, viadinho?’, ele levava sempre uns bons tapas, e sempre havia algum engraçadinho para sair rebolando atrás dele. Eu nunca o olhava nos olhos. Sentia muita vergonha.

É uma dinâmica estranha. Você tem que pertencer a um grupo, e ser diferente te exclui. Hoje, entendo que muita daquela repulsa estava relacionada a um certo grau de atração que eu sentia por ele. E aquilo para mim era errado. Os professores nunca tomaram nenhuma atitude. Ninguém nunca tomou nenhuma atitude. Escutei trechos de uma conversa de minha mãe com a mãe dele em relação à sua sexualidade, mas não consegui entender muito e não fui capaz de tocar no assunto. Até hoje não consigo compreender como fui capaz de ter feito tudo aquilo. Sei que fui muito covarde. Porque, no fundo, eu sabia pelo que ele estava passando. E nunca lhe estendi a mão.

Quando você se descobre gay – o que faz você se sentir diferente da maioria –, isso faz com que, de uma maneira inconsciente, você lute para ser igual. É uma resistência interna, uma forma estranha de luta entre o ‘você aparente’ e o ‘você real’. Eu tinha aversão ao meu corpo, a toda e qualquer coisa relacionada à sexualidade. Qualquer programa de TV, livro ou texto que se referisse à sexualidade me causava pânico. Eu não passei pela fase comum aos adolescentes, na qual a masturbação é uma atividade comum. Eu sentia medo, pois era nessas ocasiões que eu tinha a certeza de que realmente era homossexual.

Não é somente seu ciclo social que é quebrado através da fase de reclusão. Dentro de você é como se o fator sexualidade também fosse rejeitado. Sexo assusta. O que não se aceita é melhor que fique escondido. Acho que senti repulsa por João ao perceber que alguém tinha uma aceitação maior consigo mesmo do que a que eu tinha para comigo. Eu conseguia reprimir, então era difícil aceitar que aquela pessoa não conseguisse.

Eu nunca o defendi. Tinha medo de que toda aquela repulsa se voltasse contra mim. João saiu da escola e da cidade no final do primeiro ano do ensino médio. Mudou-se para Uberlândia (MG). Nesse meio tempo, acho que até mesmo por um grande peso na consciência, foi a minha vez de me afastar. Tranquei-me no quarto e não queria sair de lá.”

Pedro se esconde – até de si mesmo

“No segundo ano do ensino médio, minha consciência da orientação sexual atingiu seu ápice. Eu não conseguia mais me esconder muito e tinha muito medo da reação das pessoas. Forçava-me a pensar somente em meninas, mas já não conseguia mais fazer isso. As Playboys, compradas escondidas pelos amigos, não me interessavam nem um pouco. Eu me excitava justamente pensando na excitação dos meus amigos diante daquelas imagens.

Foi uma fase muito difícil. Eu inventava um monte de histórias para não ir ao colégio, me afastei de tudo e de todos. Minha vontade era ficar trancado no quarto para que ninguém pudesse me ver. Acho que, no fundo, eu estava me punindo pelo meu comportamento errado frente à sexualidade de João. Não sei bem o que seria depressão, mas, se por algum momento da minha vida passei por isso, foi justamente nesse ápice de consciência.

Lembro que chegava a me mutilar. Tinha raiva de mim, de minha imagem. Tinha nojo do meu órgão sexual e de qualquer ereção eventual. Eu evitava levantar da cama, tinha muito sono, não queria conviver com ninguém. Lia bastante, muito, mas muito mesmo... Nessa época li tudo de Dostoiévski, Tolstói. Um personagem em especial me acompanhou pela vida inteira: Kirilov, do livro ‘Os Demônios’, de Dostoiévski. Ele dizia algo como: ‘Deus é o medo de depois da morte’.

Foi nessa época que minha mãe percebeu que tinha algo de errado comigo e me mandou para um psicólogo. Mas não tive nenhuma afinidade com ele. Não podia confiar em alguém que minha mãe pagava. Ali, no consultório, eu ajudei a moldar ainda mais meu personagem, pois tinha que tentar me desvencilhar de alguém que, teoricamente, estaria preparado para fazer uma leitura das pessoas. Lembro vagamente de que, na primeira consulta, ele afirmou: ‘Sua mãe me disse que você tem andado triste e tem ficado muito tempo trancado no quarto. E aí, o que está acontecendo?’. Senti-me pressionado. Depois dessa experiência, nunca mais voltei a psicólogos.

Aos 15 anos, eu estava tão solitário que pensei em parar de estudar ou mudar de colégio. Se as pessoas que conviviam comigo soubessem de alguma coisa, meu mundo poderia acabar. Não frequentei nenhuma das festinhas de 15 anos de minhas amigas, não fui à festa alguma, não fui adolescente. Nesse período de reclusão, eu passava o fim de semana todo trancado no meu quarto. Por um lado foi bom: estudei muito e não tive nenhuma dificuldade para passar no vestibular. Acho que é essa reclusão, causada pela dificuldade de autoaceitação, que faz com que muitos dos gays sejam bem sucedidos nos estudos. É como se perdêssemos um período da vida social e buscássemos nos livros um afago.”

Pedro tenta fugir – mas não há fuga de si mesmo

“Passei em três universidades federais. A minha escolha foi pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), não porque era meu curso predileto, mas sim porque Ouro Preto era a cidade mais distante da casa de meus pais. Com 17 anos mudei-me para Ouro Preto, pensando que tudo seria diferente. Não foi. Cursei engenharia numa cidade que priva pelo tradicionalismo, convivendo em repúblicas com cerca de 15 homens. Todos, ao menos aos olhos da comunidade universitária, heterossexuais.

Bem no início do curso, eu presenciei uma cena que me trancou ainda mais dentro do armário: um dos moradores de uma república vizinha à minha, líder estudantil, influente no meio acadêmico, foi flagrado contando à empregada da casa que tinha um caso com outro estudante. O apelido dele tornou-se sinônimo de gay no ambiente universitário. Os outros moradores da casa nem pestanejaram: jogaram todas as coisas dele para fora da casa. Nem se deram ao trabalho de ouvir um cara que havia morado com eles nos últimos quatro anos. Foi muito estranho ver as coisas dele jogadas no chão da famosa Rua Direita.

Eu era um adolescente exemplar. Nunca tinha bebido, nunca tinha usado drogas. Era virgem, nunca beijara ninguém. Nessa época, comecei a viver em uma história inventada. Para me inserir em um grupo, eu comecei a usar um disfarce. O ‘porra-louca’ heterossexual. Beijava meninas, mas tinha muito medo de que alguma delas quisesse algo mais. Comecei a beber muito e a ser usuário de maconha e, mais tarde, de cocaína. Era uma fuga, era um jeito de ser querido por um grupo, era uma forma de estar inserido. Era ser comum. E assim foi durante cinco anos. Anos lentos, intermináveis.

Uma colega de sala foi a primeira pessoa que soube de minha homossexualidade, já no final do curso. Foi uma explosão. Era como se eu estivesse tirando o maior peso do mundo de minhas costas. Só consegui dizer: ‘Sou gay’. E comecei a chorar sem parar. Era um misto de medo da reação e de alívio indescritível. Pela primeira vez eu tirava a minha máscara para um outro ser humano.

Formei-me na universidade em 2006, com 22 para 23 anos. Era virgem, escolado no submundo do álcool e das drogas. Antes de me mudar de Ouro Preto, reuni todos os 15 rapazes que moravam comigo na república. Eu não queria sair daquela casa tendo omitido quem eu realmente era. Nessa reunião, completamente drogado, eu vomitei, com certa raiva de mim e de tudo, que eu era gay e que aquilo era o mínimo que eu podia fazer por pessoas com as quais eu convivi.

Logo após um silêncio, nada convencional, eu presenciei as mais distintas reações. De ódio a apoio. Há pessoas com as quais nunca mais troquei palavras. Mas também recebi um carinho que eu não imaginava que fosse possível. Descobri que, apesar dos revezes, eu encontraria pessoas que não encaravam aquilo como aberração. Acho que aquele momento foi fundamental para que eu pudesse encarar a vida. Eu nunca tinha encostado em um homem, eu nunca tinha tido uma relação verdadeira. Na verdade, acho que toda a minha felicidade era falsa.”

Pedro tira a máscara – arranca-se de si

“Passei em um concurso público estadual e fui trabalhar em Uberlândia. A independência financeira é muito importante para um homossexual, significa o primeiro momento em que não é preciso dar satisfação a ninguém sobre o que você sente. Fui para Uberlândia com a pretensão de viver.

Logo no primeiro fim de semana, resolvi ir até uma casa noturna GLS. Era 4 de agosto de 2006. Recordo a data porque até hoje mantenho o folder (propaganda da casa). Esse folder é como se fosse a minha Lei Áurea. Representa a minha liberdade.

Minha noite foi tragicômica. Hoje dou muita risada ao lembrar. Eu era um gay ‘não gay’. Logo, fui com uma roupa inadequada, social demais. Não conhecia nenhuma música, afinal vivia ouvindo rock e nem imaginava quem era Britney Spears. Não consegui disfarçar minha surpresa ao ver todas aquelas pessoas descoladas e felizes, de mãos dadas. Era como se aquelas mãos dadas me hipnotizassem, era absolutamente sensacional cada flagra de beijo. Os transexuais, travestis e drag queens me assustavam, era como se tivesse que manter distância. Afinal, até aquele dia, era isso que a vida tinha me ensinado.

Cheguei bem tarde, depois de ter dado várias voltas no quarteirão, por medo de ser identificado nas proximidades daquele ambiente. No lounge, sozinho, atento aos diálogos alheios, me impressionava o caos relativo ao gênero: ‘amiga’, ‘bicha’. Minha primeira visita ao banheiro foi hilária. Entrei e saí correndo. Era um misto de medo, tesão, tensão, apreensão e uma felicidade doida. Nem imagino o que as pessoas pensavam daquele cara que passou a noite inteira sentado numa cadeira do balcão, atento a tudo, surpreso e com um sorriso estampado no rosto. Quando se aproximavam de mim ou percebia um flerte, eu me esquivava e de certa forma corria. Lembro que naquele dia nem dormi direito relembrando cada momento.

Na noite seguinte, não resisti e voltei à mesma casa noturna. Nessa segunda noite, mantive um diálogo com o bartender. Talvez, pela ansiedade, tenha bebido muito e isso tenha feito com que baixasse a guarda e permitisse que as pessoas se aproximassem. Fiquei até muito tarde. O bartender veio, então, conversar comigo. Não lembro ao certo, mas acho que falei muita besteira. Eu suava frio, tremia. Acho que, percebendo meu estado alcoólico, e depois de saber que aquela era a minha segunda noite num ambiente gay, ele arriscou um beijo. 5 de agosto de 2006: aos 22 anos, eu fui beijado pela primeira vez por um homem.

Aquilo foi muito para mim. Afastei-o, não me despedi e saí o mais rápido que pude daquele lugar. Senti repulsa pelo meu corpo, senti nojo de mim. É estranho, mas foram sensações completamente antagônicas, uma oposição entre o meu desejo e o que a sociedade me imprimiu. Ao mesmo tempo que era prazeroso, eu sentia rejeição pelo fato de estar beijando um homem. Apesar de ser meu maior desejo, era algo que eu tinha aprendido ser inaceitável.

Em casa, escovei os dentes diversas vezes. Como se aquilo pudesse apagar meu ato, como se fosse possível redimir o meu ato. Por quê? Porque eu fui ensinado assim. Porque fui criado num berço católico no qual minha recente atitude era pecado. Eu era uma aberração.

Como filho único, eu também sentia vergonha por ser uma decepção muito grande para a minha mãe, que sempre teve a expectativa de ter netos. Naquela manhã, eu era o maior lixo do mundo. Abusei ao extremo do uso de cocaína, associada ao uso de ansiolítico. E o que me deixava pior era a sensação: ‘Tinha sido muito bom’. Chorei muito.

Não sei ao certo, mas acho que por dois ou três meses retornei à minha reclusão. Passava os finais de semana em casa, reprimindo meus desejos. Mas nada pode ser reprimido para sempre.

Depois de uma festinha de aniversário de uma colega de trabalho, num local próximo à casa noturna que já tinha frequentado, eu criei coragem e, após contornar diversas vezes o quarteirão, entrei. Receoso, troquei olhares com o bartender. Encarei, flertei, fui retribuído. O tempo demorou a passar e já era quase dia quando ele pôde sair do bar e vir ao meu encontro. Dessa vez, fui eu que tomei a iniciativa e o beijei. Dessa vez, eu não fugi e aquela meia hora em que ficamos juntos foi a primeira vez que um cara de 23 anos estava aceitando a si mesmo. Era a primeira vez que eu podia dizer que estava realizado, feliz.

Depois daquela noite, passamos a nos encontrar em todos os finais de semana. Mas, sozinho em casa, depois dos beijos, eu ainda me sentia angustiado e estranho. Tive a sorte, porém, de ter encontrado uma pessoa fantástica, que respeitava as minhas restrições. E elas eram muitas. A primeira vez em que permiti algo mais íntimo foi após dois meses de encontros, fim de semana após fim de semana. Meu namorado só começou a frequentar a minha casa após três meses de relacionamento. Ele compreendia, mas não deixava de ficar chateado com tamanho recalque. Cobrava sexo, mas eu tinha muito medo. Estávamos juntos havia cinco meses quando, pela primeira vez, ele foi dormir comigo. E foi a primeira vez que tivemos uma relação sexual. Era também a primeira relação sexual da minha vida.”

Pedro descobre que não o perdoam por ser

“Mesmo trabalhando para um órgão que, a princípio, deveria privar pelo cumprimento das leis, eu já sofri homofobia. Sinto um certo afastamento por parte de algumas pessoas simplesmente pelo fato de eu não querer me esconder mais. Minhas opiniões e minha qualidade técnica são diminuídas por causa da minha orientação sexual. Por quê? Ser gay me tornou menos competente?

Sinto raiva de uma sociedade que tem medo de ver beijo gay na novela das oito, mas que se delicia assistindo às piores atrocidades nos noticiários sensacionalistas. Fico me perguntando: por que eu incomodo tanto? Por que gostar de alguém traz tanta violência? De onde vem esse ódio?

É muito difícil compreender por que a comunidade evangélica, por exemplo, é capaz de perdoar a assassinos ou bandidos que se converteram à religião e não aceitam que eu caminhe de mãos dadas com meu namorado pela rua. Qual é o crime de se caminhar de mãos dadas pela rua?

Há pouco perdi um de meus melhores amigos e sei que seu assassinato ficará impune. Estamos no Brasil e não vai ser a primeira vez que um crime ficará impune. Pior ainda se são crimes de homofobia ou crimes que a nossa homofobia internalizada não permite que sejam investigados.

Uma vez eu fui vítima de um golpe conhecido como ‘Boa Noite Cinderela’. Apesar de todos os protestos de que não devia fazer um B.O. (boletim de ocorrência), fui até uma delegacia. E lá realmente desisti de fazer o B.O.. Nunca fui tão humilhado em toda a minha vida. O policial que me atendeu teve uma crise de riso enquanto eu relatava o caso. Aposto que não seria esta a reação caso o evento tivesse ocorrido com um macho alfa. Eu desisti de denunciar, voltei para casa e me senti a pessoa mais impotente do mundo.

Em outra oportunidade, vi um grupo de adolescentes na saída de uma festa GLS agredindo um garoto que aparentava estar muito bêbado. Novamente, apesar dos protestos de um namorado da época, interferi e acabei me dando muito mal. Apanhei um pouco, pois nem tenho porte físico para enfrentamentos e, quando a polícia chegou, os três adolescentes foram protegidos, e eu quase fui parar na delegacia. Segundo os policiais, eu estava gerando desordem.

Já perdi a conta de quantos amigos, em Goiânia ou em Uberlândia, já sofreram agressões na rua por serem gays. Ao tentar denunciá-las, as vítimas foram ridicularizadas, e os agressores liberados. Eu não tenho mais coragem de procurar a polícia para denunciar qualquer forma de preconceito. Vivemos no nosso mundinho, disfarçados. Vivemos num ‘gayto’.”

Pedro aproxima-se dos pais – que não sabem (ou fingem não saber) que é

“Distanciei-me dos meus pais há muito tempo. E continuei cada vez mais distante. Morando há três anos e meio em Goiânia, eles nunca tinham vindo me visitar. Neste final de ano, pela primeira vez, eu convidei-os a passar o Natal na minha casa. E eles vieram. Acho que minha pequena atitude abriu uma brecha para novamente possuir uma família, possuir um colo de mãe.

Não que meu Natal tenha sido maravilhoso. Na verdade, foi cheio de conflitos. Eu e minha mãe nos desconhecemos por completo. Eu e meu pai nem nos falamos, e então surgem diversas divergências. Eles chegaram no dia 23 de dezembro, à noite, e foram embora no dia 25, pela manhã.

Na tarde de Natal, descobri uma cartinha que minha mãe tinha deixado sobre o sofá. Transcrevo aqui um trecho: ‘O que mais queremos é a sua realização em todos os sentidos, pois, de qualquer forma, você é nosso único tesouro e não queremos continuar dessa forma. Infelizmente, precisamos te conhecer melhor. E saiba: seja qual for a circunstância, estaremos com você. Você sabe que não podemos adiar o que queremos, ainda mais que já estamos em contagem regressiva. Espero que leia umas várias vezes essa recomendação. Se não quiser comentar sobre ela falando, me escreva e me conte um pouco de você. Beijos. Te amamos muito. Mãe e pai’.

Tenho passado esses últimos dias pensando em qual seria a melhor forma de contar tudo de mim para meus pais. Mas ainda não descobri como. Já tentei escrever uma carta umas dez vezes, mas, ao final, rasgo tudo. Como se o que estivesse escrito ali fosse algo que tivesse o poder de torná-los extremamente infelizes."

O meio: ou como Pedro reencontra João no gesto possível

“Eu era só um menino, mas foi com João que senti remorso pela primeira vez, que tive consciência do que é covardia. Voltei a encontrá-lo em nossa cidade do interior mineiro em algumas poucas oportunidades. E em todas elas não fui capaz de me reportar a ele. João assumiu sua homossexualidade, e não posso esquecer os comentários maldosos de minha mãe, com suas amigas. Eu sentia raiva.

João tornou-se arquiteto. Quando me mudei para Uberlândia, vivíamos na mesma cidade e ainda hoje temos alguns amigos comuns. Mas nunca dividimos uma roda de amigos. É um somatório de minha vergonha e da sua mágoa. Para alguns dos amigos em comum, eu contei toda a história. Segundo eles, ele nunca mencionou o assunto.

Uma noite, identifiquei-o numa boate GLS. João havia se tornado um homem extremamente efeminado, mas muito lindo. Estava rodeado de amigos e, assim que tive oportunidade, eu o abordei. Entendo completamente as poucas palavras que ele dirigiu a mim. Havia mágoa na forma como ele me tratou, e eu compreendo a sua postura. Não toquei no assunto. Senti muita vergonha e, assim que pude, me afastei. Não consegui pedir desculpas. Algum tempo depois eu soube que João havia se mudado para a Austrália. Não sei se um dia voltarei a vê-lo”.

Da Revista Epoca - Por ELIANE BRUM - @brumelianebrum

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BBB: Monique se recusou a fazer o exame de corpo de delito


O delegado Antônio Ricardo L. Nunes conversou com a imprensa na tarde desta terça-feira, 17, em frente à 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), sobre o caso de um suposto estupro envolvendo os participantes do "Big Brother Brasil 12" Daniel e Monique, depois de colher depoimentos de ambos pela manhã.

"Ambos negaram que houve relação sexual. Eles confessaram que ingeriram bebida alcoólica, que se tocaram embaixo do edredom, mas que estavam conscientes", disse o delegado, que ouviu os participantes durante uma hora e meia, separadamente. O delegado reforçou que Daniel foi ouvido na qualidade de testemunha e que ele não foi indiciado. "Vou analisar com muito critério para não tomar nenhuma decisão precipitada."

Antônio disse que Monique se recusou a fazer o exame de corpo de delito, mas esclareceu que, como o inquérito por estupro de vulnerável foi instaurado e a ação penal é publica, a investigação segue independentemente da vontade dela.
"Vamos ouvir outros integrantes do programa. Nossa linha de investigação envolve descobrir se ela estava consciente ou não durante o ocorrido, comparando o que foi ouvido nos depoimentos com as imagens", disse o delegado, que garantiu que Daniel não é esperado na delegacia e que, por enquanto, não se pode falar em prisão.
Ao ser questionado se sabia que outra participante do programa, Mayara, já havia afirmado ter sido bulinada por Daniel, o delegado demonstrou estar ciente. "Vamos analisar todo o fato. É um conjunto de informações."
Antônio contou que recolheu a calcinha, a cueca e a roupa de cama usadas na madrugada de domingo para perícia, para verificar a existência de resíduos de esperma, mas que o resultado só deve sair em 30 dias. O delegado isentou a TV Globo de qualquer responsabilidade em relação ao caso. "Eles são pessoas maiores de idade e com vontade própria. Não vejo responsabilidade por parte da emissora", finalizou.
A Polícia Civil do Rio informou na tarde desta terça-feira (17) que abriu inquérito para apurar um suposto caso de estupro dentro "Big Brother Brasil".
Às 14h30 desta terça-feira, 17, o delegado Antônio Ricardo L. Nunes, delegado titular da 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), deixou o Projac sem dar maiores detalhes sobre o caso de possível abuso na casa do "BBB12".
"Entrevistamos dois personagens dessa história. Maiores detalhes eu só vou dar na delegacia. Nesse momento não posso dizer nada", disse Antônio Ricardo.
O delegado chegou ao Projac por volta das 10:30h da manhã desta terça, 17. Até o começo da tarde, segundo o "Jornal Hoje", ele já havia ouvido os participantes Daniel e Monique sobre o suposto estupro que teria ocorrido em um dos quartos da casa do "BBB" na madrugada de sábado para domingo.
Na véspera, uma equipe da delegacia já havia ido à cidade cenográfica iniciar a apuraçãodo caso. “Antes de qualquer coisa, precisamos ouvir as partes envolvidas. O inquérito só será aberto se Monique confirmar que houve abuso e disser que não tinha discernimento”, disse Paulo Villas Boas, chefe de investigação em conversa com o EGO.
O chefe de investigação disse ainda que o delegado soube do caso através da imprensa e que o vídeo que circula na internet que mostra Monique e Daniel na cama não tem qualquer valor legal. “É tudo muito prematuro, estamos engatinhando. Tomamos conhecimento do caso há apenas duas ou três horas”, disse às 16h desta segunda.
Por conta da polêmica, Daniel foi eliminado do programa e no momento se encontrarecluso em um hotel na Zona Oeste do Rio.

Na noite desta segunda-feira, a Globo anunciou a eliminação de Daniel. "Desde domingo de manhã, a direção avalia o comportamento de Daniel, suspeito de ter infringido as regras do programa. O Big Brother avaliou o comportamento de Daniel sem precipitação, com o máximo cuidado.

Analisamos as imagens que evidenciaram uma infração ao regulamento do programa. Depois de criteriosa avaliação, a direção do programa entendeu que o comportamento do brother na noite da festa foi gravemente inadequado. Consequentemente, Daniel está eliminado do BBB12”, anunciou Bial
Em entrevista ao EGO na noite de domingo, 15, Claudia Amin, mãe da BBB Monique, que teria sofrido abuso do companheiro de confinamento, Daniel, na noite de sábado, 14, demonstrou seu descontentamento.

"Estou horrorizada. É claro que houve abuso, ela estava apagada. Não sei se houve sexo de fato, mas no mínimo uma bolinação aconteceu. Não quero falar mais nada porque não quero prejudicar a minha filha."
Sergio Mattos, dono da agência de modelos 40º graus, falou sobre a repercussão do suposto caso de abuso sexual que envolve Daniel e Monique, do "BBB11". O brother teria se aproveitado do fato de a participante ter bebido demais durante a festa do sábado, 14, e cometido o ato enquanto ela estaria desacordada.
"Não tenho muito o que falar. Ele sempre foi um ótimo rapaz, gente boa e nunca deu nenhum tipo de problema. Ele tem ótimos clientes, inclusive internacionais. Já fotografou com Mario Testino, entre outros, e nunca ninguém reclamou dele", disse Sérgio.
O empresário se disse ainda muito assustado com a repercussão que o caso tomou nas redes sociais e a virulência de alguns comentários.

"Acho que as pessoas têm que esperar para falar. A polícia está no caso e vai ouvir todas as partes. O que não pode é as pessoas acusarem e fazerem comentários racistas. Isso é muito deselegante", disse encerrando o assunto.
Amigos do BBB Daniel estão inconformados com a falta de explicação sobre o assunto. Em conversa com o EGO, Fábio Toaldo, amigo de infância de Daniel, contou que a acusação de estupro é uma crueldade: "Impossível ele ter feito isso. Conheço ele desde pequenino e nunca soube de nada de errado dele. Daniel nunca teve histórico ruim com mulheres, namorou durante muitos anos e sempre foi respeitador".
Ainda segundo Fábio, faltam informações mais esclarecidas sobre o caso. "Eles só dizem atitude errada. Se rolou conduta indequada, os dois deveriam ser explusos", indignou-se.

Do Extra
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Modelo transexual está na disputa pelo título de Miss Inglaterra



Jackie Green se tornou a mais jovem transexual inglesa após fazer uma operação de mudança de sexo na Tailândia em seu aniversário de 16 anos. Agora, aos 18, Jackie foi convidada por olheiros que não sabiam de sua história a participar do Miss Inglaterra, noticiou o site do The Sun. A aspirante a modelo quer usar a oportunidade para falar sobre bullying e transexualidade.

"Fiquei impressionada quando os olheiros me chamaram. O Miss Inglaterra é um concurso de muito prestígio. Eu adoraria ganhar. Eu tenho tanta chance quanto qualquer outra mulher", disse Jackie.

O desejo de Jackie de trocar de sexo vem desde os 4 anos de idade. Aos 10 anos, ela já tinha cabelos longos e usava uniformes femininos para ir à escola. Aos 12, sua mãe, Susie, levou a menina a uma clínica nos Estados Unidos para que começasse a tomar hormônios e interrompesse a puberdade. O próximo passo foi fazer uma segunda hipoteca da casa para pagar a mudança de sexo, que custou cerca de R$ 75 mil.Por causa de bullying, Jackie chegou a tentar o suicídio cinco vezes.

"Eu tenho que agradecer a minha mãe. Ela salvou minha vida", declarou.

Jackie está em uma rodada preliminar do concurso, onde o público decide quais candidatas disputarão a semifinal.

Do Extra

Uma adolescente transexual se tornou a primeira a participar de um concurso de Miss na Inglaterra. Jackie Verde é a mais jovem transexual do Reino Unido, depois de fazer sua operação na Tailândia em seu 16º aniversário.

Aos 18 anos, ela - que nasceu Jack, mas vive como uma menina desde seus dez anos – foi convidada por olheiros de um concurso de Miss para participar da competição. Os agentes não tinham ideia de que ela era uma transexual quando a sondaram!



A aspirante a modelo é de Leeds e agora espera usar a oportunidade no Miss Inglaterra para lutar em prol das transex. “É um importante concurso, de grande prestígio. Adoraria ganhar e tenho chances como qualquer outra”, afirma a menina.

Jackie queria mudar de sexo desde os quatro anos de idade e a partir dos 10 passou a ter cabelos compridos e a usar o uniforme de meninas na escola. Aos 12, sua mãe, Susie, a levou para uma clínica nos EUA para o início do tratamento hormonal, que interrompe a puberdade masculina. Os pais, que são separados, decidiram re-hipotecar sua casa para financiar a operação da filha, que custou R$ 77 mil.

Por conta do bullying que sempre sofreu, Jackie tentou suicídio por cinco vezes. “Eu nunca poderei agradecer o suficiente por minha mãe ter me salvado a vida”, disse Jackie ao The Sun.
Boa sorte à Jackie no concurso de Miss Inglaterra agora!

Do Virgula

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Macarrão ama Bruno, diz advogado do goleiro


O advogado do goleiro Bruno Souza afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço direito do atleta, teria levado Eliza Samudio para ser assassinada em razão de ter nutrido ciúme dela e por ter desenvolvido sentimento de “amor” ao atleta. O motivo mais forte, elencado por Rui Caldas Pimenta para sustentar a sua tese, seria a tatuagem que Macarrão fez nas próprias costas em homenagem ao goleiro.

“Você já viu um homem gravar (na pele) uma prova de amor como essa a um amigo? Eu estou com 70 anos e nunca vi. Isso é atípico. E, se é atípico, tem um desvio qualquer nisso. É estranho um homem fazer uma declaração de amor a outro como a que ele fez para o Bruno”, disse Pimenta, aludindo a uma tatuagem que Macarrão carrega nas costas e na qual está escrito: “Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro”.

O advogado disse que Macarrão sentia ciúme de Eliza Samudio e ajudou na morte da modelo, com quem o goleiro teria um filho, para “agradar” o jogador. Pimenta ainda afirmou que Luiz Henrique deveria se submeter a exames psiquiátricos forenses para tentar definir a sua preferência sexual.

Segundo a Polícia mineira, a modelo foi executada em junho de 2010 pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em sua casa, localizada na cidade de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ela teria sido conduzida ao local por Macarrão e por dois primos de Bruno.

Do UOL

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Fabíola Fontinelle: "Quero ver criadores, não copiadores"

Sentada em um banquinho do Píer Mauá na tarde abafada desta terça-feira (10) no Rio de Janeiro, Fabíola Fontinelle descansava enquanto esperava o início do desfile de Alexandre Herchcovitch, da qual era convidada. "Trabalho com figurinos e venho em todas as edições. Espero ver nessa temporada muitas coisas novas, porque ultimamente a moda brasileira está uma cópia do que a Europa apresentou na temporada passada. Quero ver criadores e não copiadores", provocou a transexual.

Com look caprichado, Fabíola contou que não costuma usar sombras para maquiar os olhos, justamente por causa do calor que faz no Rio de Janeiro. "Prefiro usar lápis à prova d'água que não derrete de jeito nenhum. Passo as cores e esfumo", explicou.

O penteado retrô foi feito por um amigo e ela entregou: "tem duas perucas aqui. Uma na franja e outra no coque. Meu cabelo natural é chanel e eu ainda pintei hoje para ficar mais natural, na cor da peruca. Sofri horrores para criar esse look. Estava vindo pra cá com uma dor de cabeça lascada porque tinha um grampo repuxando no meu couro cabeludo. Foi horrível", afirmou.

Semana de moda carioca
O Fashion Rio, um dos maiores eventos de moda do País, está em sua 20ª edição e acontece entre 10 e 14 de janeiro, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Já a 19ª edição da bolsa de negócios de moda Fashion Business, a maior da América Latina, vai até 13 de janeiro, no Jockey Club Brasileiro, também na capital carioca. No total, são 49 desfiles que tomam as passarelas do Rio de Janeiro em seis dias, incluindo as apresentações dos novos talentos, que acontecem no Rio Moda Hype, nos dias 10 e 11 de janeiro.

Do Terra

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Camila Ribeiro foi atração na passarela da Sta. Ephigênia


Travesti em passarela de semana de moda não é novidade. Mas ainda assim eles causam burburinho. Que o diga Camila Ribeiro, modelo transexual, de 23 anos, que desfilou nesta terça-feira, 10, no Fashion Business, a feira de negócios ligados à moda que antecede o Fashion Rio.

"A minha agência me vende para os clientes como uma modelo normal, como qualquer outra menina. Óbvio que a Lea T serve como referência de uma pessoa que desbravou esse segmento. Sempre que existe um exemplo assim, acho positivo. Mas é um assunto que precisa ser falado no mundo da moda para que o comportamento das pessoas em relação a isso comece a mudar.Transexualismo não é modinha", disse a modelo engajada e toda articulada pouco antes de desfilar.

Camila revelou ainda nos bastidores que está solteira e só desfila mesmo como mulher, nada de recorrer a sua persona masculina. "Eu não posaria como homem", disse.
Do Ego

A modelo transexual Camila Ribeiro, que participou do desfile da Sta. Ephigênia na tarde desta terça-feira (10), no Fashion Business, Rio de Janeiro, afirmou que, apesar do atual gosto do mundo da moda por modelos andrógino, não posaria como homem. "Não sou andrógina, sou feminina", define ela.

Aos 23 anos e com outros desfiles agendados na semana de moda carioca, Camila disse que o sucesso de Lea T. é uma oportunidade para que a moda ajude a debater o tema da transexualidade. "É um momento que precisa ser falado", afirmou ela.

Camila Ribeiro afirmou ainda que toma todos os cuidados de beleza que qualquer mulher, e recomenda o uso de água termal para a limpeza da pele.

Semana de moda carioca
O Fashion Rio, um dos maiores eventos de moda do País, está em sua 20ª edição e acontece entre 10 e 14 de janeiro, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Já a 19ª edição da bolsa de negócios de moda Fashion Business, a maior da América Latina, vai até 13 de janeiro, no Jockey Club Brasileiro, também na capital carioca. No total, são 49 desfiles que tomam as passarelas do Rio de Janeiro em seis dias, incluindo as apresentações dos novos talentos, que acontecem no Rio Moda Hype, nos dias 10 e 11 de janeiro.

Do Terra

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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