Header Ads

A IGREJA E OS HOMOSSEXUAIS - Por Pe. Zezinho

Aqueles dois homens que se tocaram de forma erótica e ante a indiferença de pelo menos duas mil pessoas que viram a cena, entre lágrimas se beijaram longa e apaixonadamente no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, protagonizaram um ato que já aconteceu, no decorrer da História, em muitos paises do mundo; Grécia antiga, um deles. Confesso que não estou preparado para ver tais cenas sem julgar, porque cresci numa fé que me diz que esse tipo de afeto deve ser reservado para homem e mulher e nunca ser protagonizado em público, daquela maneira. Nem casais heterossexuais costumam ir tão longe! Ainda penso que relações de afeto daquele teor deveriam efetuar-se dentro do matrimônio, entre homem e mulher, e na privacidade de um lar.

Dirão que isso é retrógrado e ultrapassado. Diziam isso também na Grécia antiga, onde filósofos das mais diversas escolas aprovavam ou condenavam tais relações. Nas livrarias dezenas de livros tratam deste assunto. Nem todos aceitavam e nem todos condenavam. Mas era bastante comum entre jovens. Quando veio o cristianismo, apoiados no ensinamento, sobretudo de Paulo, como no início da carta aos Romanos ( Rm 1,16-32), os cristãos combateram como sabiam e como podiam este comportamento dentro de suas comunidades, o mesmo valendo para o incesto e o adultério.

Nos números 2357-2359, ao falar da homossexualidade, diz a Igreja Católica no seu catecismo, que reconhece a existência dessa atração sexual, às vezes profundamente enraizadas numa pessoa; que sabe que a homossexualidade tomou diversas formas ao longo dos séculos e das culturas, mas considera tais atos intrinsecamente desordenados, não naturais, porque não têm complementaridade verdadeira e de modo algum devem ser aprovados. Entende que é uma forma de sofrimento e provação para quem tem fé e que tal pessoa deve ser acolhida com respeito, compaixão e delicadeza. Não devemos discriminá-la, ou ser injustos ou agressivos para com ela. A castidade para o homossexual é uma forma de sofrimento, inclusive para muitos que abertamente a assumem. A Igreja entende que as pessoas não procuram a homossexualidade. Descobrem essa tendência e precisam decidir o que fazer diante desse fato. Manda respeitá-los, mas não concorda com o que fazem. Já foi e será duramente agredida, por não abrandar a sua postura diante da questão, porque questão se tornou. Os questionamentos estão cada dia mais intensos.

Por meio da mídia muitos homossexuais reagem com dureza, ironia e até agressão, sobretudo porque, infelizmente, dentro da Igreja também os há, alguns entre as fileiras do clero. O noticiário freqüentemente veicula estes fatos. Dizem que a Igreja deveria começar por dentro dela mesma. Sentem-se agredidos por esta pregação que nem sempre foi caridosa e nem sempre é. Numa sociedade, onde se permite a liberdade de expressão, tanto eles quanto quem não pensa nem sente como eles deveriam externar seu ponto de vista com respeito e gentileza. -Você é a favor e eu sou contra. -Seus motivos são estes mais aqueles e meus motivos são tais e tais.

Tenho notado que, na maioria dos casos, o debate resvala para ofensas e agressão verbal. Pode e deve ser diferente. De uma parte e de outra. Não é fácil para eles, não o é para quem discorda deles. Mas há que se falar do assunto! Tem a ver com relações humanas, com a idéia que se faz da vida e do sexo, com o amor e com a fé. Todos têm o direito de pensar, expressar-se e opinar. Mas que não se sacrifique a fraternidade! O sentir não é o mesmo, mas o respeito precisa existir. Continuam filhos de Deus e irmãos nossos.

Do Site oficial do Pe. Zezinho

Nenhum comentário