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Travesti de MT paga R$ 8 mil por plástica e morre durante cirurgia

Uma travesti natural de Nobres (143 km de Cuiabá) morreu durante uma cirurgia de lipoaspiração em uma unidade de saúde em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A jovem, denominada apenas de “Patrícia”, tem 26 anos, e será encaminhada ao estado ainda nesta sexta-feira (3).

Na identidade original, a vítima se chamava Rosenildo Martins. Ela morava na Itália há três anos e veio ao Brasil para passar as férias de fim de ano com a família. Os parentes sabiam da internação, porém, afirmaram não saber onde o jovem seria internado, conforme destacou o Campo Grande News.

Uma sobrinha da vítima foi até Campo Grande para acompanhar a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML). O sepultamento de “Patrícia” deve ocorrer entre esta madrugada e a manhã de sábado (4), assim que o corpo chegar à sua cidade natal.

Rosenildo Martins iniciou uma bateria de exames preparativos para a cirurgia plástica ainda em dezembro, e optou por realizar o procedimento no estado vizinho, pelo preço de R$ 8 mil. A unidade de saúde escolhida foi um hospital infantil, que não possuía UTI.

A decisão do médico de ter praticado a operação mesmo em um hospital não preparado para possíveis eventualidades será acompanhada pelo Conselho Regional de Medicina, que inclusive já abriu sindicância para apurar se houve irregularidade no caso.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul começa ouvir esta semana equipe médica responsável pela cirurgia de lipoaspiração que resultou na morte de uma travesti em Campo Grande. Patrícia, de 26 anos, com nome de registro de nascimento Rosenildo Martins, passou por procedimento cirúrgico no último dia 2 de fevereiro em um hospital particular da Capital. Durante o pós operatório, Rosenildo teve complicações e acabou morrendo.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações do caso, Fábio Sampaio do 1º DP, o inquérito já foi instaurando e a equipe médica que realizou a cirurgia na travesti começa a ser ouvida nesta terça- feira (7).


A Polícia Civil informou ainda que já colheu os depoimentos de parentes da vítima, “Dois parentes de Rosenildo foram ouvidos na semana passada. Entre eles está a sobrinha dele.”, concluiu o delegado.
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS), já abriu uma sindicância médica para apurar se o cirurgião plástico infringiu o Código de Ética Médica. As investigações podem durar até 6 meses.
O médico que realizou procedimento cirúrgico na travesti é o cirurgião plástico, Paulo de Oliveira Lima, que atua na área há 30 anos. Há 15, realiza operações no Hospital São Lucas, em Campo Grande.
Ele convocou uma coletiva no dia 4 de fevereiro para esclarecer o procedimento feito pela equipe médica. O médico explicou que Rosenildo Martins, de 26 anos, que era travesti, queria modelar a região do abdomen retirando não apenas gordura, mas também resquícios de silicone industrial aplicado sem supervisão. A presença da substância no organismo, segundo ele, dificultou o procedimento.

Rosenildo morava na Itália. Veio para Capital de MS para fazer a lipoescultura. A cirurgia começou às 11h da manhã de quinta-feira (2). Terminou às três da tarde no mesmo dia. O paciente, que estava sem acompanhante, apresentou queda de pressão ainda no centro cirúrgico. “Foi feita várias recuperações, quatro, cinco vezes. Meus assistentes e anestesistas ficaram lá foram feitas quatro a cinco recuperações, e na quinta ou sexta, ele não voltou mais”, defende-se o médico.
Rosenildo chegou até o cirurgião por indicação de um amigo, paciente do médico. Todos os exames pré-operatórios exigidos para esse tipo de cirurgia foram feitos em Cuiabá. Segundo o médico, o eletrocardiograma e os exames de sangue apresentaram resultados que habilitavam o paciente à operação.


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