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Renata Zequini: ‘Fui salva pelo celular’, diz vítima de ataque em Rio Preto

 
Uma das travestis baleada por um homem nesta quarta-feira (15), em São José do Rio Preto (SP), afirma que foi salva por causa de um celular. O caso aconteceu durante a madrugada, quando um motociclista ainda não identificado abriu fogo em diversos pontos da cidade. "O tiro pegou na minha mão. O alvo dele seria minha cabeça, mas fui salva pelo celular e o tiro acabou acertando o aparelho e meu braço", afirma a travesti Renata Zequini, de 21 anos (foto).
No momento do ataque, Renata foi informada do atirador e estava tentando entrar em contato com uma amiga. Segundo ela, o homem apareceu na sua frente, em uma moto, e fez o disparo. "Estava preocupada com uma amiga e tentei ligar para ela. Quando estava no celular, o bandido parou na minha frente e começou a abrir fogo", conta Renata.
Os ataques deixaram duas travestis feridas e duas mortas.  Renata é uma das duas vítimas que sobreviveram. Ela e outra travesti, de 25 anos, levaram tiros na mão e passaram por cirurgia. "Acho que foi mais um ato de vingança do que de homofobia. Agora não estou tranquila em lugar nenhum. É uma coisa que a gente nunca imagina que vai acontecer", diz Renata.
Segundo testemunhas que presenciaram a ação, o homem estava armado, pilotava uma moto vermelha, aparentava ter entre 40 a 50 anos, cabelo grisalho e peso elevado. Como nada foi levado das vítimas, a polícia trabalha com hipóteses de crime de intolerância e associação das vítimas com o tráfico de drogas.

Do G1

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