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Travesti Laryssa Silveira é executada com três tiros em Piracicaba

Uma travesti de 24 anos foi encontrada morta no acostamento da alça de acesso do km 43 da rodovia Cornélio Pires (SP-127), que liga Piracicaba a Tietê, na altura do bairro Chicó, à 0h45 da sexta (17/08). Regis Felipe Silveira de Góes, que usava o pseudônimo de Laryssa Silveira, foi executado com pelo menos três tiros, sendo um no peito e dois no rosto — um abaixo do nariz e outro de raspão ao lado direito da face. Nas redes sociais é possível conhecer o travesti. Cabelos longos e loiros. A foto mostra um travesti bem produzido e com seios fartos e seliconados.

Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima, que também era cabeleireira, foi localizado após uma denúncia anônima feita à Polícia Militar. Foi a 36ª morte violenta registrada em Piracicaba neste ano e a segunda em agosto.
Na sexta (17/08), quando a equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) chegou ao local do crime, a Polícia Militar informou que recebeu uma solicitação pelo telefone 190. Os policiais localizaram o corpo da vítima com marcas de tiro no rosto e no peito. Foi constatado que se tratava de uma travesti aparentando ter entre 20 e 25 anos, branca, magra, com cabelos louros, aproximadamente 1,70 metro de altura, com tatuagem de uma flor na coxa direita e outra de um fênix nas costas.
A Polícia Técnico Científica esteve no local, realizou a perícia e apreendeu um estilhaço de chumbo próximo ao corpo da vítima, segundo o Boletim de Ocorrência número 7.072/2012. O delegado Wilson Lavorenti, da DIG, considerou o fato grave e dará atenção especial para o esclarecimento do crime. “Tão logo os policiais chegaram ao cenário do crime, deram início aos trabalhos preliminares, mas não havia a identidade da vítima.
O travesti era cabeleireiro morava com a família em uma casa na rua dos Topázios, no bairro Mário Dedini. Ainda de madrugada, a Equipe de Homicídios percorreu os possíveis locais onde ela teria estado, como na rua Governador Pedro de Toledo, no Centro. Em conversação com algumas pessoas do convívio dela, os policiais chegaram até a sua identidade, já que encontraram um irmão dela, que também atuava no local”, afirmou. Lavorenti disse ainda que os investigadores já fizeram um primeiro contato com os familiares, acompanharam a necropsia da vítima e estão coletando elementos que levem à prisão do autor do homicídio. “Também já estão em busca das imagens de câmeras de segurança das proximidades da rua Governador para tentar identificar algum suspeito.
Toda atenção está sendo dispensada para o esclarecimento. Agora, é colher provas e elementos de informação”, declarou. À reportagem do Jornal de Piracicaba, um irmão da vítima, Renner Silveira de Goes, de 18 anos, que também é travesti, disse que Laryssa costumava ficar na esquina da Governador Pedro de Toledo com a avenida Doutor Paulo de Moraes, nas proximidades de uma loja de móveis. “Ela só trabalhava ali e somente à noite. Ela saía do salão, que fica aqui em casa, por volta das 19h, e sempre voltava às 22h”. À reportagem do “G1″ que a travesti não possuía inimigos. “Nem sei o que pensar, pois foi algo muito recente”, afirmou.

Do Jornal de Piracicaba com informações do G1 e RAC -  Foto: Parou Tudo

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